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IFE: nº 2.090 - 03 de agosto de 2007
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Confira a programação do Grupo de Estudos do Setor Elétrico
2 EPE pede fim de entraves
3 ABEE diz que meta de 25% de geração por fontes alternativas até 2020 é viável
4 Nova agência em São Paulo
5 Alerj restringe cobrança de concessionárias a serviços prestados
6 Projeto de lei do marco regulatório para a produção de energia de fontes renováveis
7 Curtas

Empresas
1 Estatais investem no semestre 35,3% do previsto para o ano
2 AES Eletropaulo aprova reavaliação de ativos imobilizados da companhia
3 TJ nega agravo e mantém trabalhos da CPI da Enersul
4 Areva recebeu licença de instalação para executar obras de LTs da Cemat
5 Cotações da Eletrobrás

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 79,5%
2 Sul: nível dos reservatórios está em 79,6%
3 NE apresenta 73,3% de capacidade armazenada

4 Norte tem 81,1% da capacidade de armazenamento

Gás e Termelétricas
1 Despacho térmico: dados de operação indicam geração abaixo de metas
2 Cigás licita dutos para térmicas
3 Angra 1 ainda fora do SIN

Grandes Consumidores
1 Grandes consumidores reivindicam redução dos custos em 2008
2 Definição para o gás traz alívio à petroquímica
3 Vale quer explorar urânio
4 Riopol sofre problema no suprimento de gás
5 Suzano descarta exercer direito na PQU

Economia Brasileira
1 Para Tesouro, mudanças 'não são recomendáveis'
2 Moody's deve melhorar classificação do Brasil

3 Para a S&P, País está muito perto do grau de investimento
4 Mantega: relação dívida líquida-PIB caminha para 36%
5 Mantega faz críticas aos organismos
6 Meirelles: turbulência ocorre no melhor momento para o País
7 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Chávez propõe joint à Bolívia para explorar gás e petróleo
2 Chávez dá crédito a Argentina e Belarus
3 EDF fatura 30,311 bi de euros no primeiro semestre
4 BG reduz tarifas e volta a ter lucro

Biblioteca Virtual do SEE
1 Brasil. Projeto de lei nº , de 2007. Brasília, julho de 2007.

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Confira a programação do Grupo de Estudos do Setor Elétrico

No dia 08 de agosto, o Seminário Dinâmica e Perspectivas do Setor Elétrico Brasileiro, realizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), do Instituto de Economia da UFRJ, receberá o diretor técnico regulatório da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Fernando Maia, que falará sobre o Mercado Livre de Energia Elétrica: Preços, Subsídios e Tarifas. Também em agosto, o GESEL promoverá dois cursos de formação direcionados aos profissionais do setor elétrico. Nos dias 09 e 10 de agosto acontecem as aulas do curso Concorrência no Setor de Transmissão, ministrado pelo professor e coordenador do Gesel, Nivalde José de Castro, e pelo pesquisador sênior do grupo, Roberto Brandão. Já nos dias 18 de agosto e 1 de setembro, serão realizadas as aulas presenciais do curso Análise Financeira de Projetos, ministrado pelo Prof. Luiz Martins de Melo, do Instituto de Economia da UFRJ. Aqueles que não puderem comparecer presencialmente poderão receber os DVDs das aulas. Nos das 13 e 14 de setembro, acontece o II Seminário Internacional: Reestruturação e Regulação do Setor de Energia Elétrica e Gás Natural. Os interessados em apresentar seus trabalhos têm até o próximo dia 20 de agosto de 2007 para fazer a pré-inscrição por telefone ou no endereço www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/seminariointernacional2007/papers.htm seguida pela submissão dos trabalhos. A taxa de inscrição no seminário é de R$ 500,00. Informações sobre os Seminários podem ser obtidas no endereço: www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/eventos.htm Inscrições diretamente com Linda ou Flora no telefone: (21) 38735249 ou pelo e-mail nuca@nuca.ie.ufrj.br (GESEL-IE-UFRJ - 03.08.2007)

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2 EPE pede fim de entraves

O Brasil precisa resolver os entraves na liberação das licenças ambientais para viabilizar os projetos de construção de usinas hidrelétricas, que garantem uma fonte de energia barata e limpa, advertiu ontem o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Segundo ele, o aumento da tarifa de energia para atender à demanda atual não é justificável e há um jogo de interesses para elevar o preço de energia nos leilões. (Gazeta Mercantil - 03.08.2007)

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3 ABEE diz que meta de 25% de geração por fontes alternativas até 2020 é viável

A Associação Brasileira de Energia Eólica avalia que é possível o Brasil atingir a meta de 25% de fontes alternativas na matriz energética até 2020. Segundo o vice-presidente da ABEE, Sérgio Marques, é "totalmente viável" para o país atender à demanda prevista no Projeto de Lei 523/2007 que cria uma política nacional de incentivo a fontes alternativas provenientes de combustíveis não fósseis. Marques acredita que o Brasil tem grande potencial eólico, de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas. De acordo com o Marques, que é presidente da Bioenergy, o potencial de mercado para energia eólica é de 10.000 MW de potência instalada, o que corresponde a 4.000 MW médios firmes até 2020. "Pelo ânimo dos empreendedores de eólicas e se aplicarmos a lei de incentivos o quanto antes, a partir de 2010, conseguiremos, no mínimo, 1.000 MW por ano e com impacto ambiental mínimo", comentou o executivo. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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4 Nova agência em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, encaminhou à Assembléia Legislativa do Estado (Alesp), em regime de urgência, projeto de lei que prevê a criação da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). O objetivo é unificar as tarefas de regulação, controle e fiscalização nos setores de saneamento e energia, diminuir custos burocráticos e aproveitar a experiência de dez anos adquirida pela Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE), órgão que hoje regula a distribuição de energia elétrica e gás canalizado. Entre as novidades introduzidas pelo projeto, a agência contará com um conselho cuja composição prevê representação significativa do poder municipal, em seis 6 das 13 vagas disponíveis. Isso permitirá que a estrutura comporte órgãos setoriais, em especial os conselhos de orientação de saneamento, com participação efetiva dos municípios, e de energia. Também poderão ser criadas câmaras técnicas especializadas. (Brasil Energia - 02.08.2007)

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5 Alerj restringe cobrança de concessionárias a serviços prestados

O plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, na última quarta-feira, 1º de agosto, projeto de lei 1.580/04, que pretende dar fim a cobranças consideradas desnecessárias das empresas concessionárias. O PL passará ainda por uma segunda discussão, ainda com data a ser definida. Segundo o autor do projeto, deputado estadual Armando José (PSB), o usuário deve ser cobrado pela utilização do serviço recebido. Ele lembrou cobranças como fornecimento mínimo e o encargo de capacidade emergencial do setor elétrico com cobranças além do serviço prestado. O PL também estabelece a obrigatoriedade de tratamento individualizado nas prestações dos serviços, o que significa fazer constar nas faturas de cobrança informações como período e data dos serviços prestados. As sanções impostas aos que infringirem as determinações também estão previstas no projeto e vão da advertência à multa de 2 mil Ufirs diárias para os casos de reincidência. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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6 Projeto de lei do marco regulatório para a produção de energia de fontes renováveis

O projeto de lei que estabelece um marco regulatório para a produção de energia de fontes renováveis, apresentado pelo deputado Paulo Teixeira, é resultado dos debates ocorridos no Seminário sobre energia renovável realizado na Câmara, pelas comissões: de Meio Ambiente e Desesenvolvimento Sustentável, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e Comissão da Amazônia. O deputado Paulo Teixeira é presidente da Subcomissão de Energia Renovável, Conservação e Reúso da Água. Para ler o PL na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 03.08.2007)

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7 Curtas

A Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica e a Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro promovem, a partir de setembro, a 4ª edição do curso de pós-graduação Regulação do setor Elétrico. Os interessados devem enviar seus dados, até o dia 31 de agosto, para a primeira fase da seleção. A ficha de inscrição encontra-se no site www.diretorio.fgv.br/forminscricao.asp. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

As pequenas centrais hidrelétricas Flor do Sertão e Ludesa, localizadas em Santa Catarina, colocaram em operação comercial de quatro unidades geradoras. A Flor do Sertão opera desde o dia 28 de julho com três turbinas, com 5,5 MW cada, totalizando 16,5 MW. A PCH Ludesa teve a primeira máquina de 15 MW liberada. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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Empresas

1 Estatais investem no semestre 35,3% do previsto para o ano

As estatais federais executaram R$ 17,5 bilhões no primeiro semestre deste ano da dotação do Orçamento de Investimentos. Esse volume representa 35,3% do previsto para o total do ano, que é de R$ 49,7 bilhões. A maioria dos recursos (95%) foi destinada a projetos na área de energia elétrica e petróleo. As duas áreas somaram R$ 16,8 bilhões. Segundo avaliação do diretor do Dest, Eduardo Scaletsky, o desempenho do primeiro semestre se deve à alavancagem que o PAC tem provocado, sobretudo nos setores de petróleo e energia elétrica. O relatório informa que 70% dos investimentos realizados pelas estatais foram com recursos próprios. "Isso mostra que o endividamento dessas empresas é muito baixo, bem abaixo das médias históricas. E revela a capacidade de realização com recursos que não dependem nem do orçamento fiscal, nem de endividamento junto a instituições financeiras." (Gazeta Mercantil - 03.08.2007)

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2 AES Eletropaulo aprova reavaliação de ativos imobilizados da companhia

A AES Eletropaulo informou que foi aprovada a efetivação da reavaliação de ativos da companhia com base no laudo elaborado pela Avex Consultoria, empresa escolhida para realização do serviço. No último dia 30 de junho, a Avex havia apurado um aumento do ativo imobilizado de R$ 1,537 bilhão, que refere-se ao aumento da conta de reserva de reavaliação do patrimonio líquido em R$ 1,128 bilhão e à constituição do Imposto de Renda Diferido (passivo) de R$ 408,933 milhões. A Eletropaulo prevê que a reavaliação resulte em impacto negativo no resultado semestral. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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3 TJ nega agravo e mantém trabalhos da CPI da Enersul

Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negaram agravo regimental interposto pela Enersul contra a criação da CPI criada pela Assembléia Legislativa para investigar a concessionária de energia elétrica. Com a decisão, a comissão poderá dar continuidade aos trabalhos para investigar os fatores determinantes do alto custo da energia elétrica paga pelos 699.475 consumidores em 73 municípios do Estado. Amanhã, os deputados e a diretoria da Enersul se reúnem na Assembléia Legislativa. A empresa apresentará a proposta de redução na tarifa de energia. Representantes da Procuradoria Regional da República e do Ministério Público Estadual foram convidados para participar do encontro, previsto para as 15h. (MS Notícia - 02.08.2007)

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4 Areva recebeu licença de instalação para executar obras de LTs da Cemat

A Areva recebeu licença de instalação (LI) para executar obras na região do Araguaia, no Mato Grosso. A empresa está à frente de um consórcio formado para a construção de 438 km de linhas de transmissão, com tensão de até 145 kV, e mais três subestações. O projeto contratado pela Cemat está orçado em R$ 97 milhões. Além de conectar ao Sistema Interligado Nacional (SIN) redes locais isoladas, atualmente supridas por geradores movidos a óleo diesel, as obras vão dar suporte a novas ligações no âmbito do programa federal Luz para Todos. Num primeiro momento, cerca de 14 mil domicílios serão beneficiados, num total de 68 mil habitantes, dentro de uma área territorial 74,3 mil km², cerca de 8% da superfície do estado. Os municípios beneficiados são Vila Rica, Confresa, Alto da Boa Vista, Querência, Bom Jesus do Araguaia, São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte e mais regiões adjacentes. A Areva terá que entregar todos os equipamentos necessários para as linhas até o final de 2007. Depois dessa data os acessos aos canteiros ficam muitos prejudicados por conta do período chuvoso e da falta de estradas asfaltadas. A previsão de conclusão dos trechos é para o período entre abril e maio de 2008, na seguinte ordem: Querência-Alto-Boa Vista (165 km); Boa Vista-Confresa (135 km); Confresa-Vila Rica (138 km). As novas subestações são Alto da Boa Vista (145 kV), Confresa (145 kV/15 kV) e Vila Rica (145 kV). Também será instalado um novo bay de equipamentos na subestação Querência (145 kV) para atendimento do trecho Alto Boa Vista. (Brasil Energia - 03.08.2007)

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5 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 02-08-2007, o IBOVESPA fechou a 54.690,92 pontos, representando uma alta de 0,84% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 3,55 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,18% fechando a 17.017,71 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 50,05 ON e R$ 48,72 PNB, alta de 1,11% e 0,04%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 03-08-2007 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 50,10 as ações ON, alta de 0,10% em relação ao dia anterior e R$ 48,98 as ações PNB, alta de 0,53% em relação ao dia anterior. (Investshop - 03.08.2007)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 79,5%

O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 79,5%, com redução de 0,1% em relação à medição do dia 31 de julho. A usina de Furnas atinge 89,8% de volume de capacidade. (ONS - 01.08.2007)

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2 Sul: nível dos reservatórios está em 79,6%

O nível de armazenamento na região Sul apresentou queda de 0,2% em relação à medição do dia 31 de julho, com 79,6% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 99,4 % de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 01.08.2007)

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3 NE apresenta 73,3% de capacidade armazenada

Apresentando queda de 0,2% em relação à medição do dia 31 de julho, o Nordeste está com 73,3% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 68,5% de volume de capacidade. (ONS - 01.08.2007)

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4 Norte tem 81,1% da capacidade de armazenamento

O nível de armazenamento da região Norte está em 81,1% com redução de 0,9% em relação à medição do dia 31 de julho. A usina de Tucuruí opera com 79,6% do volume de armazenamento. (ONS - 01.08.2007)

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Gás e Termoelétricas

1 Despacho térmico: dados de operação indicam geração abaixo de metas

Dados do ONS indicam que a geração térmica, prevista para o mês de julho, das usinas enquadradas no termo de compromisso firmado entre a Petrobras e a Aneel, ficou abaixo das metas estabelecidas no acordo. O cronograma da Aneel estabelece metas de atendimento de 10 usinas para o segundo semestre, que totalizam 2.333,2 MW médios. O acordo prevê aplicação de multas em caso de descumprimento. O termo prevê também despachos fora da ordem de mérito, como forma de compensar eventuais indisponibilidades. Nem toda geração abaixo da meta do cronograma pode ser resultado de falta de combustível, conforme os dados de geração térmica do ONS. Na última terça-feira, foi encerrado o período de audiência pública documental da Aneel para analisar propostas de alteração das Regras de Comercialização da empresa, para fins de contabilização de penalidades por descumprimento, pela Petrobras, do atendimento ao cronograma de oferta de energia de térmicas a gás. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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2 Cigás licita dutos para térmicas

A Cigás abriu concorrência para a construção da rede de distribuição de gás natural que irá abastecer as térmicas de Manaus. O ramal terá 42,8 km de extensão em área urbana e vai atender a cinco unidades que consomem, em média, 2 milhões de m³/dia. As propostas dos interessados em participar da concorrência deverão ser entregues na sede da empresa até o dia 30 de agosto. A entrada em operação da rede de distribuição da Cigás está prevista para março de 2008. (Brasil Energia - 03.08.2007)

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3 Angra 1 ainda fora do SIN

A Eletronuclear adiou mais uma vez, para o dia 4 de agosto, o retorno em operação da usina nuclear Angra 1 (657 MW). A estatal ainda não conseguiu terminar os reparos na bomba de refrigeração, peça que precisou ser trocada durante a parada e apresentou problemas durante os testes. Esta é a sexta vez que o retorno da unidade a operação é adiado. A usina Angra 2 opera normalmente, com 100% de sua potência máxima. (Brasil Energia - 03.08.2007)

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Grandes Consumidores

1 Grandes consumidores reivindicam redução dos custos em 2008

Grandes consumidores de eletricidade da região nordeste do Estado de São Paulo esperam uma redução que pode chegar a até 15% na tarifa praticada pela CPFL, cuja revisão quadrienal se dará a partir de 8 de abril do próximo ano. A queda prevista é semelhante à definida pela Aneel para a Eletropaulo, de 12,66% para residências e de 10,45% para indústrias, e próxima do índice médio preliminar de revisão tarifária proposto para a Elektro, de menos 15,31%. "Em comparação com o período de 2003 a 2006, o custo de capital caiu 11% e a eficiência das concessionárias de energia melhoraram, o que aponta para uma queda nas tarifas de energia", prevê o professor Francisco Anuatti Neto, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP de Ribeirão Preto. As diretorias regionais da Fiesp e do Ciesp, por meio de seu Comitê Técnico de Energia, firmaram um convênio de cooperação técnica com a FEA/USP para capacitar os empresários, principalmente os do interior paulista, a entender melhor o mercado de energia elétrica, o potencial de produção energética a partir do bagaço da cana-de-açúcar e os critérios utilizados na formação das tarifas do setor. (Gazeta Mercantil - 03.08.2007)

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2 Definição para o gás traz alívio à petroquímica

O contrato que será assinado hoje entre a Petrobras e a Bahiagás para fornecimento é aguardado com ansiedade pela indústria petroquímica. Pelo acordo, o volume de gás distribuído aumentará dos atuais 3,3 milhões de metros cúbicos por dia para 5,1 milhões. Com isso, empresas como Suzano Petroquímica, Braskem e Dow Química esperam que se afaste a possibilidade de falta do produto, que afetaria diretamente os planos dessa companhia na Bahia. O temor das empresas tem fundamento: no Sudeste houve problemas de fornecimento do produto para a Riopol, no Rio, segundo a Suzano Petroquímica. E a situação era considerada crítica também na Bahia. (DCI - 03.08.2007)

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3 Vale quer explorar urânio

A CVRD planeja investir na mineração de urânio na Austrália. A intenção da empresa é pegar carona na crescente demanda mundial pelo minério. Além disso, o urânio está bem cotado no mercado internacional, a cerca de US$ 130/libra. No Brasil, por enquanto, não há possibilidade de a empresa investir na mineração de urânio. Atualmente, somente a estatal INB está autorizada a explorar o minério. A única alternativa de exploração de uma mina de urânio no Brasil pela Vale seria em Santa Quitéria, no Ceará. Mesmo assim a empresa não poderia ficar com o produto, de acordo com a lei. Isso porque lá existe uma reserva de fosfato com urânio associado e a INB procura parceiros privados para explorar o fosfato da mina e ficar com o urânio. A Vale não confirma interesse no projeto. Esse investimento, contudo, casaria com os planos da mineradora de aumentar a sua produção de fosfato, que, na visão da empresa, terá uma demanda muito alta em função da produção de biocombustíveis no Brasil. (Brasil Energia - 02.08.2007)

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4 Riopol sofre problema no suprimento de gás

Mal acabaram de resolver uma pendência com as empreiteiras responsáveis pela construção da Rio Polímeros, o donos privados da empresa do pólo gás-químico do Rio de Janeiro já enfrentam novas dificuldades. Desta vez, a petroquímica sofre com o abastecimento "irregular" e de "interrupções" de matérias-prima por parte da Petrobras. O detalhe é que a estatal, além de ser única fornecedora dos insumos, faz parte do bloco de controle da própria Riopol. O problema no abastecimento afetou a produção da empresa no segundo trimestre. A Riopol fabricou 103,3 mil toneladas de polietileno nos três meses encerrados em junho, o que significou queda de 2,5% em relação ao trimestre anterior. O contrato entre Riopol e Petrobras prevê a garantia no fornecimento de matéria-prima. (Valor Econômico - 03.08.2007)

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5 Suzano descarta exercer direito na PQU

A Suzano Petroquímica não vai exercer o direito de preferência na compra das ações da Dow Brasil na Petroquímica União (PQU), o que faria a empresa elevar sua fatia de 7% para quase 10% no controle da central de matérias-primas do ABC paulista. "Esse não é o melhor uso para o dinheiro dos acionistas", explicou o co-presidente da Suzano Petroquímica, João Nogueira Batista, que justificou que a operação não muda em nada os direitos políticos da empresa na PQU. A petroquímica teria de desembolsar cerca de R$ 25 mi para exercer a opção, mas decidiu apenas manter a atual participação, que dá direito a um assento no conselho de administração. (Valor Econômico - 03.08.2007)

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Economia Brasileira

1 Para Tesouro, mudanças 'não são recomendáveis'

Em meio ao aumento das pressões pela redução da alíquota da CPMF, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avisou ontem que mudanças na contribuição "não são recomendáveis". Segundo ele, o governo não trabalha com a possibilidade de redução da alíquota nem de partilha da arrecadação do tributo com os Estados e municípios. Augustin afirmou que é equivocada a avaliação de que a arrecadação não é compartilhada. "A CPMF, através do SUS, chega aos Estados e municípios. Portanto, é um equívoco imaginar que a CPMF é uma receita que não tem nenhum tipo de distribuição federativa", disse. O secretário destacou, ainda, que a "equação federativa" que o Brasil construiu, nos últimos anos, vem melhorando do ponto de vista fiscal, com o aumento de solidez fiscal dos Estados e municípios. (O Estado de São Paulo - 03.08.2007)

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2 Moody's deve melhorar classificação do Brasil

Representantes da agência de classificação de risco Moody's tiveram reuniões no Ministério da Fazenda, na quarta-feira, e alimentaram a expectativa de que a melhora na nota do Brasil sairá logo. Segundo fontes, o comitê da agência se reunirá este mês para definir a elevação da classificação do País. Em maio, a Moody's pôs em revisão as notas atribuídas ao Brasil para uma possível melhora. A Moody's é a única das três grandes agências de risco que ainda mantém o Brasil a dois níveis do grau de investimento. As notas da Standard & Poor's e da Fitch põem o Brasil a apenas um passo do grau de investimento (Jornal do Commercio - 03.08.2007)

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3 Para a S&P, País está muito perto do grau de investimento

A diretora de análise de risco soberano para a América Latina, da agência de classificação Standard & Poors, Lisa Schineller, voltou a dizer nesta quinta-feira que o Brasil está "muito perto" de obter o grau de investimento ("investment grade"). Ela ressaltou que em moeda local o País, inclusive, já recebeu essa nota. Sem mencionar quando a agência vai elevar a nota do Brasil, a diretora da S&P comentou que não será um fator isolado ou apenas um indicador macroeconômico que será a chave para melhorar o rating brasileiro. "Não estamos atrás de alguma reforma específica. O que buscamos é um pragmatismo político consistente", disse Lisa, acrescentando que o mercado brasileiro tem muita liquidez e que os dados macroeconômicos são "cruciais" para qualquer obtenção do grau de investimento. (Jornal do Commercio - 03.08.2007)

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4 Mantega: relação dívida líquida-PIB caminha para 36%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Político do governo, um documento com 30 páginas afirmando que o país cresce de forma sustentável, com distribuição de renda, inclusão social e redução de desigualdades regionais. No texto, o ministro apresenta estimativa otimista sobre a relação entre a dívida líquida e o PIB, um dos principais fatores levados em conta pelas agências internacionais de análise de risco de um país para lhe conceder o grau de investimento. Segundo o documento de Mantega, a dívida líquida, de 44,9% do PIB, registrada ao final de 2006, caminha para um índice de 36%. (Estado de Minas - 03.08.2007)

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5 Mantega faz críticas aos organismos

Um dia após receber a visita de Dominique Strauss-Kahn, candidato ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou a reclamar do processo de escolha dos dirigentes de organismos internacionais e afirmou que transmitiu ao francês quais aos preocupações do governo brasileiro. A mudança no sistema de votação e representação da instituição, com maior participação dos países em desenvolvimento, o fim da tradição que determina que o dirigente do FMI seja um europeu e as reformas dos procedimentos com o objetivo de promover maior desenvolvimento econômicos foram as três preocupações apresentados por Mantega. (Diário Catarinense - 03.08.2007)

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6 Meirelles: turbulência ocorre no melhor momento para o País

A turbulência dos mercados globais é negativa, mas ocorre no melhor momento para o Brasil, já que o país está mais sólido que no passado e os ativos não estão tão valorizados quanto poderiam estar no futuro, avaliou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, após fechar o seminário "Brasil 2020: Crescimento de Longo Prazo e Estratégia de Investimentos". "Para o Brasil é melhor passarmos pelas turbulências hoje do que há poucos anos, pois hoje o País tem mais força para passar por esse tipo de turbulência", disse, acrescentando que hoje o mercado interno é mais sólido e menos dependente externamente, porque, entre outros motivos, acumula grande quantidade de reservas internacionais, a inflação está ancorada na meta e o sistema fiscal está equilibrado.(Jornal do Commercio - 03.08.2007)

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7 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial iniciou as operações estável em relação ao fechamento do dia anterior. Em 30 minutos de atividades, porém, a moeda estava a R$ 1,8690 na compra e a R$ 1,8710 na venda, com declínio de 0,16%. Ontem, o dólar comercial cedeu 0,95%, a R$ 1,8720 na compra e R$ 1,8740 na venda. (Valor Online - 03.08.2007)


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Internacional

1 Chávez propõe joint à Bolívia para explorar gás e petróleo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará a Bolívia em 8 de agosto para lançar o projeto de uma usina termoelétrica e um ambicioso plano de exploração de petróleo a cargo de estatais de ambos os países, disse na quinta-feira o presidente boliviano, Evo Morales.De acordo com Morales, a visita de seu aliado Chávez pode durar mais de um dia. Está confirmada também a presença do argentino Néstor Kirchner, em 10 de agosto Em discurso transmitido ao vivo pela TV pública, Morales disse que Chávez assistirá ao início das obras da termoelétrica a ser financiada pela Venezuela, na região do Chapare, centro produtor de coca de Cochabamba. (Jornal do Commercio - 03.08.2007)

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2 Chávez dá crédito a Argentina e Belarus

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está ampliando sua política de distribuição de crédito facilitado para seus aliados, não interessa que eles estejam na América do Sul ou no extremo leste da Europa. O último aquinhoado foi o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Lukashenko disse que seu país vai pagar a dívida de US$ 460 milhões que tem com a Gazprom, gigante russa de gás natural controlada pelo Estado, graças a um empréstimo da Venezuela. Além disso, as autoridades do setor de energia da Argentina estão analisando um plano para começar a comprar diesel venezuelano, contando com um financiamento camarada de Chávez. Entretanto os testes feitos com amostras do diesel venezuelano mostraram que ele é compatível com o uso em automóveis, mas não para ser usado nas termelétricas, disse uma autoridade familiarizada com a proposta de negócio, sob a condição de anonimato. Embora a Venezuela cobre um valor alto pela gasolina que vende ao país, o governo Chávez dá financiamento de longo prazo à Argentina, um luxo que os argentinos não têm quando compram de outros fornecedores de gasolina e diesel. (Valor Econômico - 03.08.2007)

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3 EDF fatura 30,311 bi de euros no primeiro semestre

A Electricité de France faturou 30,311 bilhões de euros no primeiro semestre, apenas 0,2% menor que no mesmo período anterior. O resultado foi impactado em 800 milhões de euros pela venda da Light e as temperaturas amenas na Europa que afetaram o volume de vendas. No segundo trimestre, o faturamento ficou em 12,881 bilhões de euros, alta de 0,7% sobre os 12,789 bilhões de euros em igual período de 2006.As operações internacionais da EDF, fora da Europa, tiveram queda de 57,6% no faturamento do primeiro semestre de 640 milhões de euros, ante 1,510 bilhão de euros. O aumento de vendas na Ásia não conseguiu compensar os efeitos negativos da venda da Light. O grupo realiza 46% do faturamento em mercados internacionais. De abril a junho, as vendas caíram 54% para 329 milhões de euros, contra 715 milhões de euros. (Agência Canal Energia - 02.08.2007)

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4 BG reduz tarifas e volta a ter lucro

O grupo britânico Centrica, proprietário da British Gas, obteve lucro líquido de £ 1,006 bilhão (€ 1,494 bilhão) no primeiro semestre do ano, em relação aos £ 60 milhões de prejuízo que registrou no mesmo período de 2006. A companhia anunciou ontem que a melhora dos resultados corresponde principalmente ao aumento do lucro obtido pela British Gas, encarregada pelo abastecimento de lares e indústrias, que desde o início do ano reduziu em duas ocasiões as tarifas de gás e luz. Entre janeiro e junho de 2007, a British Gas registrou lucro de £ 533 milhões, frente aos £ 143 milhões de perdas do ano anterior, graças aos 46 mil novos clientes obtidos neste período devido à redução dos preços. O faturamento total da Centrica, que anunciou que não prevê mais cortes nos preços em 2007, caiu ligeiramente para £ 8,6bilhões, 1,14% a menos que há um ano. O diretor-executivo da Centrica, Sam Laidlaw, disse que, de agora em diante, "a melhora do serviço será a principal prioridade". (Gazeta Mercantil - 03.08.2007)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 Brasil. Projeto de lei nº , de 2007. Brasília, julho de 2007.

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Jornalista: Juliana Lanzarini
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Bianca Reich, Carolina Tavares, Felipe Botelho e, Igor Briguiet.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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