l IFE: nº 2.395 - 26
de novembro de 2008 Índice
Regulação e Reestruturação do Setor
Empresas Leilões Oferta
e Demanda de Energia Elétrica Gás
e Termelétricas Grandes
Consumidores Economia
Brasileira Biblioteca
Virtual do SEE
Regulação e Reestruturação do Setor 1 GESEL/UFRJ e o do setor elétrico para 2009: Fórum, Workshop e Laboratório de Crise O Grupo
de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(GESEL/UFRJ) realiza três importantes eventos para finalizar o ano de
2008 e podermos sistematizar informações e conhecimentos para 2009. 1-
No dia 8 de dezembro, acontece o Fórum GESEL/UFRJ Perspectivas do Setor
Elétrico Brasileiro para 2009, que vai analisar e debater as perspectivas
do planejamento energético, da política energética, da operação do sistema
elétrico, da regulação e da comercialização de energia no mercado livre.
O fórum terá apresentações de Marcio Zimmermann, secretário-executivo
do MME; Mauricio Tolmasquim, presidente da EPE; Hermes Chipp, diretor-geral
do ONS; Edvaldo Santana, diretor da Aneel; e Antônio Carlos Fraga Machado,
presidente do Conselho de Administração da CCEE. 2- No dia 10 de dezembro,
acontece o Workshop Assimetria Tarifária na Distribuição. O objetivo é
discutir com profissionais das principais empresas distribuidoras, buscando
elementos para propor alterações junto à Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel). 3- O GESEL/UFRJ realizará no dia 15 de dezembro a primeira reunião
do recém-criado Laboratório da Crise. Trata-se de um ambiente de debate
criado para acompanhar e analisar os efeitos da crise no setor elétrico.
Este Laboratório irá funcionar durante 2009, examinando os diferentes
e complexos reflexos da crise econômica sobre a demanda de energia elétrica.
A reunião do dia 15 de dezembro terá como ponto de discussão estudo elaborado
pelo GESEL e serão convidados técnicos da EPE, ONS, da CCEE, empresas
grandes consumidoras de energia elétrica, associações setoriais e outras
entidades. Mais informações e inscrições na Secretaria de eventos do GESEL,
com Flora. Telefone: (21) 3873-5249 e (21) 2542-2490 - e-mail: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
2 Gesel: Nivalde de Castro aponta lado positivo da crise Segundo
o diretor-geral do ONS Hermes Chipp, ainda é cedo para rever as projeções
para 2009. Primeiro, diz ele, é preciso avaliar se as políticas do governo,
aqui e no exterior, vão surtir algum efeito sobre a economia. Ele afirma,
porém, que em setembro o ONS e a EPE já tinham revisto o consumo em 2009.
A nova projeção, que considera uma alta do PIB de 4%, indica que o consumo
aumentará 4,8%. A previsão anterior era de 5,2%. Para o coordenador do
Grupo de Estudo do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde Castro, a crise
foi "ótima" para o setor elétrico do ponto de vista de geração. "Agora
podemos fazer um planejamento melhor, gerar menos energia de usinas a
óleo diesel e contratar menos energia em leilões". De outro lado, a conta
de luz ficará mais cara para o consumidor. Isso porque 20% da energia
que abastece o País vem de Itaipu, vendida em dólar. (O Estado de São
Paulo - 26.11.2008) 3 EPE: liminar não atrasa Jirau A liminar
judicial que pode suspender a obra da usina hidrelétrica de Jirau, no
rio Madeira (RO), não vai atrasar a entrada em operação da unidade, segundo
o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. Segundo
Tolmasquim, a liminar não inviabiliza a meta de antecipação da usina de
Jirau. "A suspensão não me causa surpresa e virou uma questão corriqueira
no Brasil. Alguma ONG vai à Justiça e consegue uma liminar. O consórcio
provavelmente vai conseguir cassar a liminar. O bom senso vai prevalecer
e a obra não está ameaçada", disse Tolmasquim. "Tenho falado com os empreendores
e tudo indica que vai ser mesmo antecipado de 2013 para 2012. A usina
de Santo Antõnio será até maio de 2012, mas tem grandes perspectivas de
se antecipar (mais). Se instalou uma competição para ver quem vai terminar
antes. Quem ganha é o consumidor", acrescentou o presidente da EPE. (Jornal
do Commercio - 26.11.2008) 4
Crise externa não deve afetar metas do plano decenal de energia 5 Procel prevê investimentos de R$ 60 mi este ano O Procel
deve terminar o ano com investimentos de R$ 60 milhões. O montante é superior
aos R$ 52,780 milhões aplicados no ano passado, segundo balanço de ações
divulgado na terça-feira, 25. A expectativa é avançar sobre a economia
de 3,93 bilhões de kWh conseguida este ano, o equivalente a 1% do consumo
nacional anual. A meta do programa é acumular uma economia de cerca de
6 bilhões de kWh em 2008, segundo Emerson Salvador, chefe da divisão de
Eficiência Energética na Oferta da Eletrobrás. O investimento de 2007
caiu em relação ao ano anterior porque foi concluído um programa com o
Banco Mundial para capacitação de laboratórios. Foram capacitados 22 laboratórios
para o processo de etiquetagem do Selo Procel. (CanalEnergia - 25.11.2008)
6 Aperfeiçoamentos na metodologia do 2º ciclo de revisão tarifária são aprovados pela Aneel A Aneel
homologou hoje (25/11) os resultados da audiência pública nº 52/2007 que
trata dos aperfeiçoamentos dos critérios que serão utilizados no segundo
ciclo de revisão tarifária periódica das concessionárias de distribuição
de energia elétrica. Com a decisão, os aperfeiçoamentos das metodologias
serão utilizados nas revisões do segundo ciclo, iniciado em 2007, para
as 42 revisões que tiveram resultados provisórios anteriores a essa alteração,
além das 19 revisões que ainda não tiveram resultados provisórios publicados.
A área técnica procederá aos cálculos da proposta de revisão tarifária
definitiva das concessionárias e encaminhará para a apreciação da Diretoria
Colegiada no decorrer do ano de 2009. (Aneel - 25.11.2008) 7 Reidi: MME enquadra novos projetos de transmissão e geração O Ministério de Minas e Energia enquadrou projetos de transmissão e geração de energia elétrica no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-estrutura. A decisão beneficia as transmissoras Coqueiros, Cteep, Serra Paracatu, Interligação Elétrica Pinheiros, Pedras, EBTE, além das sociedades de propósito específico Barra da Paciência Energia, Corrente Grande Energia e São Gonçalo Energia. Os empreendimentos estão localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Os enquadramentos constam em portarias do MME publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25 de novembro. Clique aqui para ver o documento. (CanalEnergia - 25.11.2008) 8
Artigo de Luiz Fernando Vianna: "A hora e a vez da energia nuclear" 9 Artigo de Cristiano Romero: "Jerson Kelman e o interesse público" Em seu artigo
para o jornal Valor Econômico, Cristiano Romero analisa as avaliações
e acusações a Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel, pelo seu posicionamento
favorável ao início das obras de construção da hidrelétrica de Jirau,
em Rondônia, visto que a licença ambiental de construção ainda não foi
dada pelo IBAMA, e de tentativa de influenciar a decisão do IBAMA com
seus pronunciamentos. Na avaliação de Kelman, se a licença provisória
fosse dada, a energia vinda de Jirau poderia começar a ser gerada mais
cedo, visto que após a elevação do Rio Madeira, fica impossível instalar
a barragem. Não sendo gerada, essa energia ficaria a cargo das termelétricas,
mais poluentes e caras. Assim, Romero argumenta que as acusações à Jerson
foram feitas sem nenhum fato concreto e que a opinião dele não significa
que não se deva realizar um licenciamento ambiental em obras de interesse
nacional, como o MP entendeu e que, diante disso, a atuação do MP, no
afã de fiscalizar, cometeu certas arbitrariedades, quando na verdade o
problema teria um viés mais burocrático e anticapitalista, emperrando
a modernização do país em muitos aspectos. A lentidão das obras do bem-intencionado
PAC seria uma prova disso. Para ler na integra, clique aqui. Para ler
o texto na íntegra, clique aqui.
(Valor Econômico - 26.11.2008)
Empresas 1 CEA tem mais um reajuste tarifário não-aplicável A diretoria
da Aneel aprovou na terça-feira, 25, reajuste tarifário da CEA, que deveria
entrar em vigor no dia 30. Com inadimplência generalizada em suas obrigações
setoriais, a empresa não pagou encargos e nem a energia que recebe e,
por isso, não pode aplicar o aumento das tarifas. O reajuste tarifário
da empresa ficou em 1,9% com efeito médio para os consumidores de 40,56%.
A discrepância é explicada pelo acúmulo de reajuste não repassados aos
clientes da empresa. Joísa Campanher, diretora-relatora do processo, pediu
que a Aneel encaminhe ofício ao MME reforçando a necessidade de declaração
da caducidade da concessão da empresa. O pedido está no MME há cerca de
um ano sem resposta. Devido à situação de inadimplência, a empresa não
recebe recursos de CCC, RGR e CDE desde 2004, segundo a diretora. A empresa
é administrada pelo governo do estado do Amapá. (CanalEnergia - 25.11.2008)
2 Elektro lança esquema especial para verão A Elektro lança na próxima sexta-feira, 28 de novembro, no Guarujá (SP), a edição 2008/2009 do Plano Verão. Na ocasião, a empresa apresentará as ações, investimentos e estrutura operacional e técnica destinados a atender o crescimento da demanda de energia elétrica no litoral durante o período, quando o consumo nesta região chega a triplicar. (CanalEnergia - 25.11.2008) 3 Cteep vai emitir R$ 200 mi em notas O conselho
de administração da Cteep informou ontem que aprovou na última sexta-feira
a emissão de R$ 200 milhões em notas promissórias pela empresa. A companhia
de transmissão de energia pretende vender 200 papéis com valor nominal
de R$ 1 milhão cada. As notas terão prazo de vencimento de 180 dias e
prevêem remuneração de 120% da variação do CDI. A emissão de notas é a
forma de captação preferida pelas empresas durante a crise. (DCI - 26.11.2008)
4
Celesc divulga números sobre desabastecimento 5 Celesc é incluída no Índice de Sustentabilidade Empresarial A BM&FBovespa
divulgou na terça-feira, 25, a nova carteira do Índice de Sustentabilidade
Empresarial. Segundo a instituição, a Celesc foi incluída no índice, enquanto
Copel, Petrobras e Weg foram excluídas. O ISE vigora até o dia 30 de novembro
do ano que vem. As outras empresas do setor que fazem parte do ISE são
AES Eletropaulo, AES Tietê, Eletrobrás, Energias do Brasil, Cemig, Cesp,
Coelce, Tractebel Energia, CPFL Energia e Light. O ISE é composto por
38 papéis de 30 empresas que apresentaram alto grau de comprometimento
com sustentabilidade e responsabilidade social, segundo a instituição.
Os ativos totalizam R$ 372 bilhões em valor de mercado. (CanalEnergia
- 25.11.2008) 6 Tradener diz que desistiu de leilão A-1 em função do preço inicial O sócio-diretor
da Tradener, Walfrido Ávila, disse na terça-feira, 25, que a decisão da
empresa de não aportar garantias financeiras para participar do leilão
de energia existente A-1, previsto para o próximo dia 28, se deu em função
do preço inicial do certame, de R$ 121 por MWh. Segundo ele, o preço inicial
foi divulgado após o início do processo do certame. Ávila explicou que,
mesmo sem o preço inicial, a decisão da empresa foi a de participar do
leilão. No entanto, a expectativa era de que o preço-teto fosse superior,
próximo do valor de referência. Ainda de acordo com ele, a baixa adesão
de geradores no leilão pode ser um recado ao mercado: ou está faltando
energia para negociação ou os empreendedores estão preferindo não participar
do leilão. (CanalEnergia - 25.11.2008) 7 Tradener compra para Retiro Baixo A Tradener
recebe até próxima quinta-feira (27/11) proposta para chamada pública
para a compra de até 111 MW médios para o consórcio Retiro Baixo Energética.
O objetivo da concorrência é atender os contratos de venda de energia
já firmados pela empresa, que previa iniciar a operação da hidrelétrica
Retiro Baixo (82 MW) em janeiro. A usina, no entanto, só começa a gerar
no início de 2010. O leilão é composto por três produtos, que prevêem
a compra de até 37 MW médios, cada, com período de fornecimento de 1º
de janeiro de 2009 até 31 de dezembro do mesmo ano. O preço máximo do
primeiro produto está definido em R$ 130/MWh. Já o preço do segundo corresponderá
ao PLD médio do mês de referência da proposta, acrescido de um percentual
desse mesmo PLD, com preço teto de R$ 145/MWh. A proposta do terceiro
produto deverá especificar o prêmio em R$/MWh, limitado ao máximo de R$
15/MWh. O valor do prêmio será aplicado sobre a totalidade da energia
em cada mês do período de fornecimento em que não houver opção de compra.
Nos meses em que a Tradener confirmar o exercício da compra, o preço da
energia será de R$ 145/MWh. (Brasil Energia - 25.11.2008) No pregão do dia 25-11-2008, o IBOVESPA fechou a 34.812,86 pontos, representando uma alta de 1,83% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 3,72 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,59%, fechando a 15.595,75 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 26,30 ON e R$ 24,55 PNB, alta de 1,15% e baixa de 0,84%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 26-11-2008 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 26,08 as ações ON, alta de 0,37% em relação ao dia anterior e R$ 24,70 as ações PNB, estável em relação ao dia anterior. (Investshop - 26.11.2008)
Leilões 1 Leilão de LT do Madeira tem deságio de 7,15% O leilão
das linhas de transmissão do Rio Madeira ocorreu de maneira rápida e tranqüila
na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 26 de novembro.
Como previsto pelo GESEL, a disputa entre os investidores foi comedida
com um deságio de 7,15% sobre a Receita Anual Permitida Máxima de R$ 799,535
milhões dos sete lotes. Os lances vencedores acumularam R$ 742,374 milhões.
(CanalEnergia - 26.11.2008) 2 Grupos que congregam as subsidiárias da Eletrobrás saem vitoriosos Os lotes D e G, que compreendem as linhas entre Porto Velho e Araraquara - com 2.375 quilômetros - ficaram com os consórcios Madeira Transmissão e Integração Norte Brasil, respectivamente. Os dois grupos congregam as subsidiárias da Eletrobrás - Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte. A maior disputa foi a correspondente ao lote D com 22 lances, sendo 20 em viva-voz. Contudo, o deságio sobre a RAP máxima de R$ 176,626 milhões foi de apenas 0,21%. O lote foi arrematado pelo Madeira Transmissão formado por Cteep (51%), Furnas (24,5%) e Chesf (24,5%). O consórcio também ficou com o lote F, correspondente a duas estações retificadora e inversora. O maior deságio oferecido foi de 29,5% pelo lote E feito pela Cymi Holding. A empresa arrematou as linhas Araraquara-Araraquara de Furnas e Araraquara-Araraquara Cteep por R$ 15,463 milhões de RAP. A Isolux chegou a ser eliminada da disputa pelo lote B por ter feito lance acima da RAP máxima de R$ 41,707 milhões. (CanalEnergia - 26.11.2008) 3 Investimentos nos lotes arrematados pelo consórcio Madeira Energia estão orçados em R$ 3 bi O presidente
de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, disse que os investimentos nos lotes
arrematados pelo consórcio Madeira Energia estão orçados em R$ 3 bilhões.
Já o presidente da Eletronorte prevê para os seus lotes investimento de
R$ 3 bilhões. A estatal faz parte do consórcio Integração Norte Brasil,
que conta também com Eletrosul (24,50%), Abengoa (25,50%) e Andrade Gutierrez
(25,50%). A Eletronorte é líder do consórcio com participação de 24,50%.
Além do lote G, o grupo arrematou os lotes A e C. (CanalEnergia - 26.11.2008)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 ONS: carga de energia cresce 3,4% em um ano A carga
de energia elétrica do SIN cresceu 3,4% no acumulado dos últimos 12 meses,
informou, nesta terça-feira, o ONS. Já em novembro deste ano, foi verificada
uma expansão de 1,8%, em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo
com o operador, o subsistema Norte foi o que apresentou maior variação
na carga de energia em novembro de 2008, subindo 4,6%, em comparação a
igual mês do ano anterior. Em seguida, estão os subsistemas Sul, com variação
positiva de 2,6%, Nordeste, com 2,5% e Sudeste/Centro-Oeste, com crescimento
de 1,1%. No entanto, em relação ao mês de outubro deste ano, a carga gerada
pelo SIN em novembro caiu 3,3%, devido, segundo NOS, a manifestações da
crise financeira global na economia brasileira. (Setorial News - 25.11.2008)
2 SC: 100 mil unidades ainda sem luz A Celesc informou na terça-feira, 25/11, que conseguiu restabelecer o fornecimento de energia em cerca de 31 mil unidades consumidoras no estado de Santa Catarina. Mais de 100 mil unidades consumidoras - 4,7% do fornecimento total - ainda estão sem o abastecimento depois das fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias. (Brasil Energia - 25.11.2008) 3 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 50,24% O nível
de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 50,24%, apresentando
queda de 0,20% em relação à medição do dia 23 de novembro. A usina de
Furnas atinge 72,37% de volume de capacidade. (ONS - 26.11.2008) 4 Sul: nível dos reservatórios está em 96,29% O nível
de armazenamento na região Sul apresentou queda de 0,24% em relação à
medição do dia 23 de novembro, com 96,29% de capacidade armazenada. A
usina de Machadinho apresenta 99,71% de capacidade em seus reservatórios.
(ONS - 26.11.2008) 5 NE apresenta 36,64% de capacidade armazenada Apresentando
queda de 0,23% em relação à medição do dia 23 de novembro, o Nordeste
está com 36,64% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de
Sobradinho opera com 19,37% de volume de capacidade. (ONS - 26.11.2008)
6 Norte tem 25,89% da capacidade de armazenamento O nível
de armazenamento da região Norte está em 25,89% com variação de -0,12%
em relação à medição do dia 23 de novembro. A usina de Tucuruí opera com
18,09% do volume de armazenamento. (ONS - 26.11.2008)
Gás e Termoelétricas 1 Reparo do gasoduto Brasil-Bolívia levará 21 dias se chuvas diminuírem Em nota divulgada há pouco, a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil informa que a previsão para conclusão das obras de reparo no trecho do gasoduto rompido no bairro de Belchior, na região de Gaspar (SC), é de 21 dias desde que as condições climáticas permitam. A TBG e a Petrobras, diz a nota, mantiveram entendimentos com as distribuidoras de gás natural SCGás e Sulgás, que abastecem os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a fim de garantir um plano de contingência para o fornecimento de 30 mil metros cúbicos diários - volume suficiente para atender os serviços essenciais (residências, hospitais e comércio) durante o período da obra. (Agência Brasil - 25.11.2008) 2 Agentes fecham acordo sobre Lei do Gás Agentes
do setor de gás natural fecharam um acordo sobre a Lei do Gás, em reunião
realizada, nesta terça-feira (25/11), no MME. O próximo passo será a apresentação
do acordo ao relator do projeto da Lei do Gás, senador Jarbas Vasconcelos,
na Comissão de Constituição e Justiça, no Senado, por onde tramita a discussão
do marco regulatório. O entendimento conta com o apoio da Petrobras, da
Abar, da Abegás, da Abrace e do IBP, além do próprio MME, que vem coordenando
as discussões. (Setorial News - 25.11.2008) 3 Despacho de térmicas gerou custo de R$ 1,7 bi para consumidor até agosto O Instituto
Acende Brasil e a PSR Consultoria lançaram nesta terça-feira, 25 de novembro,
a sexta edição do programa Energia Transparente. Segundo o presidente
do Acende Brasil, Claudio Sales, a publicação faz uma análise da relação
custo-benefício imposta por medidas preventivas do governo para evitar
racionamentos nos próximos anos como o acionamento das térmicas e a contratação
de energia de reserva. O estudo aponta que o despacho fora da ordem de
mérito representou, de janeiro a agosto deste ano, o custo de R$ 1,7 bilhão
para o consumidor, contra R$ 24 milhões no ano passado e R$ 207 milhões,
em 2006. Clique aqui para ver o estudo. (CanalEnergia - 25.11.2008) 4 Entidades criticam uso de térmica para evitar racionamento de São Paulo O custo
de se manter as usinas termelétricas ligadas como uma forma de prevenir
um racionamento de energia tem sido tão alto que não vale o benefício
da segurança do fornecimento, segundo estudo divulgado ontem pelo Instituto
Acende Brasil e a PSR Consultoria. Nas diversas análises feita pela PSR,
o atual sistema de nível meta dos reservatórios das usinas hidrelétricas,
estabelecido pelo ONS, não compensa o que o consumidor paga para ter essa
segurança. Custaria na média cerca de R$ 5,7 mil por MW/h, enquanto o
próprio governo coloca como aceitável um custo de R$ 2,5 mil por MW/h
para se evitar um racionamento. Além disso, em apenas 18% dos casos os
níveis tornariam a relação custo e benefício vantajosa para o sistema.
(Valor Econômico - 26.11.2008) 5 STJ retira de pauta ação que pedia suspensão da licença de Angra 3 O Superior Tribunal de Justiça retirou de pauta o julgamento da ação movida pelo Ministério Público Federal contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, visando a suspensão da concessão da licença ambiental da construção da usina nuclear de Angra III. Segundo a Advocacia-Geral da União, ainda não há previsão de uma nova data. A legalidade da licença estava prevista para ser defendida pelo chefe da Procuradoria-Geral Federal, Marcelo de Siqueira Freitas, nesta terça-feira, 25 de novembro. (CanalEnergia - 25.11.2008)
Grandes Consumidores 1 Usiminas afetada na produção Um dos principais
motivos dos cortes na produção de aço foram as férias coletivas anunciadas
por montadoras como Volkswagen, GM e Fiat, que atingiram em cheio o setor.
"O revés foi tão violento e rápido que pegou as empresas com estoque elevado.
Isso fez com que as encomendas fossem totalmente paralisadas", diz o analista-chefe
da Gradual Corretora, Paulo Esteves. Nesse caso, a empresa mais atingida
é a Usiminas, responsável por 40% da produção nacional de aços planos
- matéria-prima que atende, principalmente, a indústria automobilística.
Já a atual retração na demanda por aços longos, utilizados na construção
civil, vem do exterior. A Açominas, da Gerdau, produtora de aços longos
que diminuirá em 16% sua capacidade anual de produção, por exemplo, exporta
80% da sua produção. (O Estado de São Paulo - 26.11.2008) Ontem, foi
a vez de a Gerdau antecipar a manutenção programada de suas operações
nas subsidiárias Açominas, em Minas Gerais, e Siderperú, no Peru. A companhia
prevê um volume de vendas 24% menor já neste quarto trimestre, em relação
ao mesmo período do ano passado. Para o economista Fábio Silveira, da
RC Consultores, o movimento mostra que as empresas se preparam para uma
desaceleração do crescimento doméstico. "O setor siderúrgico abastece
indústrias de diferentes segmentos de consumo, como construção civil e
bens duráveis, que já mostram indícios de esfriamento." Segundo dados
do IBS, construção civil, automotivo e de bens de capital consomem 70%
da produção nacional de aço. (O Estado de São Paulo - 26.11.2008) 3 Produção de aço mantém-se estável A produção
brasileira de aço bruto em outubro foi de 2,9 milhões de toneladas, com
queda de 3,7% em relação a setembro e recuo de 0,1% em relação a outubro
do ano passado, o que representa estabilidade. Em 2008 até outubro, a
produção totalizou 29,7 milhões de toneladas, 6,5% superior a igual período
do ano anterior. Os números foram informados há pouco pelo IBS. A maior
parte é de laminados, que são produtos siderúrgicos de maior valor que
os semi-acabados. Em outubro, a produção de laminados foi de 2,3 milhões
de toneladas, aumento de 2,5% em relação a setembro. A produção nos primeiros
dez meses de 2008, totalizou 22 milhões de toneladas, superior em 3% sobre
o mesmo período de 2007.( Jornal do Commercio - 26.11.2008) 4 Vale aposta no crescimento dos emergentes O diretor
financeiro da Vale, Fábio Barbosa, afirmou que a empresa trabalha com
um cenário em que os países em desenvolvimento devem apresentar uma expansão
de 5 pontos percentuais acima das economias maduras em 2009, que devem
registrar recessão em função da crise financeira global. Segundo ele,
a companhia está preparada para enfrentar os desafios que o credit crunch
impõe ao mundo, que deve sofrer uma desaceleração expressiva no curto
prazo, mas deverá se recuperar no longo prazo. "A Vale está muito preparada
para enfrentar esse cenário desafiador, pois possui ativos de classe mundial
e sua curva de custos é baixa", disse. (DCI - 26.11.2008) 5 Mineradora canadense espera por licença A mineradora
canadense Adriana Resources espera conseguir até o segundo trimestre do
ano que vem a licença de instalação para o porto que pretende construir
na Baía de Sepetiba, em frente à ilha de Itacuruçá, no Rio de Janeiro.
O projeto da companhia se divide em duas fases, com orçamento total estimado
em US$ 750 milhões. O projeto do porto está sob o guarda-chuva da subsidiária
Brazore, que planeja gastar US$ 225 milhões na primeira fase, com início
de operação em 2011. (DCI - 26.11.2008) 6 Ásia retoma contato e anima Gerdau e VCP O telefone
dos fornecedores brasileiros para o mercado asiático voltou a tocar na
última semana para cotações de preços, o que pode ser um sinal de retomada
da demanda. A afirmação foi feita por duas empresas de grande representatividade
em seus setores, a VCP e a siderúrgica Gerdau. "Após mais de dois meses
de silêncio, a China dá sinais de que começa a se mexer, eles começaram
a ligar para fazer cotações", afirmou Marcelo Castelli, diretor de operações
da VCP. Afirmação parecida foi feita pelo o diretor-presidente da Gerdau,
André Gerdau Johannpeter, que disse que clientes tradicionais da companhia
já começaram a procurar a empresa, principalmente os do Oriente Médio,
leste europeu e "alguns" na Ásia. "Em geral, os estoques no mundo já estão
mais baixos", afirmou o executivo. (DCI - 26.11.2008)
Economia Brasileira 1 Superávit primário do governo central cresce 55% O governo central bateu, mais uma vez, recordes nos resultados de superávit primário. Em outubro o superávit foi de R$ 14,65 bilhões, o que significa a melhor marca para esse mês. No ano, o valor acumulado é de R$ 95,6 bilhões, igualmente recorde para o período, e equivalente a 4,03% do PIB. O valor é 55,8% acima do verificado no mesmo período do ano passado. O superávit primário acumulado está acima da meta fiscal prevista para 2008, incluídos os R$ 14,2 bilhões do fundo soberano (R$ 77,6 bilhões). Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, esse resultado prova que a avaliação do governo está correta ao propor a criação de um fundo soberano com recursos equivalentes a 0,5% do PIB. "É a execução de superávits acima da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) como instrumento anticíclico", afirmou. (Valor Econômico - 26.11.2008) 2 Confiança do consumidor é a menor desde 2005 Depois de registrar queda de 10% em outubro em relação ao mesmo período do ano passado, o ICC apresentou em novembro retração ainda mais acentuada, nesse tipo de comparação: 15,2%. Nos meses de outubro e novembro deste ano, a redução no índice foi de 4,2%, ao passar de 101,1 para 96,9 pontos. O resultado, divulgado ontem pela FGV, foi o menor desde setembro de 2005, início da série histórica. O índice é composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor. Segundo a pesquisa, o resultado de novembro foi influenciado principalmente pela pior avaliação do consumidor sobre a situação financeira familiar e pelo menor ímpeto para compras de bens duráveis nos próximos meses. (Valor Econômico - 26.11.2008) 3
BC "injeta" recursos na economia 4 Crédito está se normalizando, diz Febraban O presidente
da Febraban e do Santander, Fábio Barbosa, considerou os números do crédito
divulgados ontem pelo BC a maior demonstração de que o sistema financeiro
não tinha paralisado a liberação dos empréstimos. Os dados do BC apontam
um crescimento do crédito de 2,9% em outubro em relação a setembro, e
de 34,6% nos últimos 12 meses, o que fez com que a relação crédito/PIB
atingisse o recorde de 40,2%. "Esses números mostram que o sistema continuou
concedendo crédito", afirmou. De acordo com Barbosa, o que aconteceu foi
que houve, nos últimos meses, um aumento muito grande da procura por crédito
bancário depois de terem secado tanto as linhas de financiamento externas
como as possibilidades de levantar recursos no mercado de capitais. (Folha
de São Paulo - 26.11.2008) 5 OCDE: Expansão do Brasil cai a 3% em 2009 A OCDE (Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) afirmou que a economia
brasileira não está imune à deterioração do ambiente financeiro global
e vai se desacelerar no ano que vem. Segundo ela, o PIB brasileiro vai
se expandir em 5,3% neste ano e 3% em 2009 -no início do mês, o FMI fez
previsão semelhante. Para a OCDE, o crescimento vai ser estimulado principalmente
pela demanda interna. Uma retomada do ritmo é prevista para o fim do ano
que vem e em 2010, quando o PIB deve avançar 4,5%. (Folha de São Paulo
- 26.11.2008) 6 Custo do crédito sobe e preocupa governo Depois de pouco mais de dois meses tentando administrar os impactos negativos da crise financeira externa na economia brasileira, o governo mudou o foco de suas preocupações. Em vez da oferta de crédito, agora é o custo dos empréstimos o alvo das medidas em discussão. Segundo levantamento do BC, o custo médio de um empréstimo bancário chegou a 45% ao ano neste começo de mês, se considerada a média dos contratos firmados entre os dias 1º e 12 de novembro. Em outubro, essa taxa estava em 42,9% ao ano e, em setembro, em 40,4%. Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a escalada dos juros não deve ser interrompida enquanto as turbulências nos mercados globais não diminuírem. (Folha de São Paulo - 26.11.2008) 7
Governo quer IR maior de banco e de quem lucrar mais 8 Taxa média de juros atinge 45% ao ano A taxa média
de juros no crédito com recursos livres atingiu 42,9% ao ano, em outubro,
com alta de 2,5 pontos percentuais em relação ao nível de 40,4% de setembro,
divulgou nesta terça-feira o BC. E, segundo o chefe do departamento Econômico
do BC, Altamir Lopes, as taxas de juros atingiram 45% ao ano, com alta
de 2,1 pontos percentuais nos primeiros oito dias úteis de novembro em
relação aos oito primeiros dias de outubro. A pessoa física teve alta
de 5 pontos percentuais, para 59,8% ao ano, enquanto o custo para pessoa
jurídica subiu 0,2 ponto percentual, para 31,9% ao ano. Em outubro, o
segmento pessoa jurídica foi o que teve maior alta, 3,3 pontos percentuais,
para 31,6% ao ano, ante 28,3% em setembro. Para pessoa física, a taxa
média subiu 1,7 ponto percentual, para 54,8% ao ano. (Gazeta Digital -
26.11.2008) 9 Esforço fiscal soma R$ 14,7 bi em outubro O esforço
fiscal do Governo Central, formado pelo TN, Previdência Social e BC, para
o pagamento do juro da dívida pública no mês passado foi um recorde para
outubro. O superávit primário atingiu R$ 14,7 bilhões, resultado de receitas
primárias de R$ 55,6 bilhões e de despesas de R$ 41 bilhões, e superou
em 141% os R$ 6,1 bilhões apurados em setembro, revelou ontem o Tesouro
Nacional. É também o maior resultado desde abril, quando o superávit foi
de R$ 16,7 bilhões. Diante de tal resultado, o superávit acumulou no ano,
até outubro, R$ 95,6 bilhões, o equivalente a 4,03% do PIB. O resultado
é o maior desde o início da série do Tesouro Nacional, em 1997. (Gazeta
Mercantil - 26.11.2008) 10 Crédito cresce 2,9% em outubro, mas novos empréstimos caem 3% A crise
financeira internacional levou a uma redução nas concessões de novos empréstimos
bancários em outubro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo BC.
O volume desses financiamentos caiu 3% em relação a setembro. Se for considerada
a média diária dessas concessões, a redução foi ainda maior: 7,3%. Em
setembro, os bancos emprestaram, em média, R$ 7,4 bilhões por dia, valor
que caiu para R$ 6,8 bilhões no mês passado. Com isso, o estoque de crédito
na economia diminuiu o ritmo de crescimento para 2,9%, atingindo R$ 1,186
trilhão em outubro. Esse montante equivale a 40,2% do PIB, novo recorde
da série iniciada em julho de 1994. (O Estado de São Paulo - 26.11.2008)
11 Inflação em São Paulo registra desaceleração segundo a Fipe O IPC do
município de São Paulo registrou desaceleração na terceira prévia do mês
de novembro. De acordo com o relatório divulgado hoje (25) pela Fipe,
na terceira quadrissemana deste mês (de 24 de outubro a 22 de novembro),
o índice fechou em 0,54%, contra 0,58% verificado na quadrissemana anterior
(de 16 de outubro a 15 de novembro). A queda, de 0,04 ponto percentual
é a primeira verificada desde meados de outubro, quando as altas da carne
e dos cereais começaram a pressionar a inflação. Segundo o coordenador
do IPC, Antonio Evaldo Comune, desta vez, o que mais colaborou para a
redução do índice foram as baixas nos preços do feijão e das chamadas
frutas de época: -12,86% e -7,76%, respectivamente. (Agência Brasil -
25.11.2008) O dólar
comercial opera com valorização na abertura dos negócios nesta quarta-feira.
Há pouco, a moeda estava a R$ 2,351 na compra e a R$ 2,353 na venda, elevação
de 1,29%. Já no mercado futuro, os contratos de dezembro negociados na
BM & F subiam 0,59%, a R$ 2,354. Na terça-feira, o dólar comercial recuou
0,08%, a R$ 2,321 na compra e R$ 2,323 na venda. (Valor Online - 26.11.2008)
Biblioteca Virtual do SEE 1 VIANNA, Luiz Fernando. "A hora e a vez da energia nuclear" CanalEnergia. Rio de Janeiro. 25 novembro 2008. Para ler
o texto na íntegra, clique aqui. 2 ROMERO, Cristiano. "Jerson Kelman e o interesse público". Valor Econômico. São Paulo. 26 novembro 2008. Para ler
o texto na íntegra, clique aqui.
Equipe
de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás Visite
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