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IFE: nº 1.523 - 28 de fevereiro de 2005
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ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Famílias de baixa renda terão mais um ano de prazo para comprovação
2 Aneel discute mudanças na metodologia da tarifa social
3 Abrace se reúne com diretor-geral da Aneel
4 Energia existente: CCEE disponibiliza edital
5 Capim Branco depende de liberação de licença ambiental para iniciar funcionamento ainda este ano
6 Área de GTD apresenta melhora nas vendas em janeiro, segundo Abinee

Empresas
1 Enersul tem lucro de R$ 93,78 mi em 2004
2 Lucro da Escelsa cai 11,6% em 2004
3 Cemar aprova empréstimo de até R$ 150 mi
4 Presidente da Duke Energy é reconduzido como conselheiro da Amcham
5 Cotações da Eletrobrás
6 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 RS e ONS devem se reunir na próxima semana para analisar estiagem
2 Chuva deixa bairros sem energia elétrica em São Paulo

Gás e Termelétricas
1 Angra 1 e 2 estão desligadas para serviços de manutenção

Grandes Consumidores
1 Sistema Usiminas registra lucro de R$ 3,02 bi em 2004
2 Produção da Usiminas e da Cosipa aumentou 4% em 2004
3 Aços Villares registra lucro de R$ 239 mi em 2004

Economia Brasileira
1 Abdib: Infra-estrutura precisa de US$ 20 bi por ano para sanar gargalos
2 Analistas mantêm previsão para PIB e melhoram a do saldo comercial

3 Mercado volta a reduzir a estimativa para a inflação de 2005
4 IPC-S recua para 0,53%
5 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Analistas estimam que EDP tenha tido lucro entre 420 e 527 mi de euros em 2004
2 Governo espanhol reduz para 1% limite da participação de acionista privado na REE

Regulação e Novo Modelo

1 Famílias de baixa renda terão mais um ano de prazo para comprovação

As famílias que pagam uma tarifa mais barata de energia elétrica, consideradas de baixa renda, terão mais um ano de prazo para comprovar junto às distribuidoras de energia que têm direito a continuar recebendo o benefício. A Aneel decidiu na sexta-feira (25/02), em reunião extraordinária, prorrogar até 28 de fevereiro de 2006 o prazo de comprovação, que venceria segunda-feira. Atualmente existem no País 17,5 milhões de residências nessa categoria. É considerado um consumidor de baixa renda aquele que gasta até 220 KW/h por mês. Os que consomem até 80 KW/h pagam automaticamente uma tarifa mais barata. Já aqueles que consomem entre 80 KW/h e 200 KW/h, para terem direito ao benefício, têm de receber a energia em ligação monofásica, e comprovar que estão inscritos em programas sociais do governo. A prorrogação foi proposta pelo MME, em ofício encaminhado à Aneel no dia 14 de fevereiro. O governo já prorrogou por seis vezes esse prazo pelo grande volume de famílias que estão tendo dificuldades de comprovar direito ao benefício. (O Estado de São Paulo - 26.02.2005)

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2 Aneel discute mudanças na metodologia da tarifa social

A Aneel vai sugerir ao MME mudanças nos critérios de qualificação dos consumidores de baixa renda. A idéia é usar, além do critério de limite de consumo, outros fatores, como localização do imóvel - em um bairro nobre ou em uma favela, valor do IPTU, e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da área onde a família mora. O diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, acredita que é possível estudar e propor as mudanças ainda nos próximos 12 meses, dentro do novo prazo dado aos consumidores. Como as regras atuais foram definidas em lei, de maio de 2002, qualquer alteração terá de ser apreciada pelo Congresso. (O Estado de São Paulo - 26.02.2005)

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3 Abrace se reúne com diretor-geral da Aneel

A diretoria da Abrace (Associação de Grandes Consumidores de Energia) esteve reunida, em Brasília, com o diretor da Aneel, Jerson Kelman. Entre os pontos apresentados, a necessidade de revisão dos tributos e encargos setoriais, o livre acesso à rede básica de distribuição e a regulamentação de redes particulares. (Folha de São Paulo - 25.02.2005)

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4 Energia existente: CCEE disponibiliza edital

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica disponibilizou em seu site (www.ccee.org.br) o edital do segundo leilão de energia existente, que será realizado no dia 31 de março. Junto com o documento, encontram-se o Manual de Instruções, a minuta do contrato de comercialização e as portarias do Ministério de Minas e Energia relacionados ao tema. A instituição divulgou ainda os nomes dos seus representantes e dos indicados pela Aneel para compor a Comissão do Leilão. De acordo com a CCEE, farão parte da comissão, pela parte da Aneel, Edvaldo Alves Santana (presidente), Romeu Donizete Rufino e Humberto Cunha dos Santos. Pela parte da Câmara, foram indicados Sérgio Moraes e Solange David. (Canal Energia - 25.02.2005)

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5 Capim Branco depende de liberação de licença ambiental para iniciar funcionamento ainda este ano

Caso consiga a licença ambiental em tempo hábil, o Complexo Energético Capim Branco, que inclui as Usinas de Capim Branco I e II, em Minas Gerais, poderá ter seu cronograma adiantado. Com isso, as turbinas de Capim Branco I entrariam em funcionamento já no final deste ano. A previsão é que a geração de energia na hidrelétrica se inicie em janeiro de 2006. Segundo o presidente do consórcio que administra as usinas, Henrique Di Lello Filho, em março haverá a confirmação do adiantamento do cronograma. "Tudo depende da licença ambiental", disse. Em Capim Branco I cerca de 55% do empreendimento já está concluído e em Capim Branco II, 25%. A usina de Capim Branco I tem potência instalada de 240 MW e foi iniciada em setembro de 2003. Já Capim Branco II, com capacidade instalada de 210 MW, cujas obras foram iniciadas em março de 2004, deverá entrar em operação em dezembro de 2006. Em pleno funcionamento, o complexo pode gerar cerca de 450 MW. O presidente do consórcio explicou que as usinas integram o Sistema Interligado Nacional, o que impede a comercialização do excedente gerado. "Além disso, a autorização que obtivemos da Aneel foi para energia segurada", disse. (Gazeta Mercantil - 28.02.2005)

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6 Área de GTD apresenta melhora nas vendas em janeiro, segundo Abinee

Levantamento mensal feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica mostra que o segmento de GTD (geração, transmissão e distribuição) apresentou melhora no mês de janeiro. Segundo a pesquisa, o desempenho foi influenciado pela definição dos marcos regulatório no setor elétrico. Na área de geração, a associação diz que o ritmo de negócio depende, principalmente, dos leilões de energia de energia "velha" e "nova", ainda no primeiro semestre deste ano. Já em transmissão, o levantamento da Abinee mostra que os investimentos estão sendo estimulados pelos pedidos referentes à retomada das obras de subtransmissão e das DIT's (demais instalações de transmissão, ou subtransmissão). As expectativas, segundo a pesquisa, são favoráveis para os próximos meses em função dos leilões de linhas de transmissão que ocorreram no segundo semestre do ano passado. (Canal Energia - 25.02.2005)

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Empresas

1 Enersul tem lucro de R$ 93,78 mi em 2004

A Enersul verificou lucro líquido de R$ 93,78 milhões em 2004, montante 575% superior ao do resultado registrado em 2003 - R$ 13,89 milhões. A empresa teve, no ano passado, receita operacional bruta de R$ 927,938 milhões, acima dos R$ 748,491 milhões totalizados no ano anterior. Da mesma forma, a receita líquida somou R$ 701,128 milhões em 2004, contra os R$ 563,585 milhões de 2003. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) aumentou em 2004 comparado com 2003, ficando em R$ 212,14 milhões, contra R$ 148,07 milhões. O patrimônio líquido, ainda de acordo com os números da empresa, fechou o ano passado com R$ 519,744 milhões, contra R$ 442,992 milhões em 2003. A Enersul vendeu 1,2% mais energia em 2004, comparando com 2003, ou seja, 2.850.122 MWh contra 2.816.061 MWh, respectivamente. Ao final de 2004, a distribuidora somou 639.760 clientes, número 4,2% maior do que em 2003 (613.837 clientes). (Canal Energia - 25.02.2005)

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2 Lucro da Escelsa cai 11,6% em 2004

A Escelsa obteve lucro líquido de R$ 156,308 milhões em 2004. O volume foi 11,6% inferior aos R$ 176,928 milhões verificados em 2003. A receita operacional bruta fechou o ano passado com R$ 1,494 bilhão, montante maior do que o valor registrado no período anterior, de R$ 1,356 bilhão. Já o Ebtida (lucro antes de juros, amortizações e depreciações) chegou a R$ 180,396 milhões em 2004, contra os R$ 179,310 milhões de 2003. Ainda segundo o balanço financeiro divulgado, o patrimônio líquido da distribuidora somou R$ 477,114 milhões no ano passado, superando os R$ 357,929 milhões totalizados em 2003. Com relação à energia vendida, a Bandeirante verificou venda de 5.625.917 MW em 2004, acima do total comercializado no ano anterior: 5.900.329 MW. O balanço aponta crescimento de 1,6% no número total de consumidores, passando de 968.165 clientes, em 2003, para 983.175 clientes no ano passado. (Canal Energia - 25.02.2005)

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3 Cemar aprova empréstimo de até R$ 150 mi

O Conselho de Administração da Cemar aprovou em reunião a tomada de empréstimo de até R$ 150 milhões ainda este ano. Os conselheiros também ratificaram a garantia sobre recebíveis, no valor de R$ 168 milhões, concedida através dos Contratos de Constituição de Garantia (CCG) e dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR). Os conselheiros concordaram com a proposta da diretoria de absorção dos prejuízos acumulados contra as reservas de capital e contra a conta de capital. (Canal Energia - 28.02.2005)

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4 Presidente da Duke Energy é reconduzido como conselheiro da Amcham

O presidente da Duke Energy International no Brasil, Mickey John Peters, foi reconduzido ao cargo de conselheiro da Câmara Americana de Comércio, pelo segundo ano consecutivo. Os conselheiros são responsáveis por traçarem as diretrizes a serem seguidas pela Amcham. A cerimônia de posse ainda não tem data prevista. Peters assumiu o cargo de presidente da Duke Energy em 2003. (Canal Energia - 25.02.2005)

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5 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 25-02-2005, o IBOVESPA fechou a 28.425,04 pontos, representando uma baixa de 0,04% em relação ao pregão anterior, com movimento de R$ 2,31 bilhões. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,94%, fechando a 7.417,31 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 37,79 ON e R$ 36,00 PNB, alta de 1,86% e 0,69% respectivamente, em relação ao fechamento do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 28-02-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 37,79 as ações ON, estável em relação ao dia anterior e R$ 36,06 as ações PNB, alta de 0,17% em relação ao dia anterior. (Economática e Investshop - 28.02.2005)

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6 Curtas

O conselho de administração da Inepar Energia aprovou a operação de cessão da subestação elétrica de Barra Funda para o Metrô de São Paulo por R$ 29,3 milhões. A Inepar Energia evitará um desembolso mensal de caixa para pagamento de despesas de R$ 737 mil, relativos aos custos de manutenção e operação da subestação. A operação proporcionará redução do prejuízo mensal, de R$ 540 mil. (Valor - 28.02.2005)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 RS e ONS devem se reunir na próxima semana para analisar estiagem

A Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul deve se reunir na próxima semana com o ONS para projetar cenários a fim de evitar falta de energia em decorrência da estiagem. O ONS criou nesta sexta-feira (25) um grupo para monitorar a situação energética gaúcha, assim como a secretaria fez na última quinta-feira. Segundo o secretário Valdir Andres, o estado está preparado para elevar a importação de energia, por meio da subestação Gravataí, de 2,9 mil MW para cerca de 3,5 mil MW. Andres informou ainda que índice de armazenamento dos reservatórios do Sul está em 54,39% - queda de 0,91% em relação ao dia anterior. As usinas de Itá e Machadinho, acrescenta, são a maior preocupação, pois produzem atualmente 20% da capacidade total em razão do baixo nível dos reservatórios. O secretário admite que será necessário paralisar as usinas caso não chova dentro de 15 dias. (Canal Energia - 25.02.2005)

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2 Chuva deixa bairros sem energia elétrica em São Paulo

Além de causar alagamentos, as chuvas que atingiram a cidade de São Paulo na tarde desta sexta-feira também prejudicaram o fornecimento de energia elétrica em diversos bairros. Segundo a Eletropaulo, empresa responsável pelo serviço, o caso mais grave foi o desligamento de uma linha de transmissão aérea que alimenta Vila Mariana, Congonhas, Sacomã e Vila Gumercindo --todos na zona sul da cidade. As causas do problema seguem desconhecidas. Os bairros do Pari e Bom Retiro, ambos no centro da capital, e Penha, na zona leste, também sofreram com a falta de energia. A previsão é que, por volta das 19h, o abastecimento seja restabelecido. (Elétrica - 25.02.2005)

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Gás e Termoelétricas

1 Angra 1 e 2 estão desligadas para serviços de manutenção

A Eletronuclear vai utilizar um rotor comprado para a usina de Angra 3 para substituir o mesmo equipamento de Angra 2, que apresentou problema de vazamento de água. Segundo a Eletronuclear, a usina de Angra 2 foi desconectada do sistema elétrica nacional no dia 19 de fevereiro por causa de umidade excessiva no gerador elétrico. A estimativa é que o trabalho de substituição deve durar 40 dias. Segundo a Eletronuclear, a usina de Angra 1 também seria desconectada do sistema nacional a partir da zero de sábado (26/02) para reabastecimento de combustível. A paralisação já estava programada e será feita a substituição de um terço do combustível nuclear que alimenta a usina. Também serão feitas operações de inspeção e manutenção na unidade. Angra 1 deverá ficar desligada por 45 dias para as operações. Segundo a estatal, os trabalhos em Angra 1 têm custo estimado em R$ 59 milhões. (Gazeta Mercantil - 28.02.2005)

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Grandes Consumidores

1 Sistema Usiminas registra lucro de R$ 3,02 bi em 2004

O Sistema Usiminas, no qual se destacam a sua controladora, siderúrgica Usiminas, e a sua principal controlada, a siderúrgica Cosipa, anunciou lucro líquido de R$ 3,02 bilhões, em 2004. O grupo, que é formado por 14 empresas, teve seu lucro ampliado em 131% em relação a 2003. A geração operacional de caixa (Ebitda) consolidada atingiu R$ 5,6 bilhões - um aumento de 83% em relação a 2003. A receita líquida cresceu 41% em relação ao ano anterior, alcançando R$12,2 bilhões. Segundo o presidente da Usiminas,Rinaldo Soares, os resultados apresentados permitiram ao grupo reduzir a dívida consolidada em R$ 1,8 bilhão. Assim a dívida bruta do Sistema Usiminas caiu para R$ 5,4 bilhão em 31 de dezembro último. O presidente da Usiminas ressaltou que o bom desempenho do grupo no ano passado terá reflexos positivos para os acionistas. O valor de dividendos pagos referentes ao resultados desse exercício alcançará R$ 1,07 bilhão. Segundo Soares, o grupo está otimista em relação a 2005, acreditando que repetirá a produção do ano passado, com ampliação dos lucros. Soares acredita que a economia brasileira crescerá 3,5% e o setor corresponderá à expectativa do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), de uma expansão de 9%. (Gazeta Mercantil - 28.02.2005)

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2 Produção da Usiminas e da Cosipa aumentou 4% em 2004

A Usiminas e a Cosipa trabalharam com capacidade máxima, produzindo 8,9 milhões de toneladas no ano, que superaram em 4% a produção de 2003. Desse total, 72% foram destinados ao mercado interno, que adquiriu 5,8 milhões de toneladas. O principal motivo do crescimento foi o aquecimento da economia brasileira. Laminados a quente e a frio foram os produtos mais vendidos pelo Sistema Usiminas em 2004, respondendo, respectivamente, por 26% e 25% do total Comercializado. Aparecem depois as chapas grossas (21%), placas (15%), galvanizados por imersão a quente (5%), produtos processados (5%) e eletrogalvanizados (3%). No mercado interno, um dos principais consumidores foi a indústria automotiva, que absorveu 24% de todo o volume comercializado pelo Sistema Usiminas. (Gazeta Mercantil - 28.02.2005)

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3 Aços Villares registra lucro de R$ 239 mi em 2004

A Aços Villares, controlada pelo grupo espanhol Sidenor e maior produtora brasileira de aços especiais não planos (para construção mecânica), obteve lucro líquido de R$ 239 milhões em 2004, montante 57% superior aos R$ 152 milhões registrados em 2003. A receita líquida cresceu 4% e alcançou R$ 1,72 bilhão, apesar da venda da Villares Metals em março, operação que havia rendido R$ 567 milhões em 2003. A Villares Metals respondia por aproximadamente 30% da receita líquida consolidada da Aços Villares. Essa operação, somada à geração de caixa das unidades de negócios de aços para construção mecânica e cilindros de laminação, permitiu a redução do endividamento financeiro líquido da empresa em 54% em relação a 2003. As vendas consolidadas atingiram 646 mil toneladas, 4% a mais que em 2003. Desconsiderando-se os volumes da Villares Metals, o crescimento foi de 17%. A empresa preferiu concentrar suas vendas no mercado interno, o que reduziu as exportações do nível histórico de 25% a 30% para 16% em 2004. Sua capacidade instalada cresceu 40% desde 2001 e atingirá 700 mil toneladas anuais durante este ano. (Gazeta Mercantil - 28.02.2005)

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Economia Brasileira

1 Abdib: Infra-estrutura precisa de US$ 20 bi por ano para sanar gargalos

Segundo cálculos da Abdib, o Brasil precisa de US$ 20 bilhões por ano para sanar gargalos em infra-estrutura e manter o ritmo de crescimento. A proposta visa cobrir a diferença entre o que o BNDES vai aplicar (R$ 12 bilhões) e a estimativa das necessidades do setor. Para completar a cifra, a entidade defende a isenção tributária dos fundos de participação para investimentos em infra-estrutura. A intenção é oferecer ao investidor uma rentabilidade similar à do mercado financeiro. Em dezembro do ano passado, a proposta foi entregue ao Ministério da Fazenda. (Folha de São Paulo - 26.02.2005)

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2 Analistas mantêm previsão para PIB e melhoram a do saldo comercial

O mercado financeiro melhorou as previsões médias da maioria dos indicadores macroeconômicos nacionais relativos a 2005, segundo pesquisa Focus divulgada pelo BC. A estimativa média para o superávit da balança comercial neste ano foi elevada de US$ 26,5 bilhões para US$ 27 bilhões nesta medição. Para o crescimento do PIB, a mediana das expectativas aponta crescimento de 3,70% neste ano, mesmo percentual da pesquisa anterior. Os analistas mantiveram a projeção para a entrada de investimentos estrangeiros em 2005 em US$ 14 bilhões.A previsão dos analistas para as contas correntes brasileiras em 2005 subiu em US$ 500 milhões, para superávit de US$ 3,5 bilhões. O resultado esperado para 2006 é de superávit de US$ 530 milhões, bem abaixo dos US$ 900 milhões projetados na semana retrasada. Para a produção industrial, a mediana das expectativas dos analistas aponta crescimento de 4,63% neste ano. (Valor Online - 28.02.2005)

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3 Mercado volta a reduzir a estimativa para a inflação de 2005

Pela terceira semana seguida, o mercado reduziu a estimativa de inflação para 2005. Pesquisa semanal realizada pelo BC junto a cerca de 100 empresas indica que o IPCA deve fechar o ano em 5,68%, contra 5,70% da semana anterior. Mesmo com a queda, a inflação ainda ficaria acima da meta do governo, de 5,1%. Para 2006, a estimativa foi mantida em 5%. O mercado também reduziu a previsão do IPCA de fevereiro, que passou de 0,60% para 0,57%. Já para o mês de março, a mediana das expectativas sofreu uma pequena elevação, passando de 0,44% para 0,45%. O mercado estima ainda que a inflação para os próximos 12 meses deve ficar em 5,52%, ligeiramente abaixo da estimativa da semana anterior, que era de 5,55%. (Globo Online - 28.02.2005)

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4 IPC-S recua para 0,53%

O IPC-S, calculado pela FGV, ficou em 0,53% na quadrissemana encerrada em 19 de fevereiro. É a menor inflação medida pelo indicador neste ano, marca que vem batendo pela segunda semana sucessiva. Na medição anterior, terminada em 14 de fevereiro, o índice havia ficado em 0,59%. Dos grupos que apuraram desaceleração, os que mais pesaram para a redução do índice foram Educação Leitura e Recreação, que mostrou alta de 1,35% nesta medição, contra 1,89% na apuração anterior e Vestuário, que apontou variação negativa de 0,50%, contra alta de 0,03% no resultado anterior.Dos sete grupos de preços pesquisados, apenas Alimentação e Transportes não mostraram desaceleração. No caso de Transportes, o comportamento dos preços subiu de 0,13%, para 0,19%. Já a inflação do grupo Despesas Diversas permaneceu estável em 0,52%. Habitação passou uma alta de 0,40% para 0,38%. Em Vestuário, a taxa apontou deflação de 0,50% nesta medição, contra a alta de 0,03% nó último levantamento. (Valor Online - 28.02.2005)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar à vista ampliou o ritmo de queda nesta tarde, influenciado pelo fluxo de recursos e a disputa de investidores do mercado futuro. Às 12h01m, a moeda americana caía 1,03%, sendo negociada por R$ 2,590 na compra e R$ 2,592 na venda. Na sexta, o dólar comercial terminou com queda de 0,53%, a R$ 2,6170 para a compra e R$ 2,6190 para a venda. (O Globo Online e Valor Online - 28.02.2005)

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Internacional

1 Analistas estimam que EDP tenha tido lucro entre 420 e 527 mi de euros em 2004

Os analistas calculam que o resultado líquido da EDP deverá ter variado no ano passado entre os 420 e os 527 milhões de euros, com a média a situar-se nos 457,6 milhões de euros, mais do que os 381,1 milhões de euros obtidos em 2003. Segundo uma "poll" de doze analistas efetuada pela agência Reuters, a melhoria do resultado da EDP dever ficar a dever principalmente pelo bom comportamento operacional das atividades de geração em Portugal, bem como às atividades da empresa no Brasil. Os especialistas estimam que, no ano passado, as vendas da empresa devem ter variado entre os 6,73 e os 8,75 bilhões de euros, contra os 6,97 bilhões de euros registados em 2003. (Diário Econòmico - 25.02.2005)

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2 Governo espanhol reduz para 1% limite da participação de acionista privado na REE

O Governo espanhol anunciou que irá cortar para apenas um ponto percentual a participação máxima que um acionista privado poderá ter na operadora da rede elétrica espanhola Red Electrica (REE). Segundo os analistas, estas medidas irão obrigar as elétricas Endesa, Unión Fenosa, Iberdrola e Hidrocantábrico a reduzirem as suas participações de 3% no capital da REE. O Estado espanhol detém atualmente uma participação de 28,5% na REE, mas pretende reduzir para 18,5% ainda este ano. (Diário Econòmico - 25.02.2005)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Diego Garbayo e Diogo Bravo

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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