l

IFE: nº 1.562 - 28 de abril de 2005
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Tolmasquim: Governo estuda nova metodologia para próximos leilões de energia
2 Governo deve publicar edital para bacia do rio Uruguai na próxima semana
3 Furnas e Odebrecht entregam estudo de viabilidade da hidrelétrica Santo Antônio
4 Taxa de demanda é mantida no RS
5 Curtas

Empresas
1 Itaipu inicia plano para cortar custos
2 Itaipu: dispensas serão feitas com cuidado
3 Decisão da Aneel sobre reajuste da Celpe é adiada
4 Celpe aprova captação de recursos para alongar dívida de R$ 35 mi
5 Governo de SP pode receber R$ 1 bi com a venda da Cteep
6 Votação sobre desestatização da Cteep pode ser adiada
7 Cesp nega estar inadimplente com a União
8 Ampla aprova em assembléia proposta de destinação do lucro de R$ 33,1 mi em 2004

9 Coelba recorre ao mercado financeiro para estruturar perfil de dívida

10 CPFL Brasil realiza leilão para compra de até 250 MW médios

11 Celg vai lançar edital para licitação de obras para expansão do sistema

12 Celg em processo final de formatação do processo de capitalização

13 Cotações da Eletrobrás

14 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Tolmasquim: País precisa de novas fontes de energia a partir de 2010
2 Crise argentina de energia afeta o Brasil
3 Brasil vai tentar que o governo argentino garanta um suprimento mínimo

4 Sudeste/Centro-Oeste registra 85,7% armazenados em seus reservatórios

5 Armazenamento no Sul alcança 42,2%

6 Reservatórios do Nordeste tem 96,8% de capacidade armazenada

7 Norte apresenta 97,1% de capacidade

Gás e Termelétricas
1 Lula: biodiesel vai tornar o País mais independente
2 Brasil e Venezuela assinam acordo de cooperação para desenvolvimento do biodiesel

Grandes Consumidores
1 Lucro da CSN no trimestre chegou a R$ 717 mi
2 CSN: vendas cresceram 5,18%
3 Dívida líquida da CSN cai R$ 1,197 bi
4 Receita da Votorantim atinge R$ 18 bi
5 Votorantim Energia garante R$ 1,65 bi ao grupo
6 Votorantim confirma planos de expansão no exterior
7 Gerdau vai invesit R$ 63 mi nos próximos três ano em fábrica no Nordeste
8 MEPS: crescimento da produção mundial de aço deve ser reduzida em 2005

Economia Brasileira
1 Copom acompanhará inflação até maio para decidir rumos da política monetária
2 Alencar: É inócuo aumentar juros

3 BC: Aumenta o volume de crédito
4 Berzoini: Juros não afetam mercado de trabalho
5 IGP-M avança para 0,86% em abril
6 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 EDF anuncia que está deixando a Argentina
2 Governo da Argentina: decisão da EDF de vender Endenor não terá efeitos no mercado local
3 Bush promete incentivos a usinas nucleares

Regulação e Novo Modelo

1 Tolmasquim: Governo estuda nova metodologia para próximos leilões de energia

O governo federal estuda novas metodologias para os próximos leilões de energia. No entanto, esses novos procedimentos, assim como o calendário de leilões, ainda não estão definidos. A afirmação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Tolmasquim afirmou que a ministra Dilma Rousseff já definiu que ele permanecerá como responsável pelos leilões de energia e que essa atribuição será formalizada em breve por meio de algum instrumento jurídico. No entanto, ele afirmou que está se desligando de todas as responsabilidades da secretaria-executiva do ministério, que passa a ser ocupada por Nelson Hubner. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005 e Elétrica - 27.04.2005)

<topo>

2 Governo deve publicar edital para bacia do rio Uruguai na próxima semana

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, participou do seminário sobre Gestão e Planejamento Energético no Fórum Abinee TEC 2005, promovido pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Na oportunidade, Tolmasquim revelou que o governo federal deverá publicar no máximo até segunda-feira (02/05) o edital para a realização da avaliação ambiental integrada da bacia do rio Uruguai. O estudo deve ficar pronto em aproximadamente um ano. De acordo com dados da Aneel, a bacia do rio Uruguai abrange uma área de aproximadamente 384.000 km², dos quais 176.000 km² situam-se em território nacional e possui uma vazão média anual de 3.600 m³/s. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

3 Furnas e Odebrecht entregam estudo de viabilidade da hidrelétrica Santo Antônio

Furnas e a construtora Norberto Odebrecht entregam hoje à Aneel os estudos de viabilidade técnica e econômica da usina hidroelétrica Santo Antônio, que deverá ter uma capacidade instalada de 3.150 MW. O empreendimento compõe o complexo do rio Madeira, em Rondônia. Odebrecht e Furnas ainda finalizam o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A estimativa é que sejam entregues no próximo dia 20 de maio. Após essa fase, Furnas e Odebrecht começam a buscar parceiros para uma possível parceria num consórcio para brigar pela concessão dos projetos, que exigirão investimentos de US$ 4,5 bilhões. As empresas também realizaram os estudos de inventário e viabilidade da outra usina do complexo, o aproveitamento hidrelétrico de Jirau. A expectativa da empresa é que os documentos necessários sejam obtidos até o final do ano, o que permitiria que as usinas fossem licitadas no leilão de energia nova em 2006 e as obras iniciadas até o final do próximo ano. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

4 Taxa de demanda é mantida no RS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a competência da Justiça Estadual para julgar ações de consumidores contra distribuidoras de energia elétrica e manteve a cobrança da taxa de demanda de um consumidor comercial gaúcho. Por unanimidade, a 21ª Câmara Cível negou provimento a recurso de Agravo de Instrumento interposto por AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia contra decisão proferida na Comarca de Montenegro, concedendo antecipação de tutela à Agrogen Desenvolvimento Genético. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

5 Curtas

A EPE está executando 11 projetos, que abordam, entre outros temas, estudos de cenários macroeconômicos, projeções de mercado e licenciamento ambiental. A instituição é um órgão vinculado ao ministério de Minas e Energia e tem como função realizar estudos de planejamento energético. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

 

Empresas

1 Itaipu inicia plano para cortar custos

Itaipu Binacional pôs em prática um plano que prevê o corte de 15% nos gastos previstos para custeio e investimentos, que resultará em economia de cerca de R$ 12 milhões em 2005. Itaipu Binacional faz os acertos finais de um programa de demissão incentivada que tem como alvo cerca de 400 funcionários do total de 1,5 mil contratados no Brasil - no lado paraguaio há 1,7 mil. O programa será implantado em julho. Em dois anos deve gerar economia de US$ 29 milhões/ano. O corte de pessoal está sendo planejado há um ano e o de despesas começou a ser discutido há um mês. Foi motivado pela desvalorização do dólar frente ao real. O orçamento de Itaipu é feito em dólar e as previsões para 2005 foram fechadas em outubro com base em uma cotação de R$ 3. Como tem ficado bem abaixo disso, Itaipu tinha duas opções: cortar gastos ou pedir autorização ao governo federal para elevar a tarifa de repasse às distribuidoras, que em janeiro foi reajustada em 7,62% e passou para US$ 19,20 o KWh. A empresa decidiu começar pela primeira opção, mas a segunda não está descartada e será usada caso a valorização da moeda brasileira tenha continuidade. Alguns cortes já estão definidos e outros serão acertados na próxima semana. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

2 Itaipu: dispensas serão feitas com cuidado

Como Itaipu está prestes a aumentar a capacidade de geração de energia de 12.600 MW para 14 mil MW, com a inauguração das duas últimas turbinas até o fim do ano, a diretora financeira, Gleisi Hoffmann, disse que as dispensas serão feitas com cuidado, levando em conta as necessidades da empresa. "Tínhamos como cortar gastos e estamos fazendo isso", afirmou a diretora, que em 2004 implantou um pregão eletrônico binacional e economizou R$ 2 milhões em compras de materiais. Outra idéia em análise é a de cobrança de taxa aos turistas que visitam a usina. No ano passado, 718 mil pessoas visitaram a hidrelétrica, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai. "Hoje Itaipu não cobra nada por isso e tem gastos com segurança e transporte interno", disse Gleisi. Sua previsão é de que a cobrança comece a partir do segundo semestre. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

3 Decisão da Aneel sobre reajuste da Celpe é adiada

O pedido de vista do diretor pernambucano Isaac Pinto Averbuch, adiou a decisão da Aneel sobre o reajuste das tarifas da Celpe. Apesar de adiar o julgamento, o pedido não vai impedir que as tarifas sejam reajustadas. Quando o processo de revisão tarifária voltar à pauta da diretoria da agência, o índice aprovado terá validade com data retroativa ao dia 29. A proposta da distribuidora é de reajuste imediato de 24,43% e o restante parcelado em três anos, até o total de 34,11%. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

4 Celpe aprova captação de recursos para alongar dívida de R$ 35 mi

O Conselho de Administração da Celpe aprovou a proposta do diretor Financeiro e de Relações com investidores da empresa, Erik Breyer, para captação de recursos para alongar perfil da dívida no valor de até R$ 35 milhões, com prazo igual ou superior a três anos. Além disso, o conselho também aprovou a captação pela distribuidora de recursos para capital de giro no valor de até R$ 50 milhões, com prazo de até 180 dias. As duas operações têm aval da Neoenergia, controladora da Celpe. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

5 Governo de SP pode receber R$ 1 bi com a venda da Cteep

O secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo, Mauro Arce, estima que a participação do governo estadual na Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) - 40% do capital social da empresa - possa valer ao menos R$ 1 bilhão. Esse valor, segundo secretário, poderá ser maior em função de algum ágio na operação de venda da empresa. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

6 Votação sobre desestatização da Cteep pode ser adiada

O secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo, Mauro Arce, revelou que a expectativa inicial era de que a Assembléia Legislativa de São Paulo votasse o projeto de lei que inclui a Cteep no Programa Estadual de Desestatização no início da semana que vem. No entanto, esse cronograma pode ser adiado por alguns dias em função do falecimento do deputado federal Paulo Kobayashi (PSDB-SP), que foi presidente da Assembléia Legislativa no biênio 1997/1999. A Assembléia deverá interromper os trabalhos para homenagear Kobayashi. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

7 Cesp nega estar inadimplente com a União

A Cesp informou que não possui nenhuma dívida vencida "de qualquer natureza" com a União. A empresa afirmou que é indevida a informação que circulou na imprensa semana passada sobre a inclusão do nome da geradora na lista de maiores devedores da Receita Federal. Segundo o comunicado, a inclusão, feita pela Procuradoria Geral de Fazenda Nacional, trata-se do questionamento da constitucionalidade da cobrança de PIS-Pasep/Cofins da empresa, feita em 1999. Ainda segundo a Cesp, a linha de defesa adotada pela empresa foi abandonada "há quase seis anos, ocasião em que quitou completamente todos os seus compromissos pendentes dessa natureza". O comunicado encerra dizendo que a Procuradoria "não atualizou controles sobre os referidos débitos", o que mantém o nome da Cesp como inscrito na dívida ativa de maneira indevida, destacou a geradora. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

8 Ampla aprova em assembléia proposta de destinação do lucro de R$ 33,1 mi em 2004

A Ampla aprovou durante assembléia geral ordinária a proposta de destinação do lucro líquido de R$ 33,1 milhões, relativo ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2004. Pela proposta, o montante será integralmente utilizado para a compensação de parte dos prejuízos acumulados da companhia, segundo comunicado encaminhado à Bovespa. A assembléia aprovou ainda, por unanimidade, a mudança da denominação social da empresa para Ampla Energia e Serviços S.A. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

9 Coelba recorre ao mercado financeiro para estruturar perfil de dívida

A Coelba pretende pegar os recursos da quinta emissão de R$ 540 milhões em debêntures para quitar dívida que vence em setembro deste ano. O débito refere-se à quarta emissão de debêntures feita no ano passado, no valor de R$ 450 milhões. A carência da quarta operação termina em setembro deste ano e a nova emissão servirá para alongar este prazo para três anos, segundo explicou Emmanuel Lôpo, superintendente Financeiro e de Relações com Investidores da distribuidora. Os outros R$ 90 milhões do negócio serão destinados para eventuais pagamentos de outras dívidas. A quinta emissão de debêntures, contou o executivo, será dividida em duas séries. A primeira será no valor de R$ 440 milhões, fixada em CDI e prazo de vencimento de cinco anos. Já a segunda série será de R$ 100 milhões, indexadas pelo IGP-M e vencimento também de cinco anos. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

10 CPFL Brasil realiza leilão para compra de até 250 MW médios

A CPFL Brasil realiza nesta quarta-feira, dia 27 de abril, chamada pública para compra de até 250 MW médios. De acordo com o edital, a energia será entregue nos submercados Norte ou Nordeste, a critério do vendedor. O prazo de fornecimento vai de 1° a 30 de abril de 2005. Os interessados em participar do leilão podem enviar o termo de adesão e a proposta de venda até às 18 horas desta quarta. O resultado da operação será divulgado na quinta-feira, dia 28 de abril, às 15 horas. Os contratos com os vencedores deverão ser assinados até a próxima semana. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

11 Celg vai lançar edital para licitação de obras para expansão do sistema

A Celg pretende publicar até o dia 8 de julho o edital da licitação internacional para realizar obras de expansão do sistema de distribuição e de transmissão. A empresa tem prazo de 100 dias para começar a obra, em meados de outubro, mas a meta é realizar o julgamento das propostas no final de agosto, segundo informou o diretor de Relações com Investidores da empresa, Javahé de Lima. Segundo ele, o processo operacional está finalizado, à espera apenas da licitação, sendo o início da obra imediato. Serão investidos na empreitada US$ 146 milhões, a fim de adicionar 1.135 km de linhas, entre distribuição e transmissão. Está prevista ainda a construção de 42 novas subestações e a ampliação de 68 unidades, conta o executivo. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

12 Celg em processo final de formatação do processo de capitalização

A Celg está finalizando o processo de capitalização que viabilizará novos projetos e garantirá a saúde financeira da empresa. O diretor de Relações com Investidores da empresa, Javahé de Lima, afimou que o Fundo de Direito Creditório, anunciado pela empresa, está em fase final de formatação. O lançamento de R$ 200 milhões em cotas do fundo de recebíveis da Celg, gerenciada pelo Integral Trust e pelo Grupo Fibra, será lançada até o dia 6 de junho. Outra operação é a abertura de capital da empresa. Lima contou que a operação visa, fundamentalmente, à amortização do passivo do estado de Goiás, atualmente em R$ 670 milhões, com a companhia. De acordo com Lima, serão emitidos 25% das ações da Celg em posse do governo estadual. O diretor espera que o início da venda ocorra até o fim de junho. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

13 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 27-04-2005, o IBOVESPA fechou a 25.241,70 pontos, representando uma baixa de 0,25% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 1,22 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram valorização de 1,03%, fechando a 7.437,87 pontos. Este conjunto de empresas movimentou R$ 77,7 milhões. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 32,60 ON e R$ 33,58 PNB, alta de 3,16% e 1,82% respectivamente, em relação ao fechamento do dia anterior. Destaca-se que estas ações movimentaram R$ 12,4 milhões as ON e R$ 20,5 milhões as PNB. De todo o movimento das ações que compõem o IEE, as ações da Eletrobrás foram responsáveis por 26% do volume monetário. Na abertura do pregão do dia 28-04-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 32,19 as ações ON, baixa de 1,26% em relação ao dia anterior e R$ 33,40 as ações PNB, baixa de 0,54% em relação ao dia anterior. (Economática e Investshop - 28.04.2005)

<topo>

14 Curtas

O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Jorge Parente, se reúne hoje, em Brasília, com diretores da Confederação Nacional das Indústrias para estudar a possibilidade de reversão do aumento das tarifas de energia elétrica da Coelce, que varia de 24,15% a 32,07% para as indústrias. (Elétrica - 27.04.2005)

A Bandeirante Energia informou que, a partir do dia 2 de maio deste ano, os registros das ações escriturais de emissão da companhia passarão a ser efetuados pelo Banco Itaú, nova instituição financeira depositária de ações contratada pela empresa. Antes, os registros eram feitos pelo Banco Bradesco. (Canal Energia - 27.04.2005)

A Cemig disponibilizará a partir da próxima sexta-feira, dia 29 de abril, o novo edital para realização de obras no âmbito do Luz para Todos. De acordo com a Cemig, as empresas devem enviar as propostas até às 18 horas do dia 16 de junho. (Canal Energia - 27.04.2005)

A Chesf investirá R$ 5 milhões nos próximos cinco meses para recuperar 1.050 sistemas de energia solar fotovoltaica instalados em oito estados do Nordeste. A iniciativa faz parte de convênio assinado com o MME. (Canal Energia - 27.04.2005)

A Celesc planeja investimentos de cerca de R$ 6 milhões nos projetos selecionados para o ciclo 2004/2005 do programa de pesquisa e desenvolvimento. (Canal Energia - 28.04.2005)

<topo>

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Tolmasquim: País precisa de novas fontes de energia a partir de 2010

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que o abastecimento de energia elétrica está totalmente garantido até 2009, mas o País necessita de novas fontes de geração para a partir de 2010. Na avaliação de Tolmasquim, a matriz energética brasileira permanecerá sendo hidrológica. Atualmente, afirmou ele, 91% da energia produzida no Brasil é gerada em usinas hidrelétricas ou pequenas centrais (PCHs). "Nossa matriz vai continuar sendo hidrelétrica a não ser que não queiramos mais usar o potencial que nos foi dado", comentou, referindo-se ao fato de que o Brasil aproveita apenas 24% de seu potencial hidrelétrico, enquanto que outros países já não tem mais espaço para avançar nesse terreno. A França, por exemplo, utiliza 100% de seu potencial hidrológico. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

2 Crise argentina de energia afeta o Brasil

Os problemas com o abastecimento de energia enfrentados pela Argentina, e que tendem a se agravar no inverno, começaram a chegar ao Brasil. A geradora Central Costanera, controlada pela espanhola Endesa, enviou ontem um comunicado à bolsa portenha informando que não poderá cumprir os contratos de fornecimento de energia ao país vizinho. O corte no envio de energia é a primeira conseqüência prática para o Brasil da escassez de gás e eletricidade vivida pela Argentina. Segundo declarações de um funcionário da Central Costanera à agência "DowJones", nas últimas três semanas a companhia tem enviado apenas 60% dos 900 MWh previstos no contrato de fornecimento à Cien. Os cortes no fornecimento de energia já eram esperados pelo governo brasileiro, e a gravidade da situação motivou a ida a Buenos Aires, no início desta semana, da ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef. A ministra brasileira se reuniu com o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, para negociar uma reformulação de emergência e em caráter provisório dos contratos de venda de energia às empresas brasileiras. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

3 Brasil vai tentar que o governo argentino garanta um suprimento mínimo

Na terça-feira, os subsecretários argentinos das áreas de combustível e eletricidade estarão em Brasília para novas reuniões. O objetivo do Brasil é conseguir que o governo argentino garanta um suprimento mínimo de energia, abaixo do definido atualmente, para pelo menos evitar que o impacto de uma eventual interrupção total do abastecimento termine por inviabilizar o intercâmbio energético entre os dois países. O receio expressado por uma fonte do governo brasileiro é que o governo argentino tenha com o Brasil a mesma postura que teve com o Chile durante a crise energética do ano passado: sob o argumento de que os contratos de exportação de energia podem ser descumpridos se há escassez no mercado doméstico, a Argentina diminuiu ou cortou os despachos de gás ao Chile e o problema já está ocorrendo novamente neste ano. Na negociação com a vizinha Argentina, o Brasil tem a seu favor o fato de ter cedido, no ano passado, uma parcela de energia que ajudou a diminuir os efeitos da crise de oferta do insumo no país vizinho. Além disso, no longo prazo, a manutenção de laços no setor de energia tende a beneficiar mais a Argentina que o Brasil. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

4 Sudeste/Centro-Oeste registra 85,7% armazenados em seus reservatórios

O submercado registra 85,7% de capacidade. As usinas Marimbondo e Itumbiara operam, respectivamente, com 87,8% e 93,3% de volume armazenado. (NUCA-IE-UFRJ - 28.04.2005)

<topo>

5 Armazenamento no Sul alcança 42,2%

O índice de armazenamento do Sul está em 42,2%. A hidrelétrica G. B. Munhoz registra capacidade de 47,2%. (NUCA-IE-UFRJ - 28.04.2005)

<topo>

6 Reservatórios do Nordeste tem 96,8% de capacidade armazenada

A região apresenta 96,8% de volume armazenado. A capacidade da usina de Sobradinho está em 99,6%. (NUCA-IE-UFRJ - 28.04.2005)

<topo>

7 Norte apresenta 97,1% de capacidade

O nível dos reservatórios da região está em 97,1%. A usina de Tucuruí opera com 98,9% de sua capacidade total. (NUCA-IE-UFRJ - 28.04.2005)

<topo>

 

Gás e Termoelétricas

1 Lula: biodiesel vai tornar o País mais independente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o biodiesel poderá transformar o Brasil em País muito mais independente. O biodiese passou a ser produzido no Pará pelo grupo Agropalma com a borra do dendê. Lula visitou a plantação de palma de dendê em Moju (a 200 km de Belém). Lula disse ainda que esse combustível "gera muito mais emprego, é menos poluente, e pode transformar o Brasil em País muito mais independente".O presidente completou dizendo, que o Brasil está criando nova matriz energética e que o Brasil, no futuro, servirá de exemplo para outros países. A primeira usina de produção de biodiesel no Brasil foi inaugurada pelo presidente Lula em março último, em Cássia (MG). O presidente garantiu que vai levar energia elétrica aos pequenos agricultores que integram o programa de produção de biodiesel da palma de dendê no município de Moju, no Pará. (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

2 Brasil e Venezuela assinam acordo de cooperação para desenvolvimento do biodiesel

O MME e o Ministério de Energia e Petróleo da Venezuela assinaram memorando de entendimento para cooperação para o desenvolvimento da indústria do biodiesel. Fazem parte deste acordo, além dos dois ministérios, a Petrobras e a Petróleos de Venezuela (PDVSA). Pelo memorando, as partes envolvidas no processo ficarão responsáveis por definir as bases de um projeto que propicie o cultivo de oleaginosos, a produção do biodiesel e seu uso nas misturas com o óleo diesel venezuelano. O projeto servirá de base para a implantação definitiva do uso do biodiesel como componente nas misturas de diesel do mercado interno da Venezuela e sua comercialização. Para implementação do acordo, será criado, no prazo máximo de 15 dias, um grupo de trabalho para o desenvolvimento das atividades. O grupo terá prazo adicional de 75 dias para apresentar um plano de trabalho para as atividades relativas ao desenvolvimento da indústria do biodiesel. (Canal Energia - 27.04.2005)

<topo>

 

Grandes Consumidores

1 Lucro da CSN no trimestre chegou a R$ 717 mi

A CSN registrou lucro líquido de R$ 717 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 115,32% em relação aos R$ 333 milhões apurados nos três primeiros meses do ano passado. Em comunicado aos investidores, a companhia afirmou que o aumento de preços e de vendas foi o principal responsável pelos resultados. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortizações) cresceu 68,91% em igual período de comparação, de R$ 833 milhões para R$ 1,407 bilhão. A receita líquida da empresa somou R$ 2,862 bilhões no primeiro trimestre de 2005, ante R$ 1,865 bilhão em igual período anterior, ou seja, um incremento de 53,46%. A receita líquida de produção de aço por tonelada foi de R$ 2.133 nos três primeiros meses deste ano, contra R$ 1.534 no primeiro trimestre do ano passado - uma alta de 39,05% - que demonstra o aumento de preços dos produtos vendidos pela companhia. (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

2 CSN: vendas cresceram 5,18%

No comunicado que enviou ao mercado com os resultados do primeiro trimestre deste ano, a CSN destaca que os preços mantiveram-se estáveis em relação ao quarto trimestre de 2004, com exceção do reajuste de 4% praticado nos laminados a quente em 1º de fevereiro. A produção de aço bruto da siderúrgica somou 1,167 milhão de toneladas nos três primeiros meses deste ano, uma queda de 13,87% em relação aos 1,355 milhão de toneladas produzidas no primeiro trimestre de 2004. As vendas, por outro lado, cresceram 5,18% no mesmo período de comparação, de 1,138 milhão de toneladas para 1,197 milhão de toneladas. A participação do mercado interno nas vendas totais da CSN cresceram no primeiro trimestre deste ano, somando 897 mil toneladas, ou seja, 74,94%. Nos três primeiros meses do ano passado, as vendas internas somaram 776 mil toneladas, 68,19% do total no período. (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

3 Dívida líquida da CSN cai R$ 1,197 bi

A dívida líquida da CSN caiu R$ 1,197 bilhão no trimestre. Em 31 de março, o endividamento líquido da CSN somava R$ 3,511 bilhões, ante R$ 4,729 bilhões em 31 de dezembro do ano passado. A geração de caixa da companhia em 12 meses da companhia já é mais alto que a dívida líquida. A relação entre o endividamento líquido e o Ebitda é de 0,65 vezes atualmente. A CSN destaca no relatório que o primeiro trimestre do ano foi marcado pelo fechamento do primeiro contrato de vendas de minério-de-ferro, produzido na mina de Casa da Pedra, de 54,7 milhões toneladas. A empresa adquiriu, ainda, a mina e planta de fundição de estanho ERSA, com a intenção de otimizar custos e alavancar suas atividades mineradoras. (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

4 Receita da Votorantim atinge R$ 18 bi

Os resultados da área de mineração e metalurgia foram as grandes vedetes do grupo Votorantim no ano passado. Pela primeira vez em sua história, a receita líquida dessas empresas ultrapassou a das atividades de cimento, respondendo por 27% do total - o equivalente a R$ 4,97 bilhões, desempenho obtido graças ao elevado preço das commodities metálicas e dos aços longos no mercado mundial. O resultado também é 15% superior ao obtido em 2003. Enquanto isso, a divisão de cimento da Votorantim, até então carro-chefe do grupo, teve receita líquida de R$ 4,6 bilhões, ou 25% do total do grupo, de acordo com as demonstrações financeiras da empresa divulgadas ontem. A divisão de metalurgia reúne a CBA, a Siderúrgica Barra Mansa, a Companhia Níquel Tocantins, Companhia Paraibuna de Metais e a Companhia Mineira de Metais. Em todo o exercício de 2004, as empresas da Votorantim Participações registraram receitas líquidas de R$ 18,42 bilhões, 17% superior em comparação com o ano anterior. Os resultados da área de papel e celulose foram responsáveis por 18% do resultado do grupo; os bancos, por 10%; e os ativos de energia por 6% da receita líquida do ano passado. O lucro consolidado do grupo subiu 19,5%, atingindo R$ 4,13 bilhões. Só a área de metais respondeu por ganhos da ordem de R$ 1,99 bilhão, ou 48% do resultado total. A Votorantim Cimentos, entretanto, não divulgou o lucro líquido do período. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

5 Votorantim Energia garante R$ 1,65 bi ao grupo

Da receita bruta total do grupo Votorantim, de R$ 21,5 bilhões (crescimento de 18,5% em comparação a 2003), R$ 10,36 bilhões foram provenientes de vendas no exterior, enquanto outros R$ 7,41 bilhões foram comercializados no mercado interno. O fornecimento de energia elétrica (por meio da Votorantim Energia) garantiu ao grupo R$ 1,65 bilhão. A geração operacional de caixa (Ebtida) consolidada do grupo passou de R$ 5,6 bilhões para R$ 6,2 bilhões no ano passado. Em suas demonstrações financeiras, o grupo Votorantim afirmou ter efetuado investimentos da ordem de R$ 7 bilhões. Boa parte desses recursos foi aplicada na aquisição de ativos (cimenteiras nos Estados Unidos, 50% do capital votante da Ripasa, e da mina de Cajamarquilla, no Peru, entre outros negócios). "Ao longo de 2005, a Votorantim manterá o processo de crescimento, seja nos negócios atuais ou por meio de novas aquisições", afirmou o conglomerado em nota. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

6 Votorantim confirma planos de expansão no exterior

O grupo Votorantim confirmou seus planos de expansão no exterior. "Hoje as operações internacionais representam em torno de 10% da receita. Equilibrar essa relação é um dos principais desafios a serem superados no decorrer de 2005 em diante", afirmou o conglomerado em nota. A partir do segundo trimestre, a Votorantim passa a incorporar em seus balanços os resultados financeiros da Ripasa, cuja parte das ações foi comprada em conjunto com a Suzano. O grupo também finalizou, por meio da Votorantim Novos Negócios, a compra da empresa de serviços de TI Proceda, que pertencia à MCI. O grupo pretende agora consolidar as operações da área através da Optiglobe. (Valor - 28.04.2005)

<topo>

7 Gerdau vai invesit R$ 63 mi nos próximos três ano em fábrica no Nordeste

O gaúcho Gerdau vai investir nos próximos três anos R$ 63 milhões no aumento da capacidade de produção da fábrica em Maracanaú, município da região metropolitana de Fortaleza (CE). Os recursos fazem parte de um programa que prevê investimento global de R$ 83 milhões. "Vamos aplicar pelo menos 50% do restante previsto ainda este ano", adianta o gerente da Gerdau Cearense, Roberto Barros. O gerente diz que os planos para este ano envolvem a continuidade na melhoria da industrialização da sucata, processo iniciado em 2004. A companhia concentra 95% da produção na reciclagem de sucata, proveniente das regiões Norte e Nordeste. Os recursos já aplicados na unidade cearense permitem à empresa antecipar para este ano a capacidade instala de produção de 150 mil toneladas de aço/ano, estimados para 2007. "O mercado mundial respondeu muito bem e estamos embarcando cerca de 50% da produção para o exterior, África e América latina", disse. O executivo calcula em 50% a 60% a participação da empresa no Nordeste. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

8 MEPS: crescimento da produção mundial de aço deve ser reduzida em 2005

Segundo a empresa de consultoria MEPS (International), o crescimento da produção de aço sofrerá uma redução de quase 50% este ano à medida que as siderúrgicas da União Européia (UE) reduzem seus volumes para manter os preços, ameaçados por estoques maiores do que a média. A produção mundial de aço aumentará 4,7%, para 1,1 bilhão de toneladas este ano, comparativamente à expansão de quase 9% do ano passado, informou a MEPS, por meio de relatório. Os produtores da UE reduzirão sua produção em 0,8%, para 192 milhões de toneladas. "Os grandes estoques mantidos por consumidores e estoquistas da UE levaram as siderúrgicas a reduzir sua produção", apontou o relatório. A maior parte dos aumentos da produção mundial virá da Ásia, puxados especialmente pela China. O país mais populoso do mundo ampliará sua produção em 17%, para 315 milhões de toneladas, conforme a MEPS. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

 

Economia Brasileira

1 Copom acompanhará inflação até maio para decidir rumos da política monetária

Segundo a ata da sua reunião de abril, o Copom decidiu que vai " acompanhar atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação " até o encontro de maio " para então definir os próximos passos na estratégia de política monetária implementada desde setembro de 2004 " , quando o juro básico começou a subir. Reiterou, porém, que persistem riscos de curto prazo para a convergência da inflação às metas - a instabilidade no quadro externo e pressões localizadas de preços internos, como os reajustes de preços administrados. Para fazer frente a esses riscos, o Copom julgou que somente a manutenção da Selic em 19,25% ao ano não seria suficiente e, por isso, a decisão unânime foi de elevação para 19,50%. Ainda assim, o comitê aponta que o aperto monetário praticado desde setembro passado já se faz sentir sobre a economia e, conseqüentemente, sobre os indicadores e as previsões de inflação. (Valor Online - 28.04.2005)

<topo>

2 Alencar: É inócuo aumentar juros

O vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, manifestou seu apoio à proposta apresentada pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), de retirar do Copom a prerrogativa de definir as taxas de juros do país. Para Alencar, esse é um tipo de decisão que deveria ser tomada em conjunto com representantes dos setores agrícola, industrial e de serviços, o que fortaleceria a economia real do Brasil. Para o vice-presidente, o Brasil paga hoje uma taxa básica real de juros muito acima da média internacional e isso traz uma grande prejuízo para a nação. Na avaliação de Alencar, as taxas praticadas hoje no país inibem tanto o investimento quanto o consumo. (O Globo Online - 28.04.2005)

<topo>

3 BC: Aumenta o volume de crédito

O volume de operações de crédito no sistema financeiro alcançou a cifra de R$ 506 bilhões no mês de março, o que corresponde a uma expansão de 1,6% em relação a fevereiro e de 21% no acumulado dos últimos 12 meses. Equivale, também, a 26,7% do PIB. Os números constam do relatório de março sobre Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado pelo Departamento Econômico do BC. A expansão do crédito reflete, principalmente, o aumento de empréstimos contratados por pessoas físicas. O destaque, no caso, ficou com as operações consignadas em folhas de pagamento, que custaram aos tomadores, em média, 37,1% ao ano, contra 37,4% no mês anterior. Metade, portanto, dos 74,4% de juros cobrados pela rede bancária no crédito pessoal, que chegaram a 75,3% em fevereiro. (O Globo Online - 28.04.2005)

<topo>

4 Berzoini: Juros não afetam mercado de trabalho

O ministro do Emprego e Trabalho, Ricardo Berzoini, disse que, por enquanto, as altas taxas de juros não estão prejudicando o mercado de trabalho. Mas, por tempo prolongado, podem "arrefecer a atividade econômica e prejudicar o mercado de trabalho". Berzoini afirmou que o atual governo tem criado cerca de 90 mil postos de trabalho por mês, enquanto que a gestão anterior criou, em média, 8 mil empregos/mês. "Obviamente, não nos satisfaz plenamente, porque é preciso reduzir o desemprego a um porcentual pequeno da população economicamente ativa", ponderou. Hoje, este porcentual, segundo ele, está de 9,6%, a 10,5%. Apesar de ainda não estar plenamente satisfeito, Berzoini afirmou que os dados mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já cumpriu boa parte da promessa de criar 10 milhões de empregos durante seu governo. "Já chegamos a quatro, cinco milhões de ocupações", garantiu Berzoini. (O Estado de São Paulo - 28.04.2005)

<topo>

5 IGP-M avança para 0,86% em abril

A inflação medida pelo IGP-M avançou para 0,86% em abril. O resultado levemente superior à taxa de inflação verificada em março, de 0,85%. O atacado, responsável por 60% da formação da taxa, registrou uma variação próxima a do mês passado. O IPA apurou alta de 0,96%, ante uma variação de 0,94% em março. No varejo, os preços subiram mais. O IPC avançou 0,80%, depois de apurar alta de 0,66% no mês passado. Já o INCC registrou variação de 0,38%. O resultado é inferior aos 0,71% verificados em março. A construção civil responde por 10% da taxa. (Folha Online - 28.04.2005)

<topo>

6 Dólar ontem e hoje

O dólar à vista oscila perto da estabilidade. Fluxo cambial positivo, proximidade do final do mês e as chances de novos aumentos de juros seguram a cotação em seu menor patamar do ano. A moeda tem alta de 0,03% no mercado à vista, cotada a R$ 2,515 na compra e R$ 2,517 na venda. Ontem, o dólar comercial retomou sua tendência de depreciação frente ao real e encerrou com queda de 0,78%, transacionado a R$ 2,5120 para compra e R$ 2,5140 para venda - mesmo preço registrado no dia 31 de maio de 2002. (O Globo Online e Valor Online - 28.04.2005)

<topo>

 

Internacional

1 EDF anuncia que está deixando a Argentina

Depois de quase três anos e meio de congelamento das tarifas dos serviços públicos privatizados e de constantes confrontos com o Governo do presidente Néstor Kirchner nos últimos dois anos, a empresa Electricité de France (EDF) anunciou que pretende partir da Argentina, onde controla a empresa de energia elétrica Edenor, distribuidora de eletricidade da zona norte da capital argentina e no sudoeste, oeste, noroeste e norte da região metropolitana. No total, a EDF atende 6,8 milhões de usuários na área mais industrializada e de maior poder aquisitivo do país, o que a torna a maior distribuidora de energia elétrica da Argentina. O anúncio foi feito pela Edenor, que comunicou à Comissão Nacional de Valores que seu acionista majoritário (com 90% das ações), a Electricité de France, havia contratado o banco JP Morgan para avaliar "alternativas estratégicas" em relação a seus investimentos. A empresa já começou discussões com potenciais interessados. Informações extra-oficiais indicavam ontem em Buenos Aires que entre os interessados em ocupar o lugar que em breve ficará vazio estão os fundos de investimentos Dolphin, Pegasus e Leucadia. (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

2 Governo da Argentina: decisão da EDF de vender Endenor não terá efeitos no mercado local

O governo da Argentina minimizou a decisão da EDF de vender a Edenor, distribuidora de eletricidade e afirmou que a iniciativa não terá efeitos no mercado local. O chefe do gabinete de ministros, Alberto Fernández, disse que essa decisão responde a "uma estratégia empresarial" e que "de maneira alguma" o governo está preocupado com a saída da EDF. (Gazeta Mercantil - 28.04.2005)

<topo>

3 Bush promete incentivos a usinas nucleares

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu ontem incentivar o desenvolvimento de energia nuclear e das refinarias no país para reduzir a dependência de petróleo, provocando uma queda brusca de mais de US$ 2 nas cotações do barril de petróleo em Nova York. "Um futuro mais seguro nos Estados Unidos deve incluir mais energia nuclear", afirmou Bush, lembrando que o país dispõe de um plano de US$ 1,1 bilhão para o setor até 2010. "O setor nuclear fornece cerca de 20% da energia consumida nos Estados Unidos, sem contaminação atmosférica e sem a emissão dos gases que provocam efeito estufa", destacou o presidente americano. "As fontes nucleares de energia são as mais seguras e as mais apropriadas do mundo, e estão nos fazendo falta aqui nos Estados Unidos", destacou Bush. Bush lembrou que seu governo lançou há três anos o plano Energia Nuclear 2010: "Este programa do governo e da indústria de energia elétrica de sete anos avaliado em US$ 1,1 bilhão é destinado à construção de novas centrais nucleares daqui ao final da presente década". (Jornal do Commercio - 28.04.2005)

<topo>

 


Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Diego Garbayo e Diogo Bravo

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

Copyright UFRJ e Eletrobrás