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IFE: nº 2.133 - 04 de outubro de 2007
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Aneel revisa energia de referência de três usinas do Proinfa
2 EPE divulga análise de confiabilidade do SIN
3 Cristina Kirchner defendeu, com Lula, a cooperação dos dois países no setor energético
4 RJ incentiva geração solar

Empresas
1 Eletrobrás busca governança corporativa para aumentar capacidade de gestão
2 Celg tem prejuízo de R$ 103,7 mi até junho
3 BNDES financia hidrelétrica da Eletrosul
4 Delta incorpora a Seival
5 Itaipu Binacional ganha prêmio com Cultivando Água Boa
6 Cotações da Eletrobrás

Leilões
1 Leilão A-5: EPE disponibiliza revisão de metodologia de cálculo para garantia física
2 CCEE treina para leilão

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Demanda diminuirá 5,64% em 126 dias
2 Consumo aumenta 10,5% este ano
3 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 61,3%

4 Sul: nível dos reservatórios está em 60,7%

5 NE apresenta 52,8% de capacidade armazenada

6 Norte tem 45,1% da capacidade de armazenamento

Meio Ambiente
1 MMA nega favorecimento à EPE

Gás e Termelétricas
1 Petrobras planeja aumentar até 2020 a participação na área de geração
2 Petrobras investirá US$ 18,2 bi até 2012 para atender demanda de gás natural
3 Malha de transporte de gás natural deve aumentar de 6 mil para 9 mil quilômetros
4 Gás da Bolívia deverá subir 9% para as distribuidoras
5 Sulgás absorverá aumento
6 Especialistas defendem maior utilização do urânio

Grandes Consumidores
1 Reajuste do minério divide parceiros
2 Preço de não-ferrosos pode desacelerar em 2008
3 Vale e Baosteel buscam novo sócio para CSV
4 Interesse em usina na região Norte
5 Empresa refuta acusação de ser monopolista

Economia Brasileira
1 Indústria prevê crescer 5%
2 Produção industrial no país avança 1,3% em agosto

3 Após aumentar custos, União planeja reduzir gasto público
4 IPC-Fipe sobe de 0,07% para 0,24% em São Paulo
5 Inflação medida pelo IGP-DI desacelera em setembro
6 Fundação reduz projeção para a alta de preços em 2007
7 Fluxo cambial fica negativo em uS$ 3 mi em setembro
8 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Cristina Kirchner quer cooperação em energia nuclear e investimentos na Bolívia

Biblioteca Virtual do SEE
1 EPE. Estudos para a licitação da expansão da geração - Garantia Física dos Empreendimentos Termelétricos do Leilão de Compra de Energia Nova de A-3 e A-5 de 2007. Rio de Janeiro, setembro de 2007.

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Aneel revisa energia de referência de três usinas do Proinfa

A Aneel revisou para baixo o valor da energia de referência de três centrais geradoras participantes do Proinfa, que no período de 12 meses não conseguiram fornecer, no mínimo, 70% da energia contratada pela Eletrobrás. Essa foi a primeira revisão feita pela Aneel e englobou as usinas Coruripe, Jalles Machado e Goiasa. A partir deste mês, a agência vai analisar anualmente todas as usinas participantes do Proinfa. Segundo o superintendente da Aneel, Rui Altieri, sempre que na análise dos últimos 12 meses, uma central geradora não conseguir fornecer, no mínimo, 70% da energia contratada pela Eletrobrás, ela terá sua energia de referência diminuída. (Agência Canal Energia - 04.10.2007)

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2 EPE divulga análise de confiabilidade do SIN

A EPE colocou disponível a "Análise dos índices de confiabilidade do SIN", um documento que apresenta os principais índices de confiabilidade de ativos conectados ao Sistema Interligado Nacional apurados na primeira avaliação probabilística preditiva realizada pela estatal. Os estudos envolveram, em regime estacionário, as Redes Básica e de Fronteira para o patamar de carga pesada, de acordo com a estatal. O documento, segundo a EPE, compõe os estudos da área de transmissão que estão associados ao Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE 2007-2016, e o período analisado fica entre 2008 - 2015, do ciclo 2006 do Plano Decenal de Transmissão. Ainda de acordo com a EPE, para subsidiar o Plano Decenal de Transmissão, a serão realizadas anualmente análises de confiabilidade da Rede Básica. (Agência canal Energia - 04.10.2007)

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3 Cristina Kirchner defendeu, com Lula, a cooperação dos dois países no setor energético

Favorita nas eleições presidenciais, a serem realizadas neste mês, Cristina Kirchner defendeu, com Lula, a cooperação dos dois países no setor energético. Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva falaram longamente sobre a cooperação energética e a associação entre Petrobras e Enarsa, além de discutirem assuntos como a consolidação do Mercosul e a integração sul-americana. "Falamos com o presidente Lula da necessidade de fechar a equação energética na América Latina, é um tema-chave", relatou Cristina aos empresários, ao lembrar a existência de "dois países na região, grandes produtores de energia, Bolívia e Venezuela", disse a candidata. Em um provável governo de, na Argentina, a Petrobras e a estatal argentina Enarsa deverão se associar para projetos conjuntos na América do Sul, e os governos dos dois países deverão cooperar em energia nuclear e ampliarão investimentos na Bolívia, segundo discutiu a candidata. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou à candidata que o banco de desenvolvimento brasileiro tem, já enquadrados para aprovação, projetos que somam US$ 3,3 bilhões, que se somarão aos US$ 1,1 bilhão já aprovados pela instituição - muitos deles ligados ao setor energético, como os gasodutos do Norte e do Sul. (Valor Econômico - 04.10.2007)

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4 RJ incentiva geração solar

O presidente da Nova Cedae, Wagner Victer, e o secretário de Habitação do estado do Rio de Janeiro, Noel de Carvalho, assinaram nesta quarta-feira (3/10) convênio que determina a instalação de aquecedores solares e coletores de águas de chuvas nas casas populares construídas pelo governo. As instalações vão gerar economia de 40% de energia elétrica e de 30% de água, segundo Victer. O presidente da Nova Cedae também garante que os equipamentos aumentam os custos das construções em apenas 3%. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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Empresas

1 Eletrobrás busca governança corporativa para aumentar capacidade de gestão

A busca de novos patamares de governança corporativa na Eletrobrás teve como objetivo central dar capacidade de gestão à companhia. A reestruturação na diretoria financeira depende da definição da nova diretoria para extensão para outros setores. Segundo o assessor da Diretoria Financeira da estatal, Artur Obino Neto, o início da mudança aconteceu com a exclusão da Eletrobrás do Programa Nacional de Desestatização e com a entrada em vigor do modelo setorial em curso. Segundo ele, a adoção de um planejamento estratégico e de metas gerenciais envolve uma série de metas. (Agência canal Energia - 04.10.2007)

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2 Celg tem prejuízo de R$ 103,7 mi até junho

Apesar das promessas da nova diretoria da Celg Distribuidora de reverter o prejuízo de R$ 267 milhões registrado em 2006 e ainda gerar lucro este ano, os dados do balanço financeiro do primeiro semestre de 2007 não são nada favoráveis. A empresa já acumula prejuízo de R$ 103,739 milhões. E o pior, cresce a cada dia a dívida com os fornecedores de energia e de outros bens materiais. (Eletrosul - 04.10.2007)

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3 BNDES financia hidrelétrica da Eletrosul

O BNDES aprovou o enquadramento da hidrelétrica Passo São João (77 MW), da Eletrosul, na modalidade de financiamento de empreendimentos Finem Direto, um tipo de financiamento para obras de infra-estrutura cujos custos são mais compatíveis com as obras enquadradas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nessa modalidade é possível financiar até 85% da obra, considerando os valores financiáveis. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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4 Delta incorpora a Seival

A Delta Energética, controlada pela Tractebel Energia, adquiriu nesta terça-feira (2/10) a totalidade do capital social da Seival Participações, dona da termelétrica Seival (540 MW), em Porto Alegre (RS). A operação está orçada em R$ 24 milhões. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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5 Itaipu Binacional ganha prêmio com Cultivando Água Boa

A execução do programa Cultivando Água Boa levou a Itaipu Binacional a ser eleita como a empresa promotora da melhor ação voltada ao meio ambiente em 2007, segundo o Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, que avaliou cases de 71 empresas. O programa já foi reconhecido como a ação ambiental mais completa do setor elétrico do País e premiado internacionalmente com o Carta da Terra. (Gazeta Mercantil - 4.10.2007)

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6 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 03-10-2007, o IBOVESPA fechou a 60.098,57 pontos, representando uma baixa de 3,09% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 8,33 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 1,05% fechando a 17.336,87 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 26,98 ON e R$ 26,12 PNB, baixa de 0,07% e 0,68%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 04-10-2007 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 27,00 as ações ON, alta de 0,07% em relação ao dia anterior e R$ 26,45 as ações PNB, alta de 1,26% em relação ao dia anterior. (Investshop - 04.10.2007)

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Leilões

1 Leilão A-5: EPE disponibiliza revisão de metodologia de cálculo para garantia física

A EPE disponibilizou para consulta em sua página na internet a revisão 2 da nota técnica que trata da garantia física de empreendimentos que participarão do leilão A-5 - previsto para o próximo dia 16 de outubro, bem como ativos que participaram do leilão A-3 (realizado em julho). O documento, segundo a EPE, registra os estudos realizados para o cálculo da garantia de térmicas, pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e eólicas cadastradas e em processo de habilitação técnica. A revisão foi necessária devido à necessidade de se recalcular os valores de garantia física de um conjunto de usinas do A-5 que utilizará gás natural liquefeito como combustível, conforme previsto pela portaria 253/2007, publicada no início de setembro. O documento explica que a ocorrência simultânea dos dois leilões, inicialmente prevista, abriu espaço para que um mesmo projeto termelétrico se cadastrasse na EPE para participar dos certames com características técnicas e custo variável unitário diferentes. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (Agência Canal Energia - 03.10.2007)

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2 CCEE treina para leilão

A CCEE fará um treinamento nos dias 4 e 5 de outubro para o 5ª Leilão de Energia Nova, marcado para 16 de outubro. O treinamento será realizado em quatro horas, período no qual serão apresentadas a sistemática do leilão e as principais funcionalidades do sistema utilizado no processo de licitação. Até três representantes dos empreendimentos habilitados tecnicamente pela EPE podem participar do treinamento. A CCEE vai negociar energia com início de sumprimento em 1º de janeiro de 2012. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Demanda diminuirá 5,64% em 126 dias

O horário de verão 2007/2008 começa no dia 14 deste mês e vai até o dia 16 de fevereiro de 2008 com duração de 126 dias. No período, os dias são mais longos. Com o maior aproveitamento da luz natural, a Cemat estima que a economia total de energia no período seja de 0,55%, sendo que o consumo deve reduzir 5,64% ou 10,4 mil MWh no horário de ponta (das 17h30 às 20h30), o suficiente para abastecer a cidade de Chapada dos Guimarães durante seis meses. (Gazeta Digital - 04.10.2007)

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2 Consumo aumenta 10,5% este ano

O consumo de energia em Mato Grosso aumentou 10,5% nos oito primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a agosto de 2007, as 862,104 mil unidades consumidoras no Estado demandaram 3,137 milhões de MWh ante os 2,839 milhões MWh registrados de janeiro a agosto de 2006. Os dados apontam que houve um crescimento no número de clientes de energia de 6,2% este ano, ante as 811,259 mil unidades existentes no oitavo mês de 2006. (Gazeta Digital - 04.10.2007)

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3 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 61,3%

O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 61,3%, apresentando queda de 0,3% em relação à medição do dia 1 de outubro. A usina de Furnas atinge 71,5% de volume de capacidade. (ONS - 2.10.2007)

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4 Sul: nível dos reservatórios está em 60,7%

O nível de armazenamento na região Sul apresentou queda de 0,5% no nível de armazenamento em relação à medição do dia 1 de outubro, com 60,7% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 80,6% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 2.10.2007)

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5 NE apresenta 52,8% de capacidade armazenada

Apresentando queda de 0,4% em relação à medição do dia 1 de outubro, o Nordeste está com 52,8% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 41,9% de volume de capacidade. (ONS - 2.10.2007)

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6 Norte tem 45,1% da capacidade de armazenamento

O nível de armazenamento da região Norte está em 45,1% com queda de 0,4% em relação à medição do dia 1 de outubro. A usina de Tucuruí opera com 32,9% do volume de armazenamento. (ONS - 2.10.2007)

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Meio Ambiente

1 MMA nega favorecimento à EPE

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, negou nesta terça-feira (2/10) que o Instituto Chico Mendes tenha concedido licenças à EPE para a realização de inventário hidrelétrico em unidades de conservação ambiental na Amazônia. De acordo com ele, os estudos realizados pela EPE foram autorizados com a condição de serem acompanhados por funcionários lotados nas unidades de conservação, e com a garantia de que não causarão impactos ambientais. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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Gás e Termoelétricas

1 Petrobras planeja aumentar até 2020 a participação na área de geração

A Petrobras planeja aumentar até 2020 a participação na área de geração de energia, com foco na geração térmica a partir da biomassa. A petroleira iniciou uma série de estudos para aproveitar os resíduos da cana-de-açúcar, resultantes da produção de etanol. De acorodo com a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Silva Foster, há um grande potencial de geração de energia a partir da biomassa do etanol, uma vez que o Brasil é o maior produtor mundial do energético. A diretora comentou que estudos elaborados por outras instituições apontam para um horizonte de 4 mil MW. (Brasil Energia - 04.10.2007)

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2 Petrobras investirá US$ 18,2 bi até 2012 para atender demanda de gás natural

A Petrobras investirá US$ 18,2 bilhões de 2008 a 2012 nas áreas de exploração e produção, abastecimento e internacional, para atender a uma demanda de gás natural no país. A informação foi dada nesta quarta-feira (3) pela diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster, ao detalhar o Plano de Negócios para a Área de Gás e Energia da estatal. O plano prevê para o período investimentos totais de US$ 112,4 bilhões. (DCI - 03.10.2007)

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3 Malha de transporte de gás natural deve aumentar de 6 mil para 9 mil quilômetros

O Plano de Negócios da Petrobras para o setor de gás e biocombustíveis apresentado hoje (3) pela diretora de Gás e Energia da estatal, Maria Silva Foster, prevê obras de expansão da malha de gasodutos e a construção de terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL). Segundo a Petrobras, com todos os projetos, a malha total de transporte de gás natural passará de 6.481 quilômetros para 9.031 quilômetros até o final de 2009. (Agência Brasil - 04.10.2007)

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4 Gás da Bolívia deverá subir 9% para as distribuidoras

A nova diretora da área de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou ontem que haverá repasse imediato do reajuste do preço do gás boliviano para as distribuidoras. Segundo a diretora, o aumento será de 9% em média. O percentual leva em conta o transporte do combustível. Foster não estimou quanto será repassado para o consumidor, mas afirmou que a tendência é que seja um percentual menor, em razão do efeito cambial. O preço do produto para as distribuidoras passará de cerca de US$ 5,5 por milhão de BTU para US$ 6 por milhão de BTU. (Folha de São Paulo - 04.10.2007)

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5 Sulgás absorverá aumento

A Companhia de Gás do Rio Grande do Sul absorverá o aumento de preço do gás boliviano e não repassará o reajuste aos clientes. (Jornal do Commercio - 04.10.2007)

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6 Especialistas defendem maior utilização do urânio

Um dos temas principais nas discussões sobre a matriz energética mundial é a utilização do urânio. E a presença brasileira neste o mercado mundial deverá ser, nos próximos 10 anos, uma das mais importantes, segundo estudos da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). As reservas brasileiras podem chegar a 309 mil toneladas com apenas 25% do território prospectado. Essa produção colocaria o Brasil na sexta posição do ranking dos maiores produtores mundiais do minério. De acordo com o presidente da INB, Alfredo Tranjan, com essa produção, o País tem condições de entrar no mercado de exportação de urânio "in natura" e enriquecido, mas essa decisão depende apenas do governo. (Gazeta Mercantil - 4.10.2007)

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Grandes Consumidores

1 Reajuste do minério divide parceiros

As negociações entre a Vale e seus clientes para estabelecer o preço do minério de ferro para 2008 ainda não começaram, mas ontem a mineradora e a chinesa Baosteel já protagonizaram, em público, o primeiro "round" do embate. A China compra atualmente 100 milhões de toneladas por ano da Vale, quase cinco vezes o que comprava há cinco anos. Durante entrevista coletiva após assinarem contrato constituindo a Companhia Siderúrgica Vitória, Roger Agnelli, presidente da Vale, e Xu Lejiang, presidente do conselho de administração da Baosteel, mostraram visões diferentes do mesmo fenômeno: a redução futura da expansão da siderurgia chinesa. Enquanto Xu buscava ressaltar a desaceleração que, teoricamente, reduz a procura e desaquece os preços, Agnelli dizia que o freio não significava retração e que o mercado continuaria precisando do produto, ou seja, favorável ao aumento do preço. (Valor Econômico - 04.10.2007)

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2 Preço de não-ferrosos pode desacelerar em 2008

Níquel, alumínio e zinco devem custar menos com redução do crescimento da demanda mundial. O período de forte alta dos preços dos metais pode estar chegando ao fim. Com os novos projetos de mineração entrando em operação a partir do ano que vem e a prevista redução do ritmo de crescimento da economia mundial, os índices de aumento que se têm verificado nas principais commodities metálicas ao longo deste ano não devem se repetir em 2008. Analistas prevêem que o preço médio dos minerais não-ferrosos deve estabilizar ou até mesmo apresentar queda em 2008. (Gazeta Mercantil - 04.10.2007)

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3 Vale e Baosteel buscam novo sócio para CSV

A Vale e a gigante chinesa Baosteel Corp. estão procurando um sócio financeiro para completar a composição acionária da Companhia Siderúrgica Vitória (CSV), criada ontem para construir no município de Anchieta (ES), a 80 quilômetros da capital Vitória, uma usina de placas de aço com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano. Segundo José Carlos Martins, diretor de Ferrosos da Vale, os dois sócios estão conversando com potenciais parceiros, que pode ser o BNDES ou o seu similar chinês. O BNDES poderá participar do projeto seja como acionista ou como financiador, conforme intenção dos sócios da CSV. (Valor Econômico - 04.10.2007)

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4 Interesse em usina na região Norte

Mais uma usina siderúrgica deverá ser construída no Brasil com investimentos da Vale. Ao contrário do que vinha sendo dito pela mineradora, a Companhia Siderúrgica Vitória não substitui o projeto da unidade do Maranhão, segundo informou um executivo da empresa. A Vale, segundo a mesma fonte, ainda quer ter uma usina no Norte do País. (Gazeta Mercantil - 04.10.2007)

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5 Empresa refuta acusação de ser monopolista

No Espírito Santo, onde participava da inauguração do escritório da Vale em Vitória, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, rebateu as acusações de prática de monopólio pela empresa. Como principal peça de defesa, ele usou o fato de que a Vale foi a única a se inscrever para participar do leilão da Ferrovia Norte-Sul. (O Estado de São Paulo - 04.10.2007)

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Economia Brasileira

1 Indústria prevê crescer 5%

O ritmo forte da expansão industrial em agosto levou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a estimar um crescimento das vendas e da produção em torno de 5% este ano, número semelhante ao recorde de 2004. As vendas cresceram 6,5% em relação a agosto de 2006 e as horas trabalhadas na produção subiram 4,3% no mesmo período de comparação. Em relação a junho, as vendas subiram 1,3% e no ano, o aumento é de 4,3%. Outro dado que animou a CNI foi que a expansão da atividade em agosto chegou a praticamente todos os setores da indústria. De janeiro a julho, os setores de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos e metalurgia básica respondiam por 92% das vendas. Com a inclusão dos dados de agosto, a participação desses setores caiu para 65%. "Eles continuam bem. Os outros setores é que ganharam ritmo", disse o economista da CNI Paulo Mol. Para ele, no entanto, ainda é cedo para saber se a desconcentração é uma tendência. "É difícil saber se é um episódio que veio para ficar", disse. (Jornal do Commercio - 04.10.2007)

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2 Produção industrial no país avança 1,3% em agosto

A atividade industrial brasileira cresceu 1,3 por cento em agosto ante julho, e 6,6 por cento na comparação com igual período do ano passado, informou o IBGE. De junho para julho, a produção das indústrias brasileiras havia registrado um recuo de 0,4 por cento, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE no mês passado. Analistas consultados pela Reuters estimavam um aumento mensal na produção das indústrias no país de 0,6 por cento e de 5,4 por cento na comparação com agosto de 2006. No ano, a produção das indústrias no país acumula alta de 5,3 por cento. Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 4,5 por cento. O IBGE revisou a taxa de expansão registrada de maio para junho, passando de 1,1 por cento para 1,2 por cento. (Reuters - 04.10.2007)

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3 Após aumentar custos, União planeja reduzir gasto público

Mesmo após aumentar os custos de operação da máquina pública, com a criação de novos cargos e o aumento da estrutura do poder executivo, o governo federal está disposto a adotar uma série de medidas para melhorar a qualidade do gasto público. Um dos projetos, que será colocado em prática a partir do próximo dia 16, é o Programa de Eficiência do Gasto, que pretende diminuir, até o fim de 2008, em pelo menos R$ 1,2 bilhão, as despesas de manutenção, como combustível, água, compra de equipamentos, telefonia, energia, vigilância e passagens aéreas de servidores. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no entanto, evita falar em corte de gastos, especialmente nas áreas da previdência social e de cargos do funcionalismo. Mas há consenso na área política do governo sobre a necessidade de limitar as despesas federais sem prejuízos à atual política social da União. (DCI - 04.10.2007)

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4 IPC-Fipe sobe de 0,07% para 0,24% em São Paulo

O grupo habitação teve aumento de 0,22% em setembro, ante deflação de 0,82% em agosto. A alimentação subiu 0,68%, abaixo do índice de 1,46% apurado em agosto. A variação do grupo transportes voltou a ser negativa (0,01%) em setembro, a exemplo de agosto, com 0,05%. Os preços das despesas pessoais também caíram pelo segundo mês seguido, com 0,02% em setembro e 0,19% em agosto. A saúde, com alta de 0,14%, desacelerou em relação ao índice de agosto, de 0,67%. A deflação no segmento de vestuário foi reduzida para 0,07%, após o 1,05% em agosto. Educação oscilou para 0,05%, ante 0,07% em agosto. O preço do leite tipo longa vida apresentou queda de 9,54% no fim de setembro na capital paulista, ante alta de 4,76% em agosto. No período, o produto, que liderou as contribuições de alta da inflação entre fins de maio e de agosto, passou a responder pela maior pressão de baixa do índice paulistano. (O Estado de São Paulo - 04.10.2007)

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5 Inflação medida pelo IGP-DI desacelera em setembro

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou em setembro, reforçando as expectativas que o repique inflacionário sentido nos últimos meses começa a se arrefecer. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-DI registrou no mês passado uma alta de 1,17 por cento, depois de ter fechado agosto com 1,39 por cento de avanço. A desaceleração era esperada, mas foi mais fraca do que indicava as estimativas do mercado. Dezoito economistas consultados pela Reuters esperavam que o índice subisse 1,05 por cento em setembro. Os prognósticos oscilaram de 0,95 a 1,25 por cento de alta. (Reuters - 04.10.2007)

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6 Fundação reduz projeção para a alta de preços em 2007

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Márcio Nakane, reduziu ontem a projeção para a inflação de 2007 na capital paulista. De acordo com ele, o indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) chegará ao final do ano com uma variação acumulada de 4,10%, resultado que ainda superaria a inflação de 2,55% verificada em 2006. A estimativa anterior de Nakane era de 4,20%. Em 2007, o IPC da Fipe acumula alta de 2,96%. Em 12 meses até o final de setembro, a inflação atingiu uma taxa de 4,87%. "O índice, de uma forma geral, está bem comportado atualmente". (DCI - 04.10.2007)

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7 Fluxo cambial fica negativo em uS$ 3 mi em setembro

O fluxo cambial de setembro foi negativo em US$ 3 milhões. Foi a primeira vez que o fluxo cambial ficou negativo desde dezembro de 2006. No mês passado, o saldo negativo cambial foi decorrente de saídas pelo segmento financeiro de US$ 1,983 bilhão e ingresso de US$ 1,980 bilhão pelo câmbio comercial. Apesar do resultado, o fluxo cambial acumulado entre janeiro e setembro deste ano está positivo em US$ 70,054 bilhões, superior ao fluxo positivo de US$ 37,270 bilhões de todo o ano passado. A posição de câmbio dos bancos terminou setembro "comprada" em US$ 1,772 bilhão. (DCI - 04.10.2007)


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8 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial declina na abertura dos negócios. Há pouco, a moeda estava a R$ 1,835 na compra e a R$ 1,837 na venda, com queda de 0,16%. Na abertura, marcou R$ 1,834. Ontem, o dólar comercial subiu 0,82%, a R$ 1,838 na compra e R$ 1,840 na venda. (Valor Online - 04.09.2007)


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Internacional

1 Cristina Kirchner quer cooperação em energia nuclear e investimentos na Bolívia

Em um provável governo de Cristina Kirchner, na Argentina, a Petrobras e a estatal argentina Enarsa deverão se associar para projetos conjuntos na América do Sul, e os governos dos dois países deverão cooperar em energia nuclear e ampliarão investimentos na Bolívia, segundo discutiu a candidata, em almoço, ontem, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Os investimentos em matéria energética, até 2009 e 2010, vão incorporar 8,8 mil MW em energia termelétrica, hidrelétrica, usinas de ciclo combinado e energia nuclear", contabilizou, ao relatar as expectativas do plano energético argentino, "financiado em 92% pelo Estado nacional". (Valor Econômico - 04.10.2007)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 EPE. Estudos para a licitação da expansão da geração - Garantia Física dos Empreendimentos Termelétricos do Leilão de Compra de Energia Nova de A-3 e A-5 de 2007. Rio de Janeiro, setembro de 2007.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Jornalista: Juliana Lanzarini
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Felipe Tavares, Gabriel Naumann e Paula Goldenberg.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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