l IFE: nº 1.868 - 11
de agosto de 2006 Índice
Regulação e Reestruturação do Setor
Empresas Leilões Oferta
e Demanda de Energia Elétrica Gás
e Termelétricas Grandes
Consumidores Economia
Brasileira Internacional
Biblioteca
Virtual do SEE
Regulação e Reestruturação do Setor 1 BNDES: MP aumenta capacidade de empréstimos para SE Em entrevista
exclusiva ao IFE, Nelson Siffert, chefe do departamento de energia elétrica
do BNDES, assinalou que: o aumento da capitalização para o BNDES - determinada
por MP - é bastante positivo para o setor elétrico. O patrimônio líquido
de referência em torno de 30 bilhões abre espaço para novos financiamentos
para o setor, equivalente ao montante de capitalização. Há dois limites;
o limite setorial e por grupos econômicos. Dentro deste último há uma
cota de 25% de investimento para cada grupo (exposição máxima), e a energia,
em especial o petróleo, esbarra nesse total. Dessa forma, há uma exposição
máxima viável para o petróleo; ou seja, há viabilidade de maiores investimentos.
Já em relação ao limite setorial, Siffert disse que há grandes chances
de ampliação da exposição do setor elétrico. Quando perguntado se há demanda
potencial para mais empréstimos, Siffert afirmou que a demanda existe
e revelou que o setor elétrico já possui uma carteira de créditos de 25
bilhões, com possibilidade de expansão. No momento há 20 projetos com
perspectiva de aprovação até o final do ano, dentre eles três de geração:
Foz de Chapecó, São Salvador e Estreito, 2.000 km de LTs e 12 PCHs, chegando
a um total de R$ 5 bilhões de investimento. (GESEL-IE-UFRJ - 11.08.2006)
2 Aneel analisa compensação financeira de usina Peixe Angical A Aneel
analisa o processo da compensação financeira pela utilização dos recursos
hídricos para fins de geração de energia elétrica da usina hidrelétrica
Peixe Angical, localizada nos municípios de Peixe e São Salvador, no estado
de Tocantins. O empreendimento energético é um dos mais importantes da
Energias do Brasil, tendo este ano entrado em funcionamento as primeiras
turbinas. A usina Peixe Angical já produz 150 MW e ainda agregará outros
302 MW à capacidade do grupo. "Em junho, o primeiro conjunto gerador de
Peixe Angical entrou em operação comercial, e as outras turbinas entrarão
em operação no final de julho e outubro, conforme o cronograma pré-estabelecido",
afirmava Antonio Sellare, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores
da Energias do Brasil na divulgação dos resultados da empresa. O processo
da usina da Energias do Brasil será analisado em Brasília juntamente com
outros do SE. (Elétrica - 10.08.2006) 3 Áreas de terras são declaradas de utilidade pública em MG, ES e MS A Aneel
declarou de utilidade pública, para fins de servidão administrativa, áreas
de terra destinadas à faixa de segurança para a LT Aimorés 2 - Mascarenhas.
A declaração favorece a empresa Cemig. A linha, que vai operar com tensão
de 230 kV, terá 11,6km de extensão entre os municípios de Aimorés (MG)
e de Baixo Guandu (ES). O empreendimento deverá ser concluído em agosto
de 2007. Também foi declarada de utilidade pública, para fins de desapropriação,
área de terra necessária ao acesso à operação e manutenção da subestação
Imbirussu, de aproximadamente 5 mil m2, de responsabilidade da empresa
Porto Primavera Transmissora de Energia Ltda.. A subestação, que se localiza
no município de Campo Grande (MS) e opera com tensão de 230 kV, integra
o empreendimento que compreende as LTs Porto Primavera - Dourados e Porto
Primavera - Imbirussu. As linhas irão somar aproximadamente 504 km de
extensão. (Aneel - 10.08.2006) 4
Aneel libera 17 novas unidades geradoras de energia 5 Aneel publicará cartilhas sobre cálculo das tarifas de energia A Aneel
publicará uma série de cartilhas contendo esclarecimentos sobre a sistemática
de cálculo das tarifas de energia elétrica. A primeira será lançada na
área da distribuidora Enersul. A decisão também está ligada ao fato da
concessionária praticar a tarifa mais elevada do país. A idéia de prestar
maiores esclarecimentos aos consumidores sobre a forma de cálculo das
tarifas faz parte de projeto da Aneel voltado à melhoria do relacionamento
da agência com a sociedade, segundo informou Jerson Kelman. Também foi
motivada por recentes questionamentos da Câmara de Deputados a respeito
dos altos valores da tarifas da companhia sul-matogrossense. (Elétrica
- 10.08.2006) O prazo
para entrega de projetos candidatos ao Prêmio Procel Cidade Eficiente
em Energia Elétrica foi estendido até o dia 20 de setembro. Com isso,
os municípios e seus parceiros ganham mais 20 dias para enviarem seus
trabalhos de eficiência energética nas sete categorias (Educação, Gestão
Energética Municipal, Iluminação Pública, Legislação, Prédios Públicos
Municipais e Saneamento). (Eletrobras - 10.08.2006)
Empresas 1 Eletrobrás reverte prejuízo e lucra A Eletrobrás
reverteu o prejuízo de R$ 36,4 milhões do 1O semestre de 2005 e registrou
lucro líquido de R$ 320,4 milhões entre janeiro e junho deste ano. Somente
no 2O trimestre, a estatal obteve lucro de R$ 462 milhões, revertendo
prejuízo de R$ 612 milhões verificado entre abril e junho de 2005. O resultado
do 2O trimestre de 2005 fez com que a empresa terminasse o 1O semestre
no azul, suplantando o prejuízo de R$ 142 milhões apresentando no trimestre
antecedente. A receita gerada pelas empresas controladas pela Eletrobrás
chegou a R$ 671,6 milhões no 1O semestre. Entre abril e junho, a holding
recebeu R$ 160,6 milhões por sua participação nas subsidiárias. O destaque
ficou por conta da melhoria do resultado da Eletronorte, que reduziu seu
prejuízo, ficando com resultado negativo em R$ 269 milhões entre janeiro
e junho, ante prejuízo de R$ 415,1 milhões no mesmo período em 2005. (Jornal
do Commercio- 11.08.2006) A Aneel multou a Eletrobrás em quase R$ 12 milhões por falhas na gestão dos recursos da Conta de Consumo de Combustíveis. A CCC é um encargo que incide sobre as contas de luz de todos os consumidores de fora do sistema isolado para subsidiar as tarifas de energia na região Norte e em parte do Centro-Oeste. Alegando que a empresa foi "negligente" no gerenciamento da CCC, a Aneel multou a Eletrobrás em R$ 11,9 milhões. A estatal recorreu da decisão, que está sob análise. (Valor Econômico - 11.08.2006) 3 Eletropaulo tem ganho 89% maior A Eletropaulo
registrou lucro líquido de R$ 227 milhões no 1o semestre, crescimento
de 89% em relação a igual intervalo de 2005 -R$ 120 milhões. Esse resultado
foi puxado pelo lucro do 2o trimestre, que atingiu R$ 201,9 milhões, volume
705% superior ao verificado de janeiro a março deste ano e 47,7% maior
do que o do mesmo período de 2005. A empresa atribuiu a melhora nos resultados
do 2o trimestre à redução de 4,7% nas despesas operacionais e ao crescimento
de 1,3% na receita operacional líquida, o que colaborou para um acréscimo
de R$ 100 milhões no Ebitda em relação aos primeiros três meses do ano
-de R$ 424 milhões para R$ 523 milhões. A Eletropaulo forneceu 7.924,4
GWh de energia a seus clientes no 2o trimestre, volume praticamente inalterado
em relação ao mesmo período de 2005. O mercado de clientes cativos e livres
registrou aumento de 4,7% no consumo em relação ao verificado de abril
a junho do ano passado. (Folha de São Paulo - 11.08.2006) 4
CPFL Paulista: lucro líquido de R$ 320,3 mi no 1º semestre 5 CPFL Piratininga lucra R$ 135,8 mi no 1º semestre A CPFL Piratininga
registrou lucro de R$ 135,8 milhões no 1o semestre deste ano, ante R$
114,4 milhões no mesmo período de 2005. No 2o trimestre, o lucro da distribuidora
ficou em R$ 72,1 milhões, contra os R$ 61,4 milhões de igual período de
2005. A receita bruta do semestre foi de R$ 1,4 bilhão, contra R$ 1,3
bilhão no 1o semestre do ano passado. A distribuidora teve receita bruta
de R$ 702,4 milhões no 2o trimestre, acima dos R$ 668 milhões aferidos
em 2005. A receita líquida do 1o semestre ficou em R$ 1 bilhão, ante R$
926,5 milhões no ano passado. A concessionária obteve receita líquida
de R$ 508,4 milhões no 2o trimestre, avançando em relação aos R$ 467 milhões
do mesmo trimestre de 2005. O resultado bruto verificado no 1o semestre
foi de R$ 309,1 milhões, contra R$ 239,4 milhões no ano passado. A Piratininga
teve resultado bruto de R$ 159 milhões entre abril e junho, ante R$ 121,4
milhões nos mesmos meses de 2005. O resultado operacional do 1o semestre
foi de R$ 208,57 milhões, contra R$ 190,51 milhões. A distribuidora viu
o resultado operacional do 2o rimestre subir de R$ 100,9 milhões para
R$ 103,3 milhões. (Agência Canal Energia - 10.08.2006) 6 CPFL Energia pretende concluir incorporação da RGE até outubro O presidente
da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., disse que a companhia tem previsão
de concluir a reestruturação societária da holding até outubro, com a
incorporação total da RGE. A distribuidora é atualmente controlada pela
CPFL Paulista (67,07%). Os 0,24% restantes estão nas mãos de funcionários.
A CPFL Energia investiu cerca de R$ 383 milhões na operação. A compra
da participação da RGE elevou o total projetado de investimentos da companhia
para R$ 1,2 bilhão, valor que envolve ainda os R$ 880 milhões previstos
para as demais empresas do grupo. A dívida líquida, que era de R$ 3,7
bilhões em dezembro de 2005, passou para R$ 4,2 bilhões no final do 2º
trimestre. O nível de perdas comerciais da RGE subiu 6% no 2º trimestre
de 2006, em comparação com o mesmo período no ano anterior, ao passar
de 2,40% no final de junho de 2005 para 2,55% no final do trimestre passado.
Como exemplo, a CPFL Piratininga registrou perda de 1,78% no final do
2º trimestre deste ano. Já o índice de inadimplência, que era de 4,36%
no 2º trimestre do ano passado, passou para 3,92% no final deste 2º trimestre
- queda de 10%. No entanto, a CPFL Piratininga, teve índice de inadimplência
de 1,30% no 2º trimestre deste ano Enquanto a CPFL Paulista teve, no final
do 2º trimestre, Duração Equivalente por Consumidor (DEC) de 6,38 horas,
e a CPFL Piratininga de 5,97 horas, a RGE fechou o período com 24,39 horas.
Já com relação à Freqüência Equivalente, a distribuidora gaúcha apurou
14,12 vezes no 2º trimestre, contra 5,29 vezes da CPFL Paulista e 5,23%
da CPFL Piratininga. (Agência Canal Energia - 10.08.2006) 7 CPFL Energia: interesse em Mauá e Dardanelos O presidente
da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr. que a holding tem interesse em disputar
as usinas de Mauá (388 MW) e Dardanelos (261 MW) no leilão de energia
nova, programado para o dia 10/10/2006, pela internet. Com relação aos
projetos do complexo hidrelétrico do Rio Madeira (6.450,4 MW), Ferreira
afirmou que a holding não pretende disputar os ativos no leilão conjunto
previsto pelo governo para acontecer em novembro. Wilson Ferreira Jr.
disse ainda que a holding pretende reavaliar, ao fazer a revisão do plano
estratégico, a participação no segmento de transmissão. A revisão do plano
estratégico já está em andamento. O objetivo da empresa de entrar neste
mercado estava baseado na compra da Transmissão Paulista, em função da
sinergia que a operação poderia acarretar para as atividades da corporação.
(Agência Canal Energia - 10.08.2006) 8 Foz do Chapecó: CPFL Energia pretende negociar montante de energia A compra de 11% da participação da CEEE na hidrelétrica Foz do Chapecó (855 MW) corresponderá a um aumento de 94 MW na capacidade instalada da CPFL Energia. Segundo o presidente da holding, Wilson Ferreira Jr., o montante adicional será colocado para negociação no leilão de energia nova A-5, que acontece no dia 10/10/2006. Após a aquisição, a SPE que controla a empresa passa a ter a seguinte composição acionária: CPFL Energia (51%); Chapecoense (40%); e CEEE (9%). A usina pretende negociar no próximo leilão 513 MW, cerca de 260 MW médios, correspondentes à parte da CPFL Energia somada ao percentual da Chapecoense e da CEEE. Com a compra, a capacidade instalada do grupo passará de 1.993 MW para 2.087 MW, correspondente a um aumento de 5%. Ferreira estima que as obras de Foz do Chapecó terão início ainda no 2º semestre deste ano. (Agência Canal Energia - 10.08.2006) 9 Bradescopar sairá da VBC Energia Refletindo um processo em andamento no setor elétrico de concentração, a Bradescopar decidiu sair da VBC Energia vendendo sua ações do bloco de controle da CPFL Energia para a Votorantim e Canargo Corrêa. Esta decisão põe fim a uma parceria firmada em 2000. A venda deverá estar concluída até dezembro de 2006 e implicará numa receita líquida para a Bradescopar estimada em R$ 900 milhões. A estabilidade do marco regulatório, aumento da demanda e reestruturação financeira das empresas tem determinado valorização dos ativos o que tem induzido e respaldado este processo de concentração de capital no setor elétrico. (VBC Energia e GESEL-IE-UFRJ - 11.08.2006) 10 AES Elpa fecha 2º tri com lucro de R$ 51,3 mi A AES Elpa
registrou lucro líquido de R$ 46,2 milhões no 1º semestre deste ano, contra
os R$ 9,3 milhões verificados em igual período de 2005. No 2º trimestre
deste ano, a companhia lucrou R$ 51,3 milhões, ante os R$ 28,3 milhões
em 2005. O Ebtida no 1º semestre ficou em R$ 46,2 milhões, contra os R$
9,3 milhões verificados nos primeiros seis meses de 2005. No 2º trimestre
deste ano, o Ebtida registrado foi de R$ 51,3 milhões, contra os R$ 28,2
verificados de abril a junho de 2005. O resultado operacional da AES Elpa
no 1º semestre fechou em R$ 46,2 milhões, contra os R$ 9,3 obtidos em
2005. No 2º trimestre, a empresa registrou resultado operacional de R$
51,3 milhões, contra os R$ 28,2 milhões obtidos em 2005. (Agência Canal
Energia - 10.08.2006) 11 AES Sul lucra R$ 97,4 mi no 1º semestre A AES Sul registrou lucro de R$ 97,4 milhões no 1º semestre de 2006, contra o lucro de R$ 186,5 milhões obtidos no mesmo período de 2005. O resultado operacional no semestre foi de R$ 102,5 milhões, contra os R$ 188 milhões obtidos no ano anterior. O resultado bruto verificado no período de janeiro a junho de 2006 fechou em R$ 207,2 milhões, contra os R$ 157,9 milhões verificados no 2º semestre de 2005. A receita bruta apresentou alta no 1º semestre na comparação com 2005, fechando o período com R$ 1,04 bilhão, contra os R$ 1 bilhão do ano anterior. A receita líquida fechou em R$ 688,3 milhões, contra R$ 684,8 milhões no período de comparação. No balanço de abril a junho deste ano, a AES Sul registrou prejuízo líquido de R$ 47,9 milhões, contra o lucro de R$ 232,8 milhões verificado no mesmo período de 2005. O Ebtida apresentou resultado negativo de R$ 53,5 milhões, contra o valor positivo em R$ 232,8 milhões registrado de abril a junho de 2005. O resultado operacional da companhia no 2º trimestre foi negativo, fechando em R$ 51,5 milhões, contra o saldo positivo de R$ 234,3 milhões obtidos no mesmo período de 2005. O resultado bruto apresentou alta na comparação com o do mesmo período de 2005, fechando o trimestre com R$ 99,5 milhões, contra os R$ 83,6 milhões de 2005. A receita bruta encerrou o 2º trimestre com R$ 506,68 milhões, contra R$ 507,62 milhões registrados em 2005. A receita líquida foi de R$ 315 milhões de abril a junho deste ano, ante R$ 337,4 milhões no ano passado. (Nota: A reportagem "AES Sul lucra R$ 97,483 milhões no primeiro semestre", publicada na quarta-feira, dia 10 de agosto, inverteu os números do balanço da empresa. Para corrigir as informações, publicamos esta nova versão da reportagem). (Agência Canal Energia - 10.08.2006) 12 S&P reafirma rating de crédito corporativo BB- à Ampla A Standard
& Poor's reafirmou, em sua escala global, o rating de crédito corporativo
'BB-' e, em sua Escala Nacional Brasil, os ratings 'brA' atribuídos à
Ampla e à sua 3ª emissão de debêntures. Foi atribuído ainda rating 'brA'
à 4ª emissão de debêntures da empresa no valor de R$ 370 milhões, com
vencimento final em 2012. O objetivo da emissão, que será coordenada pelo
Itaú BBA, será refinanciar as dívidas da companhia. A perspectiva do rating
de crédito corporativo na Escala Nacional Brasil também foi alterada de
estável para positiva. A perspectiva dos ratings na escala global poderá
ser alterada para positiva e o rating na Escala Nacional Brasil poderá
ser elevado para 'brA+' no curto prazo, caso a Ampla corrija as atuais
deficiências operacionais. (Agência Canal Energia - 10.08.2006) 13 Cesp lança US$ 220 mi em bônus A Cesp concluiu
a emissão de US$ 220 milhões, com prazo de sete anos, com um cupom de
9,25% e rentabilidade de 9,5% ao ano, o que reflete um spread de 459 pontos
sobre as emissões do Tesouro Americano, e de 305 sobre a dívida soberana
brasileira de maturidade semelhante. A Cesp conseguiu reduzir o spread
da sua dívida em 100 e 148 pontos, respectivamente. (Gazeta Mercantil
- 11.08.2006) 14 Eletronorte é autorizada a reforçar instalações de transmissão em Macapá A Eletronorte
deverá investir no ano que vem R$ 21,3 milhões, a preços de novembro de
2005, na realização de obras de implantação de uma linha de transmissão
de 69 kV e na ampliação das subestações Macapá II e Santa Rita, no Município
de Macapá. A autorização aprovada esta semana pela Aneel permitirá à estatal
reforçar as instalações de transmissão do sistema isolado do estado do
Amapá e aumentar a qualidade e a confiabilidade da energia destinada a
suprir o mercado consumidor da capital Macapá. Com início previsto para
fevereiro de 2007 e conclusão em dezembro de 2008, as obras contam com
recursos da própria Eletronorte e da Eletrobrás. A linha de transmissão
Macapá II - Santa Rita terá extensão de 8,7 quilômetros e interligará
as duas subestações localizadas em Macapá. (Aneel - 10.08.2006) É de R$
2,8 milhões a multa que a CEEE deverá pagar por não ressarcir consumidores
que tiveram produtos eletroeletrônicos danificados por causa de problemas
no sistema da concessionária. A penalidade foi determinada pelo Agergs.
A multa será repassada a um fundo da Eletrobrás.Os consumidores poderão
recorrer à Justiça, com base no auto de infração, para pleitearem ressarcimentos
de danos. A CEEE promete recorrer da condenação. (Zero Hora - 11.08.2006)
16 Light: Nova diretoria toma posse A Light
mudou mais uma vez de mãos ontem e seu novo presidente, José Luiz Alquéres,
afirma que a nova gestão da companhia será focada no binômio continuidade
e renovação. O engenheiro Alquéres está de volta à Light, depois de trabalhar
na empresa por cinco anos. (Valor Econômico - 11.08.2006) O novo presidente
da Light, José Luiz Alquéres, adiantou que ao longo dos próximos 18 meses
a meta dos novos administradores é implantar uma nova estrutura de capital
na companhia. A nova administração vai implementar o que Alquéres definiu
como 'Plano de Transformação'. Ele inclui a simplificação de processos,
redução de benefícios da diretoria e a mobilização dos funcionários da
distribuidora, que tem quatro milhões de clientes. (Valor Econômico -
11.08.2006) 18 EDF: Estratégia para Brasil A EDF, segundo
seu vice-presidente, decidiu manter sua posição em relação à geração -
90% da Termo Norte Fluminense; Ibiritermo e construção de termo em Paracambi.
No momento não pretende vender, mas também não pretende investir e sim
buscar parceiros para estes empreendimentos. Quem ficará responsável pleos
negócios em geração será o ex-presidente da Light Jean-Pierre Bel. Em
função da demanda crescente por novos investimentos na França e do processo
de concorrência inter-países membros da União Européia, pode-se trabalhar
com a hipótese de que a EDF pretenda valorizar estes ativos em geração,
em especial com novos parceiros, para uma venda futura, a fim de reforçar
os negócios na própria França. (Valor Econômico e GESEL-IE-UFRJ - 11.08.2006)
19 Pedido de CPI para investigar Enersul O requerimento
para instalação da CPI da Energia na Assembléia Legislativa já conta com
13 assinaturas e deverá ser apresentado no dia 15 de agosto, pelo deputado
estadual Semy Ferraz (PT), em nome da Comissão de Legislação Participativa
da Casa. O propósito da comissão é investigar a base de remuneração dos
ativos da empresa Enersul, para esclarecer as razões dos altos custos
da tarifa de energia elétrica no estado. O pedido foi motivado por um
abaixo-assinado encaminhado pelo Inecon, com mais de 30 mil assinaturas.
Após receber o abaixo-assinado, a Comissão de Legislação Participativa
decidiu coletar as assinaturas dos parlamentares e encaminhar o pedido
ao Plenário. Como determina o regimento da Casa, a CPI será comporta por
cinco membros titulares e cinco suplentes, obedecendo ao tamanho das bancadas,
e deverá ter 90 dias para concluir a investigação. (Elétrica - 10.08.2006)
20 Deputado contrapõe recurso da Aneel contra a CEEE O deputado
Vieira da Cunha, líder, do PDT, contrapôs agravo de instrumento interposto
pela Aneel contra liminar que protegia a CEEE de possíveis sanções por
parte da agência reguladora. A contraminuta ao agravo, apresentada pelo
advogado Gabriel Pauli Fadel, ressalta que a liminar visava preservar
a CEEE de eventuais penalidades como a aplicação de multa, que pode alcançar
a cifra de R$ 60 milhões - referentes a 2% do faturamento bruto anual
da estatal, e até mesmo a perda da concessão. (Elétrica -10.08.2006) No pregão
do dia 10-08-2006, o IBOVESPA fechou a 37.353,76 pontos, representando
uma alta de 0,26% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 2,25
bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 2,11%,
fechando a 11.932,79 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte
comportamento: ficaram cotadas a R$ 54,30 ON e R$ 49,20 PNB, alta de 6,24%
e 6,96%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior.
Na abertura do pregão do dia 11-08-2006 as ações da Eletrobrás foram cotadas
a R$ 54,00 as ações ON, baixa de 0,55% em relação ao dia anterior e R$
48,30 as ações PNB, baixa de 1,83% em relação ao dia anterior. (Investshop
- 11.08.2006)
Leilões 1 Aneel disponibiliza minuta de edital para leilão de energia nova A-5 A Aneel
divulgou em seu site (www.aneel.gov.br)
a minuta de edital de licitação do próximo leilão de energia nova A -5,
previsto para o dia 10 de outubro. O edital deverá ser publicado na segunda
quinzena de setembro. O leilão comercializará energia com início de suprimento
em 2011 e será destinado a novas usinas, aos projetos de ampliação de
usinas existentes e à importação de energia, ainda sem concessão ou autorização.
Os projetos concedidos ou autorizados até 16 de março de 2004, com entrada
em operação comercial a partir de 1º de janeiro de 2000 e cuja energia
estava sem contratação até 16 de março de 2005 também estão habilitadas
a participarem do processo. As unidades geradoras que totalizem, no mínimo,
60 % da potência total instalada das usinas deverão estar em operação
comercial até 31 de dezembro de 2011. Para ler a minuta do edital, clique
aqui.
(Aneel - 11.08.2006) 2 Leilão de LTs: Elecnor e Cobra são pré-qualificadas A Elecnor e a Cobra Instalaciones y Servicios foram pré-qualificadas a participar do leilão de linhas de transmissão, após a aprovação, pela Comissão Especial de Licitação da Aneel, dos recursos apresentados pelas duas empresas durante o processo de habilitação. O leilão será realizado no dia 18 de agosto, no Rio de Janeiro. A Elecnor está pré-qualificada a participar em todos os lotes e a Cobra Instalaciones y Servicios está habilitada nos lotes "B", "C" e "D". Ambas haviam sido desqualificadas na primeira fase do processo. As 28 empresas habilitadas terão que confirmar sua participação com o depósito das garantias financeiras até às 14h do dia 17 de agosto, na sede da Bovespa. (Aneel - 10.08.2006)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 67,4% O nível
de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 67,4%, apresentando
queda de 0,4% em relação à medição do dia 8 de agosto. A usina de Furnas
atinge 75,7% de volume de capacidade. (ONS - 09.08.2006) 2 Sul: nível dos reservatórios está em 31,8% O nível de armazenamento na região Sul apresentou queda de 0,1% em relação à medição do dia 8 de agosto, com 31,8% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 54,7% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 09.08.2006) 3 NE apresenta 77,9% de capacidade armazenada Apresentando
queda de 0,2% em relação à medição do dia 8 de agosto, o Nordeste está
com 77,9% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho
opera com 76,9% de volume de capacidade. (ONS - 09.08.2006) 4 Norte tem 70,7% da capacidade de armazenamento O nível
de armazenamento da região Norte está em 70,7% apresentando queda de 0,8%
em relação ao dia 8 de agosto. A usina de Tucuruí opera com 66,5 de volume
de armazenamento. (ONS - 09.08.2006)
Gás e Termoelétricas 1 Aneel denuncia Petrobras pelo óleo das termo do Norte A Aneel abriu um desafio direto contra a Petrobras e sua subsidiária BR Distribuidora, em relação aos preços do óleo combustível usado para a geração. A agência quer que o Cade e a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do MJ funcionem como mediadores na política de preços imposta pela BR às elétricas da região Norte. Há quatro argumentos principais na denúncia encaminhada à SDE. Primeiro, há alegação de que houve alta acumulada de 65,7% nos preços do óleo combustível durante um ano - percentual que, segundo a Aneel, é incompatível com os preços praticados pelo setor privado. O segundo ponto diz respeito à variação média dos preços na região Norte. "O aumento é incompatível", argumenta a denúncia da Aneel. O terceiro ponto refere-se às médias de preços que as indústrias dos países da Organização para a OCDE pagam pelo óleo combustível. A Aneel comparou também os preços da BR, de empresas privadas e a média nacional divulgada pela ANP, o que apontou aumentos excessivos. A denúncia da Aneel está sendo analisada pela SDE, que fará um relatório sobre o caso para o Cade julgá-lo. Em essência, a Aneel acusa a a BR de abuso de poder econômico e argumenta que a Eletrobrás não fez a devida fiscalização para gerir adequadamente os recursos arrecadados pela CCC. (Valor Econômico - 11.08.2006) 2 Petrobras firma acordo com Peru O presidente
da Petrobras, José Sérgio Gabrielli afirmou que o plano de expansão de
investimentos da empresa no Peru não busca substituir as provisões bolivianas
de gás. Gabrielli se reuniu com o presidente do Peru, Alan García, e depois
disse que o Brasil tem com a Bolívia "contratos de provisão de gás até
2019", e quer mantê-los. Garantiu ainda que o Governo brasileiro tem a
vontade de continuar as reuniões com o Governo de La Paz "por algum tempo",
e que existe "a possibilidade de encontrar uma solução negociada" ao problema
do "ajuste dos preços" do gás natural boliviano. O presidente da Petrobras
anunciou que a estatal brasileira e a Petroperu assinaram um memorando
de entendimento para formar uma aliança estratégica "em tempo limitado".
Este documento contemplará a realização de projetos conjuntos "para prospecção
e exploração de petróleo, gás e outras possibilidades" no país andino.
Os projetos conjuntos terão os detalhes definidos num prazo de três meses.
Já o presidente peruano disse que tem certeza de que o aumento dos investimentos
e a presença das empresas brasileiras fortalecerão "a consistência industrial
e o desenvolvimento econômico do Peru". (Gazeta Mercantil - 11.08.2006)
3 Petrobras: lucro subirá mais de 50% Preços elevados
dos derivados de petróleo e aumento da produção nacional do óleo devem
elevar o lucro líquido da Petrobras em até 57% ante o segundo trimestre
de 2005. As previsões de mercado apontam para um lucro líquido entre R$
7,1 bi e R$ 7,7 bi. No segundo trimestre de 2005, a empresa lucrou R$
4,9 bi. "O aumento do preço do petróleo no mercado internacional prejudica
a Petrobras por um lado, pois as despesas com importações de óleo leve
aumentam, mas favorecem a empresa por outro, pois o preço de derivados
está atrelado ao preço do óleo cru", diz Luiz Otávio Broad Nunes, da corretora
Ágora Sênior. O analista trabalha com lucro líquido para o ano de 2006
de R$ 32 bi, 35% mais que em 2005. As projeções de Ebitda também são de
crescimento, variando entre R$ 13,9 bi e R$ 14, 8 bi - 25% a mais que
o registrado no segundo trimestre de 2005. Para os analistas, o desempenho
da empresa demonstra a viabilidade de seu plano de negócios. (Diário Comercio,
Serviço e Industria - 11.08.2006) 4 Crise não afeta resultados da Comgás A crise
do gás provocada pela nacionalização do setor na Bolívia não afetou os
resultados da Comgás. As vendas totais do segundo semestre atingiram 2,3
bi de m³, 10,4% superiores ao volume comercializado entre janeiro e junho
de 2005. O lucro líquido no primeiro semestre foi de R$ 214,3 mi, o que
significou um crescimento de 42,9% em relação a igual período de 2005.
(O Estado de São Paulo - 11.08.2006)
Grandes Consumidores 1 Suzano tem prejuízo no 2º tri Os efeitos
da apreciação do real, a escalada de preços das matérias-primas petroquímicas
e o resultado negativo da Riopol levaram a Suzano Petroquímica a prejuízo
líquido consolidado de R$ 26,316 milhões no 2º trimestre de 2006. Entre
abril e junho de 2005, a empresa teve lucro líquido pro forma de R$ 8,5
milhões. No acumulado do ano, teve prejuízo líquido de R$ 32,6 milhões,
ante lucro de R$ 25,7 milhões entre janeiro e junho de 2005. O prejuízo
da Suzano no semestre teria chegado a R$ 47,3 milhões, mas a reversão
da provisão de R$ 25,6 milhões na controladora, reduziu o prejuízo nos
três primeiros meses do ano de R$ 31,9 milhões, para R$ 6,3 milhões. No
2º trimestre de 2006 a receita operacional líquida - que inclui as participações
da companhia na Petroflex (20,1%) e Riopol(33,3%) - registrada pela companhia
foi de R$ 592,6 milhões, 7,8% superior a do mesmo trimestre de 2005 (R$
549,7 milhões). A receita líquida no semestre foi de R$ 1 bilhão, leve
alta de 2,2% sobre o mesmo período de 2005. A geração de caixa medida
pelo Ebitda da companhia no 2º trimestre foi de R$ 15,5 milhões, uma redução
de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior. A consolidação da
parcela da companhia no Ebitda negativo em R$ 20,6 milhões da Riopol foi
o fator que mais pesou nesse resultado. No semestre, o Ebitda somou R$
30,1 milhões, com uma redução de 69,1% em relação ao mesmo período de
2005, impactado principalmente pela redução de 60,7% do Ebitda da controladora.
A margem Ebitda - relação entre a receita líquida e Ebitda - passou de
6,2% no 2º trimestre de 2005, para 2,6% entre abril e junho desse ano,
em função da margem Ebitda negativa da Riopol. A controladora privilegiou
a rentabilidade em detrimento do volume, reduzindo o nível de utilização
de sua capacidade instalada de 92% no primeiro trimetres, para 77% no
2º trimestre. As vendas de polipropileno da antiga Polibrasil ficaram
em linha com o ano anterior, somando 140 mil toneladas. As exportações
somaram 29,6 mil toneladas, participação 22,1% superior à atingida no
2º trimestre de 2005. As vendas no semestre foram de 272,1 mil toneladas,
8,9% maior que o dos seis primeiros meses de 2005. (Jornal do Commercio-
11.08.2006) 2 Suzano espera recuperação no 3º tri A Suzano
Petroquímica avalia que os resultados já comecem a melhorar no período
entre julho e setembro. Ela anunciou reajustes de US$ 150 a US$ 250 por
tonelada das duas principais resinas que produz entre os meses de julho
e agosto e prevê uma continuidade da demanda tanto interna como externa.
A Suzano espera também uma melhora nos resultados por conta da reversão
da geração negativa de caixa da Riopol. (Valor Econômico - 11.08.2006)
3 Centrus vende suas ações na Arcelor O Centrus
anunciou que venderá R$ 300 milhões em ações da Arcelor Brasil quando
a Mittal Steel fizer uma oferta aos acionistas minoritários da divisão
brasileira da siderúrgica. O Centrus detém R$ 688 milhões em ações da
Arcelor Brasil. (Folha de São Paulo - 11.08.2006) O Sistema
Usiminas anunciou lucro líquido de R$ 1 bilhão no 1º semestre de 2006.
Em março, abril e maio passados, o lucro líquido do grupo somou R$ 704
milhões, 104% maior do que no trimestre anterior. Mas o resultado ruim
do início do ano fez com que, na comparação com o 1º semestre de 2005,
o lucro semestral do grupo caísse 42%. A receita líquida de R$ 6 bilhões
no último semestre foi 13,6% inferior à alcançada no 1º semestre de 2005.
Gerdau e Arcelor Brasil também acumularam lucros líquidos maiores a partir
do 2º trimestre deste ano. Os preços no mercado internacional continuam
aumentado e, segundo análise da Usiminas, só no último trimestre devem
se estabilizar. Com crescimento nas vendas e os preços em alta, Rinaldo
Campos Soares, presidente do Sistema Usiminas, disse que o grupo está
desenvolvendo um "vigoroso plano de investimentos", para manter a liderança
no mercado interno do aço. O grupo obteve Ebitda consolidada no último
trimestre de R$ 1 bilhão-15% maior do que no trimestre anterior. (Folha
de São Paulo - 11.08.2006) 5 Usiminas mantém foco na produção de aços planos A Usiminas
não investirá no segmento de longos. O presidente da siderúrgica mineira,
Rinaldo Campos Soares, não vê sentido em investir na produção de uma linha
onde já existe muita oferta no Brasil. "A estratégia da Usiminas é ser
líder em planos", afirmou ontem. Para o executivo, já está de "bom tamanho"
a participação que a Usiminas têm, por meio da holding Ternium, em usinas
estrangeiras que também fabricam longos. Na avaliação do presidente da
Usiminas, não é bom negócio entrar no mercado de longos disputando mercado
com a Gerdau e a Belgo-Mineira, da Arcelor Brasil. A siderúrgica está
em negociação com possíveis sócios para construir nova usina de placas
no Sudeste. Neste novo empreendimento, orçado em US$ 3,5 bilhões, a siderúrgica
está disposta a participar com 51% do capital. A CVRD já informou que
tem interesse no negócio e poderia entrar com até 20%. Falta ainda encontrar
um terceiro sócio, preferencialmente um grupo estrangeiro que garanta
mercado externo para parte da nova produção, que seria de 5 mil toneladas
por ano. (Valor Econômico - 11.08.2006) 6 CVRD faz oferta de US$ 15 bi por mineradora canadense Inco A CV RD
anunciou uma oferta pública para a aquisição de todas as ações da mineradora
canadense Inco. As ações, em circulação na Bolsas de Toronto e de Nova
York, seriam compradas à vista por 86 dólares canadenses cada, o que representa
cerca US$ 15,1 bilhões em troca de todos esses papéis. A aquisição da
Inco levaria à formação de uma das três maiores "mineradoras diversificadas"
do mundo, com liderança no mercado global de minério de ferro, pelotas,
níquel, bauxita, alumina, manganês e ferro ligas. A Vale informou que
a oferta só será concretizada se conseguir a adesão dos acionistas da
Inco de forma que possa deter ao menos 66,67% de todos os papéis ordinários
da Inco. A oferta também está condicionada ao recebimento de todas as
aprovações regulatórias necessárias. (Folha de São Paulo - 11.08.2006)
Economia Brasileira 1 Mercado interno deve puxar PIB A demanda no mercado interno deve elevar a produção e o emprego neste semestre e fazer com que o país cresça 4% em 2006, segundo estudo de Fernando Montero, da Corretora Convenção. O consumo das famílias deve crescer 5,3% de abril a junho deste ano, mais do que o dobro do que deve crescer o PIB (2,5%, no período). Essa expansão da demanda no mercado interno é reflexo do aumento do rendimento médio do trabalhador, do salário mínimo e da inflação baixa. O PIB deste semestre deve crescer 5%; o do primeiro, 3%. "A produção está reprimida. A indústria levou um tombo em junho [a produção caiu 1,7% sobre maio e 0,6% sobre junho de 2005], mas é provável que recupere rapidamente essa queda", afirma. Na avaliação de Montero, a indústria só não respondeu ao aumento da demanda interna devido à alta das importações. (Folha de São Paulo - 11.08.2006) 2 Ipea deve reduzir previsão para o PIB Apesar do otimismo no mercado, a recuperação da economia em julho pode ser menor do que o esperado. De acordo com Fábio Giambiagi, do Ipea, "Está difícil de engatar a quarta marcha". O Ipea está revendo para baixo suas estimativas para o crescimento do PIB neste ano. Segundo Giambiagi, a revisão ou manterá os 3,8% ou sofrerá uma pequena queda. A revisão deve principalmente ao recuo da produção industrial no mês passado, de 1,7% em relação a maio, Em razão de junho ter sido um mês atípico, Giambiagi diz que o melhor será comparar o resultado da produção industrial de julho com maio. (Folha de São Paulo - 11.08.2006) 3
INPC: aumento de 0,11% em julho 4 IPCA: alta de 0,19% em julho O IPCA registrou
alta de 0,19 % em julho, depois de apurar deflação de 0,21 % em junho,
informou o IBGE. Economistas previam em média uma alta de 0,16%. No ano,
o IPCA acumula alta de 1,73 % e nos últimos 12 meses, de 3,97 %, abaixo
do centro da meta deste ano, de 4,5%. (Reuters - 11.08.2006) O IGP-M
registrou alta de 0,16 % na primeira prévia de agosto, uma pequena desaceleração
em relação ao avanço de 0,18 por cento apurado em julho, informou a FGV.
Na primeira leitura de julho o IGP-M registrou alta de 0,17%. Dos três
componentes do IGP-M, dois registraram desaceleração. O IPA, com peso
de 60% no número geral, subiu 0,17% na primeira leitura do mês, uma desaceleração
em relação ao avanço de 0,21% apurado em julho. O INCC teve alta de 0,51%,
depois de ter subido 0,57% em julho. O único componente do IGP-M que teve
avanço na taxa foi o IPC, com peso de 30% sobre o índice cheio. Depois
de ter fechado julho com uma deflação de 0,08 %, o IPC abriu agosto com
uma pequena alta, de 0,01%.Com o resultado da primeira leitura de agosto,
o IGP-M acumula no ano uma alta de 1,75 %. Nos últimos 12 meses a variação
acumulada é de 2,22%. (Reuters - 11.08.2006) O dólar comercial abriu o dia em queda perante o fechamento de ontem, a R$ 2,1570. Às 9h17, a moeda registrava baixa de 0,13%, cotada a R$ 2,1550 na compra e a R$ 2,1570 na venda. Ontem, o dólar comercial cedeu 0,36%, para R$ 2,1580 na compra e R$ 2,16 na venda. (Valor Online - 11.08.2006)
Internacional 1 Transener é vendida por US$ 54 mi A Petrobras
Energia anunciou ontem que firmou um contrato para vender a sua participação
de 50% na empresa que controla a distribuidora de energia elétrica argentina
Transener para o fundo de investimento Eton Park Capital Management dos
EUA por US$ 54 mi. O negócio agora precisa obter a aprovação das autoridades
reguladoras argentinas. A Transener anunciou que no primeiro semestre
de 2006 teve um prejuízo líquido de US$ 429 mil em comparação a um lucro
na primeira metade de 2005 de US$ 187,9 milhões. A Petrobras entrou na
Transener em 2002, quando comprou com o grupo argentino Perez Companc
um pacote de ativos no setor energético, porém o Governo argentino colocou
como condição para a empresa brasileira a retirada do investimento na
distribuidora. (Gazeta Mercantil - 11.08.2006) 2 Areva T&D entrega transformadores à Índia A Areva
T&D Brasil entrega os 12 primeiros transformadores de corrente de 800
kV para um projeto de eletrificação na Índia. O projeto indiano vai alterar
os atuais níveis de tensão em 400 kV, visando fortalecer a rede elétrica
e aumentar a confiabilidade. Segundo a empresa, para o fornecimento de
96 transformadores, que será concluído em março de 2007, a unidade investiu
cerca de R$ 4 mi na expansão da fábrica de Itajubá, em MG, além de compra
de maquinário e treinamento de 20 operários. A Areva informou que é a
única no país a fabricar transformadores nesse nível de tensão. (Agência
Canal Energia - 10.08.2006)
Biblioteca Virtual do SEE 1 ANEEL. Edital de Leilão nº 004/2006 - Minuta. Brasília, agosto de 2006. Para ler
a minuta na íntegra, clique aqui. Equipe
de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás Visite
o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas
do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras |
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