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IFE: nº 1.654 - 08 de setembro de 2005
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ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Ciclo de palestras da UFRJ sobre o setor elétrico brasileiro
2 MPF envia pareceres ao STF contra reajustes

Empresas
1 Leilão de privatização da CTEEP terá valor inicial em torno de R$ 1,3 bi
2 Abengoa, Elecnor e Alhambra formam um consórcio para disputar controle da CTEEP
3 Espanholas estudam compra da participação da Eletrobrás na CTEEP
4 Interessados no leilão de privatização da CTEEP não contarão apoio do BNDES
5 Light: desverticalização não afeta reestruturação da dívida
6 Eletropaulo vai investir R$ 18 mi na regularização de ligações clandestinas
7 Cotações da Eletrobrás
8 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 São Paulo registra aumento de 4,6% no consumo de energia em julho

Gás e Termelétricas
1 Centrais Elétricas Salto Corrente vai investir R$ 10,8 mi em termelétrica
2 Usinas de Angra operam com potência máxima de 1.965 MW
3 Fornecedores do NE pedem alta de 33%

Grandes Consumidores
1 Braskem: tendência de crescimento da economia brasileira vai impulsionar resultados
2 Braskem investe R$ 146 mi em programa de gestão
3 Braskem espera concluir programas de melhorias dos processos industrias
4 Braskem tem planos de assegurar consolidação da petroquímica nacional
5 Braskem reafirma interesse em projeto de petroquímica na Bolívia
6 Braskem realiza investimento de US$ 250 mi na construção de petroquímica na Venezuela
7 Arcelor anuncia possibilidade de aumento do preço do aço no quarto trimestre

Economia Brasileira
1 Economia recupera fôlego em agosto
2 Captações externas vão passar de US$ 2,7 bi

3 Produção industrial quebra seqüência de 4 altas e cede 2,5% em julho
4 Deflação apurada pelo IPC-S perde o ritmo e vai a 0,32%
5 FGV: país vive deflação sem crise
6 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Endesa recusa proposta da Gas Natural
2 Gas Natural mantém proposta de aquisição da Endesa
3 Gas Natural: aquisição da Endesa não afeta concorrência no setor

 

Regulação e Novo Modelo

1 Ciclo de palestras da UFRJ sobre o setor elétrico brasileiro

Dando continuidade ao Ciclo de palestras sobre Setor Elétrico do 2º semestre, o Instituto de Economia da UFRJ, através do GESEL - Grupo de Estudos do Setor Elétrico - estará promovendo a palestra "O BNDES e o Financiamento do Setor Elétrico", proferida por Nelson Siffert - Chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES. O evento acontece no dia 14 de setembro de 2005, quarta-feira, às 14hs, no Campus da Praia Vermelha UFRJ, Urca (Auditório do CFCH, Campus UFRJ, Av. Pasteur, 250). Para informações sobre as inscrições, enviar mail para ifes@race.nuca.ie.ufrj.br (NUCA-IE-UFRJ - 23.08.2005)

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2 MPF envia pareceres ao STF contra reajustes

O Ministério Público Federal enviou ao Superior Tribunal de Justiça parecer contra dois pedidos de suspensão de liminar requeridos pela Aneel. O primeiro (SLS 162) pretende derrubar a liminar que suspendeu o aumento médio 32,54% das tarifas da Celpe. O segundo pedido (SLS 161) questiona a liminar que impediu o reajuste médio de 19,58% nos preços da energia fornecida pela Cosern. Para o subprocurador-geral da República Aurélio Rios, que assina os pareceres, o STJ deve manter as duas liminares. Para ele, a liminar que impede o aumento dos preços praticados pela Celpe não "vedou o reajuste das tarifas, mas tão somente determinou que a revisão observasse o custo da energia elétrica disponível no mercado". Além disso, o subprocurador-geral sustenta que a companhia pernambucana está repassando para os consumidores o custo de perdas de energia elétrica "muito superior à média nacional". Em outras palavras, os usuários pagam pela ineficiência da empresa. (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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Empresas

1 Leilão de privatização da CTEEP terá valor inicial em torno de R$ 1,3 bi

A CTEEP promete suscitar uma disputa renhida em seu leilão de privatização. A companhia administra 17 mil quilômetros de cabos de transmissão no estado. Quem vencer o páreo leva uma empresa com elevada geração de caixa e rentabilidade crescente. Para ficar com este bom-bocado, os candidatos vão ter de coçar o bolso. Será o maior leilão de linhas prontas já realizado no setor de transmissão no Brasil. O valor inicial do leilão deverá ficar em torno de R$ 1,3 bilhão - serão vendidos os 60% do capital ordinário que pertencem ao governo paulista. (Relatório Reservado - 08.09.2005)

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2 Abengoa, Elecnor e Alhambra formam um consórcio para disputar controle da CTEEP

As espanholas Abengoa, Elecnor e Alhambra estão formando um consórcio para disputar o leilão de privatização da CTEEP, previsto para fevereiro de 2006. O trio ainda pode virar quarteto. Nas últimas semanas, as conversas se esticaram até a Iberdrola. A Abengoa vai liderar o pelotão. A companhia deverá ficar com até 50% das ações do consórcio. Dona de seis linhas de transmissão nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a Abengoa se tornará a maior investidora privada do setor no país caso se junte à CTEEP. Deixará para trás as brasileiras Alusa e Schahin. (Relatório Reservado - 08.09.2005)

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3 Espanholas estudam compra da participação da Eletrobrás na CTEEP

Antes mesmo do leilão, as espanholas Abengoa, Elecnor e Alhambra já procuram uma porta para ampliar sua presença na CTEEP. Há cerca de quinze dias, representantes de Abengoa, Elecnor e Alhambra mantiveram entendimentos com a Eletrobrás. Sondaram a possibilidade de comprar a participação da estatal na companhia paulista. Se somada às ações pertencentes à União, a fatia chega a 25% das ordinárias, ou 40% do capital total. Na estratégia dos espanhóis, este é um passo importante, que mexe com toda a atuação da Abengoa, da Elecnor e da Alhambra no Brasil. A tríade quer assegurar o maior volume possível de ações para facilitar a incorporação da CTEEP por uma nova holding. Pensam em uma operação muito maior. A criação desta empresa estaria ligada ao projeto dos três grupos espanhóis de unirem seus ativos em transmissão no país. (Relatório Reservado - 08.09.2005)

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4 Interessados no leilão de privatização da CTEEP não contarão apoio do BNDES

Os interessados no leilão de privatização da CTEEP não contarão com a ajuda do BNDES. O banco até chegou a estudar a concessão de um financiamento para a venda da empresa, mas decidiu tirar o corpo fora. O BNDES é um dos principais credores da CTEEP e não quer estender ainda mais este cordão umbilical monetário. (Relatório Reservado - 08.09.2005)

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5 Light: desverticalização não afeta reestruturação da dívida

O processo de desverticalização, com prazo para ser implementado até 31 de dezembro deste ano, não vai interferir na renegociação da dívida da Light. Segundo o diretor de Relações com Investidores da empresa, Paulo Roberto Pinto, a cisão contará com um mecanismo que garante o pagamento da dívida. Ele explicou que o processo não significa alteração no controle acionário, nem implica em mudanças na repactuação de US$ 500 milhões fechada com credores privados em maio deste ano. Conhecida como assunção imperfeita da dívida, a operação permitirá a geração de caixa consolidado para as amortizações necessárias, contou o executivo. De acordo ele, a dívida ficará sob administração da distribuidora. Como o segmento da geração corresponde a um percentual entre 15% e 20% do volume de caixa da Light, a aplicação do dispositivo faz com que a nova geradora comprometa-se com a transferência de parte de seu caixa para o pagamento da dívida. "É um mecanismo jurídico que fará com que os recursos voltem para a distribuidora pagar o passivo", observou. (Canal Energia - 06.09.2005)

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6 Eletropaulo vai investir R$ 18 mi na regularização de ligações clandestinas

A Eletropaulo anuncia nesta quinta-feira, 8 de setembro, o programa de regularização de ligações clandestinas de energia. O programa receberá, inicialmente, investimento de R$ 18 milhões e prevê regularizar, ainda este ano, as ligações de 45 mil famílias em sua área de concessão, incluindo a capital. A primeira comunidade a ser beneficiada coma doação do padrão de entrada é a de Heliópolis. Neste mês, o programa regularizará três mil famílias, de um total de 18 mil, na região. (Canal Energia - 06.09.2005)

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7 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 06-09-2005, o IBOVESPA fechou a 28.854,92 pontos, representando uma alta de 1,17% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,50 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 1,01%, fechando a 8.258,43 pontos. Este conjunto de empresas movimentou R$ 77,3 milhões. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 32,90 ON e R$ 32,08 PNB, baixa de 0,54% e alta de 1,20%, respectivamente, em relação ao fechamento do pregão anterior. Destaca-se que estas ações movimentaram R$ 8,2 milhões as ON e R$ 19,2 milhões as PNB. De todo o movimento das ações que compõem o IEE, as ações da Eletrobrás foram responsáveis por 25% do volume monetário. Na abertura do pregão do dia 08-09-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 32,90 as ações ON, estável em relação ao dia anterior e R$ 32,00 as ações PNB, baixa de 0,25% em relação ao dia anterior. (Economática e Investshop - 08.09.2005)

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8 Curtas

A CER negociou dívidas e saiu do Cadastro de Inadimplentes, tornando-se apta a receber os recursos do Governo Federal. De acordo com Aécio Medeiros, presidente da CER, o governo Ottomar Pinto tem o Luz para Todos como prioridade e disponibilizará os recursos necessários. (Elétrica - 06.09.2005)

A Copel, como parte de um projeto para ampliar o atendimento presencial, colocou em ação agências móveis para realizar o atendimento de consumidores em locais onde não existem postos. De acordo com o diretor de Distribuição da estatal, Ronald Ravedutti, a iniciativa complementa o esforço da empresa em recuperar as agências que foram fechadas quando houve a tentativa de privatização. (Canal Energia - 06.09.2005)

A Coelba irá promover nos dias 28 e 29 de setembro curso sobre gestão energética municipal e iluminação pública eficiente. O objetivo é ensinar administradores públicos e prefeitos da Bahia a diminuir as despesas com energia elétrica, que comprometem mais de 70% dos gastos dos pequenos municípios. (Canal Energia - 06.09.2005)

A luta contra a transferência da operação do sistema elétrico da Copel para o ONS, em Santa Catarina, começa a ganhar novos aliados. O deputado Rafael Greca recebeu, nesta segunda-feira (05), o apoio do Crea-PR, do Procon e do Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes). (Elétrica - 06.09.2005)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 São Paulo registra aumento de 4,6% no consumo de energia em julho

O consumo de energia elétrica no estado de São Paulo atingiu 8.616 GWh no mês de julho. O montante representa um acréscimo de 4,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. A classe residencial apresentou crescimento de 5% em comparação com o mês de julho de 2004. O consumo industrial cresceu 4,5% e a classe comercial registrou acréscimo de 4,4%. A capacidade instalada das principais concessionárias do estado ficou em 14.514,8 MW, cujo montante corresponde a cerca de 17% do total da capacidade instalada no país. (Canal Energia - 06.09.2005)

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Gás e Termoelétricas

1 Centrais Elétricas Salto Corrente vai investir R$ 10,8 mi em termelétrica

A empresa Centrais Elétricas Salto Corrente vai investir R$ 10,8 milhões na implantação da termelétrica Piraí, em Piraí do Sul (PR), e vai atuar como produtora independente de energia. A usina vai operar com 9 MW de potência instalada, capacidade suficiente para beneficiar uma população de 80,4 mil habitantes. A primeira unidade geradora deve entrar em operação comercial até o dia 21 de setembro. (Canal Energia - 06.09.2005)

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2 Usinas de Angra operam com potência máxima de 1.965 MW

A Eletronuclear informou que as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 atingiram nesta terça-feira, 6 de setembro, a potência máxima de geração. O objetivo é atender à estabilidade do sistema elétrico nacional, que enfrenta limitação de transmissão de energia em função de problemas na interligação de Itaipu Binacional. Por solicitação do ONS, a usina Angra 1, que gerava 520 MW, opera agora com 615 MW. E Angra 2 passou de uma potência de 1080 MW para a capacidade total de 1.350 MW. A limitação do transporte da energia gerada por Itaipu, causada pelo desligamento de linhas em função de vendaval, deve ser solucionada por técnicos de Furnas Centrais Elétricas entre os próximos dias 10 e 11 de setembro. (Canal Energia - 06.09.2005)

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3 Fornecedores do NE pedem alta de 33%

Os fornecedores de cana-de-açúcar no Nordeste decidiram, ontem, solicitar a intervenção do Ministério da Agricultura na regulamentação do preço da tonelada do produto fornecidos às usinas e destilarias. Os cultivadores estão solicitando um aumento de 33% no valor pago pela indústria sucroalcooleira pela tonelada de cana, que na região está entre R$ 32,00 e R$ 38,00. Eles alegam que os preços estão defasados e que uma ação mais efetiva do ministério poderá corrigir as distorções nos valores pagos pelo teor de sacarose em todo o País. (Elétrica - 06.09.2005)

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Grandes Consumidores

1 Braskem: tendência de crescimento da economia brasileira vai impulsionar resultados

A Braskem aposta que a tendência de crescimento econômico no Brasil vai impulsionar a companhia. Segundo o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, a companhia tem potencial para crescer ao largo da economia brasileira. Muitos produtos da companhia estão diretamente ligados aos segmentos de alto consumo doméstico, como é o caso de plásticos - utilizados nas indústrias de alimentos, automóveis e utensílios domésticos, afirmou Grubisich. (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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2 Braskem investe R$ 146 mi em programa de gestão

A Braskem começa a implantar este ano um programa de gestão que poderá não só garantir cerca de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões anuais em sinergias como assegurar que seu modelo de administração seja replicado em eventuais aquisições ou parcerias. A empresa vai investir R$ 146 milhões em um novo sistema de software, que permitirá simplificar os processos internos de gestão. Os programas são conhecidos como "Enterprise Resource Planning", ou apenas ERPs. O fornecimento do programa de gestão é disputado pela alemã SAP e a americana Oracle. O resultado deve sair no fim deste mês e o programa começará a rodar totalmente em 2007. "Com o kit de gestão, poderemos reduzir o custo do investimento ao avaliar uma empresa que poderemos comprar ou ao fechar uma parceria", disse o vice-presidente financeiro, Paul Altit. (Valor Econômico - 08.09.2005)

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3 Braskem espera concluir programas de melhorias dos processos industrias

A Braskem espera concluir, com antecedência, o programa Braskem Mais, lançado em 2004, que prevê melhorias nos processos industriais. A meta é obter R$ 420 milhões ao ano. O programa de inovação, que valoriza os projetos tecnológicos, assegurará outros R$ 150 milhões anuais. O primeiro deles, e único já concluído, trouxe R$ 350 milhões."Estamos nos preparando para alcançar uma boa rentabilidade quando chegar o ciclo de baixa do setor", explicou o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich. (Valor Econômico - 08.09.2005)

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4 Braskem tem planos de assegurar consolidação da petroquímica nacional

A Braskem tem planos de investir no exterior - Bolívia e Venezuela - assim como assegurar um crescimento maior na consolidação da petroquímica nacional. Até o fim de setembro, espera a decisão da Petrobras, que poderá garantir-lhe uma posição dominante no pólo do Sul. Hoje, já controla o pólo do Nordeste. Para tornar-se uma das dez maiores petroquímicas do mundo, a intenção da Braskem não é ampliar substancialmente sua capacidade ou produção no mundo, mas sua rentabilidade. A empresa já é líder na América Latina. O objetivo é aumentar seu valor de mercado. (Valor Econômico - 08.09.2005)

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5 Braskem reafirma interesse em projeto de petroquímica na Bolívia

O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, confirmou o interesse da companhia no investimento sobre o projeto multimilionário na Bolívia. A confirmação do interesse foi feita apesar de executivos da Petrobras, empresa com participação de 80% no projeto boliviano (a Braskem possui 20%), desde maio estarem repetindo que o empreendimento permanecerá congelado por algum tempo em razão da recente alta nos impostos e royalties para a produção de gás na Bolívia. O projeto na Bolívia, que prevê o uso de gás natural do país andino, deve começar a operar em 2010, com investimento estimado entre US$ 850 milhões e US$ 1 bilhão, acrescentou Grubisich. Estudos de viabilidade estão em andamento, mas a Braskem espera tomar decisão no segundo semestre de 2006, disse Grubisich. A petroquímica, que deve ser localizada parte no Brasil e parte na Bolívia, vai produzir 600 mil toneladas de polietileno, produto utilizado pela indústria de embalagens de alimentos. Grubisich minimizou as condições políticas na Bolívia, afirmando esperar que no momento certo a situação política no país vizinho terá melhorado. (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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6 Braskem realiza investimento de US$ 250 mi na construção de petroquímica na Venezuela

A Braskem mantém em andamento a construção da uma petroquímica na Venezuela. O projeto, que deve entrar em operação em 2008, representa investimento de US$ 250 milhões, disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich. A unidade venezuelana vai produzir 400 mil toneladas de polipropileno e vai funcionar como plataforma de exportações para outros países da América Latina e possivelmente para outras regiões, afirmou o executivo. (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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7 Arcelor anuncia possibilidade de aumento do preço do aço no quarto trimestre

A Arcelor pretende elevar os preços do aço no quarto trimestre em menos de 10%, disse o presidente executivo da empresa Guy Dollé. O executivo informou que os estoques de aço entre clientes havia retornado praticamente ao normal. Ele espera alta na demanda aparente no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre de 2006. (Gazeta Mercantil - 08.09.2005)

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Economia Brasileira

1 Economia recupera fôlego em agosto

Depois de um desempenho mais fraco em julho, a economia brasileira retomou o fôlego em agosto. Indicadores como a produção de veículos, a importação de bens de capital e matérias-primas e a arrecadação de impostos em São Paulo sugerem uma expansão mais forte do nível de atividade no mês passado. Com isso, ganha força a estimativa de um crescimento do PIB próximo a 3,5% em 2005, previsão amparada também na expectativa de queda dos juros a partir deste mês e de continuidade da recuperação da renda. (Valor Econômico - 08.09.05)

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2 Captações externas vão passar de US$ 2,7 bi

O mercado acaba de decretar o fim da crise política e emissores brasileiros resolveram aproveitar o otimismo e preparar o lançamento de bônus no exterior, que vão alongar o prazo de vencimento de suas dívidas e reduzir custos. O total de captações neste mês deve passar dos US$ 2,7 bilhões, segundo apurou o Valor. " No curto prazo, o cenário é bem favorável " , diz Ricardo Amorim, economista-chefe para a América Latina do WestLB. A captação fechada na terça-feira pelo Tesouro Nacional é apenas uma amostra do que está por vir. A demanda passou dos US$ 3 bilhões, com relação à oferta inicial de US$ 750 milhões. No fim, o Tesouro acabou tomando US$ 1 bilhão na reabertura de seu bônus que vence em fevereiro de 2025. Mas ainda há US$ 2 bilhões em recursos de investidores externos dispostos a aplicar em renda fixa no Brasil. O prazo da operação do Tesouro (20 anos) mostra que a demanda é por papéis de longo prazo. (Valor Econômico - 08.09.05)

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3 Produção industrial quebra seqüência de 4 altas e cede 2,5% em julho

Depois de quatro meses de expansão, a produção física industrial inverteu e apresentou queda de 2,5% em julho, na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Trata-se da maior perda deste indicador desde janeiro de 2003. As informações constam da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Brasil, divulgada IBGE. Em relação a julho de 2004, o índice mostrou expansão de 0,5% - a menor taxa desde setembro de 2003. "Na comparação julho 2005/julho 2004, cabe observar que julho deste ano teve 21 dias úteis, um a menos que o mesmo mês no ano passado", observa o IBGE. Quanto ao avanço acumulado de janeiro a julho, foi de 4,3%, inferior aos 5,0% somados no primeiro semestre do ano. Segundo o IBGE, o acumulado nos últimos doze meses também confirma a trajetória de desaceleração, passando de 6,7% em junho para 5,8% em julho. (Valor Econômico - 08.09.05)

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4 Deflação apurada pelo IPC-S perde o ritmo e vai a 0,32%

O IPC-S, calculado pela FGV, apontou deflação de 0,32% mensais na quadrissemana finda em 07 de setembro, quando comparada a intervalo imediatamente anterior. Na medição do mês encerrado em 31 de agosto, a variação havia sido negativa em 0,44%. A FGV atenta para o fato de a deflação estar 0,12 ponto percentual acima da taxa divulgada na última pesquisa, elevação que interrompe uma seqüência de quatro semanas consecutivas em que o IPC-S aprofundava seu declínio.Responderam pela maior contribuição à aceleração do índice cheio os setores de Alimentação e Habitação, que juntos adicionaram 0,11 ponto percentual ao IPC-S. (Valor Econômico - 08.09.05)

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5 FGV: país vive deflação sem crise

IGP-DI registra em agosto a maior queda desde 1995; IPCA acumula alta de 3,59% no ano. O Brasil começa a aprender a conviver com a deflação. A frase foi dita pelo coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, durante a divulgação, terça-feira, do IGP-DI, que fechou agosto com baixa de 0,79%. Segundo Quadros, o convívio com inflações mais amenas se dá em um ambiente econômico favorável, diferentemente do que ocorreu no passado recente. Ele afirmou ainda, que o atual ciclo de queda de preços é o mais intenso dos últimos 50 anos. (Gazeta Mercantil - 08.09.05)

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6 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial terminou a primeira etapa em queda de 0,17%, a R$ 2,319 na compra e R$ 2,321 na venda. Na terça-feira, o comportamento favorável do risco país e o fluxo positivo sustentaram a retomada da depreciação do dólar. E o anúncio de nova captação soberana nesta manhã reforçou o declínio da divisa norte-americana frente ao real. Desse modo, o dólar fechou com queda de 0,59%, transacionado a R$ 2,3230 para compra e R$ 2,3250 para venda. (O Globo Online e Valor Online - 08.09.2005)

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Internacional

1 Endesa recusa proposta da Gas Natural

A Endesa recusou a proposta de OPA proposta pela Gás Natural por considerá-la "manifestamente insuficiente" do ponto de vista econômico e por apresentar riscos em termos de concorrência, segundo comunicado. De acordo com a Endesa, a oferta apresenta "elementos de incerteza que impedem o conhecimento com precisão do valor real do preço oferecido (...) Em todo caso, uma primeira avaliação determina que os termos econômicos da oferta são manifestamente insuficientes e não refletem de modo algum o valor real da companhia", destaca o comunicado. Além disso, a Endesa considera a operação "dificilmente compatível com o regime regulatório e de concorrência, existindo nesta matéria riscos não previstos que poderiam implicar prejuízos substanciais aos acionistas da Endesa". (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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2 Gas Natural mantém proposta de aquisição da Endesa

A Gas Natural manteve a proposta de OPA (oferta pública de aquisição de ações) sobre a Endesa apesar da rejeição do Conselho de Administração da Endesa. A oferta avaliou a Endesa em 22,5 bilhões de euros (US$ 28,19 bilhões). A Gas Natural calcula obter 350 milhões de euros (US$ 438,55 milhões) de economia com a sinergia dos dois grupos em 2008 no caso de êxito, e investiria 17 bilhões de euros entre 2006 e 2009. Estes investimentos estariam sobretudo destinados a "continuar a integração e a gestão do gás e da energia na Europa e na América Latina" e a "construir uma posição sólida em gás e eletricidade na Itália". Na América Latina o novo grupo seria um operador líder em gás e eletricidade, com mais de 15 milhões de clientes. (Jornal do Commercio - 08.09.2005)

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3 Gas Natural: aquisição da Endesa não afeta concorrência no setor

Segundo a Gas Natural, a operação de aquisição da Endesa não afeta a concorrência no setor, porque a sua posição no mercado de eletricidade não é significativa, já que tem participação de mercado de 3,5%, da mesma forma que a Endesa em relação ao mercado de gás, onde tem apenas 4%. O executivo-chefe do grupo Gás Natural, Rafael Villaseca, disse que a operação, "ao contrário do que se diz, está seguindo o que foi proposto" pelo Governo espanhol, "em que se assume que na Espanha não faltam concorrentes e mais concorrência, e esta operação garante mais concorrência". (Gazeta Mercantil - 08.09.2005)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Diego Garbayo e Diogo Bravo

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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