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IFE: nº 1.824 - 07 de junho de 2006
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ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Aneel: grande consumidor fica livre da RTE
2 Abradee vai pedir revisão de decisão da Aneel
3 Kelman: missão da Aneel é estabelecer um ambiente regulatório estável
4 Divulgadas propostas para o aperfeiçoamento de metodologia para revisão tarifária

Empresas
1 Cesp vai realizar captação para reduzir dívida
2 Energias do Brasil vai direcionar investimentos para área de biomassa
3 Ampla investe em tecnologia para reduzir os custos
4 Escelsa doará 45 mil lâmpadas
5 Cotações da Eletrobrás

Leilões
1 Leilão de energia nova: EPE habilita 102 empreendimentos

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Itaipu descarta desabastecimento após acidente em turbina
2 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 83,9%
3 Sul: nível dos reservatórios está em 29,6%

4
NE apresenta 94,9% de capacidade armazenada
5
Norte tem 98,4% da capacidade de armazenamento

Gás e Termelétricas
1 El Paso pode antecipar projetos de gás
2 El Paso faz seguro de UTE Rio Claro

Grandes Consumidores
1 CSN terá financiamento do BNDES para investimento

Economia Brasileira
1 Importação cresce e tira espaço da produção local
2 Novos FIDC chegam ao mercado

3 IGP-DI aponta inflação de 0,38% em maio
4 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Portugueses discutem o setor energético
2 Endesa defende política mundial para garantir eficiência energética
3 Hidrelétrica das Três Gargantas deverá ser concluída em 2010
4 China anuncia construção de mais hidrelétrica

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Aneel: grande consumidor fica livre da RTE

A Aneel rejeitou integralmente o pedido das distribuidoras e manteve os consumidores livres de energia isentos da cobrança da Recomposição Tarifária Extraordinária (RTE). A decisão favorece quase 800 grandes empresas que deixaram de comprar energia das distribuidoras onde estão localizadas e migraram para o mercado livre a partir do racionamento de 2001. A proposta das distribuidoras era estender a cobrança da RTE aos consumidores livres e fazê-los pagar, em caráter retroativo, aquilo que teriam deixado de recolher desde que saíram do mercado cativo. A agência, no entanto, decidiu que as regras não vão mudar. (Valor Econômico - 07.06.2006)

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2 Abradee vai pedir revisão de decisão da Aneel

A Abradee prometeu entrar com um recurso administrativo, em até dez dias, para tentar rever a decisão na Aneel. "Se não formos bem-sucedidos, vamos avaliar com as empresas a possibilidade de levar essa questão à Justiça, porque estamos convencidos dos nossos direitos", afirmou o presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica), Luiz Carlos Guimarães. Com o crescimento do mercado livre, as distribuidoras temem que o período de cobrança da RTE termine sem a compensação das perdas. A Abradee questionou a isenção do pagamento da RTE pelos consumidores que optaram por abandonar o modelo comum de tarifa e hoje compram direto das geradoras de energia. (Valor Econômico e Folha de São Paulo - 07.06.2006)

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3 Kelman: missão da Aneel é estabelecer um ambiente regulatório estável

O presidente da Aneel, Jérson Kelman já havia se posicionado a favor da cobrança da RTE aos consumidores livres a partir da data em que a Aneel tomasse uma decisão a respeito do assunto, e não retroativamente, como defendia a Abraade. Mudou de idéia, porém, convencido pelo voto do diretor Edvaldo Santana, relator do processo, que mostrou que não existe na lei nenhum instrumento que obrigue os chamados consumidores livres a pagarem a taxa. "A missão da Aneel é principalmente estabelecer um ambiente regulatório estável, o que leva à diminuição de tarifas e beneficia o consumidor", afirmou o presidente da agência, Jérson Kelman. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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4 Divulgadas propostas para o aperfeiçoamento de metodologia para revisão tarifária

As propostas para o aperfeiçoamento de metodologias para o segundo ciclo de revisão tarifária periódica das distribuidoras (2007 - 2010) já estão disponíveis para consulta no Fórum Forte Integração, espaço no site da Aneel para o debate e envio de contribuições sobre temas do setor elétrico. São 11 notas técnicas e uma tabela com cronograma de atividades a serem desenvolvidas ao longo do próximo ciclo. As notas tratam dos seguintes temas: repasse dos custos não gerenciáveis às tarifas, conhecidos como Parcela A; determinação do custo médio ponderado do capital (WACC); estrutura ótima de capital; custos operacionais da Empresa de Referência; alocação de outras receitas da concessionária; Fator X; sistemática de verificação da relação entre a qualidade do serviço, os investimentos e efeitos sobre a tarifa; tratamento regulatório para as perdas de energia; aplicação de penalidades em caso de não cumprimento de metas de universalização; definição da Base de Remuneração; e cronograma de atividades. (APMPE - 07.06.2006)

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Empresas

1 Cesp vai realizar captação para reduzir dívida

A Cesp anunciou um plano para levantar cerca de R$ 5 bilhões em recursos no mercado de capitais. A empresa tem uma dívida de R$ 10 bilhões, mas sua geração anual de caixa, de R$ 1,3 bilhão, é insuficiente para enfrentar o endividamento. Segundo analistas, a captação é um programa de rolagem de dívida. Entrarão no caixa da companhia apenas R$ 2,4 bilhões de dinheiro novo que será usado para reduzir a dívida para cerca de R$ 7,5 bilhões. (Folha de São Paulo - 07.06.2006)

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2 Energias do Brasil vai direcionar investimentos para área de biomassa

Os investimentos do Grupo Energias do Brasil no País, hoje voltados apenas para a energia hídrica, deverão nos próximos dez anos serem direcionados para a biomassa, de acordo com o vice-presidente de geração da holding, Custódio Miguens. "Houve um refortalecimento das áreas cultivadas de cana-de-açúcar o que nos dá perspectivas para reforçar ainda mais o setor energético brasileiro", disse. Nos próximos três anos, os investimentos da EDB deverão chegar perto de US$ 2,5 bilhões. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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3 Ampla investe em tecnologia para reduzir os custos

A Ampla está investindo em tecnologia para reduzir os custos de atendimento aos clientes. Com soluções simples e relativamente baratas de monitoramento via satélite (GPS) de sua frota de veículos e de atendimento a chamados de consumidores pela Internet, a companhia conseguiu reduzir em 30% e 22% os custos operacionais dos serviços, respectivamente. A informação é do presidente da Ampla, Marcelo Llévenes. Com aplicação de R$ 1,2 milhão na instalação de GPS, a empresa conseguiu reduzir o tempo médio do atendimento do chamado de consumidores residenciais. Os técnicos da companhia levavam em média 2 horas e 30 minutos para atender a chamado de urgência deste tipo. Depois do sistema de monitoramento dos veículos, o tempo caiu para aproximadamente de 2 horas. Outro investimento da empresa para reduzir custos foi realizado no atendimento de consumidores pela Internet. (jornal do Commercio - 07.06.2006)

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4 Escelsa doará 45 mil lâmpadas

As comunidades de baixa renda estão na mira do programa de eficiência energética da Escelsa para o ciclo 2005/2006. Só nessa área, a empresa vai investir R$ 3,117 milhões, dos R$ 3,7 milhões totais do programa. A distribuidora substituirá 45 mil lâmpadas incandescentes por fluorescentes e 2,2 mil geladeiras com o selo Procel na classificação Segundo a concessionária, os novos refrigeradores trarão uma redução média de 52% no consumo de energia. O projeto atenderá 20 mil unidades consumidoras de 25 bairros da periferia de Grande Vitória, atingindo quatro municípios do estado do Espírito Santo. A distribuidora também atuará em unidades industriais no município de Vila Velha (ES). Para isso, a Escelsa vai investir R$ 584 mil e contará com a parceria das empresas contempladas. O programa espera economizar 6.113,5 MWh por ano e reduzir 2.195 kW de demanda na ponta. (Agência Canal Energia - 06.06.2006)

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5 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 06-06-2006, o IBOVESPA fechou a 36.557,80 pontos, representando uma baixa de 3,17% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 2,18 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 2,44%, fechando a 11.358,79 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 46,39 ON e R$ 44,49 PNB, alta de 4,25% e 5,55%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Na abertura do pregão do dia 07-06-2006 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 46,00 as ações ON, baixa de 0,84% em relação ao dia anterior e R$ 44,52 as ações PNB, alta de 0,07% em relação ao dia anterior. (Investshop - 07.06.2006)

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Leilões

1 Leilão de energia nova: EPE habilita 102 empreendimentos

A EPE informou que no processo de habilitação técnica para o leilão de contratação de energia elétrica de novos empreendimentos, marcado para o dia 29 de junho foram habilitados 102 empreendimentos, que somam potência instalada total de 14.512 MW. Este volume de energia, no entanto - de acordo com comunicado distribuído ontem pela EPE - não será integralmente alocado no processo licitatório, uma vez que parte da capacidade já possui contrato de compra e venda. Das fontes habilitadas, as usinas hidrelétricas apresentam capacidade instalada total mais expressiva chegando a 5.861 MW, seguidas das unidades termelétricas movidas a gás natural que se situa em 4.008 MW. A energia, gerada pelas usinas termelétricas movimentadas a óleo combustível, somam 2.165 MW, de acordo com detalhamento feito pelo presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Itaipu descarta desabastecimento após acidente em turbina

O diretor-técnico de Itaipu, Antonio Otelo Cardoso, descartou a possibilidade de haver desabastecimento de energia, porque uma das turbinas da usina precisou ser desligada. Uma peça do equipamento, ligada a um dos transformadores, incendiou-se no último sábado. De acordo com o diretor, o sistema elétrico interligado brasileiro tem condições de suprir os 700 MW de energia que deixarão de ser produzidos. No total, Itaipu é responsável pelo fornecimento de 23% da energia consumida no Brasil. Em nota oficial, a empresa garantiu que todos os procedimentos preventivos foram tomados. (Diário do Grande ABC - 07.06.2006)

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2 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 83,9%

O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 83,9%, apresentando queda de 0,2% em relação à medição do dia 4 de junho. A usina de Furnas atinge 91,2% de volume de capacidade. (ONS - 05.06.2006)

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3 Sul: nível dos reservatórios está em 29,6%

A região Sul apresentou queda de 0,4% em relação à última medição, com 29,6% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 21,9% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 05.06.2006)

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4 NE apresenta 94,9% de capacidade armazenada

Apresentando queda de 0,2%, o Nordeste está com 94,9% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 96% de volume de capacidade. (ONS - 05.06.2006)

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5 Norte tem 98,4% da capacidade de armazenamento

O nível de armazenamento da região Norte está em 98,4% apresentando-se estável em relação ao dia 4 de junho. A usina de Tucuruí opera com 99,6% de volume de armazenamento. (ONS - 05.06.2006)

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Gás e Termoelétricas

1 El Paso pode antecipar projetos de gás

A busca pela auto-suficiência em gás natural, desencadeada a partir da crise na Bolívia, pode render bons negócios para investidores como a El Paso. O presidente da empresa no Brasil, Eduardo Karrer, afirmou que a multinacional americana poderá antecipar projetos de gás e petróleo a partir de novas descobertas. "Se houver novas descobertas, vamos analisar a possibilidade de antecipar alguns projetos", disse ele. O crescimento da produção nacional é necessário para dar conta da oferta de gás, já fragilizada antes da crise por causa do crescimento de dois dígitos do consumo de gás vendido aos automóveis e da instalação de dezenas de termelétricas no País. Karrer concorda que a demanda está num bom momento e que pode se fortalecer nos próximos anos. "A crise da Bolívia não favorece, mas estimula projetos de gás", disse ele. Para encontrar petróleo e gás, a empresa vai perfurar ainda neste ano sete poços, em linha com a mudança de foco da companhia. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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2 El Paso faz seguro de UTE Rio Claro

A ACE fechou um acordo em que se responsabiliza pelo seguro da Termelétrica Rio Claro, localizada em Macaé. Com mais este negócio, a companhia está ampliando os seus contratos com o Grupo El Paso, dono do empreendimento. O valor em prêmios já cresceu US$ 5 milhões nos últimos 6 meses. As outras unidades da El Paso segurada pela ACE são Termonorte, Rio Negro e Amazonas. "Escolhemos a ACE por ser uma empresa comprometida com a qualidade de seus serviços, em franco crescimento. Observamos que a companhia vem conquistando presença importante no mercado de Energia no Brasil e América Latina, onde a El Paso vem desenvolvendo suas atividades", destaca o Gerente da El Paso, Domingos Silva. (Elétrica - 06.06.2006)

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Grandes Consumidores

1 CSN terá financiamento do BNDES para investimento

A diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 500 milhões à CSN. A operação se destina a possibilitar novo aporte de capital da CSN na Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), para aplicação no projeto da Nova Transnordestina, que criará novos corredores de exportações agrícolas no sertão nordestino. O investimento total da Nova Transnordestina está estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões, envolvendo recursos da CSN, do BNDES, do Finor e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. Além dos R$ 500 milhões agora financiados pelo BNDES, a CSN investirá mais R$ 550 milhões na etapa final do projeto. Desse total, R$ 400 milhões serão emprestados pelo BNDES, em sua linha Financiamento ao Empreendimento. Já o Finor vai destinar R$ 823 milhões, enquanto o FDNE participará com recursos da ordem de R$ 2,2 bilhões. (InvestNews - 07.06.2006)

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Economia Brasileira

1 Importação cresce e tira espaço da produção local

Os bens importados estão se beneficiando mais do crescimento da economia do que a produção doméstica. De janeiro a abril, o volume de importações de produtos como material elétrico, vestuário, calçados e equipamentos eletrônicos aumentou muito mais do que a fabricação local desses bens. Em alguns casos, a importação cresceu e a produção doméstica encolheu, na comparação entre cálculos da Funcex e dados divulgados pelo IBGE. O movimento reflete principalmente a valorização do câmbio, segundo economistas. Além de indicar que dentro de um mesmo setor a indústria local está perdendo espaço para os importados, os dados do primeiro quadrimestre mostram que os fabricantes locais estão aumentando o uso de componentes e insumos importados. Nos 12 meses encerrados em abril, a indústria produziu 2,6% a mais em relação aos 12 meses anteriores. Na mesma comparação, a importação de bens intermediários e matérias-primas aumentou 8,3%, enquanto a produção local aumentou só 0,8%. O crescimento da indústria também está concentrado. Entre os 27 segmentos pesquisados pelo IBGE, 18 tiveram alta na produção e nove caminharam em sentido contrário. (Valor Econômico - 07.06.2006)

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2 Novos FIDC chegam ao mercado

Mais dois fundos de recebíveis chegam ao mercado. O FIDC Dacasa Financeira, que recebeu o registro da CVM no dia 30 de maio, começa no dia 16 de junho a distribuição das cotas do tipo senior, com volume total de R$ 80 milhões. O fundo tem como lastro direitos creditórios originados de operações de empréstimo pessoal e Crédito Direto ao Consumidor da Dacasa Financeira. A rentabilidade esperada é de 112% do CDI. A operação recebeu o rating preliminar "AA+" da Fitch Ratings. Já a Cesp aguarda o registro para oferta de R$ 650 milhões em cotas de seu terceiro fundo de recebíveis, com lastro em contratos de fornecimento de energia elétrica com distribuidoras. Só neste ano, já foram registradas 19 ofertas, que totalizam R$ 3,36 bilhões. Há mais R$ 915 milhões em análise. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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3 IGP-DI aponta inflação de 0,38% em maio

O IGP-DI acelerou e registrou inflação de 0,38% em maio, segundo dados divulgados pela FGV. Em abril, o indicador havia apresentado ligeira inflação de 0,02. A aceleração foi impulsionada pela alta dos preços no atacado e na construção civil. Com avanço dos preços dos bens industriais, o IPA apresentou alta de 0,46% em maio após registrar uma variação negativa de 0,15% no mês anterior. Os maiores destaques ficaram por conta dos bens intermediários e as matérias-primas brutas. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, passou de -1,32% para 2,28%. Nas matérias-primas brutas, os destaques ficaram por conta da soja em grão (-1,70% para 2,73%), aves (-3,58% para 6,57%) e cana-de-açúcar (3,78% para 7,87%). O INCC saltou de 0,36% para 1,32% entre abril e maio. Os reajustes salariais, sobretudo, em Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e São Paulo foram os principais responsáveis pela alta dos preços no segmento. Já o IPC registrou -0,19% em maio após uma variação de 0,34% no mês anterior. Os segmentos Alimentação e Transportes comandaram o movimento. Com o resultado de abril, o IGP-DI acumula alta de 0,61% no ano. (Folha de São Paulo - 07.06.2006)

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4 Dólar ontem e hoje

O dólar abriu o dia em queda, às 10h11min a moeda norte-americana recuava 0,04%, cotada a R$ 2,255 para compra e R$ 2,257 para venda. Ontem, a moeda americana subiu 0,31%, a R$ 2,256 na compra e R$ 2,258 na venda. Ao longo do dia, a divisa oscilou da máxima de R$ 2,283, com alta de 1,42%, à mínima de R$ 2,248, com queda de 0,13%. O giro interbancário somou US$ 1,047 bilhão. (O Globo Online e Valor Online - 07.05.2006)

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Internacional

1 Portugueses discutem o setor energético

A questão energética chamou a atenção de empresários da Fundação Luso-Brasileira ligados com o setor. Na opinião dos executivos, hoje é preciso se tratar do assunto, considerando que o País tem uma hidrografia média, com muito critério, buscando investimentos de curto e médio prazo em fontes alternativas. Para o vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Antonio Couto dos Santos, o Brasil, a China e outros países em desenvolvimento, devem apresentar até 2020, um aumento no consumo de energia em 60%."Esses números são assustadores. É preciso uma análise estratégica política que nos permita encontrar alternativas para sustentar esse crescimento de forma ordenada. Em Portugal, com o objetivo de reduzir o consumo de energia, petróleo e gás, sempre estamos criando discussões", disse. Pelo levantamento da AEP, hoje 5% da população mundial gasta 30% da energia elétrica gerada. Mas para que o setor energético seja fortalecido, na opinião dos participantes, os governos deveriam se envolver menos, deixando para o setor especializado o controle e a elaboração das políticas do setor. (Elétrica - 06.06.2006)

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2 Endesa defende política mundial para garantir eficiência energética

Para o presidente da Endesa Generación Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, é preciso garantir eficiência energética através de uma política mundial, que decida as regras principais para o setor. "Essa política está na pauta do G8 e da União Européia, que já estão sentindo os efeitos da falta de regras", afirma. (Gazeta Mercantil - 07.06.2006)

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3 Hidrelétrica das Três Gargantas deverá ser concluída em 2010

Em maio, foi inaugurada a estrutura da represa das Três Gargantas no rio Yang-tsé, com 2,3 km de comprimento e 181 metros de altura, após 13 anos de trabalho - e alguns meses antes do prazo previsto. Outro marco notável foi atingido, quando foi dinamitada uma barragem temporária de 580 metros que protege o trecho final recém-concluído, lançando as águas do Yang-tsé contra a represa, que começa a executar a função de controlar o nível e as enchentes do rio. A instalação dos 12 geradores remanescentes, além dos 14 já em operação, deverá ser concluída em 2008, um ano antes do previsto no cronograma. E ainda falta muito trabalho num complexo maquinário que erguerá embarcações para transpô-las sobre a represa. Sua conclusão tem sido adiada por atrasos e poderá não estar terminado até 2010. Autoridades dizem que a colossal produção energética da represa ajudará a reduzir a dependência do país em relação ao carvão em cerca de 50 milhões de toneladas por ano. (Valor Econômico - 07.06.2006)

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4 China anuncia construção de mais hidrelétrica

O governo da China aprovou a construção no Rio Jinsha da represa de Baihetan que será a terceira maior do país. Baihetan vai gerar 56 bilhões de KWh por ano. Com uma capacidade instalada de 12.000 MW, será a terceira maior hidrelétrica da China, atrás de Três Gargantas, no Rio Yang-Tsé, e de Xiluodu, localizada também no Jinsha. A construção de quatro hidrelétricas no Jinsha é parte do Projeto de Transmissão de Eletricidade Oeste-Leste, com o qual a China pretende sustentar o vertiginoso desenvolvimento no litoral oriental. Outro objetivo é incrementar a oferta de água na estação das secas, a fim de aumentar a capacidade de geração de eletricidade de Três Gargantas. A China tem apostado em grandes hidrelétricas como uma das formas para solucionar suas necessidades energéticas. Mas muitos analistas e ecologistas consideram alto o custo social, ambiental e econômico dos projetos. (Elétrica - 06.06.2006)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro mailto:nivalde@ufrj.br
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Beatriz Mello Affonso, Camila Nobrega, Marcelo Machado, Guilherme Branquinho e Larissa Barbosa

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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