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IFE: nº 1.336 - 30 de abril de 2004
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Frente Parlamentar quer retirada do contrato de gestão do projeto de lei das agências
2 Agências reguladoras: Prazo para envio de emendas pode ser adiado
3 Aneel define regras para subtransmissão na semana que vem
4 Abrate: Empresas poderão investir R$ 3 bi em subtransmissão nos próximos 5 anos
5 Banco do Nordeste aposta em energia alternativa
6 MAE movimenta R$ 526 mi em 2003
7 Leilão de compra do MAE tem Fafen e Furnas como vencedoras
8 Curtas

Empresas
1 Fato relevante da Eletropaulo
2 Aneel promete analisar reajuste da Cosern
3 Eletrosul refaz plano e investimentos este ano terão corte de R$ 88 mi
4 Transmissão Paulista investirá este ano R$ 90 mi em subtransmissão
5 Coelba vai investir R$ 4,1 mi em P&D
6 Curtas

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 ONS atualizará curvas de aversão a risco de racionamento
2 Subsistema Sudeste/Centro-Oeste apresenta nível de armazenamento de 81,3%
3 Subsistema Sul registra redução de 0,3%

4
Subsistema Nordeste está 57,4% acima da curva de aversão ao risco
5
Nível de armazenamento do subsistema Norte está em 90%
6
Boletim Diário da Operação do ONS

Gás e Termelétricas
1 Gasbol aproxima-se de seu nível de saturação
2 Custo com combustível de termelétricas a carvão poderá ser reembolsado com recursos da CDE
3 Obras de ramal do gasoduto da MPX estão em andamento

Economia Brasileira
1 IGP-M de abril fecha com alta de 1,21%
2 Vendas reais da indústria crescem 18,8% no RJ

3 Vendas reais da indústria crescem 30,7% em SP
4 Faturamento do varejo foi 2,7% maior
5 Alta do risco-país dificulta captação
6 Novo salário-mínimo é de R$ 260
7 Meirelles defende política econômica do governo
8 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Haverá energia no inverno argentino apesar de racionamento,diz governo
2 EDP: Resultados do primeiro trimestre dão credibilidade a estratégia da empresa
3 EDP salienta melhora da performance do Brasil
4 Portugal só decide futuro da barragem do Sabor em junho j

 

Regulação e Novo Modelo

1 Frente Parlamentar quer retirada do contrato de gestão do projeto de lei das agências

A Frente Parlamentar das Agências Reguladoras na Câmara dos Deputados tentará excluir do projeto de lei das agências reguladoras o artigo que obriga esses órgãos a assinarem contratos de gestão com o Executivo. A Frente considera o instrumento uma interferência na autonomia das agências. Segundo o coordenador da Frente, deputado Ricardo Barros (PP-PR), as emendas também tratarão da figura do ouvidor e da autonomia das agências. A figura dos ouvidores será mantida, mas os deputados querem que as pessoas indicadas para o cargo tenham conhecimento do setor, sejam sabatinados pelo Senado, como os demais diretores, e percam o poder de zelar pela qualidade dos serviços das agências. Já a autonomia será protegida, segundo Barros, com uma emenda que define a União como o poder concedente. Assim, diz, os ministérios não terão poder para alterar regras livremente, já que União subentende os Poderes Executivo e Legislativo. Para Barros, é necessário alterar o projeto. "O governo está ainda pouco convencido de que sua política deve estar sintonizada com o mercado". (O Estado de São Paulo - 29.04.2004)

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2 Agências reguladoras: Prazo para envio de emendas pode ser adiado

O prazo para envio de emendas para o projeto de lei 3.337/2004, que cria as novas regras para as agências reguladoras, deverá ser prorrogado. O relator Leonardo Picciani (PMDB-RJ), definido nesta semana, conta que um requerimento solicitou o adiamento para permitir o recebimento de mais contribuições. Ele acredita que o novo prazo coincida com a instalação da comissão especial, cuja presidência deverá ficar com o PT, segundo o parlamentar. Após a comissão iniciar suas atividades, Picciani quer estabelecer um cronograma de trabalho. O relator não quis avaliar o conteúdo do projeto de lei e explicar sua linha de condução antes de ouvir os agentes envolvidos na questão. "É um tema muito complexo que exige cuidado na sua condução", comenta. (Canal Energia - 29.04.2004)

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3 Aneel define regras para subtransmissão na semana que vem

As regras sobre investimentos em sistemas de transmissão em tensão inferior a 230 kV começarão a ser definidas na próxima semana. A diretoria da Aneel discute na segunda-feira, dia 3 de maio, as duas resoluções que estabelecem as diretrizes para este segmento. Segundo o superintendente de Transmissão da Aneel, Davi Antunes Lima, a publicação das resoluções ocorrerá ao longo da semana. A Procuradoria da Aneel analisou o pedido das distribuidoras de incluir o barramento das subestações com tensão em 138 kV como conexão de distribuição. Se a posição for favorável às concessionárias, os grandes consumidores e auto-produtores pagarão o custo da tarifa de distribuição de acordo com a carga utilizada. Pela proposta da Aneel colocada em audiência pública realizada no final de 2003, o barramento da subestação em 138 kV entraria na tarifação nodal da rede básica. (Canal Energia - 29.04.2004)

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4 Abrate: Empresas poderão investir R$ 3 bi em subtransmissão nos próximos 5 anos

A expectativa dos agentes é positiva em relação às resoluções da Aneel. A Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas Transmissoras de Energia) espera que as regras fiquem nos moldes da audiência pública promovida no final de 2003. Segundo a associação, as empresas poderão aportar R$ 3 bilhões em subtransmissão nos próximos cinco anos. O presidente da Abrate conta que o sistema poderá ficar sobrecarregado já a partir do próximo ano, caso os projetos não sejam executados. "O problema ainda não ocorreu devido à redução do consumo causado pelo racionamento", comentou. (Canal Energia - 29.04.2004)

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5 Banco do Nordeste aposta em energia alternativa

O Banco do Nordeste do Brasil vai começar a operacionalizar na região, a partir de junho próximo, o Proinfa. Vítor Ponte, diretor da Instituição, informa que o banco passará a receber e selecionar projetos nas áreas de biomassas, pequenas centrais hidroelétricas e centrais eólicas para liberar financiamentos, dando a garantia de que o MME comprará a energia que for produzida. A verba, a ser envolvida na estratégia, não foi fechada, mas sairá dos R$ 3 bilhões do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), que diz respeito ao Cresce Nordeste. Segundo Ponte, o financiamento virá com prazo de 12 anos para pagar, carência de quatro anos e juros anuais fixos entre 12% e 14%. (O Povo - 30.04.2004)

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6 MAE movimenta R$ 526 mi em 2003

O presidente do Conselho de Administração do MAE, Antonio Carlos Fraga Machado, apresentou na última quinta-feira, dia 29, os resultados da instituição em 2003. As operações contabilizadas no ano passado chegaram a 29 TWh, movimentando valores da ordem de R$ 526 milhões. O MAE destaca ainda a normalização das liquidações financeiras de exercícios anteriores, que totalizaram R$ 2,3 bilhões. Após a apresentação dos resultados financeiros, a instituição realizou assembléia geral ordinária para votar novo conselheiro. Na assembléia, foi aprovada a prorrogação do mandato de Luiz Eduardo Barata Ferreira no Conselho de Administração. O superintendente permanece como conselheiro por um período de dois meses a partir do dia 1º de maio deste ano. A medida foi tomada em função das mudanças institucionais do setor elétrico, que trarão impactos diretos na instituição. (Canal Energia - 30.04.2004)

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7 Leilão de compra do MAE tem Fafen e Furnas como vencedoras

Fafen e Furnas foram as vencedoras do leilão de compra de energia elétrica promovido pelo MAE . Foram negociados 30 MW médios de um total demandado de 46,5 MW médios. Do total negociado, 12,5 MW médios foram do tipo base e 17,5 MW médios do tipo flexível. A energia negociada é para a região Sudeste e tem prazo de duração de seis meses. A Fafen fechou contrato com a Duke Trading e Enersul. Foram comercializados 15,5 MW médios, sendo 1 MW médio para a Duke Trading e 14,5 MW médios para a Enersul. Com a Duke Trading, o preço fechado foi de R$ 29,10 o MWh. No caso da Enersul, os preços foram de R$ 28,02 o MWh do tipo base e R$ 28,62 o MWh do tipo flexível. Furnas fornecerá energia apenas para a Enersul. O negócio prevê a entrega de 14,5 MW médios, sendo 8 MW médios do tipo base e 6,5 MW médios do tipo flexível. Os preços ficaram em R$ 28,02 o MWh para o produto do tipo base e R$ 28,62 o MWh do tipo flexível. (Canal Energia - 29.04.2004)

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8 Curtas

Ontem, o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) confirmou que será o relator do projeto de lei das agências reguladoras. (O Estado de São Paulo - 29.04.2004)

A Aneel estabeleceu critérios e procedimentos para o ressarcimento aos consumidores que tiverem aparelhos elétricos danificados em conseqüência de oscilações de tensão ou suspensão no fornecimento de energia elétrica. (NUCA-IE-UFRJ - 30.04.2004)


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Empresas

1 Fato relevante da Eletropaulo

A Eletropaulo publicou o seguinte fato relevante: "Comunicou, nos termos da Instrução CVM 358/02, que em assembléia geral ordinária e extraordinária da Companhia realizada em 28/4/2004, foi aprovada (i) a destinação do lucro líquido apurado no exercício social encerrado em 31/12/2003, no valor de R$ 86.275.189,17, bem como do valor realizado da reserva de reavaliação, no montante de R$ 13.343.522,78, para absorção de parte dos prejuízos acumulados em exercícios anteriores conforme registrados nas demonstrações financeiras da Companhia, sendo que, com isso, o prejuízo acumulado remanescente da Companhia passou a ser de R$ 59.895.147,38; e (ii) a substituição do jornal de grande circulação utilizado pela Companhia para a realização de suas publicação legais, passando as publicações da Companhia a serem realizadas no Jornal Valor Econômico". (Jornal do Commercio - 30.04.2004)

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2 Aneel promete analisar reajuste da Cosern

A deputada federal Fátima Bezerra e o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Flávio Azevedo, participaram de uma audiência, ontem no início da noite de ontem com toda a diretoria da Aneel, em Brasília, e conseguiram um motivo para comemorar. O saldo positivo é que a Aneel terminou cedendo e vai realizar uma reunião em Natal, com a presença dos representantes do setor da indústria e comércio, além de consumidores. "Nós queremos rediscutir o reajuste, pois nós não estamos convencidos com as explicações da Aneel", lembra a deputada Fátima Bezerra. Antes o presidente da Fiern, Flávio Azevedo, irá se reunir com demais interessados e com o Conselho de Consumidores da Cosern até segunda-feira. (Tribuna do Norte - 30.04.2004)

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3 Eletrosul refaz plano e investimentos este ano terão corte de R$ 88 mi

A Eletrosul reduziu em R$ 88 milhões o seu plano de investimentos previsto para este ano. O novo planejamento prevê desembolsos de R$ 220 milhões, contra os R$ 308 milhões previstos anteriormente. Essa redução, explica a estatal, se deve à meta de superávit primário estabelecida pelo governo federal. A redução no plano de investimentos vai prejudicar ainda o novo segmento de atuação da concessionária - a de geração, permitido pela lei 10.848/2004. Apesar de não ter um montante definido para a área, o presidente da Eletrosul, Milton Mendes, diz que o orçamento para o segmento será afetado por conta das despesas e outros projetos já definidos pela companhia. A intenção, diz ele, é utilizar parte dos recursos classificados como conversões financeiras, estimadas em R$ 50 milhões, para viabilizar algum projeto de geração que atraia a concessionária. "Temos disponível para a área de projetos R$ 2 milhões, mas esse montante é muito pequeno para destinar para geração. Por isso, estudamos a possibilidade de utilizar parte dos recursos provenientes de conversões financeiras para o segmento", explica. (Canal Energia - 29.04.2004)

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4 Transmissão Paulista investirá este ano R$ 90 mi em subtransmissão

A Transmissão Paulista planeja investir este ano R$ 90 milhões no reforço e modernização dos sistemas de subtransmissão com tensão inferior a 230 kV. Nos próximos anos, a meta da empresa é aplicar uma média de R$ 60 milhões anuais no segmento. Na próxima segunda-feira, dia 3 de maio, a diretoria da Aneel analisará um pedido para obras emergenciais no sistema de subtransmissão da empresa, no valor aproximado de R$ 220 milhões. Segundo o diretor técnico da Transmissão Paulista, Celso Cerchiari, essa área não recebe investimentos desde 2000 devido à publicação da resolução 433 da Aneel, que tirou essa área das transmissoras e passou para as distribuidoras. Com a perspectiva de publicação das resoluções da Aneel para regulamentar a área, devolvendo essa incumbência para as transmissoras, o executivo acredita na normalização do planejamento do setor. "Vamos investir forte em subtransmissão", diz o executivo. (Canal Energia - 30.04.2004)

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5 Coelba vai investir R$ 4,1 mi em P&D

A Coelba investirá R$ 4,1 milhões em pesquisa e desenvolvimento. O programa da concessionária foi aprovado em março pela Aneel. O pacote conta com 16 projetos, sendo que a metade é continuação do ano anterior. (Canal Energia - 29.04.2004)

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6 Curtas

Ocorre hoje Assembléia na Cataguazes Leopoldina, em Minas Gerais. Os sócios minoritários americanos e brasileiros vão protestar contra o que consideram desrespeito a seus direitos societários e opiniões sobre a gestão da empresa. (Folha de São Paulo - 30.04.2004)

A Cesp fará em maio uma série de reuniões técnicas para iniciar programa de combate ao mexilhão dourado no Alto Paraná. Essas reuniões fazem parte do plano emergencial para o controle do mexilhão dourado. (Canal Energia - 29.04.2004)

As empresas Eletrificação Rural de Braço do Norte Ltda., Millennium Inorganic Chemicals do Brasil Ltda. e Saneamento Construções e Comércio Ltda. estão autorizadas a transferir as autorizações de seis empreendimentos de geração para as empresas Cebranorte Geração S/A, Bioenergy Geradora de Energia Ltda., Porto Franco Energética S.A, Lagoa Grande Energética S/A, Boa Sorte Energética S.A e Riacho Preto Energética S.A, respectivamente. (NUCA-IE-UFRJ - 30.04.2004)

A partir de amanhã, 1º de maio, a Celg atualizará o cadastro de clientes e de unidades consumidoras. (O popular - 30.04.2004)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 ONS atualizará curvas de aversão a risco de racionamento

O ONS foi autorizado pela Aneel a atualizar as curvas de aversão a risco de racionamento do biênio 2004/2005 para os subsistemas Nordeste, Norte, Sudeste/Centro-Oeste e Sul. A curva de aversão é um mecanismo que estabelece o nível mínimo de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas necessário à produção de energia com segurança para o sistema interligado. Nos subsistemas Nordeste e Sudeste/ Centro-Oeste, o nível mínimo de armazenamento para os próximos dois anos deverá corresponder a 10% da capacidade total dos reservatórios. Nas regiões Norte e Sul, este nível mínimo será equivalente a 15% da capacidade. (NUCA-IE-UFRJ - 30.04.2004)

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2 Subsistema Sudeste/Centro-Oeste apresenta nível de armazenamento de 81,3%

O nível de armazenamento no subsistema Sudeste/Centro-Oeste chega a 81,3%, volume 49,4% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004. O índice teve uma redução de 0,02% em um dia. As usinas de Miranda e São Simão registram 49,2% e 90,2% da capacidade, respectivamente. (Canal Energia - 29.04.2004)

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3 Subsistema Sul registra redução de 0,3%

A região Sul apresenta 49% da capacidade, uma queda de 0,3%. A usina de G. B. Munhoz registra 49,4% do volume. (Canal Energia - 29.04.2004)

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4 Subsistema Nordeste está 57,4% acima da curva de aversão ao risco

O volume armazenado no subsistema Nordeste está em 97,3%. A hidrelétrica de Sobradinho continua com 100% da capacidade. O volume fica 57,4% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004. O nível de armazenamento teve um acréscimo de 0,03% em comparação com o dia anterior. (Canal Energia - 29.04.2004)

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5 Nível de armazenamento do subsistema Norte está em 90%

A capacidade de armazenamento do subsistema Norte está em 90%, um aumento de 0,08% em relação ao dia 27 de abril. A usina de Tucuruí registra volume de 98,8%. (Canal Energia - 29.04.2004)

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6 Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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Gás e Termoelétricas

1 Gasbol aproxima-se de seu nível de saturação

O Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) atingiu terça-feira (27/04) o seu recorde de transporte de gás natural e pode se transformar em um gargalo para o desenvolvimento do mercado brasileiro nos próximos anos. Segundo o diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer, a empresa trouxe da Bolívia, na terça-feira, 22,3 milhões de metros cúbicos de gás pelo Gasbol, volume cada vez mais próximo da capacidade total da tubulação, de 30 milhões de metros cúbicos por dia. O presidente da Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Paulo Roberto Costa, avalia que o crescimento do volume transportado deve-se à seca na Região Sul e ao aumento do consumo do combustível pela indústria. No Sul, para suprir a falta de energia hidráulica, a Petrobrás mantém em operação a térmica de Canoas, que consome 1,2 milhão de metros cúbicos por dia. (O Estado de São Paulo - 29.04.2004)

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2 Custo com combustível de termelétricas a carvão poderá ser reembolsado com recursos da CDE

Os custos do combustível para geração de energia por termelétricas que utilizam exclusivamente carvão mineral nacional poderão ser reembolsados com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa sistemática foi regulamentada esta semana pela Aneel por meio da Resolução Normativa Aneel nº60, publicada no Diário Oficial da União. A Resolução regulamenta o Decreto n° 5.029, de 31 de março de 2004, que estabelece a possibilidade de reembolso de até 100% dos custos dos empreendimentos que usam carvão nacional situados nas regiões abrangidas pelo Sistema Interligado Nacional. Pelo regulamento, os reembolsos serão deduzidos dos valores recebidos por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). O sistema valerá até a conclusão dos estudos técnicos e econômicos necessários à regulamentação definitiva que será elaborada pela Agência. (NUCA-IE-UFRJ - 30.04.2004)

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3 Obras de ramal do gasoduto da MPX estão em andamento

As obras do ramal de 33 quilômetros da empresa MPX, que implantará a usina termelétrica Termopantanal, em Corumbá, já estão em andamento. A previsão é de conclusão até setembro. A MPX realiza a obra junto com a MSGás, que forneceu alguns materiais. O gasoduto está sendo construído para garantir gás natural boliviano mais barato à térmica em Corumbá. A obra custa R$ 19 milhões. Em alguns trechos de Corumbá será necessário explodir rochas para colocação dos tubos. Na área rural também já há equipes trabalhando. É uma movimentação que muda o cenário dominado por lavouras e pela pecuária. Pelos tubos passarão 2 milhões de metros cúbicos/dia. De início a Termopantanal utilizará metade da capacidade do ramal, para gerar 43 MW de energia elétrica. A planta prevê uma capacidade total de 163 MW. (Campo Grande News - 29.04.2004)

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Economia Brasileira

1 IGP-M de abril fecha com alta de 1,21%

O IGP-M de abril fechou em 1,21%, pouco acima da taxa de 1,13% em março. O indicador ficou dentro das expectativas do mercado, mas foi o mais alto desde março do ano passado (1,53%) e o maior para o mesmo mês desde abril de 1995 (2,10%). Enquanto a inflação no atacado aumentou, no varejo as variações de preço foram menores. Apesar do avanço do índice geral em abril, o especialista em análise econômica da Fundação Getúlio Vargas André Braz acredita que há espaço para novos cortes da taxa Selic. Isto porque, segundo ele, não há disseminação das altas de preços no atacado. Na prática, a maior parte do avanço da inflação captada pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), de 1,33% em março para 1,65% em abril, foi concentrada em quatro itens: milho, soja, trigo e álcool e óleos combustíveis. (Jornal do Comércio - 30.04.04)

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2 Vendas reais da indústria crescem 18,8% no RJ

As vendas reais (descontada a inflação) da indústria fluminense cresceram 18,84% em março, ante igual mês de 2003, e 9,79% no primeiro trimestre de 2004, em relação aos três primeiros meses do ano passado. Na comparação com fevereiro, na série sem ajuste sazonal (ou seja, sem descontar fatores próprios do mês), a expansão das vendas chegou a 31,89%, porém, com ajuste sazonal o incremento ficou em 4,61%. Os resultados foram divulgados ontem, pela Firjan, no anúncio dos Indicadores Industriais do mês passado. O número de pessoas ocupadas na indústria fluminense aumentou em 1,93% de fevereiro para março, o que representou a maior alta, em um mês, desde janeiro de 1992. A expansão no número de empregados de um mês para o outro significou a abertura de cerca de 6 mil postos de trabalho na indústria do Rio. No entanto, em relação a março de 2003, houve diminuição de 2,58% do pessoal ocupado, e, comparando o primeiro trimestre de 2004 com o do ano passado, a retração situou-se em 4,17%. (Jornal do Comércio - 30.04.04)

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3 Vendas reais da indústria crescem 30,7% em SP

A Fiesp informou nesta quinta-feira que as vendas reais da indústria paulista no mês passado foram as melhores para um mês de março pelo menos desde 1999. Segundo a entidade, o aumento de 30,7% sobre março de 2003 foi motivado principalmente pelo aumento das exportações. Contribuiu ainda a alta de preços, principalmente das commodities, no mercado internacional, além do aumento nas cotações de moedas estrangeiras, como o euro. Outra razão é que março teve mais dias úteis este ano do que em 2003, por causa do feriado de carnaval. A Fiesp estima que pelo menos oito pontos percentuais da taxa de 30,7% sejam motivados pela exportações. O melhor março anterior tinha sido o de 2001, antes da crise de energia, quando as vendas reais tinham crescido 23% em relação a 2000. Em março do ano passado a indústria andou para trás, com queda de 0,3% nas vendas reais, se comparadas às de 2002. (O Globo - 30.04.04)

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4 Faturamento do varejo foi 2,7% maior

O faturamento do comércio varejista cresceu 2,76% em termos reais na região metropolitana de São Paulo em março, na comparação com o mesmo mês de 2003. No primeiro trimestre, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Federação do Comércio no Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) apurou crescimento de 4,35% no faturamento. Para a Fecomercio, parte do crescimento no período pode ser explicada por fator estatístico, já que a base de comparação em janeiro e fevereiro do ano passado era baixa. A entidade já considera o resultado de março como início de recuperação sustentada do setor. A taxa de março é mais baixa se comparada com às de janeiro e fevereiro - 4,83% e 5,52%, respectivamente. Os economistas da Fecomercio dizem que o crescimento menor deve-se, justamente, pela base pouco maior de março de 2003. Melhor que o crescimento de 2,76% em março é a expectativa da Fecomercio-SP de que o faturamento real do setor deverá manter-se elevado no primeiro semestre e fechar o ano com aumento de 3%. (Jornal do Comércio - 30.04.04)

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5 Alta do risco-país dificulta captação

O risco-país, que chegou a 410 pontos em meados de janeiro, fechou ontem a 679 pontos, alta de 1,04%. Analistas financeiros afirmam que essa piora do indicador não tem como principal desencadeador problemas apresentados -ou esperados- pela economia brasileira. Na opinião de Carlos Kawall, economista-chefe do Citibank, "cerca de 80%, 90% da pressão que o risco brasileiro" tem sofrido recentemente está relacionada a fatores externos, e não "a um aumento das preocupações do mercado com a economia do país". Em março, a taxa de rolagem de dívidas do setor privado no exterior caiu fortemente. Foram renovados apenas 46% dos vencimentos de dívida privada lá fora no mês. No primeiro bimestre, essa taxa alcançou os 237%. Com o risco em níveis mais elevados, a dúvida é se as dificuldades para captar recursos crescerão ainda mais. Com a atual perspectiva de alta de juros nos EUA , os investidores trocam os papéis de emergentes pelos do Tesouro americano. (Folha de São Paulo - 30.04.04)

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6 Novo salário-mínimo é de R$ 260

O salário mínimo subirá, a partir de amanhã, de R$ 240 para R$ 260. O reajuste, após três semanas de negociações, representa aumento de 8,3% sobre o mínimo atual. A variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 10 de abril de 2003 e 30 de março ficou em 5,17% e a projeção de inflação pelo INPC para abril é de 0,50%, o que dá 5,69%. Assim, os R$ 260 representam um aumento real (acima da evolução inflacionária) de 2,5%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu, na campanha eleitoral, dobrar o valor real do mínimo ao longo de seu mandato. Coube a três ministros - Guido Mantega (Planejamento), Ricardo Berzoini (Trabalho) e Amir Lando (Previdência) - a tarefa de anunciar o reajuste, decidido após uma série de longas reuniões internas nos últimos dias. Prevaleceu a posição da equipe econômica, que vetou um aumento maior para não prejudicar o programa de ajuste fiscal. (Jornal do Comércio - 30.04.04)

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7 Meirelles defende política econômica do governo

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, em audiência na Câmara dos Deputados, que "o Brasil está olhando para o mundo neste momento de instabilidade com mais tranqüilidade" e que a economia brasileira está em melhores condições de sustentabilidade fiscal. Meirelles afirmou que o governo vai cumprir a meta de superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto sem uma dose sequer de receita extraordinária, o que mostra que o ajuste das contas publicas é sustentável, segundo ele. Meirelles disse aos parlamentares que, pela primeira vez, poderá haver crescimento econômico e contas externas estáveis. Segundo ele, a atividade econômica está crescendo com aumento de importação e manutenção de superávit comercial elevado. O presidente do BC apontou que as exportações estão crescendo por meio de uma diversificação de mercado, com aumento de 317% das vendas de produtos brasileiros para a China nos últimos doze anos. "Pela primeira vez, poderemos ver crescimento econômico e manutenção de superávits comerciais recordes. Os números mostram o acerto da política do governo e do Banco Central" afirmou Meirelles. (O Globo - 30.04.04)


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8 Dólar ontem e hoje

O dólar à vista se mantém em baixa moderada nesta manhã tranqüila no mercado interbancário. Às 12h10m, a moeda americana era negociada por R$ 2,939 na compra e R$ 2,941 na venda, na mínima do dia, com baixa de 0,87%. Ontem, o dólar à vista subiu mais 0,57% e fechou com a maior cotação desde 1º de setembro, a R$ 2,965 na compra e R$ 2,967 na venda. A pressão foi mais uma vez motivada pela expectativa de alteração do cenário internacional, a partir da alta de juros nos Estados Unidos. (O Globo On Line - 30.04.2004)

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Internacional

1 Haverá energia no inverno argentino apesar de racionamento,diz governo

O plano de racionamento de gás e eletricidade anunciado pelo governo argentino garante o consumo desses recursos na temporada de inverno, destacou nesta quinta-feira o chefe do Gabinete argentino, Alberto Fernández. O programa oficial contempla prêmios e punições para os usuários e entrará em vigor em 6 de maio. Quem consumir menos, será bonificado. "Temos muita confiança de que isto vai funcionar bem e conseguir assim uma economia de 5% a 10%", sustentou o funcionário da administração Néstor Kirchner. "Buscamos que o consumidor pequeno se acostume a poupar energia. Essa energia economizada pelas famílias e pelos estabelecimentos comerciais pode ser dirigida para a indústria, que está precisando", indicou. (Valor - 29.04.2004)

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2 EDP: Resultados do primeiro trimestre dão credibilidade a estratégia da empresa

O administrador financeiro da EDP, Rui Horta e Costa, afirmou os resultados do primeiro trimestre, que considerou bastante positivos, dão credibilidade a estratégia delineada pela empresa. "Iniciamos neste primeiro trimestre a 'credibilização' da estratégia para a empresa, anunciada em dezembro", afirmou Costa. Os objetivos passavam por consolidar a presença na Espanha, melhorar o negócio da produção elétrica, a eficiência no negócio da distribuição, e melhorar as áreas consideradas fora do 'core-business', como o Brasil e as telecomunicações. (Diário Econòmico - 30.04.2004)

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3 EDP salienta melhora da performance do Brasil

Segundo o administrador financeiro da EDP, Rui Horta e Costa, a performance do Brasil "foi magnífica", pois o resultado operacional duplicou, ao passar de 22,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2003 para 47,1 milhões de euros este ano e o lucro subiu 61%, de 11,1 para 17,8 milhões de euros. Rui Horta e Costa recusa, no entanto, a ter grandes euforias em relação ao Brasil, considerando que existe ainda um problema regulatório por resolver no país, o que muitas vezes conduz a que as remunerações não sejam feitas de acordo com os capitais investidos pelas empresas do sector elétrico. O responsável afirma, no entanto, que os sinais dados pelo governo brasileiro têm sido positivos, faltando contudo concretizar os incentivos ao investimento e a definir o quadro regulatório do sector.

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4 Portugal só decide futuro da barragem do Sabor em junho

O Ministério do Ambiente de Portugal só se vai pronunciar sobre o destino do projeto da barragem no rio Sabor, em Trás-os-Montes, quando o estudo de impacte ambiental da construção estiver pronto, o que deve acontecer dentro de um mês. Esta quinta-feira foi conhecido o parecer negativo do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) sobre a construção da barragem. O ICN concluiu que a obra viola leis comunitárias sobre a Rede Natura e Zonas de Proteção Especial (ZPE). Contudo, "o parecer do ICN não é determinante, nem vinculativo. É um entre outros pareceres sobre a barragem do Sabor", disse fonte do gabinete do ministro do Ambiente, Amílcar Theias. Entidades como a Direção-geral da Energia, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Ministério da Agricultura ou o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) estão também a emitir pareceres sobre aquele projeto. O Ministério do Ambiente salienta que o parecer da Comissão de Impacto Ambiental sobre a construção da barragem é que é determinante. (Jornal Digital - 30.04.2004)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Sub-editor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Bueno, Rodrigo Berger e Bruno Schröder

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