l IFE: nº 1.804 - 10
de maio de 2006 Índice
Regulação e Reestruturação do Setor
Empresas Oferta
e Demanda de Energia Elétrica Gás
e Termelétricas Grandes
Consumidores Economia
Brasileira Internacional
Regulação e Reestruturação do Setor 1 Deputados defendem construção do Complexo do Rio Madeira Foi realizada
nessa terça-feira (09/05), na Câmara dos deputados, audiência pública
sobre a implantação do complexo hidrelétrico do Rio Madeira (6.450 MW).
O deputado Eduardo Valverde (PT), defendeu a implementação do empreendimento.
Para o parlamentar, o empreendimento é importante para o desenvolvimento
da região, ainda que o país tenha que pagar um pouco mais caro pela energia.
No entanto, Valverde alegou que o projeto ainda apresenta dúvidas, como
a viabilidade financeira. Outro parlamentar, deputado Miguel de Souza
(PL), salientou os reflexos da obra na integração de infra-estrutura energética
e de transportes entre Brasil, Bolívia e Peru. (Agência Canal Energia
- 09.05.2006) 2 Zimmeramam defende diversificação da matriz energética O secretário
do MME, Márcio Zimmermann, destacou, durante a audiência pública na Câmara,
que o país precisa investir na diversificação da matriz energética, como
forma de garantir a oferta de energia. Segundo ele, a energia produzida
apenas por hidrelétricas não atende à demanda do mercado. O Plano Decenal
indica a necessidade de adição média de 3 mil MW por ano até 2015. (Agência
Canal Energia - 09.05.2006) A central eólica RN 15 - Rio do Fogo teve 15 unidades geradoras, de um total de 62, liberadas pela Aneel para operação em teste desde o último dia 6 de maio. Cada uma das unidades liberadas possui 800 kW, totalizando 12.000 kW. A central é um dos projetos eólicos do (Agência Canal Energia - 09.05.2006) O programa "Luz para Todos", do Governo federal em parceria com a Cemig, pretende levar energia a 100% das propriedades rurais de Minas. Em Juiz de Fora, segundo a assessoria da concessionária, serão investidos R$ 1,2 milhão para implantar o programa até o final deste ano. (Tribuna de Minas - 10.05.2006)
Empresas 1 ABN Amro aponta tendência de consolidação financeira de empresas O banco
ABN Amro traça perspectivas positivas para o resultado financeiro das
elétricas no primeiro trimestre do ano. Com exceção da Eletrobrás, a prévia
de resultados da instituição financeira aponta para desempenhos positivos,
com tendência de consolidação financeira das companhias. O principal fator
para o resultado financeiro favorável ainda é a desvalorização do dólar
frente ao real. No entanto, o lucro líquido das elétricas também será
influenciado pela recuperação das dívidas operacionais e crescimento de
mercado. Entre as estimativas positivas do banco ABN Amro, a CPFL Energia
poderá ter um dos melhores desempenho neste primeiro trimestre, avalia
o banco. Da mesma forma, a desvalorização cambial poderá influenciar no
resultado financeiro da Light. A Cesp será outra elétrica a se beneficiar
da queda do dólar. Ainda segundo o banco, muitas empresas ainda são afetadas
pela variação cambial, mas a consolidação das regras do setor e o crescimento
de mercado têm minimizado essa influência. A Eletropaulo é um desses casos.
(Agência Canal Energia - 09.05.2006) 2 Aneel autoriza reajuste tarifário para a CNEE, EBB, EEVP e Caiuá A Aneel autorizou reajuste de tarifas de energia elétrica para distribuidoras que atendem o interior de São Paulo e o Sul de Minas. Os novos valores valem a partir de amanhã. Para a CNEE, o reajuste médio foi de 6,15%. Para os consumidores residenciais houve redução de 3,04%. Porém, o consumidor perceberá um aumento de 2% na conta, com a inclusão do PIS/Cofins. Para os consumidores industriais, com o PIS/Cofins o aumento deverá ficar em 16%. A Aneel autorizou aumento médio de 13,31% para a EEB. Já considerando o PIS/Cofins, a alta para os consumidores residenciais chega a 11%, ao passo que para os industriais a elevação vai a 24%. Já na distribuidora Caiuá Serviços de Eletricidade, foi determinado redução média de 1,2% nas tarifas. Para os consumidores residenciais, a queda foi de 5,01%, mas com a inclusão do PIS/Cofins, a conta de luz deve ficar praticamente inalterada. Já para fábricas, o reajuste é de 3,33%, que pode chegar a 8% com o tributo. As tarifas da EEVP tiveram um aumento médio de 3,27%. Para os consumidores residenciais, haverá alta de 5 %. Para as indústrias, o reajuste pode chegar a 9%. (O Estado de São Paulo - 10.05.2006) 3 Furnas procura parceiros para formar consórcio de transmissão Furnas abriu
nesta terça-feira, 9 de maio, chamada pública para selecionar parceiros
para participar do leilão de linhas de transmissão previsto para este
semestre. O objetivo é formar sociedade de propósito específico para implantação
e exploração dos empreendimentos. A estatal participará da licitação dos
lotes B (LT's Ribeirão Preto/Estreito/Jaguará e Ribeirão Preto/Poços de
Caldas e SE Ribeirão Preto 500/440 kV), C (LT's São Simão/Marimbondo/Ribeirão
Preto), D (LT Neves 1/Mesquita) e F (LT Mascarenhas/Verona e SE Verona
230/138 kV). As empresas poderão se apresentar de forma isolada ou em
consórcio até 18 de maio. O processo de seleção de Furnas inclui uma reunião
com os interessados. O termo de adesão está disponível no site da empresa:
www.furnas.com.br. (Agência Canal Energia - 09.05.2006) 4
Energias do Brasil pretende instalar 1ª PCH para obtenção de créditos
de carbono 5 Aneel aprova desverticalização da Elektro A Aneel
aprovou nesta terça-feira, 9 de maio, a transferência das concessões de
geração da Elektro para a empresa Elektro Geração S.A., criada no âmbito
do processo de desverticalização da companhia. Com a decisão, deliberada
na reunião semanal da diretoria da Aneel, a Elektro poderá transferir
para a nova empresa as hidrelétricas Emas Nova e Lobo, ambas em São Paulo.
(Agência Canal Energia - 09.05.2006) 6 RGE cria equipe multidisciplinar Bem antes
da edição da lei Sarnabes-Oxley (Sox), ainda em 2000, a distribuidora
RGE, controlada pela CPFL e pelo grupo americano de gás e eletricidade
PSEG, montou uma auditoria interna para controlar todas as áreas da empresa.
A equipe cuida não só dos aspectos financeiros do negócio, mas também
das questões regulatórias, de responsabilidade civil, ambientais e operacionais,
explica o presidente da companhia, Sidney Simonaggio, responsável pela
implantação da estrutura. Hoje, a CPFL e a PSEG são certificadas pela
SEC quanto ao cumprimento das normas da Sox e por isto "meus atos têm
que ser rastreáveis, previsíveis, reproduzíveis e controláveis", resume
o presidente. Segundo ele, a RGE tem 330 processos internos devidamente
documentados e auditados pela KPMG. (Valor Econômico - 10.05.2006) 7 Energipe, Saelpa e CELB lançam US$ 250 mi em notas perpétuas As empresas
brasileiras distribuidoras de energia Energipe, Saelpa e CELB acabam de
lançar conjuntamente US$ 250 milhões em notas perpétuas (notes units).
A emissão conseguiu a classificação de risco de crédito "B+" da Standard
& Poor's, quatro degraus abaixo do "grau de investimento". O pagamento
conta com uma garantia corporativa fornecida pela holding Energisa. (Valor
Econômico - 10.05.2006) No pregão do dia 09-04-2006, o IBOVESPA fechou a 41.979,29 pontos, representando uma alta de 1,12% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 3,44 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 0,11%, fechando a 12.447,29 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 57,50 ON e R$ 51,00 PNB, alta de 0,35% e baixa 1,11%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Na abertura do pregão do dia 10-05-2006 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 57,80 as ações ON, alta de 0,52% em relação ao dia anterior e R$ 51,00 as ações PNB, estável em relação ao dia anterior. (Investshop - 10.05.2006) A Eletrobrás e a Universidade Federal de Itajubá realizarão solenidade que iniciará as obras do Centro de Excelência em Eficiência Energética (Excen). O empreendimento contará com investimentos de R$ 1,8 milhão do Grupo Eletrobrás, R$ 500 mil do Ministério de Minas e Energia e R$ 300 mil da Cemig, e deve estar concluído em março de 2007. (Agência Canal Energia - 09.05.2006) A Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa obteve, na última sexta-feira, cópia da nota técnica da Aneel que trata do reajuste de tarifas proposto pela Celpe. Uma cópia do documento foi entregue ao procurador do Ministério Público Estadual, Francisco Sales, para subsidiar uma intervenção jurídica contra o aumento, caso seja necessário. (Elétrica - 09.05.2006) Os funcionários de quatro hidrelétricas da Cesp realizam nesta quarta-feira, 10 de maio, assembléia para decidir se encerram a greve iniciada há uma semana e aceitam proposta de pagamento da Política de Remuneração de Resultados de 2005. (Agência Canal Energia - 09.05.2006)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 86,9% O nível
de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 86,9%, apresentando
queda de 0,2% em relação à medição do dia 7 de maio. A usina de Furnas
atinge 96% de volume de capacidade. (ONS - 08.05.2006) 2 Sul: nível dos reservatórios está em 38,8% A região Sul apresentou queda de 0,4% em relação à última medição, com 38,8 % de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 35,7% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 08.05.2006) 3 NE apresenta 98,1% de capacidade armazenada Com queda
de 0,1%, o Nordeste está com 98,1% de sua capacidade de armazenamento.
O reservatório de Sobradinho opera com 99,9% de volume de capacidade.
(ONS - 08.05.2006) 4 Norte tem 98,1% da capacidade de armazenamento O nível
de armazenamento da região Norte está em 98,1%, apresentando alta de 0,1%
em relação ao dia 7 de maio. A usina de Tucuruí opera com 99,2% de volume
de armazenamento. (ONS - 08.05.2006)
Gás e Termoelétricas 1 Preço do gás é tema de reunião em La Paz A Petrobras dirá ao governo da Bolívia que o atual contrato de venda de gás para a empresa é rentável para o país andino, está rigorosamente dentro das regras internacionais e que não há, assim, motivo para ser renegociado, especialmente no que diz respeito a preço. A Bolívia pleiteia um aumento no preço do gás vendido ao Brasil e fala informalmente em até US$ 2, o que significa alta de 60%. José Sérgio Gabrielli e Silas Rondeau se reúnem hoje em Caracas com representantes do governo boliviano. Na agenda, a questão do preço, a indenização à Petrobras pela estatização de sua subsidiária Petrobras Bolívia Refinación, e o novo contrato de exploração de gás no país, para o qual as empresas terão de migrar. O diretor da Petrobras Ildo Sauer afirmou que a Petrobras não trabalha com a hipótese de aumentar os pagamentos à Bolívia sem repassar esse aumento aos consumidores no Brasil. Para ele, declarações do presidente Lula a esse respeito foram mal interpretadas. Os cálculos do prejuízo, no caso de não repassar um eventual aumento de US$ 2 por cada milhão de BTU de gás, variam de US$ 400 milhões a até US$ 700 milhões. (Valor Econômico - 10.05.2006) 2 Amorim prevê negociação difícil com Bolívia A Petrobras
acionará a corte arbitral de Nova York caso não chegue a acordo com o
governo da Bolívia em torno das conseqüências, para a empresa, da nacionalização
do gás, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo
ele, as declarações e atitudes das autoridades bolivianas se tornaram
mais "moderadas" depois da reunião na Argentina.. Disse que a Petrobras,
cautelosamente, já vinha reduzindo investimentos no país vizinho e previu
uma negociação longa e difícil com o governo boliviano sobre o preço do
gás. A Petrobras terá uma indenização pela estatização de propriedades
da empresa na Bolívia, disse. Ele reconheceu, ainda, que o Brasil precisa
aumentar a sua capacidade de produção de gás e diversificar fornecedores,
para se defender contra incertezas políticas e desastres naturais . Aproveitou
para comentar que a política de aproximação com os países da África tem
facilitado o contato com governos de países produtores de gás e petróleo,
como Nigéria e Argélia. "O gás na Bolívia continuará sendo um bom negócio",
defendeu, ao informar que a empresa Royal Dutch-Shell anunciou interesse
em investir no país. " (Valor Econômico - 10.05.2006) 3 Morales quer negociar com Brasil Uma semana
depois de ter decretado a nacionalização dos hidrocarbonetos, o presidente
Evo Morales mudou o discurso radical e sinalizou ontem que seu governo
poderá aceitar um aumento menor do que o pretendido inicialmente para
o gás vendido ao Brasil. Morales disse que, por consenso, a Bolívia e
os países vizinhos vão definir o novo preço do produto. "Claro que estamos
abertos a negociações. Assim como foi dito na reunião de Puerto Iguazú,
tudo dependerá da Comissão Técnica", disse o presidente. A Petrobras rechaça
qualquer revisão de preços. Morales advertiu, no entanto, que os importadores
precisam ser compreensivos e, assim como a Bolívia, apostar no diálogo.
"É importante que os países entendam nossa situação", completou. O presidente
elogiou a disposição do colega Lula, de buscar o entendimento e solucionar
o impasse. (Superávit - 10.05.2006) 4 Petrobrás não aceita mudança de direção O MME e
a Petrobrás deram ontem o tom que pretendem imprimir às negociações com
o governo boliviano em La Paz. A Petrobrás Bolívia emitiu nota em que
afirma que, antes do fim das negociações, não aceitará a nomeação de diretores
e síndico que devem assumir a administração nos próximos dias. Diz ainda
que, se a estatal boliviana YPFB quer assumir o controle, antes terá de
cumprir "uma série de procedimentos legais e societários". A Petrobrás
enumerou as medidas que deverão preceder a tomada de controle da companhia
pelo governo boliviano. A primeira é que sejam concluídas as negociações
sobre como a YPFB irá pagar pelos 50% mais 1 das ações da empresa. A outra
é que a Bolívia terá de promulgar uma lei que autoriza a YPFB a ser acionista
da empresa. Há ainda a necessidade de se mudar o estatuto e convocar a
assembléia de acionistas para validar a troca de controle. "É necessário
modificar a Lei de Privatização, na qual se proíbe às empresas públicas
de adquirir ativos, valores e outros direitos de companhias transferidas
ao setor privado que estejam respaldadas pela lei", concluía nota. "As
indicações foram iniciativa do governo boliviano e nós pretendemos colocar
este ponto em discussão amanhã (hoje)", disse Gabrielli. (O Estado de
São Paulo - 10.05.2006) 5 Petrobrás compra térmica da El Paso A Petrobrás anunciou ontem a compra da termoelétrica a gás de Macaé, de 928 MW, da El Paso Rio Claro, por US$ 357,5 milhões. A El Paso deu garantias à Petrobrás por conta de alguns passivos, incluindo cerca de US$ 78 milhões de um auto de infração de tributos federais, contra o qual acredita ter grandes chances de êxito. (O Estado de São Paulo - 10.05.2006) 6 Câmara discute mudanças na política do gás natural A Comissão Especial da Lei do Gás realizará nesta quarta, dia 10 de maio, audiência pública para discutir as mudanças na política de gás natural. O secretário de Estado de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento de São Paulo, Mauro Arce, o presidente da Goiasgás, Carlos Maranhão Gomes de Sá, e o presidente da Bahiagás, Petronio Lerche, foram convocados para a reunião.Após a audiência, a Comissão realizará uma reunião ordinária para votar requerimentos, como os pedidos do deputado Arnaldo Madeira para realizar audiência pública Silas Rondeau, e da deputada Mariângela Duarte para debater a Lei do Gás com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, e com o diretor de Gás e Energia da empresa, Ildo Sauer. (Agência Canal Energia - 09.05.2006) 7 Eletrobrás assina memorando para realizar estudos de viabilidade em Seival A Eletrobrás assina nesta terça-feira, 9 de maio, um memorando de entendimento com a Copelmi Mineração e a Construtora Andrade Gutierrez para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica da termelétrica Seival. O memorando tem como objetivo estabelecer as condições iniciais para que a estatal e seus representantes possam aprofundar seus conhecimentos no empreendimento, além de estudar a viabilidade de uma eventual participação societária da empresa no capital da térmica. Essa participação, limitada em até 49% do capital social do empreendimento, ainda deverá ser objeto de um futuro contrato negociado e celebrado pelos sócios da usina e a Eletrobrás. Seival é um projeto a base de carvão mineral, com 500 MW de capacidade instalada e será instalada em Candiota (RS). (Agência Canal Energia - 09.05.2006) 8 Aneel autoriza operação de unidades geradoras de térmica em PE A térmica JB recebeu autorização para colocar em operação comercial as unidades geradoras nº 4 e 5, de de 1,6 mil kW de potência cada; e a unidade nº 6, de 25 mil kW, a partir desta terça-feira, 9 de maio. A UTE, de propriedade da empresa JB Açúcar e Álcool, localiza-se no município de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. A autorização da Aneel foi publicada no Diário Oficial de hoje por meio do despacho 934. (Agência Canal Energia - 09.05.2006) 9 Setor carbonífero se mobiliza para criar centro de tecnologia A Associação Brasileira do Carvão Mineral se mobiliza para implantar no Brasil um centro de tecnologia de excelência para o carvão mineral. O diretor da ABCM, Fernando Zancan, explica que o objetivo é desenvolver e aprimorar tecnologias, além de capacitar recursos humanos para a produção de energia por meio do insumo. Zancan embarcará na próxima quarta-feira, 10 de maio, para a Índia, a fim de conhecer as soluções desenvolvidas naquele país. A intenção da entidade, afirmou, é a formação de parcerias. No retorno, segundo Zancan, está prevista uma parada na Itália, para conhecer o centro tecnológico que está em fase final de implantação - a previsão é que comece a operar em agosto - além da negociação de parcerias. A ABCM, disse, está debatendo constantemente com o Ministério de Ciência e Tecnologia a respeito do desenvolvimento de programas de pesquisa e desenvolvimento para a produção de energia através do carvão mineral. (Agência Canal Energia - 09.05.2006) 10 Eletronuclear prorroga prazo para contratação A Eletronuclear prorrogou o prazo para contratação de serviços e fornecimentos necessários à substituição dos geradores a vapor, e de apoio necessários à recomposição dos sistemas e retorno operacional da I unidade da central nuclear Almirante Alberto, no município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. O prazo vai até o dia 15 de maio. Segundo a direção da empresa, a abertura das propostas e a divulgação da vencedora vai acontecer até o final deste mês. A troca dos geradores, está marcada para o começo de abril de 2008 e a conclusão do trabalho, para julho do mesmo ano. (Elétrica - 09.05.2006)
Grandes Consumidores Demanda
interna retraída, aumento de exportações com menores margens, câmbio,
redução dos preços e elevação de custos das matérias primas (minério de
ferro e carvão) levaram a uma queda de 66% no resultado da Usiminas no
primeiro trimestre. O lucro líquido da siderúrgica mineira atingiu R$
345 milhões, bem abaixo do R$ 1 bilhão de igual período do ano passado,
apesar do aumento de 11% nas vendas de produtos finais, total de de 1,95
milhão de toneladas. A demanda doméstica de aços planos retraiu 15,5%
no primeiro trimestre (414 mil toneladas), para 2,25 milhões de toneladas.
Porém, a empresa quase dobrou as exportações, que atingiram 752 mil toneladas.
A Usiminas exportou mais placas e produtos de menor valor agregado e esse
volume correspondeu a 38% das vendas totais do sistema. A partir de julho,
a Usiminas prevê um cenário de reversão da demanda interna. Os pedidos
estão em alta nos setores automotivo, máquinas e equipamentos, eletroeletrônico,
utilidades domésticas e industrial. A rede de distribuição também já compra
mais, ao baixar estoques de quase quatro meses de consumo para 1,8 mês.
Prevê consumo interno de aço plano de 2,47 milhões neste trimestre e 2,6
milhões de toneladas no terceiro. (Valor Econômico - 10.05.2006) A Unipar
encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 32,75 milhões, valor
52% menor do que o de igual período do ano anterior. A receita bruta caiu
18% para R$ 739,5 milhões. A queda no lucro foi atribuída pela empresa
à dificuldade encontrada para a recuperação de margens ao longo da cadeia
petroquímica, em função de um mercado doméstico pouco aquecido e também
à valorização do real. As vendas físicas consolidadas atingiram 351 mil
toneladas, cerca de 2% inferiores a 2005. (Gazeta Mercantil - 10.05.2006)
Está confirmada
a implantação da Siderúrgica EBX em Corumbá, Pantanal de Mato Grosso do
Sul, no oeste do Estado. O conglomerado ocupará 60 hectares de área no
distrito de Antônio Maria Coelho, a 40 quilômetros do centro da cidade,
para construção do parque industrial e mais 33.800 hectares fora da bacia
pantaneira para a produção de carvão vegetal, feito de eucalipto cuja
produção é de 1,18 milhão de metros cúbicos de madeira por safra. A construção
da indústria poderá ser iniciada no próximo mês, logo depois da aprovação
do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental . Serão
investidos US$ 75 milhões durante os 16 meses de obras. Gerando 2.600
empregos na fase de construção e 230 na operação, quando iniciará a produção
de 375 mil toneladas/ano de ferro gusa. (A Notícia - 10.05.2006) 4 Cerâmica executará projeto de co-geração a partir de GN A Eliane
S/A Revestimentos Cerâmicos aguarda posicionamento de preço da SCGás para
executar projeto de co-geração de eletricidade a partir do gás natural
orçado em R$ 5 milhões e com prazo de retorno previsto para 20 anos. O
superintendente industrial da empresa, Otmar Müller, afirma que a Eliane
vai gerar 11 MW de energia elétrica, 2 MW a mais do que consome. O excedente
será colocado à venda no mercado. Segundo ele, qualquer aumento no gás
natural força a empresa a substituí-lo pelo carvão, mineral abundante
na região sul do estado. Hoje o gás natural representa 19% do custo de
produção da cerâmica. O presidente Sindiceram, Luiz Alexandre Zugno, afirma
que não aconteceriam paradas significativas na produção, na hipótese das
empresas trocarem de combustível em suas matrizes energéticas. Isso porque,
segundo ele, elas substituiriam o gás natural pelo GLP, 71% mais caro.
(Gazeta Mercantil - 10.05.2006) 5 Cai preço do minério de ferro Os preços
à vista do minério de ferro importado da Índia pela China recuaram de
US$ 70 a tonelada no início de abril para os atuais US$ 65, incluindo
custos e fretes, em linha com uma queda nos preços domésticos do minério
de ferro devido ao aumento da produção chinesa. Operadores e representantes
do setor esperavam que os valores à vista permanecessem em alta, enquanto
as siderúrgicas chinesas e as mineradoras se decidem sobre os preços do
minério para o ano fiscal que começou em 1 de abril. "Mais e mais siderúrgicas
acreditam que os preços vão cair este ano", disse um representante de
uma companhia chinesa. (Gazeta Mercantil - 10.05.2006)
Economia Brasileira 1 Cortes no orçamento serão definidos na próxima semana O presidente Lula reuniu ontem a Junta Orçamentária, com as presenças dos ministros da Casa Civil, do Planejamento e da Fazenda, para analisar a programação orçamentária de 2006, e, segundo informou o porta-voz André Singer, Lula considerou a proposta satisfatória, mas pediu reavaliações pontuais que serão apresentadas ao presidente até a próxima segunda feira. Ficaram preservados de cortes os recursos para a área social e os investimentos em infra-estrutura, informou. O ministro Guido Mantega, informou que ainda não está definido o contingenciamento de verbas, mas que o anúncio do decreto de execução orçamentária será feito na segunda-feira pelo ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. "Todas as prioridades do governo estão mantidas. Cortaremos naquilo que pode ser cortado. Por exemplo, os ministérios da Fazenda e do Planejamento e a Casa Civil terão cortes". (Valor Econômico - 10.05.2006) 2 Mantega nega atrito com Meirelles e insiste em juro menor O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rechaçou qualquer desentendimento com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ao ser questionado por jornalistas sobre o suposto atrito, o ministro tentou mostrar que não há qualquer problema. O ministro elogiou o trabalho do BC, mas deixou claro que acredita na continuidade da trajetória de queda do juro. Mantega não só negou o desentendimento, como também aproveitou para elogiar o BC. "Eu só faço declarações elogiosas ao BC. Eles têm sensibilidade para analisar a situação da inflação", disse. Apesar disso, Mantega deixou claro que aposta na continuidade da trajetória de queda da taxa Selic. "E, a partir dessa sensibilidade, é óbvio que você vai ter a continuação das reduções da taxa", disse. "A inflação está sob controle, as taxas de atacado estão até negativas. Nunca a situação esteve tão favorável". (Gazeta Mercantil - 10.05.2006) 3
IPCA apresenta inflação de 0,21% 4 IGP-DI registra inflação de 0,02% O IGP-DI
registrou ligeira inflação de 0,02% em abril, segundo dados divulgados
hoje pela FGV. Em março, o indicador havia apresentado queda média de
0,45% nos preços. O resultado do mês passado contraria o previsto pelos
analistas que projetavam deflação de 0,30%. Os preços no atacado, tiveram
deflação de 0,15% em abril e continuaram pressionando os preços para baixo.
Mesmo assim, o indicador registrou avanço em relação a março, quando o
IPA teve deflação de 0,82%. No varejo, a FGV apurou alta média de 0,34%
nos preços, contra inflação de 0,22% no mês anterior. O INCC (Índice Nacional
de Custo da Construção) avançou de 0,20% para 0,36% entre março e abril.
Com o resultado de abril, o IGP-DI acumula alta de 0,23% no ano. (Folha
de São Paulo - 10.05.2006) 5 IPC da Fipe abre maio com alta de 0,08% Os preços
no município de São Paulo abriram o mês de maio com ligeira inflação de
0,08%. O dado se refere à pesquisa de preços feita na primeira quadrissemana
deste mês. No período, a maior alta foi a verificada na categoria Saúde,
com avanço de 1,31%, enquanto a maior queda foi a registrada no item Alimentação,
com deflação de 0,33%. As demais categorias registraram as seguintes variações:
Habitação (-0,06%); Transportes (-0,13%); Despesas Pessoais (0,29%); Vestuário
(1,12%); e Educação (0,11%). O dado divulgado hoje supera o registrado
na primeira quadrissemana do mês passado, quando a inflação registrada
foi de 0,03%. No mês de abril, a inflação foi de 0,01%. (Folha de São
Paulo - 10.05.2006) O dólar comercial abriu as operações com queda perante o fechamento de ontem, cotado a R$ 2,0570. Às 9h15, a moeda declinava 0,24%, saindo a R$ 2,0540 na compra e a R$ 2,0560 na venda. Ontem, o dólar comercial encerrou com baixa de 0,48%, cotado a R$ 2,0590 para a compra e R$ 2,0610 para a venda. (Valor Online - 10.05.2006)
Internacional 1 UE destina 4 bi para integração com América Latina O Banco
Europeu de Investimentos (BEI) prepara linha especial de financiamento
a projetos de infra-estrutura que estimulem a integração na América Latina.
O plano da União Européia, seu controlador, prevê montante de 4 bilhões
de euros no período 2007/2013 para a região, incluindo financiamentos
tradicionais ao setor privado. As autoridades européias vão mencionar
o novo mandato do BEI a líderes latino-americanos no Encontro de Cúpula
UE-América Latina, que começa amanhã em Viena. Mas o anúncio oficial será
retardado. É que o orçamento europeu para os próximos seis anos não está
aprovado pelo Parlamento Europeu. Com a introdução da linha "Facilidade
América Latina", a UE quer incitar instituições financeiras européias
e latino-americanas a apoiar a integração territorial com interconexão
de redes de infra-estruturas nas áreas de energia, água, transportes,
telecomunicações e pesquisa. A expectativa é de que quase 50% do dinheiro
do BEI continue tomando o rumo do Brasil. (Valor Econômico - 10.05.2006)
2 China e Japão voltam a debater direito de reserva China e
Japão decidiram dar início a novas conversações, na próxima semana em
Tóquio, a respeito de sua disputa sobre os recursos naturais do Mar da
China, uma zona rica em gás que ambos os países disputam entre si. A decisão
foi adotada depois de reuniões realizadas esta semana entre o vice-chanceler
nipônico, Shotaro Yachi, e seu colega chinês Dai Bingguo, segundo um representante
da embaixada. A zona em disputa teria promissoras jazidas de gás natural,
cujas reservas foram avaliadas em 200 bilhões de metros cúbicos em 1999.
Esta zona é normalmente fonte de atritos entre os dois gigantes asiáticos,
ambos com enormes necessidades de energia. A quinta rodada de negociações
sobre este tema se realizará em Tóquio. A anterior ocorreu em março na
capital chinesa e foi encerrada sem um acordo significativo. (Valor Econômico
- 10.05.2006)
Equipe
de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás Visite
o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas
do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras |
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