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IFE: nº 1.581 - 25 de maio de 2005
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Impasse na ANP trava indicações na Aneel
2 Impasse nas indicações atrapalha funcionamento da Aneel
3 Hidrelétricas receberão R$ 4,3 bi do BNDES
4 Usina de Estreito terá R$ 2,4 bi do BNDES
5 Usina de Salto Pilão terá empréstimo de R$ 275 mi do BNDES
6 Foz do Chapecó e São Salvador também terão empréstimos do BNDES
7 Usina Hidrelétrica Salto Caxias apresenta fissura na barragem
8 Severino e líderes decidem instalar CPI do setor elétrico
9 PTB deve entregar cargos na Eletronorte e Eletronuclear
10 Curtas

Empresas
1 Venda de ações da AES deve movimentar em torno de R$ 1 bi
2 Grupo Endesa cria a holding Endesa Brasil
3 EDF quer melhorar as finanças da Light para só depois sair do país
4 Le Monde: EDF deve sair do Brasil somente em 2006
5 Cesp vai realizar oferta pública para venda de energia ao mercado Sudeste/Centro-Oeste
6 Decisão da Justiça Federal de Pernambuco sobre reajuste da Celpe deve sair até o fim dessa semana
7 Coelce quer que Justiça Federal seja considerada competente para julgar ações contra reajustes
8 Cteep assina contrato para ampliação de subestação no interior de SP

9 Eletrosul inicia operação de duas novas linhas de transmissão no Paraná

10 Justiça autoriza Light a cortar fornecimento de energia a Rio Claro

11 Cotações da Eletrobrás

12 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Blecaute atinge 14 cidades de Mato Grosso do Sul
2 Comissão aprova fim do horário de verão também na Bahia
3 Sudeste/Centro-Oeste apresenta 83,5% de capacidade armazenada

4
Nível dos reservatórios do Sul está em 55,3%
5 Índice de armazenamento dos reservatórios do Nordeste está em 96,4%

6 Região Norte apresenta 97,6% de volume armazenado

Gás e Termelétricas
1 Governo do Paraná aponta erros nas obras da térmica Araucária
2 Projeto de construção da Usina Angra 3 ganha novos aliados

Grandes Consumidores
1 Vale fecha acordo com sul-coreana Dongkuk Steel
2 Sidenor faz oferta para usina de ferro

Economia Brasileira
1 Palocci descarta inflação maior para obter crescimento maior
2 BC estudará prazo maior para a meta de inflação

3 IBGE: Taxa de desemprego fica estável em 10,8% em abril
4 IBGE: Renda do trabalhador em abril cai 1,8% perante março
5 OCDE eleva estimativa de crescimento para o Brasil em 2005
6 Superávit do Governo alcança 5,02% do PIB
7 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Hidrocantábrico registra lucro de 32 mi de euros no primeiro trimestre

 

Regulação e Novo Modelo

1 Impasse na ANP trava indicações na Aneel

O impasse em torno da indicação do engenheiro químico José Fantine para a direção-geral da ANP transformou-se em um entrave para o funcionamento da Aneel. A partir de hoje, estão vagos dois dos cinco assentos na diretoria colegiada da Aneel, com o término dos mandatos de Eduardo Ellery e Paulo Pedrosa. A oposição já avisou ao governo que bloqueará a votação de qualquer nome indicado para substituir os diretores da agência de energia, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, enquanto não se chegar a uma solução para a novela envolvendo Fantine. Medindo os riscos, o Palácio do Planalto desistiu de fazer as indicações para a Aneel, por enquanto. Os nomes mais cotados para a vaga de Ellery, que não pode ser reconduzido, vêm de dentro do próprio órgão regulador - do superintendente de estudos econômicos, Edvaldo Alves Santana, e do superintendente de fiscalização econômica, Romeu Ruffino. É improvável que as indicações tenham influência política. No cargo há cinco anos, Pedrosa pode ser reconduzido para um novo mandato. (Valor - 25.05.2005)

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2 Impasse nas indicações atrapalha funcionamento da Aneel

O impasse político terá conseqüências imediatas para o funcionamento da Aneel. Um dos primeiros sintomas será o acúmulo de processos para dois diretores - o terceiro, Jerson Kelman, não pode relatar processos por ser o chefe do órgão. Outro problema virá nas reuniões de diretoria. A lei que determinou a criação da Aneel prevê que as reuniões só podem acontecer com a presença de pelo menos três titulares. Desfalcadas de dois integrantes, elas serão obrigatoriamente interrompidas, por exemplo, caso um dos três diretores que permanecem tenha que atender um telefonema ou simplesmente ir ao banheiro. Nos próximos meses, expiram também os mandatos dos diretores Jaconias Aguiar (não-renovável, em dezembro) e Isaac Averbuch (em janeiro, renovável). (Valor - 25.05.2005)

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3 Hidrelétricas receberão R$ 4,3 bi do BNDES

O BNDES está prestes a aprovar um pacote de empréstimos para a construção de usinas hidrelétricas. São quatro grandes projetos, que, juntos, demandam investimentos de cerca R$ 6,6 bilhões e receberão financiamentos do banco estatal de R$ 4,3 bilhões. Ou seja: o BNDES irá financiar cerca de 65% dos projetos. As quatro novas usinas terão uma capacidade 2.380 MW. É pouco mais de 3% da capacidade total do parque gerador hídrico do país, um dos maiores do mundo. O chefe do Departamento de Energia do BNDES, Nelson Siffert, disse que todos os empréstimos estarão livres da variação cambial, diferentemente dos financiamentos às privatizações, que variavam de acordo com a cotação de uma cesta de moedas. Com isso, diz, o risco do investidor é menor. (Folha de São Paulo -25.05.2005)

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4 Usina de Estreito terá R$ 2,4 bi do BNDES

O maior projeto que terá empréstimos do BNDES é o da usina de Estreito, no Rio Tocantins, com investimentos previstos de R$ 3,5 bilhões. A previsão é que o BNDES empreste R$ 2,4 bilhões aos sócios da usina, que vai gerar 1.080 MW. Esse é o projeto que está na fase mais inicial de análise entre os quatro. Os sócios só apresentaram, por enquanto, uma carta-consulta ao BNDES, disse o chefe do Departamento de Energia do BNDES, Nelson Siffert. Estreito é uma sociedade entre Tractebel (do grupo belga Suez), Vale do Rio Doce, Alcoa, BHP Billiton e Camargo Corrêa Energia. Os financiamentos do banco serão corrigidos pela TJLP, mais juro de 1% a 4% ao ano. O executivo do BNDES disse ainda que o setor, depois da fase difícil vivida por causa do racionamento, está em franca ascensão, com novos projetos e mais capitalizado. (Folha de São Paulo -25.05.2005)

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5 Usina de Salto Pilão terá empréstimo de R$ 275 mi do BNDES

De acordo com o chefe do Departamento de Energia do BNDES, Nelson Siffert, o mais adiantado dos projetos que terá empréstimos do BNDES, que deve ser aprovado pela diretoria do banco em menos de um mês, é o de Salto Pilão (SC). A usina vai consumir R$ 526 milhões em investimento e terá um financiamento do BNDES de R$ 275 milhões. Construída em consórcio por Alcoa, Camargo Corrêa Cimentos, DME e Votorantin Cimentos, a usina terá capacidade de 182 MW. (Folha de São Paulo -25.05.2005)

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6 Foz do Chapecó e São Salvador também terão empréstimos do BNDES

Outros dois projetos já foram enquadrados pelo BNDES no pacote de empréstimos para a construção de usinas hidrelétricas: Foz do Chapecó (SC), com investimento de R$ 1,8 bilhão e financiamento de R$ 1,1 bilhão, e São Salvador (TO), com investimento de R$ 773 milhões e financiamento do banco de R$ 526 milhões. As usinas terão capacidade de 880 MW e 241 MW, e seus sócios são Vale do Rio Doce e CPFL e Tractebel, respectivamente. Nesses dois casos, os projetos aguardam a entrega da documentação dos investidores para que a área técnica conclua a análise e indique a aprovação à diretoria. A previsão é que as quatro usinas estejam operando em plena capacidade até 2010. (Folha de São Paulo -25.05.2005)

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7 Usina Hidrelétrica Salto Caxias apresenta fissura na barragem

A Copel admitiu que a barragem da Usina Hidrelétrica Salto Caxias, situada no rio Iguaçu, no município de Capitão Leônidas Marques, Sudoeste do Paraná, possui fissuras. O presidente interino da empresa, Luiz Antonio Rossafa, informou que o problema foi detectado em 1998 e, de lá para cá, foram feitas diversas correções. Rossafa afirmou que a situação está sob controle e que, por ora, não há necessidade de suspender as operações da usina para a realização do conserto. No final da tarde, o governo do estado divulgou comunicado informando que, para solucionar o problema, será necessário refazer a construção da barragem. "O conserto ainda será feito", disse o governador do Paraná, Roberto Requião. A usina de Salto Caxias é uma das mais importantes da estatal de energia e possui capacidade de produção de 1.240 MW, suficiente para atender 4 milhões de pessoas. Ela começou a ser construída em 1995 e iniciou a operação em 1999, após investimentos superiores a R$ 1 bilhão. Rossafa informou que a avaliação feita em 2001, por uma equipe especializada, mostrou que as correções efetuadas resolveram parte do problema. E que o último relatório, de abril de 2005, mostrou que nos últimos quatro anos elas não aumentaram. "O volume de água que passa pela fissura não mudou desde 2001", afirmou. (Valor - 25.05.2005)

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8 Severino e líderes decidem instalar CPI do setor elétrico

O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), e os líderes partidários decidiram instalar na semana que vem a CPI para investigar a privatização do setor elétrico. Segundo os líderes, durante a reunião foi manifestada a preocupação com a instabilidade que a CPI pode provocar no setor, mas a decisão de instalação foi unânime. Eles disseram que ainda vão acertar, até a próxima semana, a indicação para presidente e relator da comissão e ressaltaram que a CPI será tratada com responsabilidade. 'O setor elétrico passa por dificuldade e essa CPI não pode ser tratada de forma irresponsável', afirmou o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), um dos defensores da instalação da CPI. Segundo ele, se a CPI não for instalada pode parecer que os deputados não querem investigar. 'A CPI do setor elétrico não é constituída para fazer pressão sobre ninguém, mas para investigar com responsabilidade', ressaltou o líder do PSB, Renato Casagrande (ES). (O Estado de São Paulo - 25.05.2005)


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9 PTB deve entregar cargos na Eletronorte e Eletronuclear

O PTB pretende entregar oficialmente ao governo federal os cargos preenchidos por indicações do partido na administração federal, incluindo a presidência da Eletronorte, ocupada por Roberto Salmeron, e a diretoria de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, que tem à frente Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho. A saída de Salmeron e Rondon Filho só será concretizada caso o governo aceite o pedido de demissão. Aentrega dos cargos deve ser oficializada nesta quarta-feira, dia 25, em razão da greve que paralisa atividades administrativas da Eletrobrás. A saída dos ocupantes ligados ao PTB dos cargos deve-se às denúncias de corrupção na máquina pública ligando indicados do partido e o deputado Roberto Jefferson. (Canal Energia - 24.05.2005)

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10 Curtas

O Movimento de Atingidos por Barragens promove desde a segunda-feira, dia 23 de maio, mobilizações nas hidrelétricas Cana Brava (Tractebel, 450 MW) e Serra da Mesa (CPFL Geração/Furnas, 1.275 MW), ambas em Goiás, para defender o reassentamento de quase duas mil famílias. Furnas confirmou a invasão e agendou reunião com os representantes do movimento para esta quarta-feira, dia 25 de maio, em Brasília. (Canal Energia - 24.05.2005)

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Empresas

1 Venda de ações da AES deve movimentar em torno de R$ 1 bi

A venda das ações da AES Tietê, geradora de energia controlada pelo grupo americano AES, para o varejo começa no dia 1º de junho. Banespa, Santander e a Nossa Caixa estão vendendo 23,5 bilhões de ações da geradora, que representam 28,6% do capital total da AES. A venda deve movimentar em torno de R$ 1 bilhão. A oferta pública vai destinar 10% do total das ações para o varejo. A aplicação mínima será de R$ 1 mil e a máxima, de R$ 300 mil. A reserva das ações começa no dia 1º de junho e termina dia 13. Se houver procura maior que a oferta, haverá rateio. Os dados estão no prospecto da operação, divulgado ontem pelos bancos coordenadores da operação, o Credit Suisse First Boston e o Santander. A oferta dos papéis será feita apenas no Brasil, mas os dois coordenadores farão um esforço para vender os papéis também para os investidores institucionais estrangeiros (como fundos de pensão e seguradoras). Dependendo da demanda, o total das ações que serão ofertadas pode aumentar. Um lote adicional de 2,7 bilhões de ações preferenciais e de 824 milhões de ações ordinárias pode ser ofertado. O preço dos papéis será definido dia 14 de junho, pelo processo de "bookbuilding" (leilão em que os grandes investidores dizem quantas ações querem a comprar e que preço querem pagar). Atualmente, os papéis estão cotados em R$ 39 (as PN) e R$ 37,5 (as ON). (Valor - 25.05.2005)

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2 Grupo Endesa cria a holding Endesa Brasil

O grupo espanhol Endesa informou que vai agrupar as participações em empresas do setor de energia no Brasil em uma holding chamada Endesa Brasil. Com isso, afirmou um porta-voz da empresa, a nova companhia poderá atuar de maneira independente da matriz no financiamento dos projetos e eventualmente emitir ações. No Brasil, o grupo espanhol tem as distribuidoras Ampla e Coelce, além das geradoras Cachoeira Dourada e Térmica de Fortaleza e a transmissão Cien. As empresas Endesa Internacional, Enersis, Endesa Chile e Chilectra entregarão suas fatias nas empresas brasileiras em troca de participação na holding. O capital da nova empresa deverá ser de R$ 3,575 bilhões. Quando o processo for concluído, os acionistas da Endesa Brasil serão a Endesa Internacional, com 23,7%, a Enersis, com 23,5%, a Endesa Chile, com 33,6%, e a Chilectra, com 19,2%. A participação consolidada da Endesa será de 61%. (Gazeta Mercantil - 25.05.2005)

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3 EDF quer melhorar as finanças da Light para só depois sair do país

A EDF anunciou nesta terça-feira que está se concentrando na melhoria da situação financeira da unidade brasileira Light , distribuidora de energia do Rio de Janeiro, depois que jornais publicaram que a companhia está considerando uma saída progressiva do Brasil. A EDF, que anunciou no fim da segunda-feira que mantinha negociações exclusivas com o fundo de investimento argentino Grupo Dolphin para vender sua participação de 90% na Edenor, informou que a reestruturação da Light é sua principal prioridade. "Hoje estamos concentrados em melhorar a situação financeira da Light reestruturando a dívida", disse uma porta-voz da EDF. (Gazeta Mercantil - 25.05.2005)

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4 Le Monde: EDF deve sair do Brasil somente em 2006

O jornal francês Le Monde publicou que a EDF deve sair do Brasil somente em 2006 por causa de "questões políticas". Informou ainda que a EDF procura parceiros brasileiros, principalmente o BNDES, para assumirem participação na Light antes de deixar o país. A EDF, que deve fazer uma oferta pública inicial de ações antes do final do corrente ano, informou que mantém o foco de investimentos na Europa e na China e que vai deixar todas as opções abertas para seus ativos deficitários nos países latino-americanos. (Gazeta Mercantil - 25.05.2005)

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5 Cesp vai realizar oferta pública para venda de energia ao mercado Sudeste/Centro-Oeste

A Cesp vai realizar oferta pública para venda de energia de curto prazo. De acordo com o edital, a empresa disponibilizará para a venda o montante de 250 mil MWh, para entrega no submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de maio de 2005. Os interessados devem enviar a proposta no dia 31 de maio, através do fax (11) 5613-3786. O resultado será divulgado no próprio dia 31. (Canal Energia - 24.05.2005)

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6 Decisão da Justiça Federal de Pernambuco sobre reajuste da Celpe deve sair até o fim dessa semana

A Justiça Federal de Pernambuco deve decidir nesta sexta-feira, dia 27 de maio, a respeito das liminares que suspendem parcialmente o reajuste de 24,43% nas tarifas da Celpe. A diretoria da 3ª Vara Federal informou que está aguardando o envio de informações, pela distribuidora e pela Termopernambuco, o que permitirá ao juiz decidir se manterá a liminar que impede o aumento na íntegra. A Aneel já atendeu ao pedido da 3ª Vara. (Canal Energia - 24.05.2005)

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7 Coelce quer que Justiça Federal seja considerada competente para julgar ações contra reajustes

A Coelce espera que o Superior Tribunal de Justiça considere a Justiça Federal competente para julgar ações contra reajuste de tarifas que envolvam a distribuidora. A companhia entrou com pedido no STJ na segunda-feira, dia 23 de maio, solicitando a suspensão de uma decisão da Justiça estadual que impede o repasse integral de 23,59% de reajuste. De acordo com a empresa, a Justiça Federal é competente porque a fixação das tarifas é feita pela Aneel - que representa o poder concedente - com base nos contratos celebrados entre as distribuidoras e a União. O STJ informou que a Aneel também apresentou pedido para que a Justiça estadual reconheça interesse na tramitação da ação. (Canal Energia - 24.05.2005)

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8 Cteep assina contrato para ampliação de subestação no interior de SP

A Cteep e a ABB, empresa de tecnologias de energia e automação, assinaram contrato no valor de R$ 46,5 milhões para ampliar a subestação de Assis, no interior de São Paulo. A empresa Bauruense Tecnologia e Serviços será consorciada da ABB para realização de serviços relativos às obras civis e montagem eletromecânica. As instalações devem ser concluídas até julho de 2006. (Canal Energia - 24.05.2005)

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9 Eletrosul inicia operação de duas novas linhas de transmissão no Paraná

A Eletrosul colocou em operação duas novas linhas de transmissão no Paraná. As linhas Maringá/Assis e Assis/Maringá, ambas em 230 kV, foram energizadas na terça-feira, dia 24, e e segunda-feira, dia 23 de maio, respectivamente. As linhas vão atender o mercado do norte do Paraná que já apresentava sinais de saturação. As novas linhas são resultado do seccionamento da LT Londrina/Assis e da construção de novos trechos. (Canal Energia - 24.05.2005)

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10 Justiça autoriza Light a cortar fornecimento de energia a Rio Claro

O escritório Emerenciano, Baggio e Associados Advogados, através de sua área de recuperação de grandes créditos e integrado com o departamento jurídico da Light, obteve junto ao poder público, decisão favorável à concessionária de energia contra o município sul-fluminense de Rio Claro. De acordo com a liminar concedida pelo ministro Edson Vidigal, presidente do STJ, a Light não está obrigada a fornecer energia elétrica ao município fluminense. A decisão contraria a liminar concedida anteriormente pela 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que houvera deferido pedido do município Rio Claro para permitir o religamento da energia elétrica cortada pela Light, por inadimplência continuada das contas por uso de instalações municipais. (Elétrica - 24.05.2005)

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11 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 24-05-2005, o IBOVESPA fechou a 24.545,24 pontos, representando uma alta de 1,36% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,34 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 1,05%, fechando a 7.759,33 pontos. Este conjunto de empresas movimentou R$ 62,1 milhões. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 34,80 ON e R$ 31,60 PNB, alta de 1,19% e 0,32% respectivamente, em relação ao fechamento do dia anterior. Destaca-se que estas ações movimentaram R$ 8,1 milhões as ON e R$ 19,7 milhões as PNB. De todo o movimento das ações que compõem o IEE, as ações da Eletrobrás foram responsáveis por 38% do volume monetário. Na abertura do pregão do dia 25-05-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 34,80 as ações ON, estável em relação ao dia anterior e R$ 31,60 as ações PNB, estável em relação ao dia anterior. (Economática e Investshop - 25.05.2005)

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12 Curtas

A Cesp convocou assembléia geral extraordinária para o dia 9 de junho, que analisará a nomeação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) para avaliar do valor das ações de emissão da Emae e Cteep. A avaliação tem o objetivo de dar condições para o aumento do capital da Cesp em R$ 120 milhões. (Canal Energia - 24.05.2005)

A Eletrosul realizou pesquisa com os clientes externos - distribuidoras, geradoras, ONS e Eletrobrás - que mostrou uma avaliação positiva da empresa. Segundo o levantamento, 97% dos entrevistados consideram ótima a imagem da empresa e 94% definiram como ótimo ou bom o relacionamento com a estatal. O índice de satisfação geral passou de 74%, há quatros anos, para 98% este ano. (Canal Energia - 24.05.2005)

A subestação de Ibiúna, operada por Furnas Centrais Elétricas, recebeu pela segunda vez o certificado ISO 14001. A recertificação do sistema de gestão ambiental foi feita pelo Bureau Veritas Quality Internacional, o mesmo instituto que em 1998 certificou a unidade pela primeira vez. A auditoria foi realizada entre 9 e 12 de maio e é válida para o período entre 9 de maio de 2005 a 12 de maio de 2008. (Canal Energia - 24.05.2005)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Blecaute atinge 14 cidades de Mato Grosso do Sul

Uma pane no sistema da usina hidrelétrica de Mimoso, no município de Ribas do Rio Pardo (a 92 quilômetros de Campo Grande), deixou ontem 14 cidades da região Noroeste de Mato Grosso do Sul sem energia elétrica durante pelo menos 21 minutos. O apagão ocorreu por volta das 17h, provocando congestionamento nas principais ruas do Centro de Campo Grande, que ficou sem energia elétrica. A polícia teve que controlar o trânsito nos principais cruzamentos. Segundo a Enersul, a energia foi restabelecida gradativamente. Em algumas regiões de Campo Grande o fornecimento só foi retomado cerca de 40 minutos após o início do apagão. Um fusível queimado em decorrência das chuvas é a principal hipótese para o incidente. A Aneel e o ONS analisam as causas do apagão. (O Globo - 25.05.2005)

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2 Comissão aprova fim do horário de verão também na Bahia

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 1812/99, do ex-deputado Roberto Pessoa (PFL-CE), que proíbe a adoção do horário de verão nos estados das regiões Norte e Nordeste. No seu texto original, o projeto abria uma exceção para a Bahia. Já o parecer do relator, deputado Benjamin Maranhão (PMDB-PB), aprovado pela comissão, inclui aquele estado na proibição. Atualmente, por decisão administrativa do governo federal, o horário de verão não é adotado nessas duas regiões, com exceção da Bahia. O autor do projeto argumenta que numerosos estudos comprovam os efeitos negativos do horário de verão para a saúde humana, pois o relógio biológico das pessoas sofre alterações no campo alimentar e no regime de repouso. (Elétrica - 24.05.2005)

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3 Sudeste/Centro-Oeste apresenta 83,5% de capacidade armazenada

O índice de armazenamento dos reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste está em 83,5%. As hidrelétricas Itumbiara e Marimbondo apresentam, respectivamente, 89,5% e 91,3% de capacidade. (NUCA-IE-UFRJ - 25.05.2005)

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4 Nível dos reservatórios do Sul está em 55,3%

Os reservatórios da região Sul apresentam 55,3% de volume armazenado. A hidrelétrica S. Santiago registra capacidade de 33,5%. (NUCA-IE-UFRJ - 25.05.2005)

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5 Índice de armazenamento dos reservatórios do Nordeste está em 96,4%

O Nordeste apresenta 96,4% de capacidade armazenada em seus reservatórios. A usina de Sobradinho opera com 98,6% de volume. (NUCA-IE-UFRJ - 25.05.2005)

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6 Região Norte apresenta 97,6% de volume armazenado

O nível dos reservatórios do Norte está em 97,6%. A usina de Tucuruí opera com 99,8% de sua capacidade total. (NUCA-IE-UFRJ - 25.05.2005)

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Gás e Termoelétricas

1 Governo do Paraná aponta erros nas obras da térmica Araucária

O governo do Paraná divulgou ontem informações de um laudo feito por ordem judicial na Usina Termelétrica de Araucária (UEG Araucária), que mostra que os equipamentos usados pela El Paso na obra não são compatíveis com o sistema de produção de energia usado no Brasil. A usina nunca funcionou e o governo já vinha usando esse argumento na briga iniciada em 2003 contra a multinacional americana, que possui 60% das ações da usina - os outros 40% são divididos entre Copel e Petrobras. A El Paso também tem ação contra o governo e não comentou o assunto. O laudo diz que a usina "não está apta a operar em modo automático, seguro e contínuo". O documento mostra que as especificações do fabricante de turbinas quanto ao combustível a ser utilizado exigiam uso de gás natural com teor de propano de 1,5% em volume. Essa imposição levou à construção de uma unidade de processamento que custou US$ 43 milhões. Em outubro de 2002 houve flexibilização dessa especificação e hoje é permitido teor de 2,5%, tornando dispensável a unidade. Os peritos estimam em US$ 80 milhões o custo para corrigir outro problema: as turbinas não obedecerem às normas do ONS, que exigem que as máquinas operem em regime excepcional por alguns segundos, em caso de queda na freqüência da rede. (Valor - 25.05.2005)

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2 Projeto de construção da Usina Angra 3 ganha novos aliados

José Dirceu ganhou novos aliados na defesa da construção da Usina Angra 3. Os ministérios da Defesa e do Desenvolvimento vão assinar o documento que a Casa Civil está preparando a favor do projeto. O libelo será enviado ao Planalto e ao Conselho Nacional de Política Energética. (Relatório Reservado - 25.05.2005)

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Grandes Consumidores

1 Vale fecha acordo com sul-coreana Dongkuk Steel

A Companhia Vale do Rio firmou memorando de entendimento visando a ratificar a intenção de construir a Usina Siderúrgica do Ceará com a Dongkuk Steel , terceira maior empresa siderúrgica da Coréia do Sul. A capacidade de produção da usina está estimada em 1,5 milhão de toneladas anuais de placas de aço. Outros parceiros do projeto são a empresa italiana de equipamentos Danieli, o BNDES, o Estado do Ceará e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). (Jornal do Brasil - 25.05.2005)

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2 Sidenor faz oferta para usina de ferro

A Sidenor, dona da Aços Villares, fez uma oferta pelo controle da Tecno-Logos, usina de ferro pertencente a investidores brasileiros. O valor gira em torno dos R$ 140 milhões. A Aços Villares já detém 10% da empresa, dona dos direitos de uso da Tecnored, tecnologia pioneira de auto-redução de metais. (Relatório Reservado - 25.05.2005)

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Economia Brasileira

1 Palocci descarta inflação maior para obter crescimento maior

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse não concordar com as previsões pessimistas para o crescimento econômico deste ano. No entanto, ele evitou confirmar que a estimativa oficial de expansão do PIB, de 4%, será atingida. Palocci concorda que uma política monetária mais restritiva pode levar a um crescimento menor, mas levará a uma inflação menor também. "Eu não vejo vantagem de se ter um pouco mais de crescimento com um pouco mais de inflação." Ele destacou que os indicadores de investimento não estão ruins. "O investimento direto estrangeiro no primeiro quadrimestre aumentou mais de 30% em relação ao passado." disse. (O Estado de São Paulo - 25.05.2005)

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2 BC estudará prazo maior para a meta de inflação

O novo diretor de Estudos Especiais do BC, Alexandre Tombini, mostrou-se ontem favorável a mudanças no sistema de metas de inflação. Apesar de ser contrário a mudanças na meta já fixada em 4,5% para o ano que vem, ele prometeu estudar a adoção de um prazo maior para que a inflação convirja para trajetória quando o índice ultrapassar o valor determinado. Ele reafirmou que, críticas à parte, a taxa de juros é o melhor instrumento para garantir o retorno da inflação para o nível desejado pelo Governo. Também rebateu as propostas de elevar o compulsório - parte dos depósitos captados pelos bancos que fica recolhida no BC - como forma de conter a demanda. (Jornal do Commercio - 25.05.2005)

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3 IBGE: Taxa de desemprego fica estável em 10,8% em abril

A taxa de desemprego nacional ficou estável em abril, em 10,8% da população economicamente ativa. Segundo o levantamento do IBGE, as taxas anteriores foram de 10,8% em março e 10,6% em fevereiro. Em abril de 2004, porém, a taxa de desocupação havia sido de 13,1%. O contingente de desocupados ficou estável em comparação a março nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, em cerca de 2,4 milhões de pessoas. Ante abril de 2004, porém, houve baixa de 17%. De acordo com o levantamento, o número de pessoas ocupadas também ficou estável de março para abril. Segundo o IBGE, na comparação com abril do ano passado, esse contingente aumentou 3,3%. (Valor Online - 25.05.2005)

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4 IBGE: Renda do trabalhador em abril cai 1,8% perante março

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas ficou em R$ 938,70 em abril, o que representa alta de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado e queda de 1,8% em relação a março, segundo informou o IBGE. Em comparação com março, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram baixa de 2,6% no rendimento médio, para R$ 946,70. Os trabalhadores por conta própria ficaram com rendimento 1% menor, de R$ 733,30. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado viram queda de 3%, para R$ 604,60. Nesse confronto, das seis regiões metropolitanas pesquisadas, Salvador (-1,5%), Rio de Janeiro (-1,1%), São Paulo (-3,3%) e Porto Alegre (-1,5%) apresentaram queda no rendimento. As regiões de Recife (4,8%) e Belo Horizonte (1,4%) viram alta. (Valor Online - 25.05.2005)

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5 OCDE eleva estimativa de crescimento para o Brasil em 2005

A economia brasileira, que no ano passado registrou o maior crescimento em dez anos (5,2%), deve crescer 3,7% em 2005, contra 3,6% da estimativa inicial, segundo a OCDE. Em seu informe semestral "Perspectivas Econômicas", a OCDE prevê que em 2006, o PIB do país deverá avançar 3,5%. "A demanda interna continuará sendo, sem dúvida, o motor do crescimento, embora também contribuirão positivamente "os intercâmbios com o exterior, sinal de melhora das capacidades de resistência da economia", diz o documento. Os autores do informe ressaltam a necessidade de "prudência" na atuação pública "e se possível" um maior rigor orçamentário. (O Globo Online - 25.05.2005)

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6 Superávit do Governo alcança 5,02% do PIB

O Governo federal obteve em abril um superávit primário de R$ 12,9 bilhões, a maior economia para pagamento de juros já registrada em um só mês desde que o programa de ajuste fiscal foi iniciado, em 1999. Em quatro meses, o superávit chega a R$ 30,4 bilhões e, em 12 meses, a R$ 55,1 bilhões, o que supera com folga as metas estabelecidas pela equipe econômica. Em proporção do PIB, a economia realizada só pelo Governo federal já equivale a 5,02%, o que está acima da meta de 4,25% de todo o setor público, que inclui ainda estatais e governos municipais e estaduais. Formalmente, a cota de esforço do Governo federal seria de 2,38% do PIB, mas o resultado obtido até agora reforça a impressão de que, na prática, a equipe econômica persegue um superávit maior. (Jornal do Commercio - 25.05.2005)

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7 Dólar ontem e hoje

Às 12h26m, a tendência de queda do dólar é firme. A moeda recua 0,65%, cotada a R$ 2,411 na compra e R$ 2,413 na venda, na mínima do dia. Ontem, o dólar comercial fechou com leve alta de 0,08%, a R$ 2,4270 para compra e R$ 2,4290. A cotação é a menor desde 6 de maio de 2002. (O Globo Online e Valor Online - 25.05.2005)


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Internacional

1 Hidrocantábrico registra lucro de 32 mi de euros no primeiro trimestre

A Hidrocantábrico, controlada pela EDP-Energias de Portugal, anunciou que o seu resultado mais do que triplicou nos primeiros três meses deste ano, ao passar de 9,2 milhões de euros para os 32 milhões de euros. Segundo a empresa, o volume de negócios subiu 37,6% para os 619,4 milhões de euros e o resultado bruto de exploração (EBITDA) cresceu 38% para os 139 milhões de euros. Este resultado contabiliza já as compensações a receber, para financiar as baixas tarifas em contraponto com os elevados preços no mercado grossista de energia (pool). O primeiro trimestre caracterizou-se pelo crescimento da procura a um ritmo superior a 8%. A produção de eletricidade da Hidrocantábrico subiu 5,3% no primeiro trimestre, para 3.962 GWh, o que representa uma quota de 7% do mercado. A elétrica informou que a produção com gás e a partir de fontes renováveis, que são os dois pilares que sustentam o Plano Estratégico do Grupo HC, representam quase 20% da produção total da empresa. (Diário Econòmico - 19.05.2005)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Diego Garbayo e Diogo Bravo

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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