l IFE:
nº 1.744
- 02
de fevereiro
de 2006 Índice Especial
Regulação
e Novo Modelo Empresas Leilões Oferta
e Demanda de Energia Elétrica Gás
e Termelétricas Grandes
Consumidores Economia
Brasileira Internacional Biblioteca
Virtual do SEE
Especial 1 Cursos para o setor elétrico O Instituto
de Economia da UFRJ inicia em março/abril, três cursos direcionados a
área financeira do setor de energia. Serão oferecidos os cursos de: Análise
Financeira de Projetos, Fundamentos de Finanças e Economia Industrial.
Os cursos tem carga horária de 60 horas e duração de 6 semanas, utilizando
metodologia de educação à distância. Esta metodologia permite a participação
nos cursos a partir de qualquer cidade do Brasil, bastando ter acesso
à internet. Existem duas aulas presenciais aos sábados que são transmitidas
em tempo real pela Internet. Os cursos serão ministrados por professores
doutores do IE - UFRJ. Maiores informações no site: http://www.nuca.ie.ufrj.br/cursosead,
no e-mail: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br ou pelo telefone (21) 3873-5249.
(NUCA-IE-UFRJ - 02.02.2006)
Regulação e Novo Modelo 1 Gesel do Instituto de Economia da UFRJ publica estudo O Gesel
(Grupo de Estudos do Setor Elétrico) do Instituto de Economia da UFRJ
publica o estudo "A dinâmica da oferta e demanda de energia elétrica no
Brasil em 2005-2006". O texto, de autoria de Nivalde de Castro e Pedro
Paulo Ballarin Bruni, conclui que uma maior demanda por energia elétrica
em 2006 terá efeito positivo nos resultados dos próximos leilões de energia
nova. "O primeiro leilão deve ser considerado como atípico, pois existiam
vários fatores de incerteza e desconhecimento que geraram desconforto
no setor. Isso resultou a baixa participação da iniciativa privada", observou
Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico. Para ler o
texto na íntegra, clique aqui.
(NUCA-IE-UFRJ - 02.02.2006) 2 MME e Reino Unido assinam acordo de cooperação energética O ministro
de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o Vice-ministro do Comércio e da
Indústria do Reino Unido, Ian Pearson, assinaram na última quarta-feira,
1° de fevereiro, memorando para formalização de acordo de cooperação energética
entre os dois países. O objetivo é trocar informações, identificar áreas
de interesse para cooperação e desenvolver fontes diversificadas e sustentáveis
de energia. Demominado de Mecanismo de Consulta, o memorando prevê também
o intercâmbio de tecnologias de eficiência energética e de energia renovável,
como biodiesel e biomassa, pesquisa de combustíveis alternativos e modernização
de sistemas energéticos, entre outros pontos. As reuniões, segundo o MME,
terão periodicidade definida em função dos interesses e necessidades dos
países. Ainda segundo o ministério, o tratado de cooperação energética
não implicará em novas obrigações legais por parte do Brasil e do Reino
Unido. (Agência Canal Energia - 01.02.2006) 3 Aneel revisará normas sobre cooperativa de energia rural O diretor-geral
da Aneel, Jerson Kelman, anunciou que a agência vai revisar a Resolução
Normativa 205/05 para tornar facultativa a transformação das CERs em SPEs,
que têm natureza jurídica de empresa. Os representantes das cooperativas
não aceitam a regra atual, que obriga as CERs que distribuem energia a
não-cooperados a se transformarem em empresas. Kelman admitiu que a transformação
das CERs em SPEs não foi debatida na audiência pública que antecedeu a
sua elaboração. Ele revelou que, ao elaborar a resolução, a Aneel ignorou
os impactos tributários da mudança, já que as cooperativas pagam menos
impostos que as empresas. "Acho que demos um passo à frente, um pouco
exagerado. Foi um deslize", reconheceu. (Elétrica - 01.02.2006) 4
Aneel: audiência pública sobre redes particulares no dia 8 de fevereiro
5 Corumbá IV começa a produzir energia Depois de
quatro anos e quatro meses do início da construção, a usina hidrelétrica
de Corumbá IV começa a produzir energia. A transmissão para a subestação
da CEB em Santa Maria, em um trecho de aproximadamente 40 quilômetros,
será ligada no sábado (04). Desde a última sexta-feira (27) as turbinas
estão ligadas para testes, mas a inauguração oficial da obra está programada
para sábado. Em pleno funcionamento, a usina será capaz de gerar 127 MW
de energia. Apesar do espelho d"água ainda não ter atingido o nível máximo,
ele já está com capacidade suficiente para iniciar o funcionamento das
turbinas. A usina de Corumbá IV está com 100% das obras concluídas. Ao
todo, o empreendimento custou R$ 600 aos cofres públicos - R$ 270 milhões
partiu do BNDES e R$ 330 milhões dos próprios dos acionistas. A energia
produzida em Corumbá IV ainda não será repassada para a população da capital
na fase inicial. A transmissão para a comunidade está prevista para ocorrer
até o final de fevereiro, quando o DF atingirá 35% de autonomia energética.
(Jornal do Commercio - 02.02.2006) Os primeiros estudos sobre a qualidade da água de Corumbá foram conduzidos pela Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), em julho de 2002. Desde então os testes são realizados com freqüência mensal. Os resultados indicam que a água do reservatório pode ser usada para laser e até para o consumo. (Jornal do Commercio - 02.02.2006) A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem o texto do Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e o Líbano celebrado em Beirute (capital libanesa) em 4 de dezembro de 2003. O acordo abrange as áreas de agricultura, comércio e investimentos, cooperação para o desenvolvimento, educação, energia, fortalecimento institucional, indústria, e outras. (Elétrica - 01.02.2006)
Empresas 1 Eletrobrás pode ter participação em hidrelétrica de Lajeado A Eletrobrás
vai reestruturar sua participação acionária na Investco. Com isso, a estatal
poderá ter participação no capital da Usina Hidrelétrica de Lajeado, no
Tocantins, controlada pelas empresas que formam o consórcio. A operação
envolverá a troca de créditos de R$ 1,06 bilhão, que a Eletrobrás possui
na Investco, por ações preferenciais e títulos com remuneração garantida
emitidos pelas empresas do consórcio. Segundo a Eletrobrás, a reestruturação
terá como característica a troca de ações preferenciais do capital social
da Investco por ações preferenciais emitidas pelas empresas controladoras
da Investco. A operação está condicionada à aprovação dos acionistas da
Investco. (Jornal do Commercio - 02.02.2006) 2 Receita operacional consolidada da CFLCL foi de R$1.974 mi A receita operacional bruta consolidada da Cataguazes-Leopoldina atingiu R$1.974 milhões em 2005, o que representa um aumento de 21,9% em relação à de 2004. O destaque foi o crescimento de 141,3% nas receitas provenientes do uso do sistema de transmissão e distribuição (TUSD) por consumidores livres e outras empresas, que atingiram R$82,5 milhões, contra R$34,2 milhões no exercício anterior. Considerando a demanda dos consumidores livres, o consumo de energia elétrica em 2005 nas áreas de concessão das empresas do Sistema Cataguazes-Leopoldina totaliza 6.577 GWh, o que representa um aumento de 6,5%, vis-à-vis a demanda registrada em 2004. (CFLCL - 31.01.2006) 3 CFLCL: alongamento do perfil das dívidas Dando continuidade
ao programa de adequação da estrutura de capital, redução de custos e
alongamento de dívidas implementado pelo Sistema Cataguazes-Leopoldina,
a holding CFLCL concluiu, em meados de novembro, o lançamento de um Short
Term Note Programme no montante de U$$150 milhões, com a primeira tranche
de U$$31 milhões captada de imediato. A operação em dólar, com cupom de
7,5% ao ano, será amortizada ao final de 18 meses, em uma única parcela,
e foi integralmente protegida do risco cambial. Essa operação representa
a primeira inserção da CFLCL no mercado internacional. Adicionalmente,
foi contratado e liberado no final de dezembro novo empréstimo sindicalizado,
no valor de R$85 milhões, com coordenação do Itaú BBA e participação dos
bancos Santander e Credit Suisse First Boston. A operação tem prazo total
de 31 meses (carência de 12 meses) e custo equivalente a CDI mais 3,0%
ao ano. Os recursos foram utilizados na redução de dívidas de curto prazo.
(CFLCL - 31.01.2006) 4
CFLCL e CAT-LEO CISE obtêm nove certificações ISO 9001:2000 5 Cataguazes-Leopoldina paga amortizações de Fidc O Sistema
Cataguazes-Leopoldina paga a partir desta quarta-feira, 1º de fevereiro,
amortizações de cotas do Fidc Sistema Cataguazes-Leopoldina, administrado
pela Intrag DTVM. O valor total a ser amortizado por cota senior é de
R$ 12.269,9854902. Já o valor do principal por cota senior é de R$ 7.605,3752617
e o valor da correção, de R$ 4.664,6102285. A administradora pagará amortização
aos investidores que detenham cotas do fundo em 31 de janeiro deste ano.
(Agência Canal Energia - 01.02.2006) 6 Furnas paga amortizações de Fidc Furnas paga
a partir desta quarta-feira, 1º de fevereiro, amortizações de cotas do
Fidc Furnas I. O banco Santander Brasil é o administrador do fundo. O
pagamento será feito nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, aos investidores
que detenham cotas do fundo em 31 de janeiro deste ano. No total, serão
pagos R$ 458,6094224766, sendo R$ 94,40715326 de juros e R$ 364,2022692
de amortização. (Agência Canal Energia - 01.02.2006) 7 Duke Energy registra lucro de US$ 606 mi A Duke Energy
divulgou aumento de 69% no lucro do quarto trimestre, impulsionado em
parte pelo clima favorável que elevou as vendas de energia residencial.
Os ganhos da companhia no trimestre avançaram para US$ 606 milhões, ante
US$ 358 milhões no ano anterior. A Duke afirmou que seus resultados financeiros
melhoraram em 2005 e espera "performance igualmente forte" em 2006. A
Duke fixou sua meta de lucro para 2006, com a qual pagará bônus para os
funcionários, em US$ 1,90 por ação. A projeção exclui itens extraordinários
e assume que a compra da Cinergy estará completada em 1º de abril, disse
o principal executivo da empresa, Paul M. Anderson. (Valor Econômico e
Gazeta Mercantil- 02.02.2006) 8 Celpe registra redução nas perdas de energia A Celpe registrou uma redução de 1,29 ponto porcentual nas perdas de energia, finalizando o ano na faixa 18,06%. "Nesse ponto fizemos um trabalho forte de inspeção de clientes, com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos, e de regularização de consumidores clandestinos", explicou o presidente da companhia, Roberto Alcoforado. (Eletrosul - 01.02.2006) 9 Chesf registra consumo recorde A Chesf registrou na sexta-feira (27/01) o segundo recorde de demanda do ano. Foi medida uma carga de 7.508 MW médios, superando o recorde anterior alcançado no dia 4 de janeiro, de 7.472 MW médios. No horário de pico, a demanda chegou a 8.350 MW médios. Segundo a assessora da superintendência de Operações, Ana Regina Cavalcanti, o recorde é creditado, principalmente, às altas temperaturas no Nordeste. O calor impulsiona o uso intenso de ar condicionado tanto nas residências quanto no comércio. "Em segundo lugar vem a irrigação, já que está chovendo pouco em regiões como o Oeste da Bahia", observa Ana Regina. A atividade industrial também teria influenciado a alta. A previsão é a de que o mercado cresça 5,1% este ano. (Eletrosul - 01.02.2006) 10 CEB abre licitação para obras no sistema de iluminação A CEB lançou
o edital da licitação para a escolha da empresa que tocará as obras nos
sistemas de iluminação pública das cidades-satélites de Brazlândia e Ceilândia.
As luminárias de vapor de mercúrio serão trocas por outras de vapor de
sódio. A distribuidora espera um aumento de 40% na eficiência da iluminação
e uma redução de 38% no consumo. Serão investidos R$ 2,599 milhões para
a substituição em 7.867 pontos de iluminação. Os recursos aplicados pela
CEB são de financiamento do programa Reluz. As propostas para a contratação
da empresa serão recebidas pela Comissão Permanente de Licitação da CEB
até o dia 2 de março de 2006. (Agência Canal Energia - 02.02.2006)
Leilões 1 Leilão de curto prazo movimenta R$ 1,6 mi O pregão
de energia de curto prazo para janeiro, promovido pela Associação Brasileira
dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica e Bolsa de Mercadorias
& Futuros na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, negociou 71 MW em 142
contratos, cujo volume de energia movimentou R$ 1,627 milhão. O submercado
Sudeste/Centro-Oeste teve 124 contratos fechados (62 MW), correspondente
a um total de R$ 1,475 milhão em negócios. O submercado Nordeste teve
18 lotes negociados, equivalentes a 9 MW, que somaram R$ 152,334 mil.
Não houve negociações para os submercados Sul e Norte. (Agência Canal
Energia - 01.02.2006)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 Volume registrado no Sudeste/Centro-Oeste foi de 71,1% No submercado
Sudeste/Centro-Oeste, os reservatórios apresentam capacidade em 71,1%,
com elevação de 0,12% em relação à segunda-feira. O volume está 39,1%
acima da curva de aversão ao risco. As hidrelétricas de Corumbá I e Jurumirim
funcionam com 85,5% e 78,6% de capacidade, respectivamente. (Agência Canal
Energia - 01.02.2006) 2 Submercado Sul tem 71,1% nos reservatórios Com uma queda de 0,3% em comparação ao dia anterior, o volume acumulado nos reservatórios da região Sul foi 71,1%. O nível de armazenamento em Barra Grande está em 40,2%. (Agência Canal Energia - 01.02.2006) 3 Reservas da região NE estão com 77,4% O volume
registrado no submercado Nordeste foi de 77,4%, o que representa uma queda
de 0,1% quando comparado à medição anterior. O nível está 43,4% acima
da curva de aversão ao risco. Na usina de Sobradinho, a capacidade armazenada
é de 83,5%. (Agência Canal Energia - 01.02.2006) 4 Volume acumulado no Norte está em 73,7% As reservas
da região Norte estão com 73,7% de sua capacidade, com alta de 0,1% em
comparação ao dia anterior. Tucuruí opera com 78,3% de volume em seus
reservatórios. (Agência Canal Energia - 01.02.2006)
Gás e Termoelétricas 1 Governo boliviano anuncia acordo com Petrobras A Bolívia anunciou seu primeiro acordo com a Petrobras, que aceitou compartilhar 50% de seu negócio de gás natural boliviano, informou ontem o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz. A Petrobras trabalhará em parceria com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFB), em toda a rede produtiva dos hidrocarbonetos, segundo o ministro boliviano. Soliz, que se encontrou na terça-feira com o diretor da Petrobras José Fernando de Freitas, anunciou ter encontrado, por parte da estatal brasileira, "disposição para voltarmos a ser sócios na rede produtiva de exploração, produção, comercialização e transporte". "Deste diálogo, vamos poder garantir que vão surgir no futuro melhores condições e melhores oportunidades para a Bolívia e a YPFB, e também para a Petrobras", disse Freitas. (Jornal do Commercio - 02.02.2006) 2 Preços do gás boliviano aumentará esta semana O novo governo
da Bolívia espera elevar esta semana o preço do gás natural para o Brasil
e a Argentina, dois de seus clientes-chave. O governo também espera renegociar
nos próximos seis meses seus contratos com multinacionais que controlam
a produção de gás, disse Jorge Alvarado, presidente da estatal Yacimientos
Petroleros Fiscales de Bolívia (YPFB). Alvarado é o responsável pela fixação
dos novos preços do gás com Brasil e Argentina, que atualmente pagam entre
US$ 3,18 e US$ 3,25 por mil pés cúbicos do produto boliviano. "Estamos
trabalhando na questão dos preços", disse Alvarado. "Até o fim da semana
teremos o valor definido, pelo menos no que diz respeito aos contratos
com Argentina e Brasil", acrescentou ele. (Jornal do Commercio - 02.02.2006)
3 MME publica manual para construção de gasodutos O MME publicou
nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, portaria que estabelece as diretrizes
para a construção de gasodutos. O manual atende estados onde, até o final
de 2002, não existia o fornecimento de gás natural canalizado. Segundo
a portaria, a partir de agora, as empresas interessadas em investir no
setor e ter acesso aos recursos da Conta de Desenvolvimento Energético,
que somam R$ 2,31 bilhões, deverão cumprir as determinações do manual.
Entre os estados que se apresentam como potenciais beneficiários estão
Acre, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins,
além do Distrito Federal. Pelo documento, os investidores precisarão fechar
contratos prévios de fornecimento e distribuição de todo o gás natural
a ser transportado, e assim garantir que esse volume seja compatível com
a capacidade de transporte do duto. Ainda de acordo com a portaria, os
gasodutos a serem construídos deverão ser de interesse coletivo, evitando
que a construção de dutos atenda apenas a empresa responsável pelo projeto.
Todos os projetos serão analisados por uma banca examinadora, coordenada
pelo MME com a participação da ANP e da Empresa de Pesquisa Energética.
(Agência Canal Energia - 01.02.2006) 4 Lei do gás é discutida por Tourinho e Sauer Apesar de
nem ter sido votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,
o projeto de lei do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA) que cria leis específicas
para o setor de gás natural causou constrangimento entre Tourinho e o
diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer. Tourinho queixou-se
das críticas que Sauer fez ao projeto. Sauer expôs seus argumentos e evitou
acirrar a discussão. O diretor chegou a propor a Tourinho uma reunião
na próxima terça-feira para tratar do tema. (O Estado de São Paulo - 02.02.2006)
5 Operação da termelétrica de Contagem é liberada pela Aneel A Aneel liberou a operação das três unidades geradoras da termelétrica Contagem, em Minas Gerais. A usina está disponível ao sistema desde a zero hora desta quarta-feira, 1° de fevereiro. A térmica tem potência de 19.299 kW - três turbinas de 6.433 kW cada - e pertence a empresa Magnesita SA. O despacho foi publicado no Diário Oficial de hoje. (Agência Canal Energia - 01.02.2006)
Grandes Consumidores 1 Lucro da Copesul alcança R$ 615 mi Apesar dos
preços elevados das matérias-primas, da oscilação do mercado brasileiro
e da parada de manutenção de 32 dias da planta 2 no último trimestre,
a Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) alcançou o objetivo traçado
para 2005, que era de repetir o desempenho de 2004, até então o melhor
da história da empresa. O lucro líquido ajustado antes das destinações
da central de matérias-primas do pólo petroquímico de Triunfo (RS) ano
passado chegou a R$ 615,5 milhões, um resultado 3,7% superior ao do exercício
anterior. Já a receita líquida atingiu R$ 5,616 bilhões, um avanço de
3,2%. Piovesan , diretor de Relações com Investidores, observou que em
2005 predominou um período de sobrecapacidade instalada em polietileno
no Brasil e na Argentina, o que levou as produtoras de petroquímicos básicos
a buscar em outros mercados os negócios que permitiram manter as unidades
operando em plena capacidade. "O grosso da nossa venda de eteno é para
produzir polietileno", disse Piovesan, acrescentando que em 2005 o consumo
aparente de polietileno no País foi de 1,677 milhão de toneladas, ante
1,707 milhão de toneladas de 2004. A compensação para o cenário interno
veio do mercado internacional, com um crescimento na ordem de 4%, puxado
principalmente pelos EUA, China e Índia. (Gazeta Mercantil - 02.02.2006)
2 Copesul investirá R$ 179 mi em 2006 Para este
ano, a Copesul planeja um investimento equivalente a R$ 179 milhões. O
definido como mais importante é o da nova unidade de butadieno, que deverá
custar US$ 70 milhões, sendo que US$ 23 milhões deverão ser aplicados
este ano. Para confirmar o projeto, a Copesul ainda aguarda uma posição
da Petroflex, que deve construir uma nova unidade de borracha sintética
SBR, garantindo colocação ao butadieno. A Copesul produz hoje 160 mil
toneladas ano do produto e, com o investimento, agregaria 100 mil toneladas.
(Gazeta Mercantil - 02.02.2006) 3 Copesul pretende ampliar capacidade de produção A Copesul,
produtora de petroquímicos básicos no pólo de Triunfo (RS), pretende ampliar
a capacidade de produção firme de eteno das atuais 1,135 milhão para 1,2
milhão de toneladas em 2008 e para 1,4 milhão em 2011 apenas com "investimentos
marginais" em duas paradas para manutenção e atualização das plantas 1
e 2 no período. Ao mesmo tempo, a empresa já está concluindo estudo de
engenharia básica para uma nova unidade de butadieno e, neste ano, iniciará
estudos para a produção de isopreno, matérias-primas para fabricação de
borrachas, disse ontem o diretor Bruno Piovesan. A construção da nova
planta de butadieno, que ampliará de 160 mil para 260 mil toneladas a
capacidade instalada nesta linha, também depende do aumento da demanda
pela Petroflex, que já absorve quase dois terços da produção; o restante
é exportado para a Petrobras Energía, na Argentina). O investimento, neste
caso, alcança US$ 60 milhões, sendo que US$ 23 milhões já estão alocados
no orçamento total de US$ 76 milhões para 2006. O projeto da unidade de
isopreno também será desenvolvido em 2006. O custo da construção da planta
- de 26 mil toneladas por ano - é estimado em outros US$ 60 milhões. (Valor
Econômico - 02.02.2006) 4 Gerdau amplia capacidade de reciclagem A Gerdau
Açonorte colocou em operação um equipamento para reciclagem de sucata
com capacidade para processar 25 mil toneladas mensais. A siderúrgica
investiu R$ 34,5 milhões no equipamento, adquirido da subsidiária da finlandesa
Metso Minerals, de Sorocaba (SP), que ampliou em 70% a capacidade de reciclagem
da unidade. A nova máquina conclui o plano de investimento de R$ 115 milhões
(2001 a 2005) na Açonorte e que contemplou o aumento da produção total
de 240 mil para 280 mil toneladas anuais, passando de 210 mil para 250
mil a produção de laminados. (Gazeta Mercantil - 02.02.2006)
Economia Brasileira 1 Empresários questionam acordo de salvaguarda Foram emblemáticas as diferentes reações de brasileiros e argentinos ao acordo para a criação do Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC). Enquanto representantes do governo de Néstor Kirchner e empresários do país vizinho comemoravam, em Brasília o Itamaraty limitou-se a soltar apenas uma notasobre o telefonema que o presidente Lula recebeu de Kirchner "congratulando-se" pelo acordo. "O texto (do acordo) permite uma série de interpretações duvidosas", disse o diretor de comércio exterior do Ciesp, Humberto Barbato. Parágrafo por parágrafo, ele aponta as "maldades" contra os brasileiros: "a questão da similaridade é uma coisa terrível. Ele também considerou como "perigosos" os mecanismos de confidencialidade , a possibilidade do estabelecimento de outras medidas de defesa comercial. Já o diretor de comércio exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, considerou o acordo assinado ontem uma contradição ao espírito de livre comércio. "Foi quebrado o compromisso de estabelecer uma União Aduaneira, objetivo que está cada vez mais longe de se tornar uma realidade. Estabelecemos um regime de comércio administrado dentro do próprio Mercosul, o que irá prejudicar o Brasil também em outras negociações internacionais." Em nota divulgada, a Fiesp disse considerar o MAC uma regressão para o Mercosul, mas ainda está avaliando as medidas que podem ser tomadas e por enquanto apenas lamenta a decisão. (Gazeta Mercantil - 02.02.2006) 2 Inflação em SP medida pelo IPC-S fica em 0,51% A inflação na cidade de São Paulo desacelerou, no âmbito do IPC-S. Os preços na cidade subiram 0,51% no IPC-S de até 31 de janeiro, ante alta de 0,55% no indicador anterior, de até 22 de janeiro. A informação foi divulgada pela FGV, que anunciou os resultados regionais de inflação das sete capitais pesquisadas para cálculo do IPC-S. Segundo a FGV, na passagem do IPC-S de até 22 de janeiro para o indicador de até 31 de janeiro, foram registradas desacelerações de preços em quatro capitais. Além de São Paulo, é o caso de Belo Horizonte (de 1,46% para 1,38%); Porto Alegre (de 0,42% para 0,38%); e Rio de Janeiro (de 1,11% para 0,83%). Outras duas capitais apresentaram aceleração de preços, no período, como Brasília (de 1,12% para 1,27%); e Recife (de -0,06% para 0,12%), enquanto Salvador registrou a mesma elevação de preços da apuração na semana anterior (0,54%), na última semana de janeiro. (O Estado de São Paulo - 02.02.2006) 3
Dólar ontem e hoje
Internacional 1 Rússia planeja ter 40 novos reatores nucleares até 2030 Serguei
Kiriyenko, chefe da Agência Federal de Energia Atômica, disse ontem que
a Rússia precisa construir cerca de 40 novos reatores nucleares até 2030.
Kiriyenko afirmou que a construção dos novos reatores será necessária
para elevar a participação da energia nuclear a 25% do total consumido
no país. Hoje a energia nuclear chega a quase 17% da eletricidade produzida
na Rússia. Existem, atualmente, na Rússia 31 reatores nucleares, e os
russos planejam lançar mais três reatores comerciais nos próximos anos,
além de reformar alguns já existentes. (Folha de São Paulo - 02.02.2006)
2 Governo do Irã responde a Bush Um dia depois
de o presidente americano, George Bush, ter afirmado que vai "unir o mundo"
para enfrentar a ambição nuclear iraniana, o governo de Teerã respondeu
à altura. Declarou que o Ocidente cometerá um "erro histórico" se levar
o país ao Conselho de Segurança da ONU, o que está previsto para acontecer
hoje, na reunião emergencial do Conselho de Governadores da Agência Internacional
de Energia Atômica (AIEA). Em seu discurso anual do Estado da União, Bush
declarou que "as nações do mundo não devem permitir que o regime iraniano
consiga armas nucleares", ressaltando que os EUA seguirão com o objetivo
de unir a comunidade internacional contra tais ameaças. O presidente do
Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rechaçou a pressão internacional e afirmou que
o país buscará realizar seus objetivos no campo nuclear. (Jornal do Brasil
- 02.02.2006 e O Globo - 02.02.2006)
Biblioteca Virtual do SEE 1 Castro, Nivalde J. de; Bruni, Pedro Paulo Ballarin. "A Dinâmica da Oferta e Demanda de Energia Elétrica no Brasil em 2005-2006". Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ. Rio de Janeiro, fevereiro de 2006. Para ler
o texto na íntegra, clique aqui.
Equipe
de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás Visite
o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas
do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras |
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