l IFE: nº 1.915 - 23
de outubro de 2006 Índice Regulação e Reestruturação do Setor Empresas Leilões Oferta e Demanda de Energia Elétrica Gás e
Termelétricas Grandes
Consumidores Economia Brasileira Internacional
Regulação e Reestruturação do Setor 1 Anace propõe cronograma para ampliação do mercado livre até 2008 A Associação
Nacional de Consumidores de Energia (Anace) se reuniu com o MME esta semana
para discutir a situação do ambiente livre de contratação no país. A Anace
entregou um relatório com um histórico e os desafios do mercado livre
nacional. No documento, a associação propõe um cronograma de ampliação
do mercado de energia para consumo de 1 MW a partir de 2008, contra a
restrição de 3 MW e 69 kV, existente atualmente. Outra proposta é o fim
do limite de 500 kW para a compra de energia de fontes alternativas. Segundo
Paulo Mayon, diretor-presidente da Anace, a intenção da entidade é aumentar
as possibilidades de os consumidores conseguirem a energia de forma mais
competitiva. Para o executivo, a vantagem do mercado livre, atualmente,
está mais na flexibilidade da contratação da energia do que no preço em
si. "No ambiente livre, os consumidores podem escolher os índices de reajuste
ou indexar o preço da energia ao do produto que comercializa", observa.
(Agência Canal Energia - 20.10.2006) 2 Anace cobra votação da Aneel A Associação
Nacional de Consumidores de Energia (Anace) cobrou a votação pela diretoria
da Aneel do resultado da audiência pública 033. A nova resolução permitirá
a soma de diferentes unidades consumidoras para utilização do limite de
0,5 MW para a compra de energia de fontes alternativas de forma livre.
"O assunto está pendente há um ano e, após a reunião, esperamos uma decisão
para novembro", diz Paulo Mayon, diretor-presidente da Anace. (Agência
Canal Energia - 20.10.2006) 3 Proposta sobre participação de usinas no MRE é submetida à audiência pública Empreendimentos
hidrelétricos que geram energia fora da programação mensal do ONS terão
um período mínimo de 12 meses consecutivos para adesão ou desligamento
do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). A proposta faz parte de minuta
de resolução que será submetida à audiência pública documental da próxima
segunda-feira (23/10) ao dia 22 de novembro deste ano. O documento define
os critérios para participação no MRE de PCHs e de CGHs, que não são despachadas
de forma centralizada pelo ONS. Propõe também regras para o cálculo da
indisponibilidade de geração dessas usinas, com a finalidade de definir
a aplicação do Mecanismo de Redução de Energia Assegurada (MRA). O MRE
é um mecanismo que permite o compartilhamento do risco hidrológico entre
os geradores. (Aneel - 19.10.2006) 4 Consulta pública receberá propostas para procedimentos
relativos à declarações de utilidade pública 5 Áreas de terras em quatro estados são declaradas de utilidade pública A Aneel declarou
de utilidade pública áreas de terras em quatro estados. Em Santa Catarina,
a empresa Central Hidrelétrica Salto das Flores Ltda. foi beneficiada
com a decisão da Aneel destinada à desapropriação de terras necessárias
à implantação da área de preservação permanente e reservatório da PCH
Salto das Flores, de 6,7 MW, localizada no município de Paraíso. No Rio
de Janeiro, a declaração, também para fins de desapropriação, favorece
a empresa Calheiros Energia S/A para a construção do túnel de adução da
PCH Calheiros, de 19 MW, no município de Bom Jesus de Itabapoana. A Aneel
também declarou de utilidade pública, para fins de servidão administrativa,
faixas de terras destinadas à passagem de linhas de transmissão em Minas
Gerais e Pará. Em Minas, a Cemig Distribuição S/A foi favorecida com a
declaração que envolve a linha de transmissão Cambuí 2 - Paraisópolis.
No Pará, a declaração refere-se à implantação da linha de transmissão
Breu Branco - Goianésia, que se estenderá por 56,5 quilômetros entre os
municípios de mesmos nomes. A empresa responsável pelo empreendimento
é a concessionária Celpa. (Aneel - 19.10.2006) 6 Rondeau anuncia R$ 2,9 bi para MT Os investimentos
no setor elétrico de Mato Grosso, para os próximos nove anos - período
2007-2015 - serão de R$ 2,90 bilhões. O anúncio foi feito ontem pelo ministro
Silas Rondeau Cavalcanti, ao apresentar o plano decenal de energia para
o Brasil. Os investimentos não incluem o programa "Luz para Todos", que
deverá ser contemplado com R$ 7,76 milhões no próximo ano, representando
60 mil novas ligações em Mato Grosso. Os investimentos anunciados ontem
pelo ministro incluem as áreas de geração (R$ 1,27 bilhão) e transmissão
(R$ 1,63 bilhão). (Elétrica - 20.10.2006) 7 Usaid promove encontro sobre energia renovável no Brasil A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional promove nos dias 30 e 31 de outubro, em Salvador, o X Encontro Anual dos Parceiros do Programa de Energia da Usaid. O evento serve para promover o debate e a troca de experiências relacionadas a fontes alternativas de energia, eficiência energética e mudanças climáticas. O encontro reúne especialistas em energia renovável do Brasil e EUA, além de representantes de instituições parceiras públicas e privadas e de organizações não-governamentais. O evento ocorrerá no hotel Tropical, na capital baiana, com abertura prevista para às 8:30 horas de 30 de outubro. (Agência Canal Energia - 20.10.2006) 8 Curtas A audiência pública relativa à inclusão, no Programa Mensal de Operação Eletroenergética (PMO) do ONS, da real disponibillidade de geração de usinas termelétricas em razão da falta de combustível, teve a data de encerramento da etapa de contribuições tranferida do ultimo dia 18 para o próximo dia 27 de outubro. (Aneel - 19.10.2006)
Empresas 1 Eletrobrás comercializa energia A Eletrobrás
começou a comercializar, esta semana, na CCEE, a energia de mais seis
usinas do Proinfa. Quatro são movidas a bagaço de cana: Goiasa, com 42,52
MW, Canaã, com 30 MW, Maracai, com 36,82 MW e Cerradinho, com 50 MW. Há
ainda a PCH São Bernardo, com 15 MW, e a usina eólica de Água Doce, com
9 MW. Com essas seis unidades, o Proinfa possui 15 usinas, que produzem
456,54 MW. (Folha de São Paulo - 21.10.2006) 2 Cemig busca fatia maior do setor elétrico A Cemig seguir os passos da Eletrobrás, que tem elevado de forma agressiva sua participação no setor elétrico brasileiro. O objetivo da empresa é tornar-se a consolidadora do setor, a exemplo da Eletrobrás. Para isso, pretende investir na expansão de suas atividades até o limite permitido pela regulação Aneel. A empresa vai disputar 6 das 14 linhas a serem leiloadas em novembro pelo governo federal. O volume de investimento da estatal neste ano vai chegar à casa de R$ 2 bilhões, valor que deve ser repetido em 2007. Uma parte disso vai para compra de empresas e empreendimentos e outra fatia para a construção de obras. No mercado externo, a Cemig está construindo uma linha de transmissão no Chile, fato considerado um grande passo para a internacionalização da companhia. Outra missão da Cemig nos próximos meses é resolver a situação de algumas usinas cujo contrato de concessão está terminando. A empresa terá de trabalhar ao lado da Aneel para renovar os contratos e manter o controle das usinas. (O Estado de São Paulo - 21.10.2006) 3 TCU cobra auditoria em Itaipu Os tribunais
de contas da Argentina, Brasil e Paraguai querem que os governos desses
países autorizem uma auditoria geral e permitam a fiscalização regular
das hidrelétricas de Itaipu e Yaciretá, que se amparam nos anexos dos
tratados que as criaram para barrar o controle externo de suas finanças.
Representantes dos três tribunais reuniram-se para solicitar que ele autorize
a fiscalização. (O Estado de São Paulo - 21.10.2006) 4 Chesf e Eletronorte aplicaram R$ 267 mi em P&D
5 Eletrobrás deve investir em P&D R$ 300 mi em 2007 A Eletrobrás
e suas subsidiária devem investir até o final deste ano e em 2007 R$ 330
milhões em P&D. De 2000 até agora, já foram aplicados R$ 890 milhões em
675 projetos, montante suficiente para construir uma usina de cerca de
200 MW. Os maiores investimentos nessa área, dentro das empresas do grupo
Eletrobrás, ficaram por conta de Furnas, que já aplicou, de 2001 a agosto
de 2006, cerca de R$ 278,5 milhões em projetos como a criação de um robô-especialista,
que vai realizar inspeções no parque gerador da companhia. (InvestNews
- 20.10.2006) 6 Eletrobrás seleciona projetos de P&D Empresas do
Grupo Eletrobrás selecionam projetos que farão parte dos investimentos
de P&D por meio de chamadas públicas. Desde 2003, o trabalho das controladas,
nesta área, tem sido coordenado pelo Comitê de Integração Corporativa
de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (Cicop). Além da carteira de
projetos de P&D apresentada à Aneel, o Grupo Eletrobrás também destina
parte de seus recursos ao fundo setorial CT-Energ, do Ministério de Ciência
e Tecnologia (MCT). De 2001 até agosto de 2006, a Eletrobrás repassou
para o fundo aproximadamente R$ 240 milhões. No mesmo período, apenas
a Eletronorte destinou cerca de R$ 43 milhões. (InvestNews - 20.10.2006)
No pregão do
dia 20-10-2006, o IBOVESPA fechou a 38.642,82 pontos, representando uma
baixa de 0,71% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,81
bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,61%
fechando a 12.239,92 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte
comportamento: ficaram cotadas a R$ 47,10 ON e R$ 44,04 PNB, baixa de
0,80% e alta de 0,20%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão
anterior. Na abertura do pregão do dia 23-10-2006 as ações da Eletrobrás
foram cotadas a R$ 46,60 as ações ON, baixa de 1,06% em relação ao dia
anterior e R$ 43,61 as ações PNB, baixa de 0,98% em relação ao dia anterior.
(Investshop - 23.10.2006) A Endesa verificou crescimento de 8% na geração no Brasil, alcançando 3.379 GWh, nos nove primeiros meses de 2006. (Agência Canal Energia - 20.10.2006) A Comissão de Economia e Desenvolvimento da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, por unanimidade, solicitação do deputado Vieira da Cunha (PDT) para criação de uma subcomissão para avaliar e acompanhar o processo de reestruturação societária e patrimonial da CEEE. (Agência Canal Energia - 20.10.2006) A Cemig acaba de investir R$ 2,1 milhões na construção do Laboratório de Materiais e Pilhas Combustíveis (Lampac) do Departamento de Química da UFMG. A UFMG aportou outros R$ 2,1 milhões, totalizando recursos da ordem de R$ 4,2 milhões. (DCI - 20.10.2006) A AES Eletropaulo e a Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano assinam protocolo de entendimentos
para desenvolver, em conjunto, mecanismos que incentivem o uso racional
de energia elétrica, redução do impacto das despesas
de energia elétrica no orçamento doméstico e a diminuição
da inadimplência em conjuntos habitacionais construídos pela
CDHU. (Agência Canal Energia - 20.10.2006) A Cemig foi o grande destaque da 33a Cerimônia de Entrega do Prêmio Apimec 2005. A Empresa venceu a categoria companhia aberta, após a votação direta dos analistas de mercado e de todo o País. O prêmio é realizado anualmente pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Nacional). (Cemig - 20.10.2006)
Leilões 1 Leilão de LTs: 26 empresas são pré-qualificadas para leilão de novembro A Aneel publicou
o resultado da pré-qualificação das empresas que poderão participar do
leilão de linhas de transmissão, programado para o dia 24 de novembro.
São 26 as empresas pré-qualificadas a participar, individualmente ou em
consórcios, do leilão de sete lotes com 14 linhas de transmissão e três
subestações. A participação será confirmada mediante o recolhimento das
garantias de proposta no dia 23 de novembro. Foram pré-qualificadas empresas
do Brasil, Colômbia, Portugal, Espanha e Itália. (Aneel - 20.10.2006)
2 Leilão de LTs: três empresas e um consórcio são desqualificados Das 30 empresas que entregaram a documentação para pré-qualificação ao leilão de LTs de novembro, três empresas e um consórcio foram desqualificados pela Comissão Especial de Licitação da Aneel: Isolux Ingenieria S/A (Espanha) nos lotes A, B, C, D, E, F e G; Linear Participações e Incorporações Ltda. (Brasil) nos lotes E e F; Empresa de Energia de Bogotá S/A - E.S.P ( Colômbia) nos lotes F e G; e consórcio Fuad Rassi - J.Malucelli (Brasil), formado pelas empresas Fuad Rassi Eng. Ind. e Com. Ltda. e J.Malucelli Constr. de Obras S/A. nos lotes A, D, E e G. A empresa Fuad Rassi permanece na lista de pré-qualificadas por participar do consórcio Espírito Santo pré-qualificado para o lote F. O prazo para a apresentação de recursos termina dia 27 de novembro. (Aneel - 20.10.2006)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 Mudanças climáticas devem impactar Brasil O Brasil,
o Mediterrâneo e o oeste dos Estados Unidos estão entre as regiões que
mais vão sofrer as conseqüências do aquecimento global, indica uma nova
projeção que prevê secas prolongadas, chuvas intensas e ondas de calor
mais longas nas próximas décadas. O estudo, feito pelo Centro Nacional
para Pesquisa Atmosférica dos EUA, prevê também fenômenos contrastantes,
como quedas drásticas de temperatura e uma maior temporada de crescimento
vegetal. O documento divulgado ontem é uma prévia de um relatório plurianual
sobre mudança climática que sai no ano que vem. O estudo traz o resultado
das previsões de modelos climáticos que foram processados por nove dos
computadores mais potentes do mundo, e mostra as conseqüências mais acentuadas,
dentro de uma gama de possibilidades. (Folha de São Paulo - 21.10.2006)
2 Eletrobrás oferta energia do Proinfa Eletrobrás começou a comercializar, esta semana, na CCEE, a energia de mais seis usinas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica). Quatro são movidas a bagaço de cana: Goiasa (GO), com 42,52 MW, Canaã (SP), com 30 MW, Maracai (SP), com 36,82 MW e Cerradinho (SP), com 50 MW. Há ainda a PCH São Bernardo (RS), com 15 MW, e a usina eólica de Água Doce (SC), com 9 MW. Com essas seis unidades, o Proinfa possui 15 usinas, que produzem 456,54 MW. (Folha de São Paulo - 21.10.2006) De acordo com os dados apresentados na tabela abaixo, o CCEE fixou o preço spot do Mwh para o período de 21/10/2006 a 27/10/2006. Tabela
Fonte: www.ccee.org.br
Gás e Termoelétricas 1 Bolívia ameaça intervir na Petrobras Um emissário boliviano esteve no Brasil para entregar um ultimato ao presidente Lula: as operações da Petrobras no país sofrerão intervenção do governo Evo Morales na próxima semana se a empresa não aceitar o novo contrato nas atividades de exploração de gás no país. A missão, ordenada pelo ministro Juan Ramon Quintana - que equivale ao ministro da Casa Civil, no Brasil - previa um encontro com o assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Até dias atrás, as negociações pareciam avançar, com chances de mudanças mais favoráveis à Petrobras, que segue disposta a recusar o papel de mera prestadora de serviços nos poços bolivianos. A Petrobras tentou negociar o novo contrato para fazer, com a YPFB, uma exploração compartilhada. Nas últimas reuniões, porém, no que parece ter sido uma vitória da linha dura no ministério de Morales, fecharam-se os espaços para a opção preferida pela estatal brasileira. O acordo proposto pela YPFB nas negociações foi recebido como um "retrocesso" nas negociações pela contraparte brasileira. (Valor Econômico - 23.10.2006) 2 Rondeau: termelétrica de Cuiabá poderá utilizar o óleo diesel O ministro Silas
Rondeau anunciou ontem em Cuiabá um conjunto de medidas para aliviar a
vulnerabilidade energética de Mato Grosso após a suspensão do fornecimento
do gás natural boliviano para a termelétrica de Cuiabá. O ministro apresentou
um ofício da Aneel que autoriza a termelétrica a utilizar o óleo diesel
para geração a partir do dia 21 se não houver restabelecimento do gás.
Ele retificou que os custos adicionais dessa fonte energética, cerca de
R$ 48 milhões/mês, serão assumidos por Furnas e Eletrobrás. A geração
a óleo diesel poderá ser cerca de sete a dez vezes mais onerosa em relação
ao gás natural. Pelas contas da diretoria da planta, a geração em carga
mínima (135 megaWatts) vai demandar cerca de 800 mil litros de diesel
ao dia, ou aproximadamente 25 carretas de 35 mil litros/dia. (Diário de
Cuiabá - 20.10.2006) 3 Brasil terá primeiro leilão de créditos de carbono Um leilão de
créditos de carbono vai inaugurar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões
(MBRE), afirmou economista Virgilio Horárcio Gibbon, coordenador do Projeto
de Implantação do MBRE na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), em um
seminário realizado recentemente pelo Institute for International Research
(IIR), em São Paulo. Gibbon informou que o lançamento do novo sistema
de negociação deve ocorrer com a oferta de créditos de carbono por uma
grande empresa que atua no Brasil, mas cujo nome ainda é mantido em sigilo.
(Envolverde - 18.10.06)
Grandes Consumidores 1 MMX quer atrair empresas para projeto Açu O governo do
Rio deu o primeiro passo para levar para o Estado a megarefinaria que
a Petrobras pretende construir no Brasil para fabricar derivados para
exportação. O empresário do grupo MMX apresentou o projeto do complexo
logístico e industrial do Açu, que será construído até 2008 no município
de São João da Barra, região Norte do Rio. A expectativa da MMX é que,
por meio do complexo, que visa a exportação de 26 mil toneladas de minério
de ferro/ano, também seja instalada uma siderúrgica na região. Com investimentos
previstos de US$ 1,5 bilhão, o complexo envolverá a construção de um porto
de grande calado, o primeiro da região, que permitirá o embarque de minério
para o exterior. (Gazeta Mercantil - 23.10.2006) 2 Inco dobra receita e tem lucro recorde no trimestre A Inco, produtora
canadense de níquel que está sendo adquirida pela brasileira Companhia
Vale do Rio Doce (CVRD), informou que seus lucros ficaram 11 vezes mais
elevados no terceiro trimestre deste ano, quando alcançaram um recorde,
puxados pela alta dos preços dos metais e pela expansão da produção. O
lucro líquido da Inco saltou para US$ 701 milhões, ou US$ 3,08 por ação,
ante os US$ 64 milhões, ou US$ 0,29 por ação, do mesmo período do ano
passado. A receita da mineradora mais do que dobrou, para US$ 2,32 bilhões.
O total de vendas da Inco foi de US$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre
de 2005. "Os lucros trimestrais recordes refletem o grau sem precedentes
de solidez sustentada que observamos no mercado de níquel, associado ao
grande volume da produção", disse Scott Hand, principal executivo da Inco,
por meio de comunicado. (Gazeta Mercantil - 23.10.2006) A CP Cimento
e Participações informou ao mercado na sexta-feira que em 1 de agosto,
alienou o controle da Companhia de Cimento Ribeirão Grande para a Titan
Cement Company pelo equivalente em reais a US$ 80 milhões, à vista, e
cujos recursos seriam utilizados para equacionar questões financeiras
da companhia. O negócio com a Titan estava condicionado ao não exercício
pela Votorantim Participações do direito de retirada, que assegurava a
ela o direito de readquirir o controle acionário da CCRG. Em 29 de agosto,
a Votorantim exerceu este direito cancelando, assim, o negócio com a Titan.
A CP informou ainda que tem a intenção de apresentar um projeto de renegociação.
Por cautela, os debenturistas entraram com uma ação de cobrança de R$
111 milhões. (Gazeta Mercantil - 23.10.2006)
Economia Brasileira 1 Superávit semanal da balança cai para US$ 570 mi O superávit da balança comercial foi de US$ 570 mil na terceira semana de outubro, contra US$ 1 bi da semana anterior. As exportações somaram US$ 2,8 bi e as importações, US$ 2,3 bi. No acumulado do mês, o superávit está em US$ 2,7 bi, resultado de US$ 8,4 bi em exportações contra 5,7 bi de exportações. No acumulado do ano, o saldo está em US$ 36,7 bi, um crescimento de 3,8% sobre o mesmo período de 2005 (US$ 35,3 bi). Esse resultado é resultado de US$ 109,1 bi em exportações (15,9% a mais) e de US$ 72,4 bi em exportações (23,2% a mais). (Folha de São Paulo - 23.10.2006) 2 Cepal: economia brasileira crescerá menos que a média da América Latina Estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) aponta que pela segunda vez nos últimos 25 anos a região apresenta condições favoráveis, com crescimento, superávit em transações correntes e redução do déficit fiscal. A estimativa média é de 5% em 2006 e 4,3% em 2007. O Brasil, contudo, deve apresentar crescimento de cerca de 4% nos dois anos. As duas maiores economias da região terão crescimento menor que a média: Brasil e México. Em relação aos brasileiros, a Cepal estima que se espera uma taxa entre 3,5% e 4%. (Tribuna do Norte - 23.10.2006) 3 Especialistas concordam que mercado brasileiro é mais aberto 4 Ipea: política industrial está mais ativa, mas ainda é insuficiente A pesquisadora
do Ipea, Fernanda De Negri, acredita que o setor privado nacional esteja
preparado para se atuar pró-ativamente num processo de abertura comercial.
"Após dois choques negativos - a abertura econômica do governo Collor
e o Plano Real - as empresas brasileiras ganharam fôlego para enfrentar
a concorrência externa", diz. Fernanda considera ainda que passos importantes
já foram dados no âmbito da política industrial, principalmente relacionados
aos incentivos à pesquisa e desenvolvimento e ao segmento de semi-condutores.
"A política industrial está mais ativa, mas ainda é insuficiente", afirma
referindo-se ao espaço ainda pequeno para novos cortes tarifários. (Gazeta
Mercantil - 23.10.2006) 5 Focus: Projeção de IPCA de 2006 é revista para 2,97% Segundo o Boletim
Focus divulgado em 23/10, o mercado financeiro sua estimativa para o IPCA
de 2006, de 3% para 2,97%, bem inferior à meta do governo, de 4,50%. A
projeção do indicador para 2007 também baixou, de 4,20% para 4,17%. Com
exceção do IPC da Fipe, cuja projeção foi mantida em 1,73%, as projeções
para os demais indicadores deste ano foram modificadas. Para o IGP-M de
2006, espera-se 3,23% em vez de 3,20% e para o IGP-DI, 3,12% e não em
3,09% como o calculado anteriormente. Para outubro, os analistas consultados
pelo BC esperam que o IPCA aumente 0,28% e que o IPC da Fipe tenha alta
de 0,30%, assim como era mostrado no boletim passado. O IGP-M deve subir
0,28% e o IGP-DI, 0,30%. Há uma semana atrás, havia expectativa de incremento
de 0,25% e 0,29% para estes índices, respectivamente. Os prognósticos
para novembro são de um IPCA de 0,35%, um IPC da Fipe de 0,37%, IGP-DI
subindo 0,32%e o IGP-M avançando 0,30%. (Valor Econômico - 23.10.2006)
6 Focus: PIB deve crescer 3% em 2006 e de 3,5% em 2007 Segundo o Boletim Focus divulgado em 23/10, o mercado financeiro calcula que o PIB expanda-se 3% em 2006, assim como foi mostrado há uma semana atrás. Para 2007, o crescimento aguardado é de 3,5%, há oito semanas sem alterações. O superávit da balança comercial esperado é de US$ 44 bi em 2006 e de US$ 37,7 em 2007, cifras maiores que os US$ 43,51 bi e US$ 36,55 bi projetados antes, respectivamente. A estimativa para a entrada de investimentos estrangeiros em 2006 foi mudada de US$ 15,55 bi para US$ 15,50 bi, mas a de 2007 permaneceu em US$ 16 bi. A previsão média para as contas correntes brasileiras é de um superávit de US$ 11 bi neste exercício e de US$ 5 bi no seguinte, assim como esperado há uma semana atrás. A mediana das expectativas dos analistas para a produção industrial é de incremento de 3,46% neste ano em vez de 3,48% e de uma elevação de 4,05% em 2007. (Valor Econômico - 23.10.2006) 7 Dólar ontem e hoje
Internacional 1 BID: América Latina pode ser exemplo mundial A variedade
de recursos energéticos da América Latina, que vão do petróleo ao sol
e ao vento, convertem a região em exemplo para a solução dos problemas
mundiais de energia. A avaliação é de Enrique Iglesias, ex-presidente
do BID e atual titular da Secretaria Geral Iberoamericana. "A América
Latina tem condições especiais para colocar em marcha um plano de diversificação
que nos permita uma certa segurança energética", disse. (O Estado de São
Paulo - 22.10.2006) 2 Bolívia pede crédito para gasoduto O governo boliviano
iniciou trâmites ante a Corporação Andina de Fomento (CAF) para obter
crédito de US$ 100 milhões para a ampliação do gasoduto Carrasco-Cochabamba
e seus ramais. "O presidente da CAF expressou disposição em nos apoiar
caso não haja investimento privado. Vamos construir sem sócios, mas precisamos
de crédito", disse o presidente boliviano Evo Morales. (O Estado de São
Paulo - 23.10.2006) 3 Argentina assina contrato para construir usinas nucleares A Argentina assinou contrato com um consórcio liderado pela Siemens para construir duas usinas nucleares com capacidade total de produção de 1,6 mil MW. O consórcio da Siemens ganhou a concorrência em que participavam grupos liderados pela Alstrom, pela GE e pela Mitsubishi. As novas usinas serão construídas nas províncias de Santa Fé e Buenos Aires. O governo espera que entrem em operação no primeiro semestre de 2008 e que passem então a responder por 10% da demanda total de energia do país. Os projetos devem custar mais de US$ 1 bi. (Valor Econômico - 23.10.2006) 4 Costa Rica desenvolve mercado atacadista com apoio do Brasil 5 Putin rejeita exigência da União Européia para um tratado de energia Pressionado
por uma União Européia cada vez mais dependente de recursos energéticos
importados, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou a exigência
do bloco para que ratifique um tratado internacional de energia, mas afirmou
estar confiante em um acordo sobre investimentos mútuos em petróleo e
gás. Putin disse que a reunião de cúpula com a UE serviu para mostrar
que a relação da Rússia com o bloco deve ter como base a reciprocidade.
O principal interesse dos membros da UE é estabelecer um acordo que lhes
dê garantias de que podem continuar confiando na Rússia como seu maior
fornecedor de energia. Entre as exigências do bloco europeu estão a de
que a Rússia abra o uso de seus gasodutos a outras empresas, que libere
o investimento no mercado de energia russo, controlado pelo monopólio
Gazprom, a empresas estrangeiras, e ratifique o Tratado da Carta de Energia
(TCE), que estabelece um marco para o setor com base nas leis de mercado.
(Folha de São Pulo - 21.10.2006) 6 Endesa registra crescimento de 2,9% na produção de energia até setembro A Endesa divulgou
que a sua produção de energia elétrica mundial aumentou 2,9% nos nove
primeiros meses do ano. A empresa foi beneficiada pela expansão da geração
na América Latina e Europa, com alta de 8,2% e 8,3%, respectivamente.
A produção total do grupo chegou a 141.029 GWh no período. O nível de
geração registrou queda apenas na Espanha, com 2,2%. Na América Latina,
a produção total da Endesa ficou em 46.364 GWh neste período. Segundo
a empresa, a região registrou uma recuperação da geração hídrica com incremento
de 8,8%, atingindo 39.655 GWh. No entanto, as térmicas do grupo foram
afetadas pela escassez de gás. Com isso, a produção caiu 8,5%, ficando
em 22,6 mil GWh, de janeiro a setembro. A empresa também registrou avanço
da produção no Brasil, 8%; na Argentina, 11,6%; na Colômbia, 8,2%; no
Chile, 6,6%; e no Peru, 4,1%. Na Europa, a produção chegou a 26.443 GWh,
com elevação de 8,3%, em comparação ao mesmo período de 2005. A produção
na Espanha teve retração de 2,2%, chegando a 68.222 GWh, no acumulado
até setembro. (Agência Canal Energia - 20.10.2006) 7 Representante da UE defende usina nuclear O representante
de política externa da União Européia, Javier Solana, defendeu ontem durante
evento em Madri o uso da energia nuclear como alternativa para o futuro.
"A diversificação da energia não pode continuar exclusivamente atrelada
ao carvão e ao petróleo. Teremos de buscar energias alternativas, e creio
que entre elas a energia nuclear está presente", disse Solana. Segundo
ele, o número de usinas nucleares com tecnologia sofisticada no mundo
já passa de 200. (O Estado de São Paulo - 22.10.2006)
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