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IFE: nº 2.378 - 30 de outubro de 2008
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Fórum GESEL/Renovação das Concessões: Nivalde de Castro defende rapidez na decisão
2 Artigo de Nivalde José de Castro: "Assimetria tarifária no segmento de distribuição"
3 Aneel aprova novas regras no mercado livre
4 Aneel limita repasse de custos de energia dos Sistemas Isolados
5 Aneel recomenda mudança na metodologia de formação da Parcela A
6 Aneel aprova novo cálculo de garantias financeiras
7 Seminário em São Paulo discutirá Energias Renováveis, planejamento e a Nova Eletrobrás
8 Abrace apresenta "Brasil Sustentável - Desafios do mercado de energia"
9 IERE General Meeting
10 Artigo de Jean Carlo Albino: "Apuração anual da CCEE - uma evolução necessária"
11 Artigo de Ricardo Lima: "Pela competitividade industrial"

Empresas
1 Eletrobrás nega irregularidades
2 Aperto de crédito dificulta rolagem de débito da Terna
3 Apesar da crise, Terna se mostra disposta a participar de leilões
4 Furnas no leilão de coletoras
5 Econergy nas mãos da Suez
6 CEEE GT terá RAP de R$ 731,4 mil para reforços em subestação
7 Energisa investirá R$ 200 mi em PCHs no Rio de Janeiro
8 Energisa: consumo cresce 7,2%

9 Reajuste tarifário: Aneel aprova índices de distribuidoras da região Norte

10 Energisa contrata para PCHs

11 Aprovada compra de transmissoras

12 Cotações da Eletrobrás

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Crise afeta demanda de energia, diz ONS
2 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 52,65%
3 Sul: nível dos reservatórios está em 87,43%

4 NE apresenta 44,92% de capacidade armazenada

5 Norte tem 33,36% da capacidade de armazenamento

Gás e Termelétricas
1 Reforço para atender Candiota III

Grandes Consumidores
1 Vale Inco mantém investimentos
2 Aracruz terá 30 dias para renegociar a dívida
3 Fitch rebaixa classificação da Aracruz Celulose
4 Usiminas tem bons resultados, mas vê "incertezas" para 2009
5 Gerdau aplica ao ano R$ 72 mi na área social
6 Para Gerdau, governo tem que reduzir gastos
7 Usiminas manterá seus planos apesar da crise
8 Usiminas tem lucro de R$ 880 mi
9 Braskem admite rever e adiar investimentos previstos para 2009

Economia Brasileira
1 Copom mantém juros em 13,75%
2 Indústria reduz projeções de demanda e vê menos espaço para alta de preços

3 Câmara aprova projeto que cria o fundo soberano
4 Mantega concorda com prazo de validade para a MP 443
5 BC anuncia troca de US$ 30 bilhões por reais com o Fed para conter crise
6 BNDES anuncia ajuda a empresas que perderam com derivativos
7 Dificuldade para obter crédito é a maior desde 2003
8 Receita diz não haver estudos para alongar prazo de tributos
9 FMI abre crédito de US$ 100 bi a emergentes
10 Brasil não planeja usar nova linha do FMI por enquanto
11 Brasil tem chance mínima de rating maior, diz Moody's
12 Gastos do governo com obras do PAC caem 70%
13 Fluxo cambial caminha para pior mês desde janeiro/1999
14 BC detecta crédito para exportação
15 Desemprego no país recua para 14,1% em setembro
16 IGP-M acelera e fecha outubro com alta de 0,98%
17 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Governo do México aprova reforma energética
2 Aumenta a importação equatoriana de energia
3 Argel e Rabat venderão juntos eletricidade a Espanha

Biblioteca Virtual do SEE
1 ALBINO, Jean Carlo. "Apuração anual da CCEE - uma evolução necessária". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 17 outubro 2008.
2 LIMA, Ricado. "Pela competitividade industrial". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 14 outubro 2008.

3 CASTRO, Nivalde de; DANTAS, Guilherme de A.. "Assimetria tarifária no segmento de distribuição". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 29 outubro 2008.

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Fórum GESEL/Renovação das Concessões: Nivalde de Castro defende rapidez na decisão

Com o início das discussões sobre o fim dos contratos de concessão de hidrelétricas, linhas de transmissão e distribuidoras de energia, o Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL/UFRJ) iniciou uma série de estudos sobre o tema, como forma de ajudar na solução de um problema que afeta grande parte dos ativos do setor de energia elétrica. Até 2015, vencem as concessões de quase 22 mil MW potência instalada, mais de 73 mil quilômetros de linhas e os contratos de 41 das 64 distribuidoras (neste caso entre 2014 e 2016). O professor Nivalde José de Castro, coordenador do GESEL/UFRJ, defende uma solução rápida e geral para as concessões, para evitar que as empresas tenham problemas de caixa no futuro. O tema depende de mudanças legislativas e, na visão dele, com definição rápida, como forma de evitar uma crise no setor, com desvio de recursos de investimentos (inicialmente para expansão) para os ativos amortizados. O tema está na pauta do Fórum GESEL - Impactos e Riscos do Processo de Renovação de Concessões no Setor Elétrico, que acontecerá no dia 13 de novemmbro (www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/forum). Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 30.10.2008)

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2 Artigo de Nivalde José de Castro: "Assimetria tarifária no segmento de distribuição"

Em artigo ao CanalEnergia, Nivalde José de Castro, professor da UFRJ e coordenador do GESEL (Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia) e Guilherme de A. Dantas, mestre em Economia e Política da Energia e do Ambiente pela Universidade Técnica de Lisboa e pesquisador do GESEL/UFRJ, afirmam que a mudança na metodologia de cálculo e determinação das tarifas das concessionárias podem ser consideradas como um dos elementos determinantes à consolidação do marco regulatório para este segmento do setor. Nesse sentido, a metodologia das revisões tarifárias periódicas deve ser mantida por representar uma condição basilar para a modicidade tarifária aos consumidores finais de energia no mercado cativo. No entanto, acresentam há necessidade de buscar mecanismos e instrumentos para minimização das assimetrias tarifárias. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 30.10.2008)

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3 Aneel aprova novas regras no mercado livre

A Aneel aprovou ontem as novas regras para o depósito das garantias do mercado livre de energia, ambiente em que não há vínculo com uma distribuidora de eletricidade. A idéia da mudança é evitar a ocorrência de inadimplência no setor. A CCEE foi o órgão que propôs a alteração no depósito das garantias. A partir de fevereiro, mês em que está prevista a implantação da nova medida, os vendedores de eletricidade do ambiente livre terão que depositar garantias antecipadas de quatro meses para conseguir negociar eletricidade. Outra novidade no setor, que deve ser implantada no começo do ano que vem, é a adoção de penalidades mais severas aos agentes que não depositarem as garantias referentes aos contratos. O nome do comercializador será publicado na Aneel e no mercado. Além disso, haverá multa correspondente a 5% do montante não depositado. (Gazeta Mercantil - 30.10.2008)

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4 Aneel limita repasse de custos de energia dos Sistemas Isolados

A Aneel aprovou na última terça-feira, 28 de outubro, limites de repasse, para os consumidores, dos custos com compra ou geração de energia no Sistema Isolado. "Os limites de repasse, uma vez estabelecidos, determinarão, na prática, o patamar para a contratação da energia destinada ao atendimento dos consumidores cativos dos Sistemas Isolados", afirmou José Guilherme Senna, diretor-relator da matéria. Os limites serão aplicados nos próximos reajustes tarifários das distribuidoras dos sistemas isolados. As pequenas centrais hidrelétrica, que não têm subrogação da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis, terão como limite o valor médio ponderado do custo de aquisição dessa fonte nos três últimos leilões, atualmente em R$ 135,55 por MWh. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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5 Aneel recomenda mudança na metodologia de formação da Parcela A

A Aneel aprovou na última terça-feira, 28 de outubro, o início do processo de aperfeiçoamento da metodologia de cálculo dos reajustes e revisões tarifárias. O alvo da mudança no processo é a parcela A, pois a Aneel não quer que as distribuidoras se beneficiem ou sejam prejudicadas por itens integrantes. O objetivo é garantir a devida neutralidade da parcela A. Para isso, pela proposta, a conta de variação da Parcela A (CVA) deverá considerar também as variações entre o mercado de energia elétrica utilizado na definição do reajuste tarifário da empresa e o mercado verificado nos doze meses da compensação dos saldos apurados. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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6 Aneel aprova novo cálculo de garantias financeiras

A Aneel aprovou na última terça-feira, 28 de outubro, mudança no cálculo de garantias financeiras associadas à liquidação do mercado de curto prazo. As principais mudanças se deram no processo de penalizações em caso de não aporte das garantias. A nova metodologia terá um período de transição para implementação de quatro meses. As garantias nesse período serão aplicadas com um fator de atenuação, que será gradativamente reduzido, até a implementação total no quinto mês. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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7 Seminário em São Paulo discutirá Energias Renováveis, planejamento e a Nova Eletrobrás

O ministro Edison Lobão vai a São Paulo no próximo dia 6 de novembro para abrir o Seminário Energia em Ação, que discutirá a evolução de oferta e demanda, a expansão como oportunidade de negócio, a atratividade das energias renováveis e a "Nova Eletrobrás", entre outros pontos. Também são presenças confirmadas o presidente da BM&F Bovespa, Gilberto Mifano; o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes; representantes de entidades ligadas ao setor como Ricardo Lima, presidente da ABRACE; Marcos Jank, presidente da ÚNICA; Maurício Tolmasquim, presidente da EPE e o professor e coordenador do GESEL da UFRJ, Nivalde de Castro. (Yahoo! Brasil - 30.10.2008)

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8 Abrace apresenta "Brasil Sustentável - Desafios do mercado de energia"

A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), a Ernst & Young Brasil e a FGV Projetos farão nesta quinta-feira, dia 30, apresentação do estudo "Brasil Sustentável - Desafios do Mercado de Energia". A apresentação acontecerá durante o evento Energia Competitiva - Contribuindo para o Crescimento do Brasil, que acontece no Hotel Renaissance, em São Paulo, a partir das 8h30. Desenvolvido pela Ernst & Young e a FGV Projetos, o estudo traz um panorama da demanda global de energia para as próximas duas décadas, e o ranking dos maiores mercados consumidores de energia em 2030. O relatório também faz um comparativo do crescimento do PIB e do consumo de energia no Brasil e analisa as fontes energéticas que serão utilizadas no período. (CTGás - 30.10.2008)


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9 IERE General Meeting

Entre os dias 17 e 21 de novembro, em Foz do Iguaçu, será realizado o 8th IERE General Meeting. O evento reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros, dirigentes governamentais, executivos do setor elétrico, engenheiros e pesquisadores para discutir tecnologias avançadas de geração e transmissão e metodologias para elaboração e acompanhamento de planejamento estratégico voltado para P&D no setor elétrico. As inscrições para o 8th IERE General Meeting já estão abertas. Mais informações no site www.ieremeeting.com.br. (CEPEL - 30.10.2008)

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10 Artigo de Jean Carlo Albino: "Apuração anual da CCEE - uma evolução necessária"

A introdução da apuração anual das penalidades de lastro para venda e cobertura de consumo representa um passo evolutivo importante e necessário para que o mercado brasileiro cresça, afirma, em artigo ao CanalEnergia, Jean Carlo Albino, Superintendente de Gestão e Assuntos Regulatórios da Comerc Energia. A partir do Decreto 5.163/2004, os agentes geradores, comercializadores e consumidores livres solicitaram que o processo de verificação de suficiência de lastro fosse realizado com base no ano civil, ou seja, com apuração de penalidades apenas uma vez no início de cada ano, em relação aos doze meses do ano anterior. Já para a Aneel, a forma mais imediata de promover a modicidade tarifária no ACR é o recolhimento mensal dos montantes a pagar. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 30.10.2008)

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11 Artigo de Ricardo Lima: "Pela competitividade industrial"

Em artigo ao CanalEnergia, Ricardo Lima, presidente executivo da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), afirma que hoje a diminuição de custos é fundamental para que indústrias e consumidores finais enfrentem os solavancos devidos à crise internacional e que já atingem a economia brasileira. Além disso, acrescenta que a reforma tributária em tramitação na Câmara dos Deputados poderia resolver pelo menos parcialmente um dos principais problemas do setor elétrico. No entanto, embora a reforma abra uma perspectiva de simplificação da carga, é muito pouco provável que leve a uma efetiva desoneração fiscal, segundo a Abrace. Além da diminuição das alíquotas, uma atitude simples que poderia ser tomada é a mudança na forma de cobrança do ICMS, além da eliminação da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 30.10.2008)

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Empresas

1 Eletrobrás nega irregularidades

Em resposta a um possível processo administrativo que a CVM poderá instaurar, a Eletrobrás voltou a informar que está negociando com os acionistas majoritários uma alternativa para quitação da reserva de dividendos que seja adequada à disponibilidade de recursos da empresa. O valor total da reserva, segundo a empresa, é de R$ 8,7 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão parcela dos minoritários. (DCI - 30.10.2008)

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2 Aperto de crédito dificulta rolagem de débito da Terna

A Terna Participações, empresa italiana que é hoje um dos maiores grupos do setor de transmissão de energia do país, tem um cenário de investimentos difícil pela frente por conta da crise financeira. A dívida de curto prazo supera os R$ 600 milhões e a rolagem pode ser afetada pela falta de crédito no mercado. Sobre futuras distribuições, Fiocco diz que é uma avaliação que precisará ser feita levando em consideração os interesses da companhia. Um desses interesses que precisam ser levados em conta é o da participação no leilão das linhas de transmissão do Rio Madeira, que será um dos maiores investimentos em transmissão do país. Uma das opões da companhia para rolar essa dívida é uma emissão de debêntures da Eteo que já está em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de R$ 123 milhões. (Valor Econômico - 29.10.2008)

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3 Apesar da crise, Terna se mostra disposta a participar de leilões

A dificuldade que todas as empresas enfrentam nesse momento para obter crédito podem ser empecilhos a serem enfrentados também pela Terna. O diretor-geral da companhia, Alessandro Fiocco, diz que é preciso fazer uma avaliação cuidados dos cenários e reforçar a disciplina financeira. A empresa se mostra disposta a participar seja sozinha ou em consórcio para levar alguns dos sete lotes que serão leiloados. Os maiores impactos vieram de um desembolso de R$ 65 milhões referentes à uma dívida feita com emissão de notas promissórias. O vencimento dessa dívida está previsto para maio de 2009. A seu favor a empresa tem o crescimento da receita líquida no período, afetada principalmente pela correção da receita anual permitida (RAP) pelo IGPM. (Valor Econômico - 29.10.2008)

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4 Furnas no leilão de coletoras

A estatal Furnas abriu nesta quarta-feira (28/10) chamada pública para formação de consórcio para participar disputar o Lote C do leilão das estações coletoras, previsto para 24 de novembro, no Rio de Janeiro. Com a decisão de disputar apenas um lote, a companhia evita uma disputa direta com a Eletrosul, outra empresa do grupo Eletrobrás, que vai concorrer pelos lotes A e B. O lote C corresponde aos empreendimentos que serão instalados em Mato Grosso do Sul e Goiás. As instalações da Rede Básica compreendem as linha de transmissão Chapadão-Jataí, de circuito duplo e em 230 kV, Barra dos Coqueiros-Quirinópolis, de circuito simples e em 230 kV, Palmeiras-edéia, em circuito simples e 230 kV. As subestações que integram esse sistema de transmissão são Jataí, Quirinópolis e Edéia, todas de 230 kV. O objetivo da licitação é disponibilizar obras fundamentais para a conexão de novas térmicas movidas a biomassa e PCHs, localizadas nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul ao SIN. (Brasil Energia - 29.10.2008)

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5 Econergy nas mãos da Suez

A GDF-Suez concluiu a compra da Econergy International por cerca de R$ 138 milhões. A operação, guiada pela subsidiária Suez Energy South America (Sesa), foi divulgada na quarta-feira, 29. A empresa informou, em nota, que estuda ainda uma eventual aquisição de participações que a Econergy tem em outras empresas de energias renováveis no Brasil, não incluídas nesta operação. A aquisição envolve as eólicas Pedra do Sal (18 MW) e Beberibe (25,6 MW), e a PCH Areia Branca (19,8 MW). Com a efetivação da compra, a Tractebel obteve um acréscimo de 1% em sua capacidade instalada, de 6.144 MW anteriormente. (Brasil Energia - 29.10.2008)

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6 CEEE GT terá RAP de R$ 731,4 mil para reforços em subestação

A Aneel autorizou na terça-feira, 28, a CEEE GT a implantar reforços em instalações de transmissão. A agência estabeleceu a RAP de R$ 731,4 mil, a preços de outubro de 2008, para as obras. As melhorias consistem na substituição e extensão do barramento de 230 kV da SE Presidente Médici e demandarão investimentos da ordem de R$ 4,356 milhões. Com os reforços, a capacidade da unidade aumentará de 1 kA para 3 kA, abrindo espaço para três módulos. Em janeiro de 2010, está prevista a entrada em operação da UTE Candiota III. Antes disso, em setembro de 2009, deve entrar em funcionamento a LT, em 230 kV, Presidente Médici - Santa Cruz I. Segundo a Aneel, a conexão da térmica Candiota III provocará superação de barramento da SE Presidente Médici. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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7 Energisa investirá R$ 200 mi em PCHs no Rio de Janeiro

A Energisa investirá R$ 200 milhões na construção de três PCHs no Rio de Janeiro. Na última semana, a empresa assinou contratos para a viabilização das usinas, que somam 31,2 MW de capacidade instalada. As PCHs serão chamadas de Caju, Santo Antônio e São Sebastião e produzirão 157,4 GWh por ano. Segundo a Energisa, as obras terão início em dezembro e a previsão é que sejam encerradas no primeiro semestre de 2010. De acordo com a Energisa, a energia produzida será comercializada no mercado livre. Os empreendimentos foram enquadrados no BNDES, que deve financiar 75% do total dos investimentos. A expectativa é que a contratação do crédito aconteça ainda este ano. A amortização deverá ocorrer em 14 anos após o período de carência. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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8 Energisa: consumo cresce 7,2%

O consumo consolidado dos clientes cativos das cinco distribuidoras controladas pela Energisa cresceu 7,2%, atingindo 4.628 GWh nos nove primeiros meses do ano. As subsidiárias nordestinas obtiveram os melhores resultados. As Energisas Sergipe, Paraíba e Borborema registraram crescimento no consumo de, respectivamente, 9,4%, 7,7% e 7,1%. De janeiro a setembro, a receita operacional bruta consolidada da Energisa ficou em R$ 1,797 bilhão, mesmo valor registrado em igual período do ano passado. De acordo com a holding, a receita reflete a alienação da unidade de geração térmica ocorrida no final de 2007. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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9 Reajuste tarifário: Aneel aprova índices de distribuidoras da região Norte

A Aneel aprovou na última terça-feira, 28 de outubro, os reajustes tarifários anuais de quatro distribuidoras da região Norte. Segundo a agência, os percentuais de reajuste refeletiram, entre outros fatores, o aumento das despesas das distribuidoras com compra de energia e a variação do IGP-M. Os índices entram em vigor no próximo sábado, 1º de novembro. No Amazonas, a Manaus Energia terá índices médios de 15,08%, para os clientes de baixa tensão, enquanto que as classes A3 (69 kV) e A4 (2,3 a 25 kV) terão, respectivamente, índices de 14,73% e 15,06%. A Ceam, incorporada pela Manaus Energia, terá percentuais de 19,16%, para baixa tensão, e 21,65%, para alta tensão. Já em Roraima, os clientes da Cer terão índice de reajuste de 24,59%, tanto para a classe de baixa como para classe de alta tensão. A Boa Vista Energia terá percentual de 16,38%, para baixa tensão, e 16,54%, para alta tensão. (CanalEnergia - 29.10.2008)

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10 Energisa contrata para PCHs

A Energisa fechou contrato no valor de R$ 158,2 milhões com o consórcio WEG/Hisa/Engecom/Empa/Sercom/MEK para a construção de três PCHs no Rio de Janeiro. As três primeiras empresas serão as responsáveis pelo fornecimento dos equipamentos e as outras pela projeto de engenharia e construção das usinas. As obras das PCHs Caju (10 MW), Santo Antônio (8 MW) e São Sebastião (13,2 MW) vão começar em dezembro e serão realizadas simultaneamente. A operação comercial das unidades está prevista para maio de 2010. (Brasil Energia - 29.10.2008)

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11 Aprovada compra de transmissoras

A Aneel aprovou nesta terça-feira (28/10), durante reunião colegiada da diretoria, a transferência do controle da Sistema de Transmissão Catarinense (STC) e Companhia Transmissora de Energia Elétrica (Lumitrans), detidos pela Alupar Investimentos, para a Empresa Amazonense de Transmissão de Energia (Eate). Com a operação, a Eate passa a deter 80% da STC e Lumitrans. (Brasil Energia - 29.10.2008)

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12 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 29-10-2008, o IBOVESPA fechou a 34.845,21 pontos, representando uma alta de 4,37% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 4,96 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 1,21%, fechando a 14.078,76 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 23,12 ON e R$ 21,30 PNB, alta de 5,09% e 1,14%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 30-10-2008 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 23,80 as ações ON, alta de 4,98% em relação ao dia anterior e R$ 22,10 as ações PNB, alta de 3,76% em relação ao dia anterior. (Investshop - 30.10.2008)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Crise afeta demanda de energia, diz ONS

O consumo de energia subiu, em um ano, 3,6% de acordo com o Boletim de Carga Mensal do ONS divulgado nesta quarta-feira. Porém, o operador salienta que em função da crise internacional, a atividade econômica manteve-se pouco aquecida, afetando a demanda. Contribuíram também para esta taxa, a ocorrência de chuvas e de temperaturas amenas. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,3% nos últimos 12 meses e ficou abaixo da média nacional. De acordo com o ONS, a crise internacional afetou a atividade econômica da região. Nos subsistemas Sul e Norte, o aumento no consumo no acumulado dos últimos 12 meses foi de 4,1%, enquanto que no Nordeste essa elevação foi de 4%. (Setorial News - 29.10.2008)

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2 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 52,65%

O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 52,65%, apresentando queda de 0,28% em relação à medição do dia 27 de outubro. A usina de Furnas atinge 71,73% de volume de capacidade. (ONS - 30.10.2008)

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3 Sul: nível dos reservatórios está em 87,43%

O nível de armazenamento na região Sul apresentou alta de 0,90% em relação à medição do dia 27 de outubro, com 87,43% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 99,56% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 30.10.2008)

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4 NE apresenta 44,92% de capacidade armazenada

Apresentando queda de 0,42% em relação à medição do dia 27 de outubro, o Nordeste está com 44,92% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 30,17% de volume de capacidade. (ONS - 30.10.2008)

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5 Norte tem 33,36% da capacidade de armazenamento

O nível de armazenamento da região Norte está em 33,36% com variação de -0,42% em relação à medição do dia 27 de outubro. A usina de Tucuruí opera com 27,34% do volume de armazenamento. (ONS - 30.10.2008)

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Gás e Termoelétricas

1 Reforço para atender Candiota III

A Aneel autorizou a instalação de reforços na subestação Presidente Médici, de 230 kV, no Rio Grande do Sul, de propriedade da CEEE-GT. Os reforços incluem a instalação de um novo módulo de conexão e a substituição de cabos. A operação será necessária para que a subestação possa suportar a entrada em operação da térmica de Candiota III (350 MW), prevista para janeiro de 2010 e da linha de transmissão Presidente Médici-Santa Cruz 1 (230 kV), em setembro do ano que vem. A CEEE investirá R$ 4,6 milhões na instalação dos reforços e fará jus a uma RAP de R$ 731,4 mil. Além disso, deverá ser aplicado um adicional de 2,7% às parcelas da RAP, referente à prorrogação da quota anual da Reserva Global de Reversão (RGR), com validade até o final de 2010. (Brasil Energia - 29.10.2008)

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Grandes Consumidores

1 Vale Inco mantém investimentos

A Vale Inco não pretende mudar o cronograma dos projetos em andamento por conta da queda dos preços do níquel nos últimos meses. De acordo com o vice-presidente executivo da companhia, Parviz Farsangi, os projetos de Goro, na Nova Caledônia, e Onça Puma, no Pará, entrarão em operação em 2009. O executivo evitou cravar o comportamento futuro sob preços da commodity e garantiu que, se soubesse a trajetória exata desses preços, "trabalharia por conta própria". Mesmo sem dar números Farsangi se mostrou animado com a recuperação das cotações do níquel nas bolsas internacionais. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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2 Aracruz terá 30 dias para renegociar a dívida

Somente ontem a Aracruz começou a desfazer suas posições em derivativos de câmbio para travar as perdas bilionárias que a companhia registrou desde que o dólar disparou. Os bancos credores da companhia haviam dado prazo de três dias, que vencia ontem, para a companhia desfazer tais operações. Mas apenas ontem ela começou a agir e os bancos concordaram em estender o prazo até sexta-feira. Bancos e a empresa estabeleceram um prazo de 30 dias para renegociar a dívida da companhia. Como o dólar cedeu desde o início da semana, estima-se que a Aracruz tenha conseguido reduzir suas perdas em cerca de US$ 500 milhões. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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3 Fitch rebaixa classificação da Aracruz Celulose

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou ontem os ratings de probabilidade de inadimplência do Emissor da Aracruz Celulose de longo prazo em moeda local e estrangeira de 'BB+' para 'BB-'. O rating Nacional de longo prazo da companhia também foi reduzido: de 'AA-(bra)' para 'A (bra)'. Em 9 de outubro, a agência já havia rebaixado os ratings IDR da Aracruz de 'BBB' para 'BB+' e sua nota Nacional de longo prazo de 'AA+(bra)' para 'AA-(bra)'. (DCI - 30.10.2008)

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4 Usiminas tem bons resultados, mas vê "incertezas" para 2009

O grupo Usiminas anunciou ontem crescimento de 16% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2008, em comparação com o mesmo período de 2007, acumulando lucro de R$ 2,4 bilhões no ano -elevação de 8%. O sistema Usiminas, que inclui a Cosipa, espera melhorar seus números até o fim do ano, mas a partir de 2009 prevalecem as "incertezas". As dúvidas podem levar o grupo a adiar projetos de expansão, conforme dito ontem em Nova York pelo seu principal executivo financeiro, Paulo Penido Pinto Marques. Ele se referia à dúvida sobre o crédito escasso combinado com o plano de investir US$ 14,1 bilhões para aumentar a produção de aço e minério até 2012. (Folha de São Paulo - 30.10.2008)

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5 Gerdau aplica ao ano R$ 72 mi na área social

Dentro do orçamento de R$ 72,2 milhões direcionados a projetos de responsabilidade social, o grupo Gerdau destinou R$ 500 mil ao projeto Junior Achievement, organização mundial cujo objetivo é despertar o espírito empreendedor nos jovens. Além da Gerdau, o Banco Real e a operadora de celular Oi destinaram mais R$ 500 mil cada uma. O objetivo do projeto é capacitar 108 mil alunos até 2010, quando se encerra o projeto. De acordo com o presidente da entidade e fundador Jorge Gerdau Johannpeter, a entidade está presente em todos estados do Brasil e somente este ano capacitará 51 mil alunos. Apesar do baixo custo, pois o projeto tem custo de R$ 26 por aluno durante o ano, são vários exemplos da implantação do espírito empreendedor. (DCI - 30.10.2008)

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6 Para Gerdau, governo tem que reduzir gastos

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau criticou o fato de apenas o setor privado ter que fazer ajuste em momento de crise e o governo continuar gastando mal e investindo pouco, durante evento da Junior Achievement, em São Paulo. Para Gerdau, os gastos de consumo do governo têm que diminuir para sobrar mais para investir. "Qual a diferença entre uma pessoa ou empresa na época da crise e o governo? O governo deveria seguir o exemplo do cidadão em tempos de crise e cortar gastos inúteis para sobrar dinheiro." (DCI - 30.10.2008)

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7 Usiminas manterá seus planos apesar da crise

A Usiminas, um dos maiores grupos siderúrgicos do País, reafirmou a disposição de manter seus planos de investimentos para os próximos anos, apesar das indicações de menor crescimento econômico e expansão mais fraca da demanda por aços planos no país em 2009. A siderúrgica mineira, responsável por 40% do aço plano consumido no Brasil, afirmou no relatório de seu balanço trimestral que deverá manter seus planos de investimentos para o período de 2008 a 2012, "avaliando continuamente seus prazos de execução com base nos indicadores e nas tendências do mercado siderúrgico", afirmou o diretor presidente da siderúrgica, Marco Antônio Castello Branco, no relatório encaminhado à CVM. (DCI - 30.10.2008)

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8 Usiminas tem lucro de R$ 880 mi

A Usiminas encerrou o terceiro trimestre do ano com um lucro de R$ 880 milhões, e reafirmou a disposição de manter seus planos de investimentos para os próximos anos, apesar das indicações de menor crescimento econômico e expansão mais fraca da demanda por aços planos no País em 2009. O lucro de junho a setembro foi 16% maior do que o verificado no terceiro trimestre de 2007, quando teve ganho de R$ 758 milhões. (O Estado de São Paulo - 30.10.2008)

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9 Braskem admite rever e adiar investimentos previstos para 2009

O presidente da petroquímica Braskem, Bernardo Gradin, afirmou ontem que a empresa deverá adiar novos investimentos para o ano de 2009 em função da crise mundial. O executivo não quis revelar onde a empresa planeja postergar aportes, informação que será revelada apenas na semana que vem, durante o anúncio dos resultados do terceiro trimestre da companhia. Segundo ele, somente os projetos que já estão em andamento devem ser mantidos, entre eles o que mais se destaca é o da fábrica de Triunfo (RS) que irá produzir a partir do primeiro trimestre de 2011 o polietileno e o polipropileno verdes, mais conhecidos como plástico verde. (DCI - 30.10.2008)

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Economia Brasileira

1 Copom mantém juros em 13,75%

O Copom do Banco Central decidiu ontem por unanimidade manter a taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano, sem viés, confirmando a expectativa do mercado. A justificativa, divulgada em nota, foi a de que: "Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de risco para a inflação, em ambiente de maior incerteza, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, sem viés." A decisão interrompe o movimento de alta nas taxas básicas, iniciado pela autoridade monetária na reunião de abril deste ano, quando a Selic subiu de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano. Nas reuniões do Copom em junho, julho e setembro as taxas Selic também tiveram alta, para serem mantidas nos níveis de 13,75% ao ano agora. Os 13,75% ao ano ainda mantém o Brasil como a economia com os maiores juros reais do mundo. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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2 Indústria reduz projeções de demanda e vê menos espaço para alta de preços

A confiança das indústrias já foi afetada negativamente pela crise financeira, é o que diz o ICI do mês de outubro, que prevê desaceleração da demanda interna e externa nos próximos meses. Diante dessa expectativa, as indústrias não vêem espaço para aumentar os preços, mesmo com a alta recente do dólar. O estudo de confiança, divulgado ontem pela FGV, registrou queda de 11,7% no ICI em relação a setembro, passando de 120,2 para 106,1 pontos, na série sem ajuste sazonal. Outros índices que compõem o acompanhamento da confiança também apresentaram reduções. O ISA, recuou de 127,5 para 109,4 pontos e o IE, de 114,1 para 101,5 pontos. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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3 Câmara aprova projeto que cria o fundo soberano

Numa demonstração de força da base governista, o plenário da Câmara aprovou, ontem, o texto base do projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), na forma do substitutivo proposto pelo relator, deputado Pedro Eugênio (PT-PE). Depois de diversas tentativas derrotadas de obstrução, a oposição desistiu e propôs um acordo que garantisse, pelo menos, adiamento da votação dos destaques. As emendas destacadas serão votadas hoje e na terça-feira. "Pelo menos, teremos mais tempo para ampliar a discussão e mostrar à sociedade o equívoco que é esse projeto", disse o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA). (Valor Econômico - 30.10.2008)

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4 Mantega concorda com prazo de validade para a MP 443

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu mudanças na Medida Provisória 443, que permitiu aos bancos oficiais comprarem outros bancos. Durante reunião de líderes para negociar também a MP 442, aprovada na noite de anteontem em plenário, o ministro concordou com a avaliação de parlamentares a respeito de problemas na redação da MP 443. "Está mal redigido, vocês poderiam melhorar", teria dito aos parlamentares a respeito do dispositivo que permite à Caixa Econômica Federal comprar empresas da área da construção civil. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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5 BC anuncia troca de US$ 30 bi por reais com o Fed para conter crise

O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, que vai estabelecer com o Fed, o banco central dos Estados Unidos, uma linha de swap de dólares por reais, no montante de US$ 30 bilhões, válida até 30 de abril de 2009. Isso significa que, de acordo com a autorização recebida pela MP 443, editada na semana passada, o Banco Central irá trocar reais por dólares com o Fed. Esta operação - já feita entre os países desenvolvidos, como Canadá, Austrália e europeus, e que será realizada também com outros três emergentes - vai liberar ao Brasil US$ 30 bilhões de reforço para a munição que o BC pode usar no mercado de câmbio para segurar de uma vez a cotação do dólar. Nesta quarta-feira, a moeda americana fechou o dia em baixa de 2,06%, a R$ 2,14, na terceira queda consecutiva da moeda. (O Globo - 30.10.2008)

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6 BNDES anuncia ajuda a empresas que perderam com derivativos

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, saiu, nesta quarta-feira, de uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizendo que o governo vai ajudar os setores que foram mais prejudicados pelo travamento do crédito, como áreas ligadas a infra-estrutura e a indústria em geral. Ele prometeu o socorro do BNDES para que empresas recuperem a capacidade de investimento - inclusive aquelas que perderam com operações de derivativos, como a Sadia e a Aracruz . A reunião foi para discutir a situação do crédito no país. Na última segunda-feira , Coutinho disse que a instituição poderia ajudar as empresas exportadoras do país que tiveram problemas com derivativos cambiais. (O Globo - 30.10.2008)

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7 Dificuldade para obter crédito é a maior desde 2003

A dificuldade de obtenção de crédito em outubro é maior desde julho de 2003. De acordo com a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, divulgada ontem pela FGV, 33% das empresas consideram alto o grau de exigência dos bancos para a concessão de crédito e apenas 3% indicaram que ele é baixo. O saldo de 30% é maior desde o segundo trimestre de 2003, quando 44% dos entrevistados declararam encontrar dificuldades e 8%, facilidades em conseguir financiamento. De julho para outubro deste ano, houve uma mudança repentina, de acordo com o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Aloisio Campelo. Ao final do segundo trimestre de 2008, 16% das empresas avaliaram como alto o grau de dificuldade na obtenção de crédito e, para 27%, ele era considerado baixo. (Gazeta Mercantil - 30.10.2008)


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8 Receita diz não haver estudos para alongar prazo de tributos

A Receita Federal não tem estudos para dilatar o prazo para o recolhimento de impostos federais como forma de ajudar o setor produtivo diante da crise. A afirmação é da secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Ela também disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda não buscou informações sobre o assunto. "A Receita ainda não foi demandada pelo ministro em relação a esse assunto. Não analisamos. Estamos com outras preocupações", disse Lina Vieira, depois de participar da reunião periódica na Câmara das Deputados na Comissão de Finanças e Tributação. (DCI - 30.10.2008)

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9 FMI abre crédito de US$ 100 bi a emergentes

Depois de várias semanas de séria crise financeira mundial, o FMI finalmente se mexeu e anunciou ontem a criação de uma linha de crédito de curto prazo para países emergentes, inclusive o Brasil, no valor total de US$ 100 bilhões. "Esse valor pode ser aumentado se for necessário, disse Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente da entidade, em entrevista no final da tarde na capital dos Estados Unidos. O instrumento foi batizado de SLF, sigla a partir do nome em inglês ("Short-Term Liquidity Facility", ou Linha de Liquidez de Curto Prazo). A idéia é ajudar emergentes que estejam sofrendo por causa da atual crise financeira internacional. O dinheiro ficará disponível por um curtíssimo prazo para o país tomador -apenas três meses. Haverá a possibilidade de rolagem do empréstimo só por duas vezes, também por períodos de 90 dias. Ou seja, no máximo será um dinheiro para fluxo de caixa por nove meses para quem estiver interessado. (Folha de São Paulo - 30.10.2008)

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10 Brasil não planeja usar nova linha do FMI por enquanto

O Brasil saúda a nova linha de crédito do FMI para ajudar mercados emergentes, mas não vê necessidades de acessar os recursos neste momento, afirmou o representante do país no FMI nesta quarta-feira. O Fundo aprovou um financiamento emergencial de curto prazo para economias emergentes em uma tentativa de ajudá-los a enfrentar a crise de crédito global. (Reuters - 29.10.2008)

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11 Brasil tem chance mínima de rating maior, diz Moody's

A crise financeira global e a perspectiva de menor crescimento econômico por ela provocada praticamente eliminam as chances de o Brasil obter uma elevação do rating soberano no médio prazo, segundo a agência Moody's. "Há uma probabilidade mínima de alta", disse a jornalistas Mauro Leos, vice-presidente de rating soberano da instituição, a única das três grandes que não concedeu a classificação de grau de investimento ao país, diferente do que fizeram Fitch e Standard & Poor's no primeiro semestre deste ano. (Reuters - 29.10.2008)

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12 Gastos do governo com obras do PAC caem 70%

Apesar das reiteradas declarações de ministros de que o PAC não seria atingido pela crise de crédito mundial, o ritmo de gastos nas obras financiadas com dinheiro do contribuinte caiu, em média, mais de 70% em outubro, em relação aos meses anteriores. Os números são do Siafi, o sistema informatizado de acompanhamento de gastos federais. O levantamento feito pela ONG Contas Abertas se baseou nos registros lançados pelo Tesouro Nacional até a noite de terça-feira, na antevéspera da divulgação do novo balanço do PAC, marcada para hoje. A Casa Civil, que coordena o programa, não quis comentar os dados antes do evento no Palácio do Planalto. (Folha de São Paulo - 30.10.2008)

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13 Fluxo cambial caminha para pior mês desde janeiro/1999

O fluxo cambial no Brasil está negativo em 4,397 bilhões de dólares em outubro, até o dia 24. Se o mês já estivesse fechado, este seria o pior resultado mensal desde janeiro de 1999 --quando a saída líquida do país foi de 8,59 bilhões de dólares em meio à maxidesvalorização do real. A cifra dos 18 primeiros dias úteis deste mês, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, resulta de déficit de 6,131 bilhões de dólares nas transações financeiras. As operações comerciais tiveram saldo positivo de 1,734 bilhão de dólares no período. (Reuters - 29.10.2008)

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14 BC detecta crédito para exportação

Números do BC mostram recuperação do volume de financiamentos à exportação. Na semana entre os dias 20 e 24 de outubro, a média diária de Adiantamento de Contratos de Câmbio saltou 77,4% na comparação com a média diária registrada no restante do mês. Segundo o BC, a quarta semana do mês teve, na média, a concessão de US$ 229,47 milhões em contratos desse tipo por dia. O valor é bastante superior à média do restante de outubro, entre os dias 1º e 17, quando a concessão média diária ficou em US$ 129,38 milhões. Com a recuperação, a oferta de ACC parece voltar a um patamar mais próximo da normalidade. (Gazeta Digital - 30.10.2008)

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15 Desemprego no país recua para 14,1% em setembro

O desemprego recuou de 14,5% para 14,1% nas seis regiões metropolitanas do país em que é realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego pela Fundação Estadual de Análise de Dados e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. Essa é a taxa mais baixa registrada em um mês de setembro desde 1998. (Valor Econômico - 30.10.2008)

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16 IGP-M acelera e fecha outubro com alta de 0,98%

O IGP-M acelerou mais que o esperado em outubro, refletindo, em boa medida, um reajuste mais forte dos preços no atacado. O indicador teve alta de 0,98 por cento neste mês, ante avanço de 0,11 por cento em setembro, informou a FGV nesta quinta-feira. Analistas esperavam alta de 0,93 por cento, de acordo com a mediana e a média das estimativas de 27 analistas. Os prognósticos variaram de 0,75 por cento a 1,05 por cento de alta. (Reuters - 30.10.2008)

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17 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial recuava 1,35% em quase 20 minutos após o início dos negócios. Assim, a moeda estava a R$ 2,1120 na compra e a R$ 2,1140 na venda. Os contratos de novembro transacionados na BM & F declinavam 0,23%, a R$ 2,110. Ontem, o dólar comercial caiu 2,05%, a R$ R$ 2,141 para a compra e R$ 2,143 para a venda. (Valor Online - 30.10.2008)

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Internacional

1 Governo do México aprova reforma energética

A Câmara dos Deputados mexicana aprovou a polêmica reforma para a poderosa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), durante uma acidentada sessão na qual alguns deputados de esquerda e contra a medida ocuparam a tribuna do recinto para impedir, sem êxito, a votação. "A reforma assegura que nós, os mexicanos, continuaremos sendo os únicos donos" dos hidrocarbonetos do país, disse o conservador presidente do México, Felipe Calderón. A reforma, que já recebeu sinal verde do Senado, concede maior autonomia financeira e liberdade para efetuar investimentos na Pemex. No entanto, depois de aprovada a reforma, o líder dos deputados que ocuparam a tribuna, o esquerdista Andrés Obrador, convocou seus simpatizantes para se manifestarem "esclarecendo" que não lhes será permitido manter trabalhos de exploração dos hidrocarbonetos. (Gazeta Mercantil - 30.10.2008)

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2 Aumenta a importação equatoriana de energia

A partir de 1º de novembro o Equador utilizará, se necessitar, 230 MW adicionais de energia elétrica colombiana, una vez que concluíram as provas dos dois circuitos de interligação para ampliar a importação. A linha foi aberta para uso comercial uma vez que a parte técnica foi concluída, informou o Centro Nacional de Controle de Energia (Cenace). Por sua parte, Colômbia está colocando duas proteções de segurança, uma em cada circuito, para evitar futuros riscos de sabotagem por parte de grupos irregulares. O custo da eletricidade colombiana é de 7 centavos por KWh, mais barata que a energia térmica que se produz no país, cujo custo varia de 8 a 12 centavos. (Expreso - Equador - 30.10.2008)

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3 Argel e Rabat venderão juntos eletricidade a Espanha

Argel e Rabat concordaram sobre a criação de una empresa conjunta para exportar eletricidade para a Espanha, segundo anunciou ontem Sonelgaz, a companhia elétrica pública argelina. A criação desta empresa foi possível após a conclusão da interligação de 1000 MW entre as redes de Sonelgaz e da marroquina Office National de l'Électricité. No próximo mês se inaugurará oficialmente esta interligação. Argélia é o país norte africano que produz mais eletricidade graças a suas centrais de ciclo combinado. Através de Marrocos pretende chegar ao mercado europeu. Argélia se transformará assim no segundo fornecedor estrangeiro de eletricidade da Espanha depois da Francia. (EL País - Espanha - 30.10.2008)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 ALBINO, Jean Carlo. "Apuração anual da CCEE - uma evolução necessária". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 17 outubro 2008.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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2 LIMA, Ricado. "Pela competitividade industrial". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 14 outubro 2008.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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3 CASTRO, Nivalde de; DANTAS, Guilherme de A.. "Assimetria tarifária no segmento de distribuição". CanalEnergia. Rio de Janeiro. 29 outubro 2008.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Alessandra Freire, Daniel Bueno, Douglas Tolentino, Juliana Simões, Márcio Silveira,Paula Goldenberg, Thauan dos Santos e Victor Gomes.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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