l

IFE: nº 1.730 - 12 de janeiro de 2006
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Abrace defende manutenção de flexibilidades para mercado livre
2 Curtas

Empresas
1 Elétricas recolherão mais de R$ 640 mi para RGR em 2006
2 Mexilhão dourado traz prejuízos para empresas de geração
3 Seis grupos disputam a compra da Light
4 Disputa pela Light: GP Investimentos tem apoio do Bank of America
5 Disputa pela Light: ex-dirigentes da AES
6 Disputa pela Light: Andrade Gutierrez faz parcerias
7 Disputa pela Light: presidente da Firjan lidera consórcio
8 Disputa pela Light: Brascan tem interesse específico

9 Disputa pela Light: Banco Pátria negocia associações

10 Light: AGE sobre bônus de subscrição pode garantir direitos dos debenturistas

11 Light: assembléia aprova reestruturação societária nesta sexta

12 Fundo estuda investimento na Cteep

13
Cemar investe mais de R$ 1,2 mi na ampliação de subestações
14 Celesc firma contrato de R$ 3 mi em Joinville

15 Cemar: R$ 1,2 mi na ampliação de seis subestações

16
Itapebi distribuirá R$ 2,5 mi em juros sobre capital próprio
17
Enerbrasil terá empréstimo da CFI para eólica no RN
18
Cotações da Eletrobrás
19 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Alagoas tem 70% do fornecimento de energia cortado
2 Falhas na operação causam desligamentos em SC e RS
3 Santa Catarina registra recorde de demanda máxima

4 RS: novo recorde de demanda instantânea

5 Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estão com 71,6%

6 Nível dos reservatórios está em 77,2% no Sul

7 Nível dos reservatórios está 72,6% no NE

8 Reservatórios operam com 58,3% do nível no Norte

Gás e Termelétricas
1 Petrobras investe US$ 18 bi no óleo e gás de Santos
2 Petrobras: investimento em Santos descentraliza ações
3 Petrobras terá unidade de negócios em Santos
4 Sauer: meta de produção é de 100 milhões de m³ por dia até 2010
5 Gabrielli descarta hipótese de exportação de gás
6 Petrobras e Repsol devem formar parceria na Bacia de Santos
7 Gasmig vai fornecer gás natural para a Belgo-Mineira
8 Governo de MG anuncia construção de dois novos gasodutos
9 Preços do gás natural vão subir em Minas
10 Petrobras vende termelétricas merchants

Grandes Consumidores
1 Sistema Usiminas planeja ciclo de investimentos no mercado local
2 Presidente do Sistema Usiminas divulga planos de internacionalização
3 Aracruz investirá US$ 200 mi em três fábricas
4 Vale informa os resultados da oferta para recompra de seus títulos de dívida

Economia Brasileira
1 IPCA fecha 2005 com inflação de 5,69%
2 IBGE: IPCA desacelera para 0,36% em dezembro

3 INPC marca 0,40% em dezembro e termina o ano com alta de 5,05%
4 Juro menor e prazo mais longo elevam vendas com financiamento
5 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Petrobras e Repsol formam consórcio com Enarsa para exploração de petróleo na Argentina
2 Uruguai prepara licitação para exploração de jazida de gás
3 Seis países prometem formar fundo para projetos de energia limpa
4 Tony Blair quer levar Irã ao Conselho de Segurança da ONU

Biblioteca Virtual do SEE
1 EPE. "Estatística Mensal do Mercado Realizado Dezembro - Mês Base: Outubro de 2005". Brasília: MME, dezembro/2005

Regulação e Novo Modelo

1 Abrace defende manutenção de flexibilidades para mercado livre

A Aneel realizará nesta quinta-feira, 12 de janeiro, audiência pública presencial para debater as condições de contratação de energia por consumidores livres, conforme os artigos 15 e 16 da lei 9.074/1995. Os artigos estabelecem como condições mínimas para a classificação de consumidores potencialmente livres a carga superior a 10 MW e tensão acima de 69 kV, além da escolha do fornecedor de energia para clientes com carga acima de 3 MW. Abrace defende que sejam asseguradas condições de flexibilidades operacional e comercial, para minimizar barreiras prejudiciais ao desenvolvimento do mercado energético. Segundo o vice-presidente da Abrace, José Roberto Giannotti, o mercado livre não conseguirá se desenvolver a contento, caso continue enfrentando questões como a alta carga tributária que, em tese, só podem ser criados e especificados por meio de leis. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

2 Curtas

A PriceWaterhouseCoopers foi a empresa vencedora da licitação feita no final de outubro pela CCEE para a realização de auditorias nos processos do órgão, como a contabilização dos contratos de comercialização. Segundo a CCEE, o contrato já foi assinado e a Price já será a responsável pela auditoria da liquidação financeira de janeiro, no lugar da Trevisan. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

 

Empresas

1 Elétricas recolherão mais de R$ 640 mi para RGR em 2006

A Aneel fixou o valor da Reserva Global de Reversão para o ano de 2006. As elétricas recolherão R$ 640.263.242,82, já deduzido os valores referentes a Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica. A Aneel também divulgou o valor dos juros do Fundo de Reversão fixado em R$ 11.594.427,20. Os valores deverão ser recolhidos em parcelas mensais no dia 15 de cada mês. Após análise da prestação de contas referente a 2004, a Aneel constatou diferenças na cota anual da RGR de R$ 37.060.845,99 em 24 concessionárias. O montante terá que ser pago durante este ano. Os maiores valores serão desembolsados por Furnas, R$ 15.993.988,70, e Cesp R$ 7.809.371,23. Outras sete empresas receberão de volta R$ 8.657.867,26 pagos a mais em 2004. A Cemig receberá R$ 3.207.068,77 e a Eletronuclear, outros R$ 2.504.232,44. As determinações da Aneel estão nos despachos 36 e 37 publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 11 de janeiro. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

2 Mexilhão dourado traz prejuízos para empresas de geração

O mexilhão dourado, como é chamado no Brasil, vem causando prejuízos às empresas de geração de energia e de distribuição de água e esgoto porque se reproduz de forma muito rápida e descontrolada e entope os canos de água e as turbinas de produção de eletricidade. A Cesp possui um amplo plano de combate ao molusco, com investimentos de R$ 2 milhões em um sistema de injeção de cloro dentro das máquinas de quatro usinas: Ilha Solteira, Três Irmãos e Jupiá, além de Porto Primavera, onde o caso é mais grave e já foram gastos R$ 450 mil em em um sistema de injeção de cloro na água. Outros R$ 820 mil serão investidos nas hidrelétricas de Jupiá e Três Irmãos, em equipamentos de injeção de cloro. As duas outras empresas de geração de energia que possuem usinas em rios acima do Paraná, onde se encontram as hidrelétricas da Cesp - a AES Tietê, com hidrelétricas no rio Tietê, e a Duke Energy, que possui usinas no rio Paranapanema - estão em estado de alerta. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

3 Seis grupos disputam a compra da Light

Dos 12 grupos que fizeram propostas indicativas na primeira fase para adquirir ativos da francesa EDF no Brasil, que incluem a distribuidora de energia Light, seis foram selecionados para ter acesso a informações detalhadas. A princípio, a idéia era de que a sala de informações ficasse aberta até o fim da próxima semana. Mas a demanda por informações adicionais tem sido grande e a expectativa é de que esse prazo seja estendido. A expectativa é de que o processo de venda seja concluído até o fim do primeiro trimestre. A francesa EDF não determinou se irá se desfazer da totalidade dos ativos ou se permanecerá apenas como minoritária. Os grupos têm se esforçado em agregar nomes de expressão ou que já tenham ocupado cargos públicos por dois motivos. Primeiro, porque a agência reguladora do setor, a Aneel, tem de aprovar a troca do controle, de forma a garantir a qualidade da distribuição da concessionária Light. Além disso, o BNDES, que é hoje um dos maiores credores da Light, pode declarar vencimento antecipado dos R$ 720 milhões em debêntures conversíveis em ações, adquiridas em julho do ano passado, caso não aprove o novo controlador. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

4 Disputa pela Light: GP Investimentos tem apoio do Bank of America

A GP Investimentos teria o apoio do Bank of America e de Diomedes Christodoulou, que já ocupou o cargo de principal executivo da Enron na América do Sul na disputa pela Light. O grupo conta com a consultoria do ex-presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

5 Disputa pela Light: ex-dirigentes da AES

Ex-dirigentes da AES, entre eles Tom Tribone, que se uniram ao grupo financeiro americano Guggenheim Partners formam consórcio com proposta para adquirir a Light. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

6 Disputa pela Light: Andrade Gutierrez faz parcerias

A Andrade Gutierrez se associou à Cemig, ao também ex-presidente da Eletrobrás José Luiz Alquéres, ao ex-presidente da Globopar Ronnie Vaz Moreira e ao ex-banco Liberal Aldo Flores na disputa pela Light. Conta ainda com o apoio da Braslight. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

7 Disputa pela Light: presidente da Firjan lidera consórcio

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, lidera grupo com proposta para aquisição da Light.. Conta com o apoio do fundo inglês Millenium, especializado em ativos problemáticos, os "distressed assets". Batizado de Energia Rio, o consórcio tem defendido a idéia de que a Light é um ativo do Rio e deveria ficar com investidores locais. Como estratégia, montou um conselho de "notáveis" formado por Eliezer Baptista, Carlos Mariani Bittencourt, Armando Klabin e Olavo Monteiro de Carvalho, todos da sociedade carioca. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

8 Disputa pela Light: Brascan tem interesse específico

A canadense Brascan, que se associou ao ex-presidente do BNDES Eleazar de Carvalho, está de olho nos ativos de geração da EDF. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

9 Disputa pela Light: Banco Pátria negocia associações

O Banco Pátria, associado ao grupo financeiro americano Blackstone, teria costurado um acordo com a Prisma, ex-Enron. Contudo, a matriz da Prisma nos Estados Unidos teria vetado os investimentos e que o Pátria estaria negociando uma associação com outras duas empresas do setor, uma delas de controle português e outra, nacional. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

10 Light: AGE sobre bônus de subscrição pode garantir direitos dos debenturistas

Como forma de garantir os direitos dos debenturistas, será realizada na próxima quinta-feira, 12, às 16 horas, assembléia geral extraordinária com os debenturistas para deliberar sobre a emissão particular de bônus de subscrição. De acordo com a Light, a operação será atribuída gratuitamente aos titulares, na proporção de um bônus para cada debênture. A medida evitará que o investidor exerça a conversibilidade do papel e receba ações desprovidas de liquidez em função de ser de emissão da Light SESA. A Light está estudando ainda a possibilidade de excluir a cláusula de conversibilidade da escritura e pretende informar a realização de assembléia de debenturistas para apresentar a proposta. Enquanto isso, a empresa recomenda a análise da proposta dos bônus, pois o exercício do direito de conversão resultará no recebimento de ações da Light SESA, que estarão desprovidas de liquidez. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

11 Light: assembléia aprova reestruturação societária nesta sexta

Em mais um passo da reestruturação societária para separar os ativos de geração, transmissão e distribuição, a Light informou ontem que as assembléias gerais extraordinárias da Light Sesa (atual Light) e da Light Holding (Light S.A.) ocorrerão nesta sexta-feira. A intenção da empresa é votar a incorporação da totalidade das ações de emissão da Light Sesa pela Light Holding. A terceira e última etapa da reestruturação consiste da redução de capital da Light Sesa, em assembléia que ocorrerá na seqüência da reunião para incorporação, com a retirada da geração e transmissão. Depois dessa última etapa, as ações de emissão da Light Sesa ficarão sem liquidez e sua negociação não será mais admitida no Novo Mercado, que passará a negociar ações de emissão da Light Holding (Light S.A.). Encerradas essas etapas, o capital da Light Sesa e da Light Energia será detido pela Light Holding. (Gazeta Mercantil - 12.01.2006)

<topo>

12 Fundo estuda investimento na Cteep

O fundo Capital International, dono de participações no Magazine Luiza e no Grupo Abril, estuda novos negócios no Brasil. O fundo pretende investir em projetos na área de transmissão de energia e tem interesse na estatal paulista Cteep. (Relatório Reservado - 12.01.2006)

<topo>

13 Cemar investe mais de R$ 1,2 mi na ampliação de subestações

A Cemar investiu R$ 1,276 milhão em obras de ampliação de seis subestações no Maranhão. O investimento beneficiou mais de 160 mil pessoas no estado. A distribuidora aplicou R$ 500 mil na construção da nova subestação Barro Duro, no município de Tutóia, com potência instalada de 6,5 MVA. A unidadade conta com dois alimentadores em 13,8 kV. A subestação substituiu a unidade antiga, atendendo a cinco municípios da região. A subestação de Sítio Novo recebeu Bay's de 13,8 kV e 34,5 kV e, também, ganhou mais uma saída em 13,8 kV. O investimento feito foi de R$ 300 mil, atendendo três municípios. Foram feitas intervenções ainda nas subestações São Bernardo, São Mateus, Imperatriz e Encruzo. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

14 Celesc firma contrato de R$ 3 mi em Joinville

Nesta quarta-feira, em Joinville, o presidente da Celesc, Miguel Ximenes de Melo Filho, assina contrato no valor de R$ 3 milhões referente à mudança de tensão para atender à nova fundição da empresa Wetzel, que será inaugurada durante o ato. A mudança vai otimizar a produção do parque fabril da empresa. Ximenes também se reúne com empregados e gerentes da Agência Regional da Celesc de Joinville. Em fevereiro, a agência vai concluir as obras dos alimentadores, com investimento estimado de R$ 512 mil para a nova subestação de Iririú. Outros R$ 2,6 milhões serão aplicados em construções e reformas no sistema elétrico da região ao longo do ano. (Elétrica - 11.01.2006)

<topo>

15 Cemar: R$ 1,2 mi na ampliação de seis subestações

A Cemar investiu R$ 1,276 milhão em obras de ampliação de seis subestações no Maranhão. O investimento beneficiou mais de 160 mil pessoas no estado. A distribuidora aplicou R$ 500 mil na construção da nova subestação Barro Duro, no município de Tutóia, com potência instalada de 6,5 MVA. A subestação de Sítio Novo recebeu Bay's de 13,8 kV e 34,5 kV e, também, ganhou mais uma saída em 13,8 kV. O investimento feito foi de R$ 300 mil, atendendo três municípios. Foram feitas intervenções ainda nas subestações São Bernardo, São Mateus, Imperatriz e Encruzo. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

15 Itapebi distribuirá R$ 2,5 mi em juros sobre capital próprio

A Itapebi, do grupo Neoenergia, distribuirá R$ 2,5 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas até o dia 30 de junho. O montante é referente ao exercício de 2005 da empresa de geração da Bahia. A decisão foi tomada na reunião do conselho de administração realizada em 20 de dezembro passado, segundo ata divulgada nesta quarta-feira, 11 de janeiro. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

15 Enerbrasil terá empréstimo da CFI para eólica no RN

A Corporação Financeira Internacional (CFI) emprestará US$ 5,5 milhões à empresa Energias Renováveis do Brasil (Enerbrasil) para a construção, operação e manutenção de uma usina de energia eólica no Rio Grande do Norte. "A energia eólica é um recurso de energia gratuito e renovável que oferece benefícios ambientais substanciais sem poluição em muitas partes do Brasil, onde é difícil a transmissão de energia convencional", disse a CFI, uma filial do Banco Mundial que faz empréstimos ao setor privado. A usina será localizada no município de Rio do Fogo e terá a capacidade de produção de 49,3 MW com início de operação previsto para junho de 2006. A Enerbrasil venderá sua eletricidade à Eletrobrás. O diretor da CFI para a América Latina e Caribe, Atul Mehta, disse que o financiamento à Enerbrasil "se ajusta" a seus planos de apoio à infra-estrutura e "à promoção do desenvolvimento da energia renovável". A Enerbrasil é uma filial da Iberdrola Energias Renováveis (Ibernova), uma das principais companhias do mundo no setor e subsidiária da multinacional espanhola Iberdrola. (Gazeta Mercantil - 12.01.2006)

<topo>

15 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 11-01-2006, o IBOVESPA fechou a 35.952,24 pontos, representando uma alta de 2,58% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 2,47 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 2,55%, fechando a 10.614,28 pontos. Este As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 41,61 ON e R$ 43,00 PNB, alta de 2,01% e 3,09%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Na abertura do pregão do dia 12-01-2006 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 41,40 as ações ON, baixa de 0,50% em relação ao dia anterior e R$ 42,80 as ações PNB, baixa de 0,47% em relação ao dia anterior. (Investshop - 12.01.2006)

<topo>

15 Curtas

A Chesf iniciou no último domingo, 8 de janeiro, às 17:29 horas, a operação da subestação Eliseu Martins, em 230 kV, no Piauí, com a conclusão dos testes de energização. A unidade, que foi recapacitada, faz parte da linha de transmissão São João do Piauí - Eliseu Martins, em 230 kV. O investimento para a recapacitação, segundo a empresa, chegou a R$ 21 milhões. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), pediu a técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) que forneçam à comissão as respostas de Furnas ao relatório preliminar do TCU que apontou indícios de irregularidades na estatal. (Elétrica - 11.01.2006)

A Light realiza até o dia 16 de janeiro audiência pública do ciclo 2005/2006 do programa de eficiência energética. O objetivo da empresa é recolher contribuições sobre os projetos propostos para o ciclo. A distribuidora investirá R$ 25,1 milhões em cinco projetos de eficientização em hospitais, instalações comerciais e na indústria. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Alagoas tem 70% do fornecimento de energia cortado

Na terça-feira 70% do estado de Alagoas ficou sem energia por meia hora devido à falha da equipe de manutenção da subestação Messias, segundo a Chesf. O ONS divulgou que o problema foi acarretado pelo desligamento indevido de disjuntor durante a execução de serviços no painel de proteção. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

2 Falhas na operação causam desligamentos em SC e RS

Mau tempo, problemas nos equipamentos prejudicaram a operação do sistema elétrico no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Somente no Rio Grande do Sul quatro linhas de transmissão e distribuição foram desligadas. Em Santa Catarina, falha em termelétrica deixou cinco municípios sem luz. No sul do país, falha em um dos isoladores da linha de transmissão de energia Lagoa Vermelha/Vacaria, da CEEE, deixou 27 mil pessoas, em quatro municípios, sem energia durante quatro horas na Serra gaúcha. A RGE, empresa que atende a área afetada, disse que o problema se estendeu das 18 às 23 horas da última terça-feira, 10 de janeiro. A CEEE também registrou o desligamento automático da linha Pelotas 3/Quintas devido à queda de seis estruturas, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico. A terceira linha a sair do sistema foi a entre a térmica Pesidente Médici e subestação Quinta, no extremo Sul do Rio Grande do Sul. Neste caso, de acordo com o ONS, a energia foi restabelecida após 50 minutos. A demora no restabelecimento da carga foi provocada pela dificuldade no fechamento de um disjuntor da subestação de Quinta. Na segunda-feira, 9 de janeiro, o desligamento automático da unidade geradora 7 da Usina Térmica de Jorge Lacerda C, em Santa Catarina, causou corte no fornecimento em cinco municípios catarinense por cerca de uma hora. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

3 Santa Catarina registra recorde de demanda máxima

O estado de Santa Catarina registrou na última terça-feira, 10 de janeiro, recorde de demanda máxima, às 15h02min, com um valor registrado de 2.720 MW. Segundo o ONS, o recorde anterior era de 2.677 MW, ocorrido em 11 de maio de 2005. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

4 RS: novo recorde de demanda instantânea

O consumo de energia no Rio Grande do Sul bateu novo recorde nesta quarta-feira (11). Às 14h35, com temperatura de 37,2ºC, a CEEE registrou 4.461 MW de demanda instantânea de energia elétrica no Estado. Este índice superou o do dia 10, quando os equipamentos de controle do COS da CEEE marcaram uma demanda de 4.458 MW, às 14h04, a 38,3ºC. No horário em que foi registrado o novo recorde de consumo de energia no Estado, a importação de energia foi de 2.725 MW - 61% do total de 4.461 MW de pico. Segundo o secretário estadual de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres, a média diária de importação de energia no Rio Grande do Sul tem sido de 60 a 65%. (Elétrica - 11.01.2006)

<topo>

5 Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estão com 71,6%

O nível dos reservatórios está em 71,6% da capacidade de armazenamento na região Sudeste/Centro-Oeste, elevação de 0,3%. O índice está 43% acima da curva de aversão. As usinas de Furnas e Ilha Solteira operam com 91,3% e 66,1% da capacidade de armazenamento. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

6 Nível dos reservatórios está em 77,2% no Sul

Na região Sul, o nível dos reservatórios está 77,2% da capacidade de armazenamento, queda de 0,4%. G.B.Munhoz opera com 84% no nível de armazenamento. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

7 Nível dos reservatórios está 72,6% no NE

Os reservatórios operam com 72,6% do nível de armazenamento na região Nordeste, com alta de 0,5% em relação à segunda-feira, 9. O nível está 46,8% acima da curva de aversão. Sobradinho opera com 75,4% da capacidade de armazenamento. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

8 Reservatórios operam com 58,3% do nível no Norte

Os reservatórios da região Norte estão com 58,3% da capacidade de armazenamento, aumento de 1,1% em comparação ao dia anterior. A usina de Tucuruí opera com 57,8% do nível de armazenamento. (Agência Canal Energia - 11.01.2006)

<topo>

 

Gás e Termoelétricas

1 Petrobras investe US$ 18 bi no óleo e gás de Santos

A Petrobras apresentou ontem o plano de desenvolvimento da produção de petróleo e gás na Bacia de Santos, que vai receber investimentos de US$ 18 bilhões, até 2010. Os recursos da estatal e seus sócios serão gastos para produzir e transportar a produção no mar - dos campos de Mexilhão, BS-500, Coral, e Merluza, entre outros -, por meio de dutos de transporte até o continente e na construção de estações de processamento de gás natural. Os investimentos vão permitir a produção de 100 mil barris ao dia de petróleo e 30 milhões de metros cúbicos de gás, que estarão disponíveis aos consumidores de São Paulo, Estado que responde pelo maior consumo de gás do Brasil. Em 2010, a produção de gás em Santos vai se equiparar ao volume atual de importação da Bolívia. Atualmente, Santos produz cerca de 4 mil barris ao dia de óleo e 1,2 milhão de m³ de gás natural. Segundo a Petrobras, os investimentos programados para a Bacia de Santos vão responder por 36,5% do total de US$ 49,3 bilhões que a empresa aplicará no país, além de US$ 7,1 bilhões no exterior, no mesmo período. No segundo semestre de 2008, o fornecimento de gás para a região Sudeste, originário da Bacia de Santos, será acrescido de 12 milhões de m³ de gás diários, com a entrada em produção comercial do pólo Mexilhão. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

2 Petrobras: investimento em Santos descentraliza ações

Anunciado ontem pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a decisão de investir com mais peso na bacia de Santos representa uma descentralização das ações antes focadas na bacia de Campos, afirmou o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrela, da Petrobras. A área, com 352 mil km², possui 10 campos de óleo e gás, nos quais atuam 14 companhias, inclusive a Petrobras, que tem parcerias com onze delas. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

3 Petrobras terá unidade de negócios em Santos

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou a criação de uma unidade de negócios da empresa em Santos, que abrangerá também a unidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Disputada de forma intensa por outras cidades litorâneas brasileiras, há pelo menos seis anos, a unidade vai centralizar os estudos técnicos em torno da bacia, com a contratação de cerca de 100 profissionais, entre engenheiros, geólogos e administradores. A instalação está prevista ainda para este ano. As repercussões econômicas para a região, dessas unidades, segundo interpretou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrela, derivam da instalação de representações de empresas que têm ligações diretas ou indiretas com a produção dos campos petrolíferos e de gás. Abre-se uma nova cadeia de serviços, com utilização da infra-estrutura local, a exemplo das instalações do porto de Santos, um dos fatores que pesaram para a decisão da Petrobras. Outro foi a constatação de que 52% das áreas sob concessão estão em território paulista, contra 35% no Rio de Janeiro, 7% em Santa Catarina e 6% no Paraná. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

4 Sauer: meta de produção é de 100 milhões de m³ por dia até 2010

Em termos nacionais, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, disse não ter conhecimento de outro bem de consumo que cresça à taxa média de 10% ao ano, como o do gás natural e anunciou a meta brasileira de produção de 100 milhões de m³ por dia do produto, até 2010. "A demanda tem subido com os preços do barril do petróleo a US$ 60", comparou. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

5 Gabrielli descarta hipótese de exportação de gás

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, descartou a hipótese de que o país venha a se tornar exportador de gás. Ao contrário, pelos estudos técnicos da empresa, poderá ainda haver necessidade de aumento das importações. Nesse sentido, Gabrielli de Azevedo acredita em entendimentos positivos com o futuro presidente da Bolívia, Evo Morales, com quem terá encontro nos próximos dias. "Brasil e Bolívia têm interesses comuns, de países e povos; portanto, temos toda convicção de soluções viáveis (nas relações comerciais)". Os investimentos nacionais da Petrobras, nos próximos 10 anos, deverão gerar 10 mil empregos diretos na empresa e 622 mil postos de trabalho no país. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

6 Petrobras e Repsol devem formar parceria na Bacia de Santos

A parceria entre a Petrobras e a Repsol na Bacia de Santos poderá ser definida em 60 dias. A previsão é do presidente da Repsol no país, João Carlos de Luca. De acordo com o gerente-executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno, um dos fatores determinantes para o desenho do acordo será o resultado de um teste de produção em um poço horizontal de mil metros, já perfurado, que deverá ser feito nas duas próximas semanas. (O Globo - 12.01.2006)

<topo>

7 Gasmig vai fornecer gás natural para a Belgo-Mineira

A siderúrgica Belgo-Mineira, controlada pela Arcelor Brasil, assinou contrato de R$ 60 milhões com a Gasmig. O contrato prevê um fornecimento mensal de 1,6 milhão de m3 para a usina de João Monlevade, a partir de outubro de 2007. O gás natural substituirá gás liquefeito de petróleo (GLP) e óleo combustível utilizado pela siderúrgica. A substituição poderá resultar em redução de custo de até 30%. O gás chegará a João Monlevade por um gasoduto que está sendo construído no Vale do Aço, região onde estão instaladas siderúrgicas mineiras. "Sem o gás seria mais difícil a duplicação da usina", afirmou o presidente da Belgo, Carlo Panunzi,. "Seria mais difícil até justificar o investimento para os acionistas". A direção da Belgo negocia com a Arcelor a duplicação de João Monlevade. A decisão final, segundo o executivo, deverá ser divulgada dentro de dois meses. A usina de Monlevade tem capacidade para produzir 1,2 milhão de toneladas de aço bruto por ano. A duplicação da unidade, se confirmada, resultará na duplicação do fornecimento de gás. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

8 Governo de MG anuncia construção de dois novos gasodutos

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de MG, Wilson Brumer, anunciou a construção de dois novos gasodutos, cujas obras deverão ser iniciadas ainda neste ano. Um será no sul de Minas e usará o gás da refinaria de Paulínia, em São Paulo. O outro, no Triângulo Mineiro, aproveitará as tubulações de um gasoduto privado que parte de São Carlos, também no estado de São Paulo, com destino a Brasília. Segundo Brumer, Minas tem capacidade, atualmente, para distribuição diária de 3 milhões de metros cúbicos de gás e poderá ampliar seu consumo até dez milhões, privilégio que decorre da sua associação da Gasmig com a Petrobras. (Gazeta Mercantil - 12.01.2006)

<topo>

9 Preços do gás natural vão subir em Minas

Os preços do gás natural vão aumentar em Minas Gerais, acompanhando o reajuste a ser definido pela Petrobras para o combustível. A afirmação foi feita ontem pelo presidente da Gasmig, Flávio Decat de Moura. Ele disse que a companhia deverá acompanhar o reajuste que for definido pela estatal do petróleo, mas o repasse não será integral, uma vez que do volume de combustível distribuído pela companhia, apenas 30% são provenientes do Gasbol. "Temos que repassar porque a margem da Gasmig não permite a absorção destes custos", explicou. No ano passado, a Gasmig reajustou as tarifas do gás natural duas vezes, em setembro e novembro, repassando as correções praticadas pela Petrobras. Segundo Decat, a expectativa é de que a estatal brasileira de petróleo aumente os preços a cada trimestre e esses aumentos também ser repassados pela distribuidora. (Jornal do Commercio - 12.01.2006)

<topo>

10 Petrobras vende termelétricas merchants

A Petrobras pretende vender parte do capital de suas termelétricas merchants - Termoceará e Eletrobolt. Negocia com Petros e Previ. A estatal deverá ficar apenas com 51% das usinas. (Relatório Reservado - 12.01.2006)

<topo>

 

Grandes Consumidores

1 Sistema Usiminas planeja ciclo de investimentos no mercado local

O Sistema Usiminas realizará investimentos em qualidade e enriquecimento de mix em suas duas usinas, um programa que somará US$ 1,5 bi investidos nos próximos 5 anos. Esta primeira frente contempla também investimentos em qualidade (equipamentos de metalurgia secundária) na Usina de Ipatinga. Também em Ipatinga estão previstos a construção de uma nova coqueria, que tornará a unidade auto-suficiente em coque e de outra termelétrica, que aumentará sua auto-suficiência energética para mais de 50%. Antecipando o crescimento da demanda, planeja-se ampliar a capacidade de laminação de chapas grossas em 300 mil toneladas por ano. Ainda nesta primeira frente, na usina de Cubatão, está prevista a construção de um novo laminador de tiras a quente, com capacidade de até 4 milhões de toneladas por ano. Também serão reformadas em Cubatão duas máquinas de lingotamento contínuo e equipamentos auxiliares de aciaria, elevando a capacidade total do Sistema Usiminas para 10,0 milhões de toneladas. (Usiminas - 12.01.2006)

<topo>

2 Presidente do Sistema Usiminas divulga planos de internacionalização

O Sistema Usiminas aproveitará sua capacidade produtora de aço, buscando ativamente parcerias e/ou aquisições no exterior. Como elemento central desta estratégia, está a construção de uma usina com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano, um investimento da ordem de US$ 3 bi, cujo projeto de investimento e seleção de importantes parcerias, como a CVRD, já avançam. Entretanto, segundo Rinaldo Campos Soares, presidente da Usiminas e da Cosipa, a construção desta nova usina só seria viável mediante duas condições básicas. "Em primeiro lugar, a nova usina deverá ser construída em parceria com outras empresas de maneira a ganhar escala e minimizar os riscos. Em segundo lugar, a produção dessa nova usina deverá ter sua demanda assegurada no exterior, através de laminação própria ou contratos de longo prazo com esses parceiros internacionais. A Usiminas também já está trabalhando nesta frente de crescimento e internacionalização", afirma Soares. (Usiminas - 12.01.2006)

<topo>

3 Aracruz investirá US$ 200 mi em três fábricas

A Aracruz anunciou ontem que vai investir US$ 200 milhões na modernização em três fábricas de celulose de Barra do Riacho, no Espírito Santo. O Projeto de Otimização 2330, como foi batizado pela companhia, vai elevar a capacidade de produção nas fábricas A, B e C do complexo dos atuais 2,08 milhões de toneladas para 2,33 milhões de toneladas por ano. Segundo previsão da empresa, as obras terão início no primeiro semestre, com prazo de 18 meses. Os projetos prevêm a conclusão das obras, no máximo, em setembro de 2007. "Além das alterações para ampliação da produção, o projeto também incorpora melhorias ambientais no processo de produção da empresa, com melhor eficiência no uso de produtos químicos, água de processo e madeira", informou a companhia. (Jornal do Commercio - 12.01.2006)

<topo>

4 Vale informa os resultados da oferta para recompra de seus títulos de dívida

A Companhia Vale do Rio Doce informa que sua subsidiária integral Vale Overseas Limited (Vale Overseas) anunciou hoje os resultados da oferta para recompra, em dinheiro, da totalidade ou de parte de seus títulos de dívida, em circulação, cujo montante total do principal é de US$ 300 milhões, pagando cupom de 9,000% e vencendo em 2013. Na data de encerramento, a Vale Overseas foi informada pelo agente depositário da oferta que detentores de aproximadamente US$ 176 milhões de principal, de um montante total de US$ 300 milhões em circulação, aderiram à oferta e dela não desistiram validamente. A Vale Overseas recomprou todos os títulos ofertados. O montante total do pagamento em dinheiro pela recompra dos títulos, excluindo os juros acumulados, é de aproximadamente US$ 208 milhões. (Vale do Rio Doce - 11.01.2006)

<topo>

 

Economia Brasileira

1 IPCA fecha 2005 com inflação de 5,69%

O IPCA contabilizou em todo o ano de 2005 alta de 5,69%. A variação é inferior à verificada em 2004, quando a elevação do índice foi de 7,60%. As informações foram divulgadas há pouco pelo IBGE. O resultado final do IPCA ficou praticamente igual à previsão de 5,7% feita pelo Banco Central no Relatório de Inflação de dezembro. Também quase igualou a mediana das expectativas do mercado financeiro, captada pela mais recente pesquisa Focus do Banco Central, que era de IPCA de 5,68% em 2005.O percentual superou tanto a meta original de inflação fixada para o ano (4,5%) quanto a meta ajustada que o BC anunciou que perseguiria no período (5,1%). Mas não há descumprimento da meta, já que o índice está dentro do intervalo de tolerância, que vai até 7%. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

2 IBGE: IPCA desacelera para 0,36% em dezembro

O IPCA marcou em dezembro inflação de 0,36%, menor do que o patamar de novembro, quando o índice havia apurado alta de 0,55%. As informações foram divulgadas pelo IBGE. A mediana das projeções de analistas financeiros captadas pela última pesquisa Focus do Banco Central apostava em alta de 0,35% em dezembro. O grupo Transportes ajudou na desaceleração do índice em dezembro. Alimentos e Bebidas também colaboraram para diminuir o IPCA no último mês do ano. O álcool combustível, por outro lado, pressionou a inflação para cima, ao subir 4,53%. Em novembro, esse item havia aumentado 2,52%. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

3 INPC marca 0,40% em dezembro e termina o ano com alta de 5,05%

O INPC usado no reajuste do salário mínimo, apresentou alta de 0,40% em dezembro. O resultado é inferior ao de novembro, quando o indicador apurou inflação de 0,54%. Em todo o ano de 2005, o indicador acumulou alta de 5,05%, abaixo dos 6,13% registrados em 2004. Os alimentos aumentaram 0,35% e ajudaram a desacelerar o índice em dezembro. Com a diluição do impacto do reajuste dos combustíveis, o grupo Transportes teve a variação reduzida de 0,74% em novembro para 0,36% em dezembro. O maior índice regional de dezembro foi registrado em Recife (0,84%). O menor índice regional ocorreu São Paulo (0,17%).No ano, o maior índice regional ocorreu em Recife (7,18%) e o menor, em Curitiba (3,28%). São Paulo teve INPC de 4,29% e o Rio de Janeiro, de 5,01%. (Valor Econômico - 12.01.2006)

<topo>

4 Juro menor e prazo mais longo elevam vendas com financiamento

A indústria automobilística bate recordes no volume financiado ao mercado na esteira de um movimento de queda nas taxas de juros e ampliação no prazo para pagamento. Os juros praticados no final de 2005 foram os menores desde março de 2001. Os recursos liberados pelos bancos e financeiras para compra de carros financiados sobem de maneira contínua há 31 meses. Levantamento mensal do Banco Central mostra que, em novembro de 2005, a taxa de juros anual atingiu 34,89% nas revendas. É a menor desde março de 2001 (33,64%). O volume de crédito liberado naquele mês para compra de carros bateu em R$ 49 milhões. Ele sobe de forma ininterrupta desde abril de 2003. (Folha de São Paulo - 12.01.2006)

<topo>

5 Dólar ontem e hoje

O dólar opera em leve baixa nesta quinta-feira, depois de dois dias de ajuste para cima. Às 12h15m, a moeda americana recuava 0,44%, a R$ 2,272 na compra e R$ 2,274 na venda. Ontem, o dólar comercial terminou com alta de 0,97%, cotada a R$ 2,2820 para a compra e R$ 2,2840 para a venda. (O Globo Online e Valor Online - 12.01.2006)

<topo>

 

Internacional

1 Petrobras e Repsol formam consórcio com Enarsa para exploração de petróleo na Argentina

A Petrobras e a Repsol YPF estão investindo em parcerias. As duas empresas fecharam um consórcio com a estatal argentina Enarsa. O objetivo é a exploração marítima de petróleo na Argentina, numa tentativa de evitar problemas de falta de combustível no país. O novo consórcio, que inclui ainda a estatal uruguaia Petrouruguay, explorará três blocos na bacia Colorado Marina, localizada 200 km da costa argentina. O acordo é para desenvolvimento e produção conjunta de petróleo se as eventuais descobertas forem economicamente viáveis. A Petrobras terá participação de 25% no consórcio. A Repsol será a operadora do grupo, com participação de 35%, e com os parceiros não argentinos investirá entre US$ 40 milhões e US$ 100 milhões no estágio de exploração. A Enarsa terá participação de 35%, e a PetroUruguay, de 5%. A Repsol YPF disse que começará a registrar e processar informação a partir de áreas de mil quilômetros quadrados. As perfurações começam em 2008. (O Globo - 12.01.2006)

<topo>

2 Uruguai prepara licitação para exploração de jazida de gás

O Uruguai abrirá uma licitação internacional para explorar a jazida de gás descoberta em sua plataforma continental. O vice-presidente da estatal petrolífera uruguaia Ancap, Raúl Sendic, afirmou que a direção da empresa já está preparando o edital de licitação. A jazida está localizada a 160 km do litoral e ocupa uma área de 7 mil km quadrados. Por enquanto, já há uma empresa interessada, a russa Lukoil Overseas, cuja diretoria para a América Latina, Xenia Baumgartem, explicou aos diretores da estatal que estavam interessados em determinar o volume da reserva de hidratos de gás. A jazida achada se transformará no primeiro reservatório de gás achado no país. A Marinha uruguaia fez um estudo que revelou que na jazida haveria 5,6 trilhões de metros cúbicos de gás. (Gazeta Mercantil - 12.01.2006)

<topo>

3 Seis países prometem formar fundo para projetos de energia limpa

Seis dos países mais poluentes do mundo, liderados pelos Estados Unidos, devem criar um fundo para encorajar os setores de mineração e de geração de energia a desenvolver e usar tecnologias de energia limpa a fim de combater as mudanças climáticas. A Parceria Ásia Pacífico para o Desenvolvimento Limpo e o Clima, firmada por EUA, Austrália, Japão, China, Coréia do Sul e Índia, também contará com oito grupos de trabalho para o desenvolvimento de projetos de energia limpa. Juntos, os seis países respondem por metade dos gases do efeito estufa produzidos pelo mundo a partir da queima de combustíveis fósseis. O encontro realizado em Sydney é o primeiro da parceria. O ministro das Relações Exteriores australiano, Alexander Downer, disse que seu país e os EUA anunciariam uma contribuição financeira para dar início às atividades do fundo. Os demais participantes da parceria também se comprometeriam a contribuir. Cerca de 80 executivos de empresas de mineração e de geração de energia participaram das negociações na quarta-feira. (Elétrica - 11.01.2006)

<topo>

4 Tony Blair quer levar Irã ao Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, exortou a comunidade internacional a chegar a um consenso para levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU, após o país anunciar que vai retomar suas atividades de enriquecimento de urânio. A ameaça de Blair, que afirmou não descartar "qualquer medida" para resolver a questão, foi feita no Parlamento. "É importante que o Irã reconheça a seriedade com que a comunidade internacional vê o caso", reforçou Blair. Nos EUA, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que há intensas negociações com os aliados de Washington, mas se a diplomacia tiver chegado ao fim de seus esforços, a única opção será acionar o Conselho de Segurança da ONU. (O Globo - 12.01.2006)

<topo>

 

Biblioteca Virtual do SEE

1 EPE. "Estatística Mensal do Mercado Realizado Dezembro - Mês Base: Outubro de 2005". Brasília: MME, dezembro/2005

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

<topo>

 


Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Camila Nobrega, Marcelo Machado, Guilherme Branquinho e Larissa Barbosa

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

Copyright UFRJ e Eletrobrás