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IFE: nº 1.674 - 06 de outubro de 2005
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ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Senado aprova MP do Bem e mantém benefício a empresas do Simples
2 PricewaterhouseCoopers: arrecadação tributária pelo SE cresceu 160% em cinco anos
3 CCEE realiza assinatura de termos de cessão do MSCD
4 Audiência pública no Paraná discute possibilidade de construção de hidrelétricas em rios paranaenses
5 Crise Internacional e Política Nacional de Energia Assessoria de Comunicação

Empresas
1 Grupos devem disputar a compra da Light
2 Aneel veta aditivo de contrato de compra e venda de energia entre Eletropaulo e AES Tietê
3 Cteep recebe propostas para programa de P&D do ciclo 2005/2006
4 STJ interrompe julgamento sobre reajuste de tarifas da Celpe e da Cosern
5 Eletrosul busca parceiros para leilão de energia nova
6 Cotações da Eletrobrás
7 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Vendaval derruba torres de sistema de transmissão de Itaipu
2 Nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste está em 64,7%
3 Índice de armazenamento da região Sul está em 96,4%

4
Região Nordeste registra 66,3% de volume armazenado em seus reservatórios
5 Capacidade do submercado Norte está em 54,7%

Gás e Termelétricas
1 Lei do gás vai tira monopólio do transporte do gás da Petrobrás
2 Crescimento do mercado exige investimento para ampliar rede de gasodutos
3 Fiep destaca importância de gasoduto em Campina Grande

Grandes Consumidores
1 CBA prevê lucro menor
2 Cade mantém derrota à Vale
3 Disputa entre Vale e CSN deve continuar na Justiça
4 Tarpon desafia a Arcelor pelo controle da Acesita

Economia Brasileira
1 SP sai na frente com PPP de US$ 3,3 bi
2 Queda dos juros vai colocar o Brasil em rota de crescimento

3 Meirelles diz que Brasil cresce com equilíbrio e defende economia para pagar juros
4 Produção industrial cresce 1,1% em agosto ante julho e aumenta 3,8% perante 2004, diz IBGE
5 IGP-DI completa cinco meses com deflação, mas preços sobem no varejo
6 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Venezuela anuncia desenvolvimento de programa nuclear para diversificação energética
2 Power-Gen debate nos EUA desafios da geração de energia no mundo

Regulação e Novo Modelo

1 Senado aprova MP do Bem e mantém benefício a empresas do Simples

Os senadores aprovaram a MP do Bem retirando do texto que veio da Câmara a emenda que permitia às distribuidoras de energia elétrica a volta do regime cumulativo para o pagamento das contribuições PIS e Cofins para os segmentos residencial, rural e iluminação pública. Como houve essa alteração e a MP perde validade se o Congresso não apreciá-la até 13 de outubro, os deputados terão de votar hoje o texto aprovado no plenário do Senado. (Valor Econômico - 06.10.2005)

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2 PricewaterhouseCoopers: arrecadação tributária pelo SE cresceu 160% em cinco anos

Segundo estudo "Impacto da carga tributária sobre o setor elétrico", desenvolvido pela PricewaterhouseCoopers, a arrecadação de tributos e encargos pelo setor elétrico cresceu 160% em cinco anos, passando de R$ 13 bilhões, em 1999, para R$ 33,8 bilhões, no ano passado. Para este ano, a previsão é que a arrecadação chegue a R$ 36,9 bilhões. Para 2006, a estimativa é de um aumento de 24,1% na arrecadação de tributos e encargos, passando para R$ 45,8 bilhões. O estudo foi encomendado por 13 associações do setor (ABCE, Abdib, Abiape, Abrace, Abraceel, Abradee, Abrage, Abraget, Abragef, Abrate, Apine, APMPE e CBIEE), pela Amcham e pela Fiesp; e ouviu 49 empresas que representaram 75,29% do faturamento total em 2004. A pesquisa analisou tributos que impactam sobre a renda, o lucro e receita das empresas e encargos setoriais. A cobrança de PIS/Cofins ficou de fora do estudo devido à indisponibilidade de dados sistematizados pelo setor. Entre os tributos e encargos que mais pesam no setor, estão os tributos estaduais, que responderam por 20,69% da receita bruta das empresas em 2004. (Canal Energia - 05.10.2005)

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3 CCEE realiza assinatura de termos de cessão do MSCD

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que realizará na quinta-feira, 06 de outubro, a assinatura dos primeiros termos de cessão de energia resultantes da aplicação do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits. Segundo a CCEE, 35 agentes assinarão os contratos, que movimentarão 416,7 MW médios, sendo 209,6 MW médios entre distribuidoras e 207,1 MW médios devolvidos para as geradoras. Os termos de cessão referem-se ao período entre janeiro e setembro deste ano. Os termos preenchidos estão disponíveis para consulta no site da CCEE (www.ccee.gov.br). (Canal Energia - 05.10.2005)

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4 Audiência pública no Paraná discute possibilidade de construção de hidrelétricas em rios paranaenses

A Assembléia Legislativa do Paraná realizou uma audiência pública para discutir a intenção do governo de construir usinas hidrelétricas em rios paranaenses. O governo federal pretende iniciar em dezembro deste ano as licitações para a construção de 17 usinas, dentre as quais oito no Rio Tibagi. Participaram da audiência representantes da Aneel, Copel, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Secretaria do Meio Ambiente e outras entidades civis e estatais. Para o deputado José Maria Ferreira (PMDB), que coordena o Fórum Parlamentar de Acompanhamento das Barragens, as discussões mostraram que os projetos de construção apresentados pelo governo federal precisam ser revistos urgentemente. O deputado defende a necessidade da elaboração de um plano diretor e de estudos de impacto ambiental antes de qualquer intervenção na bacia do Tibagi. (Elétrica - 05.10.2005)

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5 Crise Internacional e Política Nacional de Energia Assessoria de Comunicação

A Câmara de Estudos de Políticas Públicas do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e o Instituto de Mudanças Globais da COPPE apresentam, hoje, dia 6 de outubro, o seminário a respeito da crise internacional e política nacional de energia. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, irá compor a mesa de debate junto com o coordenador do evento, Luiz Pinguelli Rosa, o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrela, o integrante da associação dos engenheiros da Petrobrás, Fernando Siqueira, e o deputado federal pelo PT, Luciano Zica. O evento será realizado no Centro de Tecnologia (CT), Bloco C, sala 216, às 14h, na Ilha do Fundão. (NUCA-IE-UFRJ - 06.10.2005)

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Empresas

1 Grupos devem disputar a compra da Light

Em uma repetição da aliança celebrada na Telemar, o empresário Sergio Andrade está perto de fechar um consórcio com a GP Investimentos para disputar a compra da Light. A "AGGP" pretende arregimentar ainda outros parceiros, criando um clone da VBC (Votorantim/Bradesco/Camargo Corrêa). A VBC estuda, com muito carinho e empenho, apresentar uma oferta pela Light. Os dois lados têm motivos de sobra para não economizar bala. A VBC vê na Light um potente motor de popa. A compra da empresa será sinônimo de distanciamento da concorrência. Embora o desejo de parceria seja recíproco, Andrade Gutierrez e GP não estão necessariamente presas pelo pescoço. Devem entrar na disputa pela Light mesmo que tenha de ser em raias opostas. O interesse da empreiteira pode ser medido pela velocidade com que respondeu ao chamado da Goldman, Sachs, contratada pela EDF para a negociação da Light. A Andrade Gutierrez foi uma das primeiras empresas a abrir conversações com o banco norte-americano. (Relatório Reservado - 06.10.2005)

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2 Aneel veta aditivo de contrato de compra e venda de energia entre Eletropaulo e AES Tietê

A Eletropaulo e a AES Tietê informaram nesta quarta-feira, dia 5 de outubro, que a Aneel não aprovou o termo aditivo de outubro de 2003 referente ao contrato de compra e venda de energia firmado pelas empresas em dezembro de 2000. O veto foi estabelecido no dia 20 de setembro através da Superintendência de Fiscalização Econômico Financeira da Aneel, e confirmado pelo diretor-geral Jerson Kelman no dia 4 de outubro. Kelman negou efeito suspensivo requerido pela Eletropaulo em recurso administrativo contra a decisão do despacho, argumentando que "a pretensão só poderá ser analisada com a avaliação do mérito do recurso". A decisão definitiva da Aneel ocorrerá quando do julgamento do mérito do recurso pela diretoria colegiada. (Canal Energia - 05.10.2005)

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3 Cteep recebe propostas para programa de P&D do ciclo 2005/2006

A Cteep recebe, até o dia 19 de outubro, propostas para o quinto programa de pesquisa e desenvolvimento, ciclo 2005/2006. Segundo a coordenadora do programa, as sugestões deverão se encaixar em um dos seguintes temas: qualidade e confiabilidade; novos materiais e componentes para redução de esforço físico; supervisão, controle e proteção de sistemas elétricos; e pesquisa estratégica. Ao todo, os projetos receberão investimentos de R$ 5 milhões e no próximo mês de dezembro a empresa vai enviar à Aneel os projetos selecionados. (Canal Energia - 05.10.2005)

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4 STJ interrompe julgamento sobre reajuste de tarifas da Celpe e da Cosern

O julgamento na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dos processos que discutem os reajustes de tarifas da Celpe e da Cosern deve ser retomado no próximo dia 19 de outubro. A análise dos casos foi interrompida com o pedido de vista do ministro Barros Monteiro, logo após o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, manifestar-se pela manutenção da decisão que havia tomado individualmente, no que foi seguido pelo ministro Nilson Naves. As decisões do presidente do STJ foram tomadas no último dia 14 de setembro. O ministro Vidigal atendeu a pedido da Aneel para suspender as decisões que impediam a Celpe e a Cosern de cobrar tarifas de energia elétrica com reajuste definido pela agência. O Ministério Público Federal contestou a decisão por meio de agravo regimental, um recurso interno que deve ser submetido aos ministros da Corte Especial. Como relator do processo, o ministro Edson Vidigal ratificou seu posicionamento anterior, mantendo a suspensão da liminar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que impedia o reajuste. (Elétrica - 05.10.2005)

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5 Eletrosul busca parceiros para leilão de energia nova

A Eletrosul pretende formar parcerias, em forma de consórcio, para participar do leilão de energia nova da Aneel. Segundo aviso publicado nesta quarta-feira o objetivo da empresa é selecionar parceiros e, se for o caso, constituir Sociedade de Propósito Específico para a implantação, exploração e comercialização da energia proveniente desses novos empreendimentos. (Canal Energia - 05.10.2005)

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6 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 05-10-2005, o IBOVESPA fechou a 30.163,52 pontos, representando uma baixa de 3,58% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,96 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 3,08%, fechando a 9.091,60 pontos. Este conjunto de empresas movimentou R$ 91,7 milhões. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 40,70 ON e R$ 39,20 PNB, baixa de 3,78% e 3,90%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Destaca-se que estas ações movimentaram R$ 17,3 milhões as ON e R$ 35,7 milhões as PNB. De todo o movimento das ações que compõem o IEE, as ações da Eletrobrás foram responsáveis por 36% do volume monetário. Na abertura do pregão do dia 06-10-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 40,01 as ações ON, baixa de 1,70% em relação ao dia anterior e R$ 38,60 as ações PNB, baixa de 1,53% em relação ao dia anterior. (Economática e Investshop - 06.10.2005)

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7 Curtas

A Tractebel Energia vai aplicar cerca de R$ 2,1 milhões no programa de pesquisa e desenvolvimento, ciclo 2004/2005, aprovado pela Aneel. A agência determinou que as metas físicas do programa devem ser atingidas até o dia 31 de outubro de 2006. (Canal Energia - 05.10.2005)

A revista norte-americana de economia Global Finance apontou a Copel como a melhor empresa da América Latina na área de energia e serviços elétricos, levando em consideração os indicadores do ano de 2005. (Elétrica - 05.10.2005)

A Aneel realiza hoje, dia 6 de outubro, audiência pública em Manaus para apresentar o processo de revisão tarifária periódica da concessionária Manaus Energia S/A. A reunião iniciará às 14h30 no auditório da Universidade Estadual do Amazonas - Escola Superior de Ciências da Saúde. (Elétrica - 05.10.2005)

A Bandeirante Energia e a Vivo - Telesp Celular lideram a lista das 11 empresas com o maior número de reclamações fundamentadas feitas ao Procon de São José dos Campos em 2004. Cada uma delas recebeu 136 reclamações. Em 2003, Bandeirante e Vivo figuravam, respectivamente, em 6º e 5º lugares na lista das "dez mais" do Procon. (Elétrica - 05.10.2005)

O governo Roberto Marques anunciou seu total descontentamento com os serviços prestados em Poá (SP) pela empresa de energia elétrica Bandeirante. De acordo com o secretário de Governo, André Marques, além de um serviço de melhor qualidade, a Prefeitura exige também a redução dos custos para as instalações, tanto novas como readaptadas, as quais são contratadas pelo município. (Elétrica - 05.10.2005)

A Cteep, em parceria com a cooperativa Coesa e com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, está estudando formas de melhor utilizar as faixas de terras sob as linhas de transmissão, projeto que integra os ciclos 2003/2004 e 2004/2005 do programa de pesquisa e desenvolvimento. Além de diminuir os gastos da empresa com a manutenção dessas áreas, para que a vegetação não chegue até as LTs, o projeto pretende beneficiar os proprietários dessas terras, que poderão utilizá-las de forma produtiva. (Canal Energia - 05.10.2005)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Vendaval derruba torres de sistema de transmissão de Itaipu

Um forte vendaval desligou na noite de terça-feira (04/10), as três linhas que compõem o sistema de transmissão em corrente alternada de 750 mil volts que transporta parte da energia produzida na usina de Itaipu. Segundo o ONS, o vento derrubou cinco torres de sustentação situadas nos municípios de Corbélia e Medianeira, no Paraná, interrompendo o fluxo de 4.800 MW de potência no sistema elétrico. O incidente aconteceu provocou perturbações em todo o sistema interligado nacional. Em muitos estados - o Paraná entre eles - ocorreram desligamentos parciais para aliviar a súbita perda de potência. Ainda não há previsão de reativação das linhas avariadas, que são operadas por Furnas. Entretanto, uma avaliação preliminar do ONS descarta a necessidade de serem impostas restrições ao consumo de energia elétrica até que os estragos sejam recuperados. A linha de transmissão da Copel que liga Umuarama a Assis Chateaubriand em 138 mil volts também teve uma estrutura danificada pelo vendaval, devendo voltar a operar dentro de 5 dias. (COPEL - 05.10.2005)

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2 Nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste está em 64,7%

A capacidade do submercado está em 64,7%, com queda de 0,2% em relação ao volume registrado no dia anterior. O índice fica 31,3% acima da curva de aversão ao risco. As usinas M. Moraes e Furnas operam com 78,3% e 83,3% de capacidade, respectivamente. (Canal Energia - 05.10.2005)

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3 Índice de armazenamento da região Sul está em 96,4%

A região registra 96,4% de volume armazenado em seus reservatórios. Em relação ao dia anterior, dia 03 de outubro, houve aumento de 1,1% no índice de armazenamento. A usina de G. B. Munhoz apresenta 98,1% de capacidade. (Canal Energia - 05.10.2005)

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4 Região Nordeste registra 66,3% de volume armazenado em seus reservatórios

O nível dos reservatórios do Nordeste está em 66,3%, com queda de 0,4% em relação ao dia anterior. O índice fica 41,8% acima da curva de aversão ao risco. O volume da hidrelétrica de Sobradinho está em 61,6%. (Canal Energia - 05.10.2005)

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5 Capacidade do submercado Norte está em 54,7%

O índice de armazenamento da região está em 54,7%, com queda de 0,6% em relação ao dia anterior. A hidrelétrica de Tucurí opera com 51,9% de capacidade. (Canal Energia - 05.10.2005)

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Gás e Termoelétricas

1 Lei do gás vai tira monopólio do transporte do gás da Petrobrás

Assim como já fez com o setor de energia elétrica, o MME pretende encaminhar ao Congresso Nacional nos próximos dias um novo modelo de regulamentação para a exploração, produção, transporte e comercialização de gás natural no Brasil. Pelo projeto, a Petrobrás perde o monopólio do transporte do gás e a ANP ganha mais poder no setor. A principal novidade prevista no projeto de lei é a adoção de leilões públicos para a concessões de gasodutos de transporte do insumo, que passarão a ocorrer nos moldes das concessões de linhas de transmissão de energia elétrica. (Valor Econômico - 06.10.2005)

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2 Crescimento do mercado exige investimento para ampliar rede de gasodutos

O crescimento acelerado do mercado de gás natural no país nos últimos dois anos exigirá pesados investimentos em malhas de distribuição e transporte. No caso do transporte, a malha permanece estagnada em cerca de 5,4 mil km, desde a entrada em operação do Gasoduto Bolívia- Brasil, em 1999. Os planos da Petrobrás de construir o Gasoduto Sudeste- Nordeste estão em compasso de espera devido ao aumento do orçamento original do projeto. No início deste ano, passou para US$ 1,5 bilhão e chegou a US$ 2,294 bilhão em sua última proposta, em meados do ano.O problema é que, segundo especialistas, a demanda e a oferta de gás já estão coincidindo e há necessidade urgente de novos investimentos. Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, o consumo e a oferta de gás no país de janeiro a maio de 2005 foram exatamente iguais: 45,5 milhões de metros cúbicos diários. (Valor Econômico - 06.10.2005)

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3 Fiep destaca importância de gasoduto em Campina Grande

Para o vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado da Paraíba), a construção do gasoduto , em Campina Grande, é um divisor de águas. Lago afirmou que, "o Pólo Cerâmico agora já pode ser formado. Campina Grande tem todos os minerais que uma cerâmica precisa, faltava apenas o gás natural que é um componente importantíssimo no custo de uma indústria cerâmica. Agora o Pólo Cerâmico pode se tornar em realidade". O empresário informou ainda que, "o Governo do Estado já está separando área no Distrito Industrial de Campina Grande, já existe verba liberada pelo Ministério das Minas e Energia, para que possamos criar aqui o Centro Tecnológico Mineral, que será um convênio da Secretaria de Ciência e Tecnologia com a Federação das Indústrias e com ALCIP para viabilizar esse Centro Tecnológico que será o embrião do Pólo Mineral", frisou. A PBGás pretende iniciar uma demanda em torno de 60 mil m³ dia, e em 2006 deve-se chegar a um consumo de até 80 mil m³ dia para o início de todo um processo de infra-estrutura. (Elétrica - 05.10.2005)

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Grandes Consumidores

1 CBA prevê lucro menor

A Companhia Brasileira de Alumínio, a segunda maior produtora de alumínio do Brasil, prevê que a valorização do real em relação ao dólar americano em 2005 corroerá a receita proveniente das exportações e reduzirá o crescimento dos lucros. A CBA, controlada pelo Grupo Votorantim, estima que o faturamento de 2005 crescerá 10%, após ter aumentado 34% em 2004, disse seu diretor de vendas, Carlos Loureiro Filho. (valor Econômico - 06.10.2005)

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2 Cade mantém derrota à Vale

O Cade decidiu ontem, por unanimidade, negar recursos da CVRD e da CSN. As empresas questionavam a determinação anterior do conselho, ocorrida em agosto, de descruzamento das ações das empresas e a aprovação, com restrições, da compra de sete mineradoras efetuadas pela Vale. (Jornal do Brasil - 06.10.2005)

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3 Disputa entre Vale e CSN deve continuar na Justiça

A disputa entre a CVRD e a CSN poderá continuar na Justiça. Os advogados da Vale estudam a possibilidade de buscar uma decisão jurídica que garanta à mineradora uma indenização da CSN pelo fim da preferência na aquisição do minério excedente produzido na mina Casa de Pedra, de propriedade da siderúrgica. (O Estado de São Paulo - 06.10.2005)

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4 Tarpon desafia a Arcelor pelo controle da Acesita

A gestora de recursos Tarpon fez uma proposta de R$ 45 por ação para comprar o controle da Acesita. O valor chega a R$ 1 bilhão. A venda de ações da empresa é hoje alvo de conflito entre a atual controladora Arcelor e os fundos de pensão Previ e Petros. As partes ainda não chegaram a um acordo sobre o preço. (O Estado de São Paulo - 06.10.2005)

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Economia Brasileira

1 SP sai na frente com PPP de US$ 3,3 bi

A Secretaria de Transportes fará a primeira audiência pública para interessados no dia 19. Até o final de março de 2006 o governo do Estado de São Paulo contratará a primeira operação dentro do conceito de investimentos das Parcerias Público-Privadas. A largada desse processo será dada no dia 19, quando a Secretaria Estadual de Transportes fará a primeira audiência pública para as empresas interessadas em investir na construção da linha 4 do metrô da capital paulista - um investimento de R$ 3,290 bilhões, dos quais R$ 890 milhões virão do setor privado. O restante dos recursos será aplicado pelo Tesouro estadual. (Gazeta Mercantil - 06.10.2005)

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2 Queda dos juros vai colocar o Brasil em rota de crescimento

Por maior que seja o impacto causado nos últimos três meses pelas denúncias de corrupção no governo federal, o início do ciclo de queda da taxa de juros pelo Banco Central colocará o país em uma rota de crescimento que deverá contribuir para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Para o economista e cientista político Theotônio dos Santos, responsável por essa avaliação, o Brasil deverá alcançar, em 2006, um crescimento superior a 5% do PIB, que deverá mitigar os estragos das denúncias que abalaram a credibilidade do governo. Ele acredita que o crescimento deverá ser sustentado, no próximo ano, pela manutenção do vigor das exportações do país. A despeito da sobrevalorização do real, o economista diz ser possível alcançar US$ 120 bilhões em exportações no próximo ano. (Gazeta Mercantil - 06.10.2005)

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3 Meirelles diz que Brasil cresce com equilíbrio e defende economia para pagar juros

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avalia que o país vive um momento importante, pois a economia " cresce de maneira balanceada, sem desequilíbrios evidentes que possam levar a crises " . Segundo ele, há um aumento consistente dos investimentos. Em exposição a comissões no Congresso, Meirelles também afirmou que " o caminho para diminuir a dívida pública é o superávit primário, não há outro caminho " . A afirmação foi dada em resposta a um parlamentar que questionou a opção do governo por economizar recursos para um " elevado " superávit primário, em detrimento de investir para minorar gargalos na infra-estrutura, como a deterioração das estradas brasileiras. Meirelles está no Congresso para prestar contas sobre a execução das políticas monetária, cambial e creditícia no segundo trimestre de 2005. (Valor Econômico - 06.10.2005)

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4 Produção industrial cresce 1,1% em agosto ante julho e aumenta 3,8% perante 2004, diz IBGE

A produção industrial brasileira em agosto subiu 1,1% perante o patamar apresentado em julho, em termos dessazonalizados. Relativamente a agosto de 2004, houve aumento de 3,8% na produção industrial. O indicador acumulado dos oito primeiros meses de 2005 aponta crescimento de 4,3% e, nos 12 meses encerrados em agosto, expansão de 5,1%. Os dados foram divulgados há pouco pelo IBGE. (Valor Econômico - 06.10.2005)

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5 IGP-DI completa cinco meses com deflação, mas preços sobem no varejo

O IGP-DI registrou deflação de 0,13% em setembro. Trata-se do quinto mês seguido de queda de preços, mas o resultado indica que o ciclo de arrefecimento de preços está perdendo força. Em agosto, o indicador havia apurado deflação de 0,79%. O movimento de aceleração foi generalizado e atingiu atacado, varejo e construção civil no índice usado para o reajuste de tarifas de telefonia fixa. A maior pressão nos preços de produtos industriais e combustíveis contribuíram para o resultado mais próximo da estabilidade. (Folha de São Paulo - 06.10.2005)

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6 Dólar ontem e hoje

A manhã de quinta-feira foi mais uma vez de números negativos no mercado financeiro. Pela primeira vez na semana o Banco Central não comprou dólares. Com isso, a moeda americana fechou a manhã perto da mínima do dia, a R$ 2,275 na compra e R$ 2,277 na venda (+0,40%). Ontem, o dólar comercial terminou com alta de 0,30%, transacionado a R$ 2,2660 para compra e R$ 2,2680 para venda. (O Globo Online e Valor Online - 06.10.2005)

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Internacional

1 Venezuela anuncia desenvolvimento de programa nuclear para diversificação energética

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou que o país desenvolverá um programa nuclear com finas pacíficos como parte de seus planos de diversificação energética. "A Venezuela tem planos para desenvolver energia atômica para fins pacíficos, como a desenvolvida por muitos países do mundo. O Brasil está desenvolvendo energia nuclear, assim como a Argentina, e é por aí que pretendemos avançar", disse Chávez. O presidente destacou que esta iniciativa se enquadra na busca "imprescindível" de "projetos alternativos de energia, como de energia eólica e solar". Para o diretor do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), Máximo Sucre,, a Venezuela levará de cerca de seis anos para formar pessoal e ter infra-estrutura para desenvolver energia nuclear. (Elétrica - 05.10.2005)

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2 Power-Gen debate nos EUA desafios da geração de energia no mundo

A Power-Gen International, considerada a maior feira de geração de energia, debaterá este ano os desafios do segmento para os próximos anos. Um dos destaques é a palestra "Power Industry 2006: Pathways to Growth", que discutirá as novas oportunidades lançadas com o interesse renovado em carvão, energia nuclear e gás natural, conjugados com o crescimento dos investimentos em energia renovável e geração distribuída. A feira contará ainda com a presença de 1,1 mil expositores de mais de 75 países, divididos nos setores de cogeração, energia renovável, gás natural, hidrelétricas e outros. (Canal Energia - 05.10.2005)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Alice Fucs, Carolina Pereira, Marcelo Machado, Guilherme Branquinho e Larissa Barbosa

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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