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IFE: nº 1.449 - 18 de outubro de 2004
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Ministro russo acredita em cooperação bilateral na construção e modernização das centrais elétricas
2 Governo vai publicar portaria com ajustes em itens da CVA
3 Tolmasquim: MME vai argumentar contra a cobrança do ICMS sobre subsídio de baixa renda
4 Tolmasquim: Governo vai escolher entre IPCA e IGP-M como indexador dos contratos de energia velha
5 Tolmasquim: Sistemática do leilão de energia velha ainda tem pontos pendentes
6 Diretor do Programa Luz para Todos: Fontes alternativas são importantes para sucesso do programa
7 Governo do RS vai liberar cerca R$ 1,4 mi para eletrificação rural em 40 municípios
8 Usina hidrelétrica Pedra do Cavalo entra em operação
9 Curtas

Empresas
1 Eletropaulo aposta na estruturação da holding Brasiliana
2 Eletropaulo investe em programa de transparência
3 AES Sul poderá passar para o controle da Brasiliana quando tiver equacionado seu problema financeiro
4 Eletropaulo pretende aumentar investimentos
5 Eletropaulo inicia plano de redução de perdas de energia
6 Celesc consegue economia de cerca de R$ 700 mil com utilização de pregão eletrônico
7 Coelba investe R$ 25 mi para ampliação da rede elétrica na região oeste da Bahia
8 Elektro vai investir R$ 4,2 mi no setor de P&D em 2005

9 Aneel aprova programas de P&D da Celesc, Ceam, Cemar e CFLSC

10 Aneel autoriza transferência do controle da Transmissora Sudeste/Nordeste

11 Eletronorte e Celtins são premidas por qualidade no trabalho

12 Curtas

Licitação
1 Celesc

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Tolmasquim não vê risco de déficit de energia a partir de 2009
2 Vendaval causa interrupção do fornecimento de energia em Londrina

Gás e Termelétricas
1 Produção de petróleo e gás da Petrobras aumentou 1,6% em setembro
2 Petrobras e Gazprom terão parceria em gás
3 Ceg investe R$ 176,1 mi em rede de gás no RJ

Grandes Consumidores
1 Arcelor aumenta seu controle na CST
2 Gerdau anuncia usina em São Paulo

Economia Brasileira
1 Balança tem superávit de US$ 304 milhões na 3ª semana do mês
2 Câmaras bilaterais ajudam a balança

3 Brasil perde investimento estrangeiro direto para a China e países da Europa Oriental, diz consultoria alemã
4 Aposta em nova alta dos juros
5 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Endesa planeja investimentos de 5 bi de euros em distribuição até 2008

Biblioteca Virtual do SEE
1 ELETROBRÁS. "Informe aos investidores". Rio de Janeiro, Junho de 2004.

Regulação e Novo Modelo

1 Ministro russo acredita em cooperação bilateral na construção e modernização das centrais elétricas

Para o ministro da Indústria e Energia da Rússia, Viktor Kristenko, as conversas com sua colega brasileira, Dilma Rousseff, estão adiantadas em relação aos projetos. Ele vê "vastas" perspectivas de cooperação bilateral na construção e modernização das centrais elétricas no Brasil. Em breve começarão os trabalhos para a construção da usina hidrelétrica Corumbá-3 composta por dois blocos de 47,8 MW cada, no qual a Silovye Machiny, empresa russa, é responsável pelo fornecimento de turbinas e geradores. Atualmente, a Silovye Machiny participa de um consórcio russo-brasileiro como fornecedora de equipamentos (turbinas e geradores) em uma série de projetos de usinas hidrelétricas no Brasil que serão licitados. (Valor - 18.10.2004)

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2 Governo vai publicar portaria com ajustes em itens da CVA

Segundo Maurício Tolmasquim, secretário-executivo do MME, o governo publicará, nos próximos dias, portaria incluindo quatro itens no cálculo da Conta de Variação da Parcela A (CVA). Os elementos incorporados nas próximas revisões tarifárias são: compra de energia, Proinfa, custo das novas conexões e Conta de Uso dos Sistemas de Distribuição (Cusd). "A variação da tarifa paga pelas distribuidoras referente à energia do Proinfa sofre variação ao longo do ano e esta diferença será compensada na CVA. Os custos com novas conexões e da Cusd serão concatenadas com a data de aniversário das revisões da empresa, evitando que o repasse só seja feito na revisão seguinte", explicou Tolmasquim. O MME já assinou a portaria e aguarda a publicação após o aval do Ministério da Fazenda. (Canal Energia - 15.10.2004)

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3 Tolmasquim: MME vai argumentar contra a cobrança do ICMS sobre subsídio de baixa renda

O secretário-executivo do MME, Maurício Tolmasquim, comentou que o MME se reunirá com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a fim de argumentar contra a cobrança do ICMS sobre o subsídio de baixa renda. A intenção é assinar um convênio, mecanismo que permitirá a suspensão da cobrança, para que o subsídio não perca recursos com a incidência do imposto. "A cobrança do ICMS sobre o subsídio cria impacto que vai contra a política social da tarifa. Este imposto já é cobrado sobre a Conta de Consumo de Combustíveis, que recolhe recursos para o baixa renda", observou Tolmasquim. (Canal Energia - 15.10.2004)

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4 Tolmasquim: Governo vai escolher entre IPCA e IGP-M como indexador dos contratos de energia velha

Maurício Tolmasquim afirmou que o governo estuda duas opções para o índice que reajustará os contratos de energia fechados entre geradoras e distribuidoras no leilão de energia velha: O IPCA e o IGP-M. "Existe uma possibilidade de ser o IPCA; este foi o índice proposto na discussão com o governo. Atualmente estudamos a aplicação de ambos os índices e devemos fechar a escolha na próxima semana", comentou Tolmasquim. O índice escolhido constará do edital e nos contratos do leilão, que serão divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica. (Canal Energia - 15.10.2004)

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5 Tolmasquim: Sistemática do leilão de energia velha ainda tem pontos pendentes

Segundo o secretário-executivo do MME, Maurício Tolmasquim, a escolha do índice que reajustará os contratos de energia fechados no leilão de energia e a definição do número de produtos ofertados são os dois principais pontos pendentes em relação à negociação da sistemática do leilão de energia velha. A discussão sobre a sistemática do leilão de energia nova, afirmou o secretário, ainda não começou a ser discutida. (Canal Energia - 15.10.2004)

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6 Diretor do Programa Luz para Todos: Fontes alternativas são importantes para sucesso do programa

As fontes alternativas de energia são uma ferramenta importante para o sucesso do Programa Luz para Todos. Segundo o diretor do programa, João Ramis, usinas de energia solar, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas podem ajudar a levar luz elétrica para comunidades isoladas, que ainda vivem à base de improvisações. Ramis afirma que esse tipo de energia permite uma redução do impacto ambiental em regiões como a Amazônia Legal, sem que para isso haja necessidade de investimentos pesados em transmissão. (O Jornal AL - 18.10.2004)

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7 Governo do RS vai liberar cerca R$ 1,4 mi para eletrificação rural em 40 municípios

O Governo do Rio Grande do Sul libera, nesta segunda-feira (18/10), R$ 1.424.951,88 para 40 municípios gaúchos beneficiados com o Programa de Eletrificação Rural da Consulta Popular 2003/2004. Ao todo, os investimentos em eletrificação rural, definidos pela Consulta Popular 2003/2004, somam R$ 4.483.714,00 em 109 municípios gaúchos. Um novo lote de pagamentos dos contratos assinados será liberado em novembro. As obras de eletrificação rural fazem parte do esforço do Governo do RS para zerar o déficit de energia elétrica no meio rural, que atualmente atinge cerca de 100 mil famílias. Para acabar com a exclusão elétrica, a secretaria de Energia possui o Programa de Eletrificação Rural da Consulta Popular e também o Programa Luz Para Todos, realizado em parceria com o governo federal. (Elétrica - 18.10.2004)

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8 Usina hidrelétrica Pedra do Cavalo entra em operação

A usina hidrelétrica Pedra do Cavalo, localizada no rio Paraguaçu, entre os municípios baianos de Governador Mangabeira e Cachoeira, entrará em operação comercial no próximo mês. De um total de 160 MW, em novembro serão acionados os primeiros 80 MW . O início de operação da segunda unidade geradora, com os restantes 80 MW, está previsto para dezembro. A concessão da usina pertence à Votorantim Cimentos, que arrematou a usina em leilão promovido pela Aneel em 2001, com investimentos de cerca de R$ 176 milhões. A entrada em funcionamento da usina foi antecipada em cinco meses em relação ao cronograma estabelecido pela Aneel no contrato de concessão, assinado em 2002. Além de reforçar o suprimento de energia elétrica para o Nordeste, o empreendimento produzirá energia suficiente para o atendimento de uma população de 755 mil pessoas. (Gazeta Mercantil - 18.10.2004)


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9 Curtas

Segundo Luiz Pinguelli Rosa, professor da UFRJ, há uma desmotivação para as discussões políticas na área energética e os debates sobre o modelo do setor não avançam. Ele alerta que, se o país continuar crescendo 5% ao ano, poderá ter problemas de abastecimento de energia em 2007. (Canal Energia - 15.10.2004)

O Brasil tem hoje investimentos de pelo menos de R$ 13,244 bilhões em energia, R$ 12,9 bilhões em plataformas de petróleo, R$ 900 milhões em gasoduto. De acordo com levantamento realizado pela CNI, é necessário investir todo ano R$ 20 bilhões em energia. (Jornal do Commercio - 18.10.2004)

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Empresas

1 Eletropaulo aposta na estruturação da holding Brasiliana

Passado o sufoco financeiro, o foco do trabalho da AES Eletropaulo agora é na recuperação da imagem da empresa e na estruturação da holding Brasiliana, formada neste ano pela AES em parceria com o BNDES, após o acordo de pagamento da dívida de aquisição da distribuidora. As afirmações são do presidente da Eletropaulo, Eduardo José Bernini, que comanda a Eletropaulo há pouco mais de um ano. Segundo ele, uma nova imagem da empresa está sendo construída junto ao público e ao mercado financeiro. O objetivo é deixar para trás o rótulo de "empresa caloteira". "A maneira como o assunto foi tratado na mídia abalou a auto-estima do grupo. A moral da tropa estava bastante afetada", disse. (Valor - 18.10.2004)

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2 Eletropaulo investe em programa de transparência

A Eletropaulo vem investindo em um programa de transparência junto aos clientes e também na sua relação com os investidores. Um dos primeiros passos neste sentido foi a conclusão da renegociação das dívidas com o BNDES e junto aos bancos privados. Depois foi a adesão da Eletropaulo ao Nível 2 de governança corporativa da Bovespa, no mês passado. Bernini diz que estuda agora o lançamento de ações da holding Brasiliana na bolsa de valores, a exemplo do que fez outra empresa do setor elétrico, a CPFL. "Tenho que elogiar a estratégia da CPFL. É importante fortalecer o mercado nacional de capitais", afirmou Bernini. Mas a listagem de ações no mercado ainda não foi discutida pelo conselho de administração da Brasiliana, segundo ele. Segundo Bernini, também estão sendo feitas transformações na logomarca de todas as empresas da AES no Brasil, com a uniformização da identidade visual. (Valor - 18.10.2004)

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3 AES Sul poderá passar para o controle da Brasiliana quando tiver equacionado seu problema financeiro

A AES Sul, empresa da AES que ainda não faz parte da Brasiliana, poderá passar para o controle da holding assim que tiver equacionado seu problema financeiro, segundo o presidente do grupo. "Mas isso ainda não foi 100% decidido", afirmou Bernini. (Valor - 18.10.2004)

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4 Eletropaulo pretende aumentar investimentos

Neste ano, a Eletropaulo pretende aumentar os investimentos. Serão aplicados R$ 289 milhões em 2004, contra um investimento de R$ 217 milhões em 2003 e de R$ 180 milhões em 2002, auge da crise. Apesar do aumento nos gastos, o montante aplicado neste ano fica aquém do que foi investido pela empresa logo após a privatização. No ano 2000, por exemplo, a Eletropaulo gastou R$ 360 milhões. Segundo Bernini, a justificativa para isso é que os investimentos no período pós privatização estavam acima da média porque havia uma defasagem tecnológica e foi necessária uma modernização geral da rede. (Valor - 18.10.2004)

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5 Eletropaulo inicia plano de redução de perdas de energia

A Eletropaulo está iniciando, segundo o seu presidente Eduardo José Bernini, um plano de redução de perdas de energia, que prevê a regularização de 25 mil pontos ilegais nas regiões de baixa renda, a troca de medidores inadequados ou obsoletos e o lançamento de uma campanha publicitária de conscientização dos clientes. A empresa fechou em setembro um acordo com prefeituras para zerar a inadimplência municipal. Do total, R$ 670 milhões em débitos com o poder público foram negociados. (Valor - 18.10.2004)

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6 Celesc consegue economia de cerca de R$ 700 mil com utilização de pregão eletrônico

A Celesc obteve economia média de 13% no processo de compras desde que adotou o sistema de pregão eletrônico; o equivalente a R$ 701 mil, de acordo com o chefe do departamento de Suprimentos da empresa, Vilmar Oliveira Godoy. Dados da Celesc mostram que o processo de compra dura 45 dias no novo esquema, contra 120 dias pelo processo tradicional. (Canal Energia - 18.10.2004)

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7 Coelba investe R$ 25 mi para ampliação da rede elétrica na região oeste da Bahia

O sistema elétrico da Região Oeste da Bahia ganha o reforço de uma série de obras realizadas pela Coelba em parceria com o governo da Bahia. No total, foram aplicados cerca de R$25 milhões em intervenções como a construção da Subestação Centro Industrial do Cerrado, introdução da tensão de 138 kV e aumento da capacidade da Subestação Rio Branco, entre outras. As intervenções beneficiam diretamente os municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério. Com a entrada em operação das obras, a capacidade de distribuição da região será ampliada em 140 MVA. (Elétrica - 15.10.2004)

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8 Elektro vai investir R$ 4,2 mi no setor de P&D em 2005

A Elektro investirá R$ 4,2 milhões em pesquisa e desenvolvimento no ano de 2005. O valor será destinado a novas pesquisas, que serão distribuídas por áreas como meio ambiente, recursos humanos, departamento financeiro e mercado de energia. A empresa estima, ao todo, desenvolver 11 projetos no ciclo. O consultor do programa de P&D da distribuidora, Mauro Antonio Pereira estima que estarão englobados nos programas do ciclo 2004/2005 oito novos projetos e três como continuidade do ciclo 2003/2004. Segundo ele, o ciclo 2003/2004, aprovado pela Aneel, terá vigência até 31 de outubro de 2005. Mauro Pereira espera que a Aneel anuncie o novo ciclo em 1° de abril do próximo ano. Sobre a aprovação da Aneel ao ciclo 2003/2004, o consultor comenta que a Elektro investirá R$ 2,874 milhões em nove projetos. Do total, sete estão em andamento e dois terão início ainda este ano. (Canal Energia - 15.10.2004)

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9 Aneel aprova programas de P&D da Celesc, Ceam, Cemar e CFLSC

A Aneel aprovou os programas de pesquisa e desenvolvimento para o ciclo 2003/2004 de quatro distribuidoras, cujos investimentos somam R$ 5,76 milhões. Os valores investidos pelas empresas são os seguintes: Ceam - R$ 171.818,63; Cemar - R$ 570.050,96; Celesc - R$ 4.784.803,89; e CFLSC - R$ 240.673,00. As empresas têm até 31 de outubro de 2005 para cumprir as metas estabelecidas nos respectivos programas. (Canal Energia - 15.10.2004)

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10 Aneel autoriza transferência do controle da Transmissora Sudeste/Nordeste

A Aneel autorizou a empresa italiana Enelpower S.p.A a transferir o controle societário da Transmissora Sudeste/Nordeste para a empresa coligada Terna S.p.A. A transmissora detém a concessão para a construção e operação das linhas e demais instalações que interligam a hidrelétrica Serra da Mesa (GO) à rede de transmissão da Chesf, na Bahia. A Enelpower detinha 99,74% do capital total da TSN. (Canal Energia - 15.10.2004)

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11 Eletronorte e Celtins são premidas por qualidade no trabalho

As gerências regionais da Eletronorte do Acre e Rondônia e a Celtins receberam o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho - PSQT/2004 em seus respectivos estados. A regional de Rondônia da Eletronorte recebeu a menção pela quinta vez, na categoria média empresa. A Regional Produção e Comercialização do Acre da estatal foi premiada pela terceira vez. A Celtins recebeu a menção pela quinta vez, na categoria Grandes Empresas. O prêmio é concedido às empresas que adotam políticas de valorização dos colaboradores e asseguram ambiente saudável de trabalho. (Canal Energia - 15.10.2004)

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12 Curtas

O lançamento de ações na Bovespa é o maior em pelo menos oito anos. Já são quatro as empresas que começaram a negociar ações na Bolsa em 2004. O processo começou em maio, quando a empresa de cosméticos Natura lançou seus papéis. Depois, vieram a companhia aérea Gol, a ALL (América Latina Logística) e a CPFL Energia. (Folha de São Paulo - 18.10.2004)

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Licitação

1 Celesc

No final deste mês, a Celesc realizará pregão eletrônico para adquirir transformadores de diversas potências. A compra é considerada pela empresa uma das mais representativas desde que passou a adotar a modalidade eletrônica de pregão. O negócio faz parte do pacote de obras da área de distribuição que está sob concorrência pública e deverá começar em dezembro. O recebimento de propostas para o pregão acontecerá até às 9:00 horas do dia 28 de outubro. Informações adicionais pelo e-mail pregoeiro@celesc.com.br, ou no site www.celesc.com.br. (Canal Energia - 18.10.2004)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Tolmasquim não vê risco de déficit de energia a partir de 2009

O secretário-executivo do MME, Maurício Tolmasquim, garantiu, durante a 23ª reunião do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. que não existe risco de déficit de energia a partir de 2008, conforme previsão da segunda revisão quadrimestral do planejamento do sistema interligado nacional do ONS. Segundo ele, o estudo não leva em consideração as 20 usinas fiscalizadas pela Aneel que apresentam algum tipo de impedimento para entrar em operação. "No cenário mais pessimista, o ONS desconsiderou pelo menos 4.030 MW de usinas que, com certeza, entrarão em operação. Os dados também não computam a energia proveniente do Proinfa", justificou Tolmasquim. (Canal Energia - 15.10.2004)

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2 Vendaval causa interrupção do fornecimento de energia em Londrina

Um vendaval interrompeu o fornecimento de luz em um terço dos bairros de Londrina na madrugada de ontem. Curtos-circuitos e rompimento de cabos foram, segundo a Copel, a causa de 90% das interrupções, que atingiram quase 63 mil residências e indústrias na cidade. Segundo a Copel, apesar da grande abrangência dos desligamentos, 80% das interrupções foram resolvidas até às oito horas da manhã. A previsão era de que o fornecimento fosse completamente normalizado até a noite de ontem. (Folha de Londrina - 18.10.2004)

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Gás e Termoelétricas

1 Produção de petróleo e gás da Petrobras aumentou 1,6% em setembro

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no mês de setembro ficou 1,6% maior do que o registrado em agosto e estável em relação a setembro de 2003. Segundo a Petrobras, no mês passado, a produção de petróleo e gás ficou em 2,075 milhões de barris de óleo equivalente por dia em seus campos de exploração no Brasil e no exterior. Nos campos de exploração no Brasil a produção em setembro de óleo e gás foi de 1,8 milhões barris diários, o que representa um crescimento de 1,7% em relação ao registrado em agosto e 0,5% menor que a de setembro de 2003. A produção de gás natural nos campos nacionais no mês passado foi de 42,7 mil m³ diários, uma queda de 0,5% em relação ao volume produzido em agosto. A estatal informou também que a produção internacional de gás natural em setembro foi de 16,3 mil m³, o que representa estabilidade em relação à produção registrada no mês de agosto. (Gazeta Mercantil - 18.10.2004)

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2 Petrobras e Gazprom terão parceria em gás

Na onda de ampliação das relações bilaterais entre o Brasil e a Rússia, o setor de energia deve ter papel de destaque. De acordo com Viktor Kristenko, ministro da Indústria e Energia da Rússia, são vários os projetos e parcerias em desenvolvimento entre os dois países. A maioria implica investimento direto no Brasil. "Pretendemos criar um grupo misto de trabalho entre a Petrobras e a Gazprom, maior produtora de gás do mundo, para elaborar projetos conjuntos na indústria de gás", adiantou Kristenko. O diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, confirma a proposta de parceria e admite a criação de uma joint-venture. Cerveró esteve na Rússia com uma equipe técnica para discutir diversas parcerias, não só com a Gazprom. "Os russos têm experiência na área de construção de gasodutos e oleodutos, o que nos interessa. A vantagem para eles na cooperação é que o Brasil pode ser um pólo para toda a America Latina", disse o diretor da Petrobras. (Valor - 18.10.2004)

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3 Ceg investe R$ 176,1 mi em rede de gás no RJ

A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) está investindo R$ 176,1 milhões para a gaseificação dos municípios de Niterói, São Gonçalo e Petrópolis. São ao todo 423 quilômetros de rede de gás. A empresa planeja ainda investir R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos, dos quais a maior parte será aplicada na expansão do gás natural. (Jornal do Commercio - 18.10.2004)

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Grandes Consumidores

1 Arcelor aumenta seu controle na CST

A Arcelor, maior siderúrgica do mundo, com sede em Luxemburgo, informou na sexta-feira, por meio de comunicado, que fechou acordo para aumentar o seu controle na brasileira Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e que deverá unificar suas operações no Brasil. O acordo envolve o direito de comprar as participações da norte-americana California Steel Industries, da japonesa JFE Steel Corp. e de outros acionistas japoneses na CST. Com o negócio, a Arcelor terá a opção de comprar cerca de 9,4% de participação que esses acionistas detêm na CST, em meados de 2005, quando terminará o acordo atual de acionistas. Esta negociação permitirá também que a Arcelor assuma a fatia que comprou da Companhia Vale do Rio Doce (CRVD) na empresa mais cedo, a partir do quarto trimestre deste ano. A siderúrgica adquiriu o controle que a Vale detinha na CST em junho, por US$ 578,5 milhões, e passou a deter 61,8% do seu capital total. Com este novo acordo, ela deverá deter mais de 70% da companhia. (Gazeta Mercantil - 18.10.2004)

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2 Gerdau anuncia usina em São Paulo

O grupo Gerdau, maior fabricante de aços longos do continente americano, vai investir R$ 750 milhões na construção de sua primeira usina siderúrgica localizada no estado de São Paulo, no município de Araçariguama, distante 50 quilômetros da capital paulista, informou o presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. Desse montante, 55% será financiado pelo BNDES, 25% por fornecedores de equipamentos da nova usina e outras instituições financeiras, e 20% de capital próprio do grupo. A unidade está em fase final de implantação da sua infra-estrutura. O início das operações da primeira fase está previsto para maio de 2005, com a aciaria. A etapa da laminação - em que o aço é transformado no produto final, o vergalhão, utilizado na construção civil - terá início em abril de 2006. (Gazeta Mercantil - 18.10.2004)

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Economia Brasileira

1 Balança tem superávit de US$ 304 milhões na 3ª semana do mês

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 304 milhões na terceira semanade outubro (de 11 a 17), com quatro dias úteis. As exportações chegaram a US$ 1,59 bilhão, contra importações de US$ 1,286 bilhão. No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 26,826 bilhões, com exportações de US$ 74,928 bilhões e importações de US$ 48,102 bilhões. De acordo com o Relatório de Mercado do Banco central, divulgado nesta segunda-feira, o saldo positivo da balança deve fechar o ano em US$ 32,5 bilhões, contra estimativa anterior de US$ 32,3 bilhões. (Globo Online - 18.10.2004)

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2 Câmaras bilaterais ajudam a balança

A crescente inserção do Brasil no mercado internacional, principalmente em países pouco tradicionais, provocou a abertura de novas câmaras bilaterais de comércio no País e renovou o fôlego de representações que operavam de forma muito discreta. Elas são um dos principais indutores dos negócios entre as nações e estão tendo participação decisiva na melhoria da balança comercial nacional. O exemplo mais recente desta dinâmica é a Câmara de Comércio Brasil-Turquia, inaugurada no início deste mês, no Rio de Janeiro. A casa nasce com o objetivo de incentivar o comércio entre os dois países, que gira US$ 400 milhões por ano, o equivalente a apenas 0,2% da pauta brasileira de exportações. O Brasil tem forte superávit no comércio bilateral, uma vez que importa da Turquia aproximadamente US$ 50 milhões anuais. (Gazeta Mercantil - 18.10.2004)

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3 Brasil perde investimento estrangeiro direto para a China e países da Europa Oriental, diz consultoria alemã

O Brasil está perdendo investimento estrangeiro direto para a China e para os países da Europa Oriental que acabam de entrar na União Européia, aponta estudo da consultoria alemã Roland Berger. Vários fatores favorecem essas regiões em detrimento do Brasil, como maior crescimento econômico, menor custo do trabalho, melhor infra-estrutura e localização estratégica. Esse último é uma das vantagens mais expressivas da Europa Oriental, mostra o estudo. Segundo levantamento realizado pela consultoria, o investimento estrangeiro direto (IED) direcionado ao Brasil despencou de US$ 28,6 bilhões em 1999 para US$ 10,1 bilhões em 2003. No mesmo período, os investimentos na China saltaram de US$ 40,3 bilhões para US$ 53,4 bilhões. Já nos países da Europa Oriental, o IED saiu de US$ 18,6 bilhões em 1999, atingiu US$ 22,5 bilhões em 2002, e caiu para US$ 11,4 bilhões em 2003 - mesmo assim, um volume superior ao destinado ao Brasil. "As empresas não têm nada contra o Brasil e muitas já estão instaladas no país. Mas esses são novos mercados, com novas oportunidades", explica Roland Berger, chairman da consultoria. (Valor - 18.10.2004)

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4 Aposta em nova alta dos juros

Na opinião quase unânime dos analistas do mercado financeiro, a taxa básica de juros da economia (Selic) deverá ser elevada em 0,25 ponto percentual, para 16,5%, na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom). Dos 25 analistas consultados pelo Jornal do Commercio e agências, Bloomberg e Estado, apenas dois apontam elevação de 0,5 ponto percentual na Selic. Economistas apostam que o Banco Central (BC) manterá a estratégia de aumento gradual da Selic até o fim do ano, de olho no controle da inflação de 2005. A taxa básica de juros deverá ficar entre 17% e 17,5% em dezembro. Neste mês, deverão interferir na decisão dos diretores do BC o ritmo acelerado de crescimento da produção industrial e a escalada do preço internacional do petróleo, que fez com que a Petrobras anunciasse aumento dos combustíveis na última semana. Especialistas alertam, contudo, que novos reajustes da gasolina e do diesel virão após as eleições. (Jornal do Commercio - 18.10.2004)

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5 Dólar ontem e hoje

O mercado de câmbio continua a manter o dólar perto da estabilidade nesta segunda-feira, apesar de algumas remessas de recursos ao exterior. Às 12 horas, a moeda americana era negociada por R$ 2,857 na compra e R$ 2,859 na venda, com alta de 0,07%. Na sexta, o dólar comercial terminou com queda de 0,55%, a R$ 2,8550 para a compra e R$ 2,8570 para a venda. (O Globo Online e Valor Online - 18.10.2004)

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Internacional

1 Endesa planeja investimentos de 5 bi de euros em distribuição até 2008

A Endesa anunciou que planeja impulsionar os seus investimentos na distribuição de eletricidade na Espanha em mais de 50% entre 2004 e 2008, com o objetivo de fazer diminuir o número de cortes de energia. A Endesa deve investir mais de 5 bilhões de euros em distribuição nos próximos quatro anos, face aos 3,3 bilhões que constavam no último plano estratégico. "O esforço de investimento da Endesa pretende atender às necessidades do mercado, derivadas do seu crescimento, bem como aumentar a segurança e a qualidade do fornecimento", segundo o comunicado da elétrica espanhola. (Diário Econômico - 18.10.2004)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 ELETROBRÁS. "Informe aos investidores". Rio de Janeiro, Junho de 2004.

Para ler o informe na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Pedro Bruni e Rodrigo Madeira

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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