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IFE: nº 1.907 - 09 de outubro de 2006
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Minas e Energia pode votar projeto sobre segurança nuclear

Empresas
1 Consolidação mundial do setor fortalece empresas no País
2 Estrangeiros têm 14% do mercado brasileiro de geração e 22,6% do de distribuição
3 CPFL e Cemig compram para enfrentar onda de fusões
4 Eletropaulo vende R$ 1,3 bi
5 Rede vende 20 PCHs à Enel
6 Copel: início da distribuição de R$ 600 mi em debêntures
7 Terna realizará oferta pública de ações
8 Cotações da Eletrobrás

9 Curtas

Leilões
1 Leilão de Energia Nova: MP tenta retirar Dardanelos de leilão
2 Leilão de energia nova: 2 empreendimentos do RS participam
3 Leilão confirma a tendência de encarecimento da energia

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Preço Spot - CCEE

Gás e Termelétricas
1 Petrobras faz campanha pela imagem na Bolívia
2 Bolívia impõe regra que inibe queixas para quem ficar no país
3 Demanda mundial de biodiesel será de 33,5 bi
4 Governo é cauteloso com metas do biodiesel

Grandes Consumidores
1 CBA aguarda licença ambiental de Tijuco Alto
2 Suzano planeja fábrica de polipropileno no Paraná
3 Duplicação da Veracel deve sair em breve, diz diretor da Aracruz
4 Alumar investiu R$ 6,5 mi em 2005
5 CST entra na disputa pelas encomendas de aço naval
6 Aracruz: receita líquida recorde no 3o tri
7 Acindar, da Arcelor Mittal, cresce para atender boom imobiliário e indústria

Economia Brasileira
1 Expectativa de crescimento do PIB cai para 3,01% em 2006
2 Focus: Expectativa IPCA de 2006 é de 3,01%
3 IPC-S avança 0,25% na primeira medição de outubro
4 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Argentina nega plano para restringir energia durante o verão
2 Energia é plataforma de expansão russa
3 Comissão Européia cria fundo para energia limpa
4 Escócia terá maior usina eólica em terra firme da Europa

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Minas e Energia pode votar projeto sobre segurança nuclear

A Comissão de Minas e Energia se reúne amanhã e pode votar o Projeto de Lei 7068/06, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que regulamenta o acesso público aos documentos, expedientes e processos administrativos que tratem de matéria de radioproteção, salvaguarda e segurança nuclear. De acordo com a proposta, o órgão regulador da área de radioproteção e segurança nuclear ficará obrigado, por exemplo, a fornecer informações sobre instalações nucleares e radioativas, rejeitos nucleares e acidentes, situações de risco ou planos de emergência nuclear e radioativa. O relator, deputado Paulo Feijó (PSDB-RJ), recomenda a aprovação do projeto. Também está na pauta a Proposta de Fiscalização e Controle 97/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que pede a verificação da regularidade da aplicação dos recursos arrecadados com a Cide. (Agência Câmara - 09.10.2006)

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Empresas

1 Consolidação mundial do setor fortalece empresas no País

Distribuidoras como a Ampla, do Rio de Janeiro, e a Coelce, do Ceará, são algumas das empresas que podem ganhar força no mercado brasileiro de eletricidade com a atual ebulição do setor no mundo. As duas companhias são controladas pela Endesa, gigante espanhola que atualmente é disputada pela sua rival nacional, Gas Natural, e pela alemã E.ON. Caso a Endesa seja adquirida pela E.ON, o grupo alemão, atual líder mundial do setor, verá sua receita anual saltar de €56 bilhões, ano passado, para € 74 bilhões. No entanto, caso a Gas Natural surpreenda o mercado e consiga levar a melhor na disputa pela Endesa, as transformações no Brasil envolveriam um número maior de empresas. Isso porque, além da Endesa, que tem ativos no País, a rival espanhola está presente no mercado brasileiro de gás natural, ao controlar as distribuidoras CEG e CEG Rio, ambas sediadas no Rio de Janeiro. O mercado mundial ainda aguarda a o desfecho dos processos de fusão envolvendo o grupo francês Suez, que no Brasil controla a catarinense Tractebel, e do grupo espanhol Iberdrola, que é representada pela holding Neoenergia, que, por sua vez, controla as distribuidoras Coelba, da Bahia, Celpe, de Pernambuco, e Corsen, do Rio Grande do Norte. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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2 Estrangeiros têm 14% do mercado brasileiro de geração e 22,6% do de distribuição

Segundo o estudo enviado pela Cemig, com base em dados da Aneel, os principais grupos estrangeiros de eletricidade - parte deles envolvidos em processos de consolidação na Europa e Estados Unidos - têm 14% de participação no mercado brasileiro de geração, com destaque para a Tractebel, com quase 6% de market share. No caso da distribuição, esse percentual sobe para 22,6% e tem justamente a espanhola Endesa com a maior fatia entre as estrangeiras - cerca de 5% do mercado. Em 2005, as negociações no setor mundial de gás e eletricidade movimentaram US$ 196 bilhões, quantia quase 60% superior ao montante registrado no ano anterior, de US$ 123 bilhões, e mais de quatro vezes o valor verificado em 2003, de US$ 46 bilhões. Os Estados Unidos e Europa foram responsáveis por cerca de 80% das transações de quase US$ 200 bilhões efetuadas no ano passado. Parte do avanço no processo de consolidação do setor é explicada pelo aumento do envolvimento de grupos de investimentos - consórcios e holdings - até então sem nenhuma atuação importante no segmento de energia e gás. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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3 CPFL e Cemig compram para enfrentar onda de fusões

Grupos de capital nacional como a CPFL e Cemig dizem não temer o movimento de fusões das estrangeiras e prometem ir às compras para enfrentar o novo ciclo mundial de aquisições e conseguir manter o status de líderes em eletricidade. "Esses movimentos externos certamente vão provocar turbulências positivas no Brasil", diz Flávio Decat de Moura, um dos diretores da Cemig, que participou do consórcio que adquiriu, em março, o controle da Light, por US$ 319,8 milhões, antes nas mãos da francesa EDF. Com um caixa acima de R$ 1,5 bilhão para ser desovado este ano, a estatal mineira estuda "várias aquisições" e promete anunciar ainda em 2006 uma nova compra de grande impacto, provavelmente com sócios. Já a CPFL, líder nacional em distribuição, tem como estratégia avançar nesse setor por meio da compra de empresas de pequeno porte, diz o seu presidente, Wilson Ferreira Jr. Na última semana, a holding adquiriu por R$ 203 milhões a Companhia Luz e Força Santa Cruz, do Grupo Votorantim, e agora está de olho em outras 15 distribuidoras. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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4 Eletropaulo vende R$ 1,3 bi

Os investidores estrangeiros ficaram com 60% da oferta secundária de ações da Eletropaulo, feita dentro do programa de reestruturação societária da companhia. Fundos de investimentos nacionais absorveram outros 27,34% da oferta total de 15,8 bilhões de papéis preferenciais classe B, que totalizou R$ 1,3 bilhão. O investidor pessoa física, incluindo os clubes de investimento, comprou o equivalente a 8,8% da oferta. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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5 Rede vende 20 PCHs à Enel

O Grupo Rede efetivou a transferência de 20 PCHs para a Enel Brasil Participações. A empresa pagou R$ 463,6 milhões por 10 subsidiárias do grupo brasileiro, responsáveis pelas 20 PCHs, que possuem, no total, a capacidade instalada de 92 MW nos Estados do Mato Grosso, São Paulo e Tocantins. A Enel informa que com as aquisições espera uma contribuição de 27 milhões no Ebtida do próximo ano. Informa ainda que continua com a opção de aquisição duas pequenas usinas com capacidade de 6 MW. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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6 Copel: início da distribuição de R$ 600 mi em debêntures

A Copel anunciou o início da distribuição pública da quarta emissão de debêntures, no valor de R$ 600 milhões. A operação, que lançará 60 mil títulos com valor unitário de R$ 10 mil, é parte de um programa de distribuição que tem prazo de dois anos de arquivamento e limite de R$ 1 bilhão. Em série única, as debêntures são simples, não conversíveis em ações, escriturais e nominativas, com vencimento final em 01/09/2011, quando ocorrerá a amortização. Os juros terão pagamentos semestrais, a partir de 01/03/2007. A operação não prevê direito de preferência para subscrição das debêntures pelos acionistas da companhia. A remuneração das debêntures será de 104% do CDI. (Agência Canal Energia - 06.10.2006)

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7 Terna realizará oferta pública de ações

Foi divulgado o Prospecto Preliminar da distribuição pública primária e secundária de units da Terna Participações. Os papéis da elétrica, que serão negociados sob o código TRNA11, farão parte do Nível 2 de governança corporativa da Bovespa. O valor mínimo de investimento é de R$ 1.000 e o máximo é de R$ 300.000. Serão distribuídas 44,2 milhões de ações preferenciais em oferta primária, com a exclusão do direito de preferência dos atuais acionistas e 22,1 milhões de ações ordinárias em oferta secundária, totalizando a emissão de 22,1 milhões de units. A quantidade total das ações poderá ser acrescida de até 3,3 milhões de units de titularidade do Acionista Vendedor, equivalente a 15% do total inicialmente ofertado, que serão destinadas exclusivamente a atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da oferta. A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das units fique entre R$ 17 e R$ 21, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 464,1 milhões. Contando com os lotes adicional e suplementar, o valor total da oferta poderá chegar a R$ 533,4 milhões, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços. (InfoMoney - 06.10.2006)

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8 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 06-10-2006, o IBOVESPA fechou a 37.940,44 pontos, representando uma baixa de 0,10% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,95 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,44% fechando a 12.477,15 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 51,15 ON e R$ 47,85 PNB, baixa de 0,62% e 0,31%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Na abertura do pregão do dia 09-10-2006 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 50,50 as ações ON, baixa de 1,27% em relação ao dia anterior e R$ 47,30 as ações PNB, baixa de 1,15% em relação ao dia anterior. (Investshop - 09.10.2006)

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9 Curtas

A Bandeirante registrou, até ao final de setembro, cerca de 6.500 pedidos para novas instalações elétricas no âmbito do programa Luz para Todos. O compromisso da distribuidora é ter 6.217 ligações até o fim do ano. A empresa planeja alargar o período de implementação do programa por mais 18 meses. (Portugal Digital - 09.10.2006)

A empresa Itajuí Engenharia de Obras Ltda. foi autorizada a se estabelecer como Produtor Independente de Energia para a implantação e exploração da PCH Córrego Fundo, no rio Pirapó, no estado do Paraná. A usina, com 10 MW de potência, estará localizada entre os municípios paranaenses de Colorado e Paranapoema. (Aneel - 06.10.2006)

Com investimentos de cerca de R$ 100 milhões, e após dois anos de trabalho, entra em operação hoje o novo sistema de relacionamento comercial da Light. Além da melhoria na qualidade do atendimento de clientes, o novo sistema proporcionará também a otimização dos processos de gestão comercial. (Light - 08.10.2006)

A Ampla testou um veículo de operação remota na hidrelétrica de Macabu. O robô realiza inspeções em túneis de adução e de estruturas das usinas, dispensando a necessidade de esvaziamento dos túneis para executar a operação. O projeto, desenvolvido em parceira com a Coppe/UFRJ, levou um ano para ser concluído e teve investimentos de R$ 400 mil. (Agência Canal Energia - 06.10.2006)

A Associação dos Dirigentes de Venda e Marketing do Brasil - ADVB Santa Catarina entregou o Prêmio Empresa Cidadã a 17 empresas com projetos selecionados nas áreas de preservação ambiental, participação comunitária e/ou desenvolvimento cultural. A Celesc recebeu dois prêmios na categoria participação comunitária e o Energia do Futuro. (Celesc - 05.10.2006)

A Comissão de Integração Energética Regional - CIER divulgou o resultado do Prêmio CIER de Qualidade - Satisfação de Clientes 2006. Pela quarta vez consecutiva, a Celesc é a vencedora da categoria Ouro em decorrência do melhor desempenho no Índice de Satisfação do Cliente com a Qualidade Percebida (ISCAL). (Celesc - 05.10.2006)

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Leilões

1 Leilão de Energia Nova: MP tenta retirar Dardanelos de leilão

O Ministério Público de Mato Grosso entrou com uma ação para impedir o leilão de energia da hidrelétrica de Dardanelos (216 MW). A obra será construída em uma área declarada prioritária para conservação da biodiversidade pelo Ibama. O local integra um dos pólos do Proecotur, o programa de incentivo ao ecoturismo na Amazônia do MMA. A hidrelétrica teve seus estudos de impacto ambiental questionados pelo Ministério Público do MT. Mesmo assim, teve licença prévia concedida. A concessão da licença estava vinculada ao cumprimento de uma série de condicionantes ambientais determinadas pela Secretaria do Meio Ambiente de Mato Grosso, a Sema. Segundo o órgão ambiental estadual, todas as pendências foram atendidas. No entanto, o estudo de impacto ambiental não apresenta a avaliação de custos e impactos da linha de transmissão da usina. Aripuanã está a mais de 500 km da conexão com o SIN, a usina necessitará de linhas de transmissão exclusivas. E a lei determina que o EIA-Rima de obras do gênero inclua a avaliação das linhas. A ação protocolada na Justiça Federal pede a retirada de Dardanelos do leilão de energia nova. Caso o MP obtenha uma liminar, esta será a segunda vez que Dardanelos é retirada do leilão da Aneel. A primeira foi em dezembro do ano passado, também devido a uma ação do Ministério Público. (Folha de São Paulo - 07.10.2006)

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2 Leilão de energia nova: 2 empreendimentos do RS participam

Dois projetos hidrelétricos do Rio Grande do Sul participam do leilão de energia nova, no dia 10 de outubro: o Foz do Chapecó (855 MW), do Consórcio Energético Foz do Chapecó, e o Monjolinho (67 MW), da Monel-Monjolinho Energética. A perspectiva de que os valores cobrados sejam baixos levou sete PCHs gaúchas a desistirem de participar. (Elétrica - 06.10.2006 e Zero Hora - 09.10.2006)

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3 Leilão confirma a tendência de encarecimento da energia

O leilão de novas usinas hidrelétricas, marcado para amanhã, confirma a tendência de encarecimento da energia, apesar dos esforços do Governo. O preço máximo da energia - os lances devem ser descendentes -, fixado em R$ 125 por MWh, é cerca de 100% superior ao de contratos de fornecimento que distribuidoras têm hoje com empresas de geração, apontam especialistas do setor. Os impactos da duplicação de preços nas geradoras devem chegar ao consumidor em 2011, quando a energia das novas usinas estiver disponível. O aumento virá diluído na conta, que tem também encargos de transmissão e distribuição, mas a trajetória das tarifas será ascendente. (Tribuna de Minas - 09.10.2006)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Preço Spot - CCEE

De acordo com os dados apresentados na tabela abaixo, o CCEE fixou o preço spot do Mwh para o período de 07/10/2006 a 13/10/2006.

Tabela
Brasil - Mercado Spot por Região.
(valores expressos em R$/Mwh)

Sudeste/Centro Oeste
Sul
Nordeste
Norte
 pesada                             115,24  pesada                      115,24  pesada                     52,62  pesada                    115,24
 média                               113,89  média                        113,89  média                       52,62  média                      113,89
 leve                                  112,73  leve                           112,73  leve                          52,62  leve                         112,73
  
    Fonte: www.ccee.org.br


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Gás e Termoelétricas

1 Petrobras faz campanha pela imagem na Bolívia

A Petrobras lançou uma ofensiva publicitária para melhorar sua imagem na Bolívia, desgastada com o processo de nacionalização do mercado de petróleo e gás. Filmes na televisão e informe publicitário em jornais impressos vêm destacando os impactos de suas operações na economia local durante os últimos anos. Na peça publicitária para jornais, a Petrobras afirma que suas atividades na Bolívia geraram um movimento de US$ 2,3 bi nos últimos dois anos. O material frisa que a companhia contrata quase 1,5 mil fornecedores bolivianos e que vinha investindo no aumento da capacidade da produção de óleo diesel, combustível em que a Bolívia apresenta grandes déficits de abastecimento. A assessoria de imprensa da Petrobras Bolívia confirmou que o objetivo é levar à população mais informações sobre as operações da companhia. (Cidade Verde - 09.10.2006)

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2 Bolívia impõe regra que inibe queixas para quem ficar no país

Os novos contratos para exploração e produção na Bolívia prevêem uma cláusula de "Ausência de reclamações". Dessa forma, a empresa signatária "desiste e renuncia a qualquer ação" que possa ter contra o país, a estatal local YPFB ou suas afiliadas. De acordo com informações do jornal boliviano El Diário, as companhias que se adequarem aos novos termos reconhecem ainda o fim dos contratos de risco compartilhado, vigentes até o momento. São 71 contratos com 17 empresas ou consórcios. Caso não aceitem as regras, podem ser expulsas do país, segundo determina o artigo 3º do Decreto Supremo de Nacionalização. Segundo especialistas, a renúncia a contestações judiciais só terá efeito sobre as concessões para exploração ou produção de petróleo e gás. Isso quer dizer que, mesmo assinando o documento, a Petrobrás ainda terá direito de requerer indenização pela perda do controle das refinarias, por exemplo. (Folha de São Paulo - 09.10.2006)

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3 Demanda mundial de biodiesel será de 33,5 bi

A demanda mundial de biodiesel em 2011 será da ordem de 33,5 bilhões de litros, disse o secretário-executivo da Câmara de Oleagionosa e Biodiesel, do Ministério da Agricultura, Décio Luiz Gazzoni. Hoje a demanda mundial pelo combustível é de 6,2 bilhões de litros. A produção brasileira de biodiesel deverá crescer de 250 milhões de litros neste ano, para 3 bilhões em 2011. O secretário informou que estudos da revista OIL WORLD mostram que o consumo de óleo vegetal combustível vai superar a oferta. Gazzoni diz que corretores da Bolsa de Chicago indicam que o mercado vai reagir devido principalmente o crescimento da produção de soja e de óleo de dendê no Brasil. (Investnews - 06.10.2006)

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4 Governo é cauteloso com metas do biodiesel

Apesar do entusiasmo com o biodiesel, a antecipação do programa nacional é analisada com cautela. "No governo há um consenso de que a antecipação é possível. Mas a decisão só deverá ser tomada quanto tivermos fatos e dados que comprovem que a decisão pode ser tomada", disse o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do MME, Ricardo Dornelles. Desde o ano passado, a mistura de 2% (o B2) de biodiesel é voluntária. No começo de 2008, o B2 passa a ser obrigatório e passa a ser voluntária uma adição de 5%. Um sinal de que o programa vai bem e de que as perspectivas são boas é que muitas empresas têm feito investimentos para ampliar a oferta de biodiesel. Apesar de declarações envolvendo a possibilidade de uma oferta maior, o governo hesita. O temor do governo é de que o biodiesel tenha o mesmo destino do Proálcool. (Estado de São Paulo - 09.10.2006)

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Grandes Consumidores

1 CBA aguarda licença ambiental de Tijuco Alto

A Aneel já comunicou, recentemente, que a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) pode detalhar o projeto de engenharia da Usina Hidrelétrica Tijuco Alto, mas ainda deve aguardar a viabilidade técnica e o licenciamento ambiental. Quem avalia a parte de engenharia é a Aneel e a ambiental, o IBAMA. O estudo de viabilidade ambiental resultou no EIA - RIMA, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, respectivamente. Ambos já foram entregues ao IBAMA e, após avaliação do órgão ambiental, serão realizadas as audiências públicas, onde o projeto e os estudos ambientais são apresentados. As audiências contarão com a participação da população e fazem parte do licenciamento da usina. Depois disso que o IBAMA poderá emitir a Licença Prévia e, posteriormente, a Licença de Instalação. Após a conclusão do empreendimento, será emitida a Licença de Operação. "Após todas as etapas de aprovação, estimamos o início da construção para 2008. Importante dizer que não se pode fazer o enchimento do reservatório sem que medidas como o reassentamento, indenizações, relocação de estradas, relocação de linhas de energia estejam prontas", comenta Crusco. (Investnews - 06.10.2006)

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2 Suzano planeja fábrica de polipropileno no Paraná

A Suzano Petroquímica estuda a construção de uma fábrica de polipropileno no estado do Paraná. A unidade industrial teria capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano e o investimento deverá somar cerca de US$ 200 milhões. A unidade seria erguida próximo à Repar. A unidade paranaense ainda está em fase de estudo preliminar. A unidade, que seria erguida para atender sobretudo as regiões Sul e Sudeste do País, deverá entrar em operação ainda nesta década. Contudo, para sair do papel o projeto ainda depende da evolução da demanda por polipropileno e do crescimento industrial do Brasil. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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3 Duplicação da Veracel deve sair em breve, diz diretor da Aracruz

A Aracruz deve anunciar em breve a duplicação da fábrica da Veracel. Os investimentos para duplicação já são estimados, por analistas, em mais de US$ 1 bilhão. (Valor Econômico - 09.10.2006)

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4 Alumar investiu R$ 6,5 mi em 2005

A Alumar (Consórcio de Alumínio do Maranhão) investiu em 2005 cerca de R$ 6,5 milhões em projetos sociais das comunidades no entorno da fábrica, em São Luís. Este ano, a previsão é superar a quantia investida em 2005. Os dados foram apresentados durante o encontro "Desenvolvimento sustentável: desafios e oportunidades", promovido pela Alcoa Foundation, em São Luís. Ao mesmo tempo que a Alcoa investe em expansão, a companhia tem por objetivo entregar resultados sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico, conforme destacou o vice-presidente executivo da Alcoa e presidente do grupo de produtos laminados. (Gazeta Mercantil - 09.10.2006)

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5 CST entra na disputa pelas encomendas de aço naval

A CST já está pronta para quebrar a hegemonia da Usiminas no fornecimento de aço naval. A empresa já iniciou a produção e tem contratada a entrega de 12 mil toneladas do produto até o fim do ano. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de ampliar seu portfólio de produtos com maior valor agregado, oferecendo bobinas com diferenciais na espessura e na largura. A entrada no novo segmento não exigiu investimentos extras. A CST já fornecia, desde 1992, placas de aços, mas o grande desafio era fazer esta transformação aqui no Brasil. (Jornal do Commercio - 09.10.2006)

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6 Aracruz: receita líquida recorde no 3o tri

A Aracruz Celulose abriu a temporada de balanços do terceiro trimestre reportando lucro líquido de R$ 277 milhões, queda de 6,7% em relação ao igual período de 2005, mas aumento de 20% ante o trimestre imediatamente anterior. Nos nove primeiros meses do ano, o lucro da companhia chegou a R$ 855 milhões. A receita líquida foi de R$ 938,1 milhões entre julho e setembro, 23% superior à do terceiro trimestre do ano passado. Veracel, parceria com a sueco-finlandesa Stora Enso, produziu 124 mil toneladas do total vendido pela Aracruz, que contabilizou mais 3 mil toneladas referentes a 50% das vendas diretas efetuadas pela Veracel. A geração de caixa medida pelo Ebitda foi de R$ 454,5 milhões, contra R$ 380 milhões no mesmo período de 2005. Esse total inclui os 50% do Ebitda da Veracel. A dívida líquida da Aracruz ao final do trimestre (incluída a Veracel) era de R$ 2,4 bilhões, 6% menor em relação à de um ano atrás. A dívida bruta da companhia em 30/09/2006 era de R$ 2,8 bilhões, 1% superior à do final do segundo trimestre. Ao final do terceiro trimestre de 2006, o endividamento de curto prazo, incluindo os dados da Veracel, representou 8% do total, menor do que o observado no final de junho de 2006. A participação do mercado asiático nas vendas da Aracruz Celulose vem se ampliando significativamente. No terceiro trimestre de 2006 elas corresponderam a 27% do total comercializado pela companhia, percentual que no mesmo período de 2005 era de 17%. As vendas para Europa (36%) e América do Norte (34%) continuam liderando, mas perdem espaço para o continente que abriga a China, país que elevou em 23% sua produção de papel e papelão nos nove primeiros meses do ano. (Jornal do Commercio - 09.10.2006)

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7 Acindar, da Arcelor Mittal, cresce para atender boom imobiliário e indústria

A Acindar está em pleno programa de crescimento, embalada pela recuperação da economia argentina. Os principais mercados da siderúrgica, a construção civil e a indústria, alcançam taxas de consumo acima de 15% e a expectativa é que vão se manter em alta. O objetivo no momento é atender o crescimento da demanda doméstica. (Valor Econômico - 09.10.2006)

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Economia Brasileira

1 Expectativa de crescimento do PIB cai para 3,01% em 2006

O mercado financeiro voltou a revisar sua projeção para o crescimento do PIB em 2006. Conforme relatório Focus divulgado hoje, a expectativa caiu de 3,09% para 3,01% no acumulado do ano. A despeito da expectativa de menor crescimento global da economia, o mercado ajustou para cima a aposta de expansão do setor industrial, que passou de 3,51% para 3,59%. Para 2007, analistas acreditam que o PIB deverá crescer 3,50%, mesma aposta observada há seis semanas. Com relação ao PIB industrial, houve elevação das projeções, que passaram de 4,20% para 4,30%. (InvestNews - 09.10.2006)

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2 Focus: Expectativa IPCA de 2006 é de 3,01%

Segundo dados do boletim Focus divulgado dia 9/10, as expectativas para o IPCA ficaram, em média, em 3,01%, 0,03 p.p acima dos 2,98% calculados uma semana atrás, mantendo-se abaixo da meta para 2006, de 4,50%. Para 2007, a previsão é de alta de 4,20% 0,1 p.p abaixo da última previsão. A expectativa para o IGP-DI saiu de 3,22% para 3,15%. Para o IGP-M, a expectativa saiu de 3,31% para 3,27%. O IPC da Fipe deve situar-se em 1,78% em 2006 em vez de 1,83%. Para outubro, espera-se que o IPCA suba 0,30%, o mesmo incremento aguardado para o IGP-DI e para o IGP-M. Há uma semana atrás, era previsto uma elevação de 0,30% para esses três índices. O IPC da Fipe deve crescer 0,34%, ligeiramente abaixo dos 0,35% calculados anteriormente. Com relação a novembro, a mediana das estimativas para o IPCA é de expansão de 0,35%, sem alteração ante o relatório anterior. A previsão para IGP-DI e para o IGP-M é de avanço de 0,34%. Uma semana antes, os analistas consultados pelo BC esperavam crescimento de 0,35% para ambos índices. O prognóstico para o IPC da Fipe é de 0,37% de aumento, idêntico àquele apresentado uma semana atrás. (Valor Econômico - 09.10.2006)

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3 IPC-S avança 0,25% na primeira medição de outubro

O IPC-S aumentou 0,25% na primeira leitura de outubro. Em setembro, a FGV apurou inflação de 0,19%. Alimentação teve alta de 0,24%, invertendo a direção registrada em setembro, (-0,05%) Vestuário e Despesas Diversas apresentaram elevação de 1,07% e 0,63%, nesta ordem, após acréscimo de 0,70% e 0,47% em setembro. Habitação subiu 0,26%, Saúde e Cuidados Pessoais verificaram alta de 0,33% e Educação, Leitura e Recreação expandiram-se em 0,15%. Transportes foi a única classe a ter queda, de 0,20%, acentuando a trajetória de baixa vista no nono mês de 2006, quando o recuo foi de 0,03%. (FGV - 09.10.2006)

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4 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial abriu as operações com valorização perante o fechamento de sexta-feira, cotado a R$ 2,17. Às 9h43, a moeda era transacionada a R$ 2,1620 na compra e a R$ 2,1640 na venda, estável. Na sexta-feira, a moeda americana terminou a R$ 2,1620 na compra e R$ 2,1640 na venda, com alta de 0,13%. (Valor Online - 09.10.2006)

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Internacional

1 Argentina nega plano para restringir energia durante o verão

O governo argentino negou que esteja analisando um plano para limitar o uso de energia durante o verão, qualificando as informações da imprensa de "operação de mídia" financiada por empresas do setor para pressionar por aumento das tarifas. A Argentina enfrenta há três anos restrições energéticas devido à escassez de gás natural e eletricidade. O governo acusou as empresas de terem abandonado seus planos de investimentos durante a crise econômica do país em 2001, mas as companhias respondem que a decisão oficial de manter congeladas as tarifas impede que se possam desenvolver essas obras. Com a economia argentina crescendo a um ritmo em torno de 9% desde 2003, o presidente Néstor Kirchner se viu obrigado a tomar medidas distintas de emergência para abastecer a demanda interna. (Reuters - 07.10.2006)

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2 Energia é plataforma de expansão russa

A Rússia se apóia nos recursos naturais que possui para recuperar o status de potência mundial. A estratégia se tornou evidente quando Moscou cortou o fornecimento de gás para a Ucrânia sob a alegação de que era necessário um ajuste de preços e provocou comoção na Europa, onde cerca de 30% do produto consumido vem da Rússia pelo mesmo gasoduto. O uso geopolítico do gás foi retomado a Gazprom, que tem o monopólio do setor na Rússia, ameaçou aumentar os preços para a ex-república soviética da Geórgia, cujas relações com o Kremlin são conflituosas. A Rússia tem apenas 6% das reservas de petróleo comprovadas do planeta, mas, com o aquecimento de investimentos provocado pela privatização do setor, tornou-se o maior produtor do mundo. No setor de gás, em que possui 30% das reservas mundiais, o governo estimulou o processo de reestatização. A dependência européia tende a aumentar, em um continente que já importa 50% do gás que consome. Segundo projeção da empresa francesa de energia Suez, até 2030 a dependência chegará a 80%, sendo grande parte em gás importado da Rússia. (Folha de São Paulo - 08.10.2006)

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3 Comissão Européia cria fundo para energia limpa

A Comissão Européia anunciou a criação de um fundo global de capital de risco para incentivar o incremento das fontes renováveis e da eficiência energética nos países em desenvovilmento. A expectativa dos europeus é acelerar a transferência, o desenvolvimento e o emprego de tecnologias ambientalmente amigáveis e garantir o suprimento de energia para as regiões mais pobres do mundo. O valor inicial garantido pela comissão para o fundo será de 80 milhões para os próximos quatros anos. Há a expectativa de que outras fontes públicas e privadas complementem o financiamento. Segundo comunicado da Comissão Européia, os €$100 milhões poderão atrair pelo menos mais 300 milhões em fundos de fontes comerciais e públicas e, no longo prazo, possivelmente, mais de 1 bilhão. Os europeus esperam estimular a criação de subfundos na Ásia, África, América Latina e Leste Europeu formatados para as necessidades e condições locais, ao invés de investir diretamente em projetos. (Agência Canal Energia - 06.10.2006)

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4 Escócia terá maior usina eólica em terra firme da Europa

A maior usina eólica em terra firme da Europa começará a ser construída a partir de hoje no sul de Glasgow, na Escócia, informaram fontes locais. O projeto de engenharia, localizado na região de Whitelee, contará com 140 turbinas, e sua produção energética abastecerá a cerca de 200 mil moradias do país quando alcançar sua maior produção. O ministro de Indústria e Comércio britânico, Alistair Darling, declarou que o estabelecimento "dará uma grande contribuição" à provisão de energia , além de ajudar ao meio ambiente contra o aquecimento do planeta. "A Escócia foi por muito tempo a base energética da Grã-Bretanha, e agora está se estabelecendo como país de vanguarda em matéria de energias renováveis", destacou Darling. "Cerca de 16% da eletricidade da Escócia provêm destas fontes, comparado com apenas 4% da Grã-Bretanha em seu conjunto", acrescentou. (ANSA - 09.10.2006)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro mailto:nivalde@ufrj.br
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Beatriz Mello Affonso, Bianca Reich, Guilherme Branquinho, Larissa Barbosa, Laryssa Naumann e Rodrigo Fonseca.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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