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IFE: nº 1.501 - 18 de janeiro de 2005
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Parecer da ANA sobre rio São Francisco é aprovado e deve provocar perda de 200 MW para a Chesf
2 Maior parte das usinas que devem ser licitadas em leilão de energia nova depende de licenciamento ambiental
3 Leilão de energia nova: Paraná é o Estado com maior número de projetos
4 Dilma vai ao ES para anunciar obras emergenciais
5 PL das agências reguladoras deve ser votado no primeiro semestre
6 Usina de Marimbondo inicia processo de vertimento
7 Obras de Pai Querê devem começar em agosto deste ano
8 Energia eólica deve atrair R$ 4,8 bi
9 Obras em eólicas no RS devem começar em maio

Empresas
1 Presidente da Eletrobrás admite possibilidade da estatal concorrer sozinha no leilão de energia nova
2 Roudeau: Eletrobrás continuará com participação de 49% em consórcios para disputa de leilões de LTs
3 Rondeau descarta relação entre queda das ações da Eletrobrás com resultado de leilão de energia existente
4 Eletrobrás pretende emitir novas ações, afirma BES Securities
5 El Paso promete investir em novos projetos energéticos no Rio
6 Coelba investe R$ 9 mi em subestações
7 Brascan Energia contrata Camargo Corrêa para construir PCH Piranhas em Goiás
8 Celg lança programa de gestão documental

9 Cotações da Eletrobrás

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Defeito em subestação de Blumenau causa apagão em SC
2 Temporais afetam fornecimento de energia em Bela Vista (GO)
3 Fiesp estima aumento de 8% no consumo industrial de energia em 2004

4
Abundância de chuvas leva Furnas a abrir comportas de reservatórios
5
O Sudeste/Centro-Oeste apresenta 69,0% de capacidade em seus reservatórios
6
O nível dos reservatórios do Sul está em 70,8%
7
Os reservatórios do Nordeste operam com 65,3% de volume armazenado
8
O índice de armazenamento do Norte está em 35,4%

Gás e Termelétricas
1 Proinfa: Eletrobrás pode fazer nova reclassificação para biomassa
2 MPX não pagou parcela referente ao financiamento da TermoCeará ao BNDES
3 Consumo de gás em termelétricas cai 1% em dezembro

Grandes Consumidores
1 Fiesp e Eletrobrás fecham acordo para reduzir consumo

Economia Brasileira
1 Superávit é de quase US$ 1 bi
2 Volume de venda do varejo cresce 6,44% em novembro

3 Gastos do governo federal aumentam em 2004
4 Iedi: Produtividade da indústria cresceu 6,3%
5 Emprego estável e renda menor em novembro
6 Inflação medida pelo IGP-10 desacelerou em janeiro
7 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Vattenfall realiza oferta de US$ 4,4 bi para compra de grupo de energia dinamarquês

Biblioteca Virtual do SEE
1 MAIA, Rodrigo; CYRINO, Ricardo; TSUNECHIRO, Leandro. "Estratégia de atuação baseada na otimização e análise de risco para a compra de energia nos leilões do novo modelo do setor elétrico." Recife. CHESF, XII SEPEF, 14 a 17 de dezembro de 2004
2 NETO, Arlindo Santos Alves. "Parceria público-privada". Recife. CHESF, XII SEPEF, 14 a 17 de dezembro de 2004

Regulação e Novo Modelo

1 Parecer da ANA sobre rio São Francisco é aprovado e deve provocar perda de 200 MW para a Chesf

Um parecer técnico que garante haver água suficiente no rio São Francisco para desvios ao semi-árido nordestino foi aprovado pelo Conselho Nacional dos Recursos Hídricos, instância máxima para a gestão das bacias hidrográficas do país. Opositores do projeto prometeram recorrer à Justiça para anular a reunião. O parecer preparado pela Agência Nacional das Águas (ANA) recebeu 36 votos a favor, dez abstenções e apenas dois votos contra. A construção dos canais desviará, de forma permanente, 26 m³/s das águas do rio. Isso acarretará em perda de cerca de 200 megawatts médios em geração de energia para a Chesf, estimou o novo diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman. Ele ponderou, no entanto, que o sistema elétrico não sofrerá qualquer prejuízo quando houver cheia na barragem de Sobradinho. Esse fenômeno, lembrou Kelman, ocorre em 44% dos meses, de acordo com a média histórica da barragem. Mesmo com eventuais perdas à geração, o impacto poderá ser compensado pela transferência de eletricidade da região Norte, por meio de linhas de transmissão, ou pela energia criada pelas usinas térmicas. (Valor - 18.01.2005)

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2 Maior parte das usinas que devem ser licitadas em leilão de energia nova depende de licenciamento ambiental

O MME já definiu a lista de usinas que devem ser licitadas no leilão de energia nova. São empreendimentos em sete Estados, com capacidade total de geração de 2,8 mil MW, com início de operação prevista para 2007. Alguns dos projetos encontram-se em estágio inicial de licenciamento ambiental e podem ser retirados da lista, caso a licença não seja obtida a tempo. Das três usinas sob jurisdição do Ibama, duas estão na primeira fase do processo de análise. Trata-se das usinas de Simplício, na divisa do Rio com Minas Gerais, com potência de 323 MW, e Paulistas, entre Minas e Goiás, com 81 MW. Outra usina avaliada pelo Ibama, Ipueiras, no Tocantins, já está na fase de audiência pública, penúltima etapa antes da concessão da licença prévia. As outras 14 usinas da lista serão avaliadas por órgãos ambientais estaduais, o que dificulta a função do ministério, segundo especialistas. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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3 Leilão de energia nova: Paraná é o Estado com maior número de projetos

Paraná é o Estado brasileiro com mais projetos na lista do MME para o leilão de energia nova: Mauá (388 MW), Baixo Iguaçu (340 MW), Telêmaco Borba (120 MW) e Salto Grande (53 MW). Depois vem Goiás, com três empreendimentos - Itaguaçu (130 MW), Mirador (106 MW) e Foz do Rio Claro (72 MW). Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm dois: Passo de São João (77 MW) e São José (51 MW) no primeiro e Baquari (140 MW) e Retiro Baixo (82 MW). O Estado do Rio de Janeiro sedia dois projetos, com as usinas de Cambuci, de 50 MW, e Barra do Pomba, de 80 MW, ambas no Rio Paraíba do Sul, na região Norte Fluminense. O Mato Grosso completa a lista com um projeto, chamado Dardanelos, com potência de 256 MW. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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4 Dilma vai ao ES para anunciar obras emergenciais

A ministra Dilma Rousseff irá a Vitória, capital do Espírito Santo, no dia 25 de janeiro, para anunciar obras emergenciais que vão estabilizar o fornecimento de energia elétrica no Estado. A decisão da ministra de ir a Vitória foi tomada durante audiência com o governador Paulo Hartung, que está otimista em torno das duas solicitações que fez no sentido de estabilizar o fornecimento de energia elétrica no estado: a conclusão da linha Ouro Preto/Vitória, que aumenta a estabilidade já que garante uma segunda fonte de transmissão de energia e a subestação de Areinhas, para melhorar o fornecimento de Furnas. Na área energética, também foram pleiteadas obras de médio prazo como a construção de uma termoelétrica a gás no estado. Outro assunto tratado com a ministra foi a liberação da funcionária da Eletrobrás, Maria Paula de Souza Martins, para ocupar o cargo de Diretora da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo. (Elétrica - 17.01.2005)

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5 PL das agências reguladoras deve ser votado no primeiro semestre

O projeto de lei que regulamenta a reestruturação das agências reguladoras deve acontecer, no plenário da Câmara dos Deputados, neste primeiro semestre, segundo avaliação do deputado estadual Leonardo Picciani (PMDB-RJ), relator do texto. O projeto ainda não foi apreciado pela comissão especial formada para tratar do assunto em função das eleições de 2004. Ainda não há consenso, acrescentou o parlamentar, sobre a definição das atribuições das reguladoras e dos respectivos ministérios aos quais estão atrelados. Picciani lembrou que outras questões, como a adoção de contratos de gestão e do ouvidor, já foram debatidas e definidas pelos deputados. (Canal Energia - 17.01.2005)

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6 Usina de Marimbondo inicia processo de vertimento

A usina de Marimbondo, localizada na divisa de São Paulo com Minas Gerais, iniciou na quinta-feira, 13 de janeiro, processo de vertimento de seus reservatórios. De acordo com Furnas, o volume vertido ontem esteve da ordem de 1,5 mil m³ por segundo. No fim do dia, o volume aumentou para 2 mil m³ por segundo. Segundo a estatal, também estão vertendo as usinas Mascarenhas de Moraes, Luiz Carlos Barreto de Carvalho e Porto Colômbia, além da usina de Furnas. As unidades verterão até que a quantidade de água que entra no reservatório seja equivalente à quantidade que sai das turbinas. (Canal Energia - 17.01.2005)

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7 Obras de Pai Querê devem começar em agosto deste ano

Pai Querê, hidrelétrica de 292 MW que será construída na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, começará a sair do papel a partir de agosto desse ano. Isto no caso de a licença ambiental prévia ser liberada ainda em janeiro, adverte o gerente de Ativos em Geração do Grupo Votorantim - que integra o consórcio responsável por Pai Querê juntamente com DME Energética - Braz Lomônaco. Segundo ele, a obtenção da licença prévia junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis é fundamental para o início do projeto. O prazo previsto para liberação de outra licença, a de instalação, é 10 de maio. A obra deveria ter sido iniciada em 5 de março de 2003, mas o atraso no processo ambiental atrasou o cronograma. Lomônaco disse que até o momento o órgão ambiental ainda não se pronunciou a respeito do documento. De acordo com o gerente da Votorantim, a usina contará com investimentos da ordem de R$ 900 milhões. (Canal Energia - 17.01.2005)

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8 Energia eólica deve atrair R$ 4,8 bi

A geração de energia eólica vai receber R$ 4,78 bilhões em investimentos até o final do ano que vem, prevê a Eletrobrás. Os recursos devem ser aplicados em projetos que fazem parte do Proinfa. O BNDES vai financiar até 70% dos recursos necessários para a implantação dos empreendimentos. Os novos recursos serão destinados não só aos próprios projetos de geração, mas também às empresas que fornecem material para o setor - o Proinfa exige que 60% das peças usadas nas usinas sejam fabricadas em solo brasileiro. "O Brasil deve aproveitar este momento para desenvolver tecnologias para essas usinas, fabricar equipamentos e depois exportar", afirmou o vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, Everaldo Alencar Feitosa. Há atualmente duas fabricantes de componentes para o setor no Brasil, segundo Feitosa. Ele prevê, porém, que outras empresas devem se instalar no país, estimuladas pelo Proinfa. (Elétrica - 17.01.2005)


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9 Obras em eólicas no RS devem começar em maio

As obras para a construção de parques eólicos nos municípios gaúchos de Osório de Tramandaí devem começar em maio. O secretário de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul, Valdir Andres, informou que já foi concedida às empresas Elecnor/Enerfin (Osório) e Elebrás/Innovent (Tramandaí) a licença ambiental para a instalação das turbinas eóilicas. De acordo com Andres, está sendo aguardada a liberação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de US$ 300 milhões a título de financiamento para a execução das obras. O parque de Osório será capaz de gerar 150 MW, e o de Tramandaí, 70 MW. Para os dois parques estão previstos investimentos da ordem de US$ 321 milhões: Osório demandará US$ 230 milhões, e Tramandaí, US$ 91 milhões em recursos. (Canal Energia - 17.01.2005)

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Empresas

1 Presidente da Eletrobrás admite possibilidade da estatal concorrer sozinha no leilão de energia nova

O presidente da Eletrobrás, Silas Roundeau, admitiu ontem que a companhia poderá concorrer sozinha, sem a formação de parcerias, no leilão de energia nova, que deverá ser realizado no primeiro semestre deste ano. "Essa é uma das possibilidades", disse Roundeau. "Mas temos preferência em trabalhar em parceria com grupos privados", acentuou. Roundeau acrescentou que a empresa está mantendo contatos com eventuais parceiros para disputar o leilão. "Estamos procurando as melhores parcerias", disse ele. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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2 Roudeau: Eletrobrás continuará com participação de 49% em consórcios para disputa de leilões de LTs

O presidente da Eletrobrás, Silas Roundeau, afirmou que a Eletrobrás continuará a ter participação de 49% nos consórcios formados com a iniciativa privada para disputar os leilões de concessões de linhas de transmissão, a despeito do descontentamento de alguns executivos do próprio sistema Eletrobrás com essas parcerias. Os executivos consideram que as parceiras privadas limitam os deságios oferecidos pelos lotes, o que tem feito a empresa perder alguns projetos importantes nos leilões. Segundo Roundeau, a companhia só participará em projetos de até R$ 70 milhões. "Vamos procurar ser mais eficientes, para podermos fazer as linhas mais baratas", disse Roundeau. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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3 Rondeau descarta relação entre queda das ações da Eletrobrás com resultado de leilão de energia existente

O presidente da Eletrobrás, Silas Rondeau, atribuiu as quedas recentes no valor das ações da companhia a "humores de mercado de início de ano, pré-carnavalescos". Ao ser questionado sobre os dados dos consultores que apontam queda de 20% no valor das ações da estatal de novembro para cá, Roudeau disse que não concorda com a análise de que os resultados do leilão de energia existente, realizado em dezembro, foram prejudiciais para empresa. Segundo ele, "há oscilação pontual em ativos do setor elétrico de uma maneira geral, abrangendo empresas privadas e estatais estaduais e federais". Roundeau afirmou que, se for analisado o comportamento das ações da Eletrobrás de um ano para cá, "vai ser verificado que há tendência de crescimento". (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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4 Eletrobrás pretende emitir novas ações, afirma BES Securities

A Eletrobrás estuda realizar uma nova emissão de ações. A iniciativa visa a alavancar recursos para que sejam liberados cerca de R$ 5,0 bilhões em dividendos retidos das ações ON. A emissão seria tida como uma alternativa pelo fato de a empresa não possuir dinheiro suficiente em caixa para realizar o pagamento dos dividendos das ações ON. Segundo o BES Securities, a Eletrobrás acredita que até o final do primeiro semestre de 2005 o saldo do empréstimo compulsório não estará mais presente em seu balanço. Segundo o banco, a Eletrobrás estima que a emissão de ações - em dezembro de 2004 - chegará a R$ 21 bilhões. Esse montante representaria, ainda conforme a nota do BES, um incremento próximo a 4% sobre o nível total atual. O banco calcula aumento de 24% na emissão total de ações PNB. O BES destacou que a Eletrobrás não crê em pressão pela venda de ações PNB devido à grande pulverização dos detentores, que preferem ser acionistas da estatal à trocar as ações. (Canal Energia - 17.01.2005)

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5 El Paso promete investir em novos projetos energéticos no Rio

O secretário de Governo e Coordenação, Anthony Garotinho, representando a governadora Rosinha Garotinho, recebeu ontem o presidente mundial da El Paso, Doug Foshee, que estava acompanhado dos presidentes internacionais de petróleo e energia da empresa, Antônio de Pinho e Lisa Stuart, e do presidente da El Paso do Brasil, Eduardo Karrer. Também estavam presentes à reunião o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, e o secretário chefe de Gabinete da Governadora, Fernando Peregrino. No encontro informal, os representantes da empresa americana discutiram novos investimentos no país, em especial no Estado do Rio de Janeiro. Doug Foshee afirmou, categoricamente, que a El Paso está comprometida com o Brasil a longo prazo, pois vai continuar investindo em novos projetos na área de energia, além der dar continuidade aos que já desenvolve no estado, como a produção de energia elétrica. (Elétrica - 17.01.2005)

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6 Coelba investe R$ 9 mi em subestações

A Coelba investiu R$ 9 milhões na construção de duas subestações para atender ao aumento na demanda por energia nas cidades de Camaçari e Lauro de Freitas. Serão beneficiados 50 mil consumidores com as subestações, que já estão em funcionamento. As obras permitiram que a demanda fosse melhor distribuída entre as unidades Camaçari I, Guarajuba e Lauro de Freitas. Camaçari III é uma unidade com capacidade de 25 MVA. Já Arembepe é uma subestação que possui 12,5 MVA. As obras das subestações começaram em outubro de 2004 e terminaram em dezembro. Segundo a Coelba, as subestações foram feitas para garantir a segurança do fornecimento, evitando a sobrecarga de alimentadores de outras unidades. (Canal Energia - 17.01.2005)

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7 Brascan Energia contrata Camargo Corrêa para construir PCH Piranhas em Goiás

A Brascan Energética contratou a Camargo Corrêa para construir a PCH Piranhas, localizada em Goiás. A PCH vai gerar 18 MW e terá investimentos de R$ 49 milhões. O consórcio é liderado pela Brascan Energética e tem participação minoritária da PCH Administração & Participações, do Grupo Performance. (O Estado de São Paulo - 17.01.2005)

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8 Celg lança programa de gestão documental

A Celg lançou na segunda-feira (17) um programa de informática de gestão documental no setor elétrico, cujo objetivo é monitorar toda a produção de informação da empresa nas mais variadas formas, desde a localização do papel até documentos eletrônicos. O programa é uma das ferramentas utilizadas nova política de gestão documental da estatal, que começou a ser implantada havia dois anos. As ferramentas dessa nova política são o Centro de Documentação e Informação (Cedoc), Protocolo Geral da empresa, microfilmagem e reprografia técnica. De acordo Júlio Fratus, chefe do Departamento de Desenvolvimento Organizacional da Celg, por conta do ineditismo da política de gestão documental, a Celg vem sendo convidada para realizar palestras, apresentações em congressos e reuniões. (Canal Energia - 18.01.2005)

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9 Cotações da Eletrobrás

No pregão do dia 17-01-2005, o IBOVESPA fechou a 24.515,22 pontos, representando uma baixa de 1,64% em relação ao dia anterior, com movimento de R$ 1,32 bilhão. As empresas que compõem o IEE apresentaram desvalorização de 0,86%, fechando a 6.603,31 pontos. As ações da Eletrobrás tiveram o seguinte comportamento: ficaram cotadas a R$ 33,18 ON e R$ 31,70 PNB, baixa de 1,10% e 2,01%, respectivamente, em relação ao fechamento do dia anterior. Na abertura do pregão do dia 18-01-2005 as ações da Eletrobrás foram cotadas a R$ 32,50 as ações ON, baixa de 2,05% em relação ao dia anterior e R$ 31,20 as ações PNB, baixa de 1,58% em relação ao dia anterior. (Economática e Investishop - 18.01.2005)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Defeito em subestação de Blumenau causa apagão em SC

Um novo apagão aconteceu ontem à tarde, desta vez em Santa Catarina. Segundo dados do ONS, às 17h42m um defeito na subestação de Blumenau deixou sem energia um terço do estado, num total de 50 municípios. A energia começou a ser restabelecida às 18h10m, sendo que o fornecimento só foi totalmente normalizado às 18h22m. Segundo o ONS, o corte de energia ocorreu por causa de um defeito no banco de capacitores da subestação que pertence à Eletrosul, responsável pela transmissão de energia na Região Sul do país. Conforme dados do ONS, dentre as regiões atingidas estão Blumenau, Vale de Itajaí, litoral norte de Santa Catarina e Camboriú, entre outros. Tanto a Eletrosul como a Celesc vão apurar as causas do corte de energia ocorrido ontem. O relatório será então encaminhado ao ONS. O MME não quis comentar o problema ocorrido ontem em Santa Catarina. (O Globo - 18.01.2005)

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2 Temporais afetam fornecimento de energia em Bela Vista (GO)

Os temporais que caíram em Goiás no sábado e domingo afetaram o fornecimento de energia elétrica no município de Bela Vista, principalmente, a área rural. Em Goiânia, a situação não foi tão grave. Aconteceram quedas transitórias de energia, mas os problemas já foram solucionados, informou William Wilk, coordenador de Operações da Celg. William informou que 90% dos problemas em Bela Vista de Goiás ocorreram na zona rural. A previsão é que até o final da tarde a situação esteja normalizada. Seis equipes estão trabalhando no restabelecimento das redes energia, o normal para o município são três viaturas por turno de trabalho. (Elétrica - 17.01.2005)

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3 Fiesp estima aumento de 8% no consumo industrial de energia em 2004

Segundo estimativa da Fiesp, o consumo industrial de energia elétrica deve ter crescido 8% em 2004 e superado a marca anterior ao racionamento de energia em 2001. Os números fechados devem sair nas próximas semanas. A estimativa foi feita com base no consumo industrial de novembro de 2003 a novembro de 2004, que bateu 45.120 GWh, acréscimo de 8% sobre o período anterior, segundo a Secretaria de Energia paulista. De janeiro a novembro, esse consumo foi de 41.357 GWh -salto de 15,39% sobre igual período de 2001, ano da crise energética. O aumento no consumo reflete o desempenho da produção industrial no Estado de São Paulo em 2004, que cresceu 11,4% nos últimos 12 meses terminados em novembro, segundo o IBGE. (Folha de São Paulo - 18.01.2005)

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4 Abundância de chuvas leva Furnas a abrir comportas de reservatórios

As chuvas abundantes que vêm atingindo os reservatórios da Hidrelétrica de Furnas desde novembro obrigaram os responsáveis pelo sistema a abrirem as comportas da represa, com o nível de armazenamento atingindo, há duas semanas, o maior valor dos últimos 5 anos. De acordo com a Furnas Centrais Elétricas, o volume útil da represa chegou a 94,43%, pouco inferior ao maior valume já registrado em toda a história, que foi de 100,94% em 1981. O aumento significativo do nível de armazenamento da represa é reflexo da chuva intensa que tem caído no Centro-Sul de Minas Gerais. (Gazeta Mercantil - 18.01.2005)

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5 O Sudeste/Centro-Oeste apresenta 69,0% de capacidade em seus reservatórios

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste operam com 69,0% de volume armazenado, com aumento de 0,10% em relação ao dia 15 de janeiro. O índice fica 28,35% acima da curva de aversão ao risco. As hidrelétricas de Marimbondo e Nova Ponte apresentam capacidade de 68,43% e 80,67%, respectivamente. (Canal Energia - 17.01.2005)

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6 O nível dos reservatórios do Sul está em 70,8%

O índice de armazenamento do Sul está em 70,8%, com aumento de 0,5% em relação ao dia 15 de janeiro. A hidrelétrica G. B. Munhoz apresenta 78,4% de volume armazenado. (Canal Energia - 17.01.2005)

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7 Os reservatórios do Nordeste operam com 65,3% de volume armazenado

O Nordeste apresenta 65,3% de capacidade em seus reservatórios. O índice fica 26,6% acima da curva de aversão ao risco. Em relação ao dia 15 de janeiro, houve aumento de 0,3% no nível dos reservatórios. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 63,5% de volume armazenado. (Canal Energia - 17.01.2005)

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8 O índice de armazenamento do Norte está em 35,4%

O nível dos reservatórios do Norte está em 35,4%, volume 0,5% maior ao registrado no dia 15 de janeiro. A hidrelétrica de Tucuruí opera com capacidade de 29,1%.(Canal Energia - 17.01.2005)

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Gás e Termoelétricas

1 Proinfa: Eletrobrás pode fazer nova reclassificação para biomassa

A Eletrobrás estuda a possibilidade de fazer uma última reclassificação de contratação de projetos de biomassa no âmbito do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas. Isto porque cerca de 200 MW em projetos não assinaram os contratos com a estatal no prazo previsto, de 28 de dezembro de 2004. Segundo Walter Cardeal, diretor de Engenharia da estatal, a empresa ainda não tem o volume exato de quantos projetos deixaram de assinar os contratos, mas o motivo da desistência estaria ligado principalmente a questões de licencimento ambiental. De acordo com um executivo que prestou consultoria para alguns empreendedores na área de biomassa, pelo menos três empresas, que detêm nove usinas, não assinaram os contratos. Juntas, as plantas totalizam 265 MW distribuídos em Minas Gerais, Paraná e São Paulo. (Canal Energia - 17.01.2005)

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2 MPX não pagou parcela referente ao financiamento da TermoCeará ao BNDES

O presidente da MPX, Eike Batista, não pagou a parcela de R$ 5 milhões ao BNDES referente ao financiamento da TermoCeará. O BNDES informou que uma empresa somente torna-se inadimplente quando a dívida completa 90 dias sem ser quitada, após o vencimento. A decisão da companhia já havia sido divulgada na quinta-feira passada (13/01), depois de a Petrobras suspender o pagamento de R$ 14 milhões da contribuição de contingência à termelétrica. Segundo a MPX, a empresa não se comunicou com a estatal desde o anúncio de suspensão do pagamento pela Petrobras. A MPX informou que ainda não decidiu parar de pagar os outros credores da TermoCeará. A dívida é estimada em cerca de US$ 20 milhões. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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3 Consumo de gás em termelétricas cai 1% em dezembro

O consumo de gás natural no setor de termeletricidade apresentou uma queda de cerca de 1% em dezembro do ano passado, na comparação com novembro - que já teve redução nesse segmento. A informação é da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, que divulgou nesta segunda-feira o balanço da demanda pelo combustível no país no último mês de 2004. O volume diário consumido no país superou 38 milhões de metros cúbicos. No caso da termeletricidade - cuja queda foi equivalente ao do setor industrial - um dos motivos da retração na damanda está nas oscilações em função dos despachos das térmicas, conforme explica Ricardo Dias, gerente comercial da MSGAS - distribuidora de gás do Mato Grosso do Sul, onde 98,6% das vendas vão para usinas. (Canal Energia - 17.01.2005)

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Grandes Consumidores

1 Fiesp e Eletrobrás fecham acordo para reduzir consumo

A Fiesp e a Eletrobrás assinaram nesta segunda-feira um convênio de cooperação técnica e financeira com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica das indústrias paulistas. Cerca de 2 mil empresas receberão treinamento da Eletrobrás para capacitar os funcionários para reconhecer oportunidades de economia de eletricidade. O investimento inicial no programa será de R$ 1,56 milhão, dos quais 70% serão feitos pela Eletrobrás e os 30% restantes, pela Fiesp. O convênio tem duração de 2 anos. Os focos do programa são a grande e média indústria e os motores usados nessas empresas. "O convênio demonstra o interesse dos governos em firmar parcerias no sentido de promover a conservação de energia. Eficiência energética é uma política pública do Governo Federal", disse o presidente da Eletrobrás, Silas Rondeau. O objetivo do programa é obter até 30% de redução no consumo de energia. (Elétrica - 17.01.2005)

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Economia Brasileira

1 Superávit é de quase US$ 1 bi

O superávit comercial brasileiro foi de US$ 540 milhões na segunda semana de janeiro (dias 10 a 16), segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. O resultado é maior que o registrado na semana anterior, de US$ 376 milhões. No acumulado do mês, a balança comercial tem um saldo positivo de US$ 916 milhões. O desempenho positivo do comércio exterior continua mesmo com o dólar em um patamar baixo, em torno de R$ 2,70. Entre os dias 10 e 16, as exportações somaram US$ 1,779 bilhão, enquanto as importações foram de US$ 1,239 bilhão. A média diária das exportações (saldo comercializado por dia útil) foi de US$ 355,8 milhões, um aumento de 29,5% contra a média registrada em janeiro do ano passado. No entanto, na comparação com dezembro, há uma queda de 10,5%. A média das importações na primeira semana de janeiro foi de US$ 247,8 milhões, um aumento de 32,6% em relação ao janeiro de 2004. Na comparação com o mês passado, o crescimento é menor, de 7,7%. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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2 Volume de venda do varejo cresce 6,44% em novembro

O volume de vendas do comércio varejista nacional teve aumento de 6,44% em novembro, sobre o mesmo mês do ano passado. Trata-se do décimo-segundo mês seguido de alta nesse indicador, embora tenha havido desaceleração no ritmo de crescimento nesse mês - em outubro, a expansão foi de 8,39%. Todos os 27 estados apontaram aumento de vendas, com exceção de Roraima. O desempenho foi puxado principalmente pelos crescimentos em São Paulo (5,62%), Minas Gerais (7,68%) e Rio Grande do Sul (6,96%). As maiores taxas absolutas de expansão, porém, foram de Rondônia (17,75%), Mato Grosso (16,57%), Alagoas (14,26%), Amazonas (14,11%) e Maranhão (12,62%). As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE. No acumulado dos 11 primeiros meses de 2004, o crescimento do volume de vendas foi de 8,98% sobre igual intervalo de 2003. Nos 12 meses encerrados em novembro houve crescimento de 8,33% no volume negociado. (Valor Online - 18.01.2005)

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3 Gastos do governo federal aumentam em 2004

Os gastos do governo federal cresceram em 2004, devendo fechar o ano com aumento real superior a 10%. Para 2005, a expectativa é de que os gastos continuem a avançar, como indicam o aumento do salário mínimo para R$ 300 a partir de maio e a redução da meta de superávit primário de 4,5% para 4,25% do PIB. Analistas apontam aí uma inconsistência na política econômica. A combinação ideal compreenderia uma política fiscal mais apertada e uma política monetária mais frouxa. Outro problema é a qualidade da execução fiscal. O setor público gasta muito com despesas correntes, como aposentadorias e pessoal e o custeio da máquina, e pouco com investimentos. O ex-ministro Edward Amadeo, sócio da Tendências, aponta a contradição da política econômica, num cenário em que há aumento de gastos do governo ao mesmo tempo em que o BC eleva a taxa Selic. "São políticas que se contradizem" afirma. De um lado, a autoridade monetária tenta conter demanda e, de outro, o setor público expande despesas. (Valor Online - 18.01.2005)

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4 Iedi: Produtividade da indústria cresceu 6,3%

Nos onze primeiros meses de 2004, a indústria brasileira acumulou um ganho de produtividade da ordem de 6,3%. É o melhor resultado em cinco anos e foi possível graças ao crescimento da produção em ritmo mais acelerado do que o apresentado pelo emprego industrial. De janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção teve alta de 8,3%, segundo dados do IBGE, enquanto o emprego cresceu 1,7%, e a quantidade de horas pagas ficou 1,9% maior, também segundo o instituto. Para Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Iedi e autor dos cálculos de produtividade, é o primeiro momento desde 1999 em que esse crescimento "é inequívoco e ocorre tanto pela melhora no volume produzido pelas empresas quanto do pessoal empregado na indústria". Ele ressalta, entretanto, que é natural o emprego caminhar atrás da produção, já que só um cenário mais seguro para o empresariado é capaz de incentivar a abertura de novas vagas. (Valor Online - 18.01.2005)

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5 Emprego estável e renda menor em novembro

O nível de emprego industrial ficou estável em novembro na comparação com outubro, segundo dados do IBGE. Em outubro, a pesquisa havia registrado queda de 0,2%. Na comparação com novembro do ano passado, houve aumento de 4,2% no nível de emprego industrial. Das 14 áreas pesquisadas, 13 apresentaram crescimento no total de empregos em relação a novembro de 2003. Assim como no restante do País, o nível de emprego no Estado do Rio também ficou praticamente estável em novembro, com alta de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa foi, no entanto, a primeira vez que o Estado obteve resultado positivo desde o início da série histórica da pesquisa, em dezembro de 2001. A folha de pagamento dos trabalhadores da indústria, na série livre de influências sazonais, recuou 1% em novembro na comparação com outubro, quando houve queda de 0,9% em relação a setembro. Em relação a novembro de 2003, houve aumento de 6,9% na folha de pagamento. De janeiro a novembro, a folha de pagamento acumula alta de 9%. (Jornal do Commercio - 18.01.2005)

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6 Inflação medida pelo IGP-10 desacelerou em janeiro

A inflação medida pelo IGP-10 teve variação de 0,42% em janeiro, ficando 0,35 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro, informou nesta terça-feira a FGV. O IGP-10 é calculado entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Os preços tiveram queda no atacado, mas subiram no varejo. O Índice de Preços no Atacado (IPA-10), com peso de 60% na taxa geral, caiu de 0,88% em dezembro para 0,27% em janeiro; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu de 0,48% para 0,74% e, Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-10) teve variação de 0,70%, ficando 0,02 ponto percentual abaixo do registrado no mês passado. (O Globo Online - 18.01.2005)

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7 Dólar ontem e hoje

O cenário externo desfavorável e alguns fatores internos levam o dólar à vista a se valorizar nesta terça-feira. Petróleo em alta e proximidade do vencimento de duas dívidas públicas cambiais são os principais motivos da apreciação. Às 11h58m, a moeda americana subia 0,55%, sendo negociada por R$ 2,714 na compra e R$ 2,716 na venda. Ontem, o dólar comercial terminou em leve baixa de 0,03%, cotado a R$ 2,699 para a compra e R$ 2,7010 para a venda. (O Globo Online e Valor Online - 18.01.2005)


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Internacional

1 Vattenfall realiza oferta de US$ 4,4 bi para compra de grupo de energia dinamarquês

A suíça Vattenfall fez uma oferta de 25 bilhões de coroas suecas (US$ 4,4 bilhões) pelo grupo de energia dinamarquês Elsam, visando barrar os planos do governo da Dinamarca de montar uma gigante nacional de energia. Alguns acionistas da Elsam são contra os planos de fundir a empresa, a maior produtora de eletricidade da Dinamarca, com a Dong, um grupo estatal de gás e petróleo. (Valor Online - 17.01.2005)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 MAIA, Rodrigo; CYRINO, Ricardo; TSUNECHIRO, Leandro. "Estratégia de atuação baseada na otimização e análise de risco para a compra de energia nos leilões do novo modelo do setor elétrico." Recife. CHESF, XII SEPEF, 14 a 17 de dezembro de 2004

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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2 NETO, Arlindo Santos Alves. "Parceria público-privada". Recife. CHESF, XII SEPEF, 14 a 17 de dezembro de 2004

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Diego Garbayo e Diogo Bravo

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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