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IFE: nº 1.253 - 10 de dezembro de 2003
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Dilma: Novo modelo será divulgado dia 11
2 Novo modelo: Distribuidoras devedoras não terão reajustes nas tarifas de energia
3 Oposição reclama fato do modelo sair via MP
4 Senador ameaça pedir ao STF cassação de MP do novo modelo do setor elétrico
5 Medida Provisória da Cofins pode ser votada nesta semana
6 Deputados discutem papel das agências reguladoras
7 Nova proposta da Aneel para regulamentação do Fator X tenta reduzir influência do IGP-M nas tarifas
8 Valorização das elétrica sustenta alta da Bovespa
9 Fiergs: RS precisa de alternativas para aumentar sua produção de energia

Empresas
1 Eletrobrás negocia possibilidade de novos negócios no Egito
2 Furnas investe R$ 100 mi em LT Ouro Preto 2 - Vitória
3 Cerj terá reajuste tarifário de 11,59% em 2004
4 Ações da Light apresentam os maiores ganhos na Bovespa
5 CPFL Energia consegue novo financiamento do BNDES para hidrelétricas
6 Alliant volta à Justiça contra a Cataguazes Leopoldina
7 Celesc prepara proposta de circuito alternativo de abastecimento de Florianópolis
8 Empresas têm prejuízo com furto de cabos

9 Light gasta R$ 500 mil por ano na troca de equipamentos danificados por balas

10 Schneider Electric traz conta de luz pré-paga ao Brasil

Licitação
1 Eletrosul
2 Furnas
3 Comissão Nacional de Energia Nuclear

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Subsistema Norte apresenta 21,27% do volume
2 Volume armazenado no Nordeste fica 2,66% acima da curva de aversão ao risco
3 Nível de armazenamento do Sudeste/Centro-Oeste chega a 37,28%
4 Reservatórios do subsistema Sul registram 40,01% da capacidade
5 Celesc explica novo problema de abastecimento em Florianópolis
6 Boletim Diário da Operação do ONS

Gás e Termelétricas
1 Petrobras fornece 1.350 MW para o Sistema Elétrico Interligado
2 Eletronuclear: Construção de Angra 3 depende de financiamento
3 Nova usina nuclear é alternativa para crises futuras de abastecimento, diz Zieli
4 Eletronuclear: Usinas nucleares não apresentam riscos

Grandes Consumidores
1 Possibilidade de fusão entre CSN e Usiminas
2 Usiminas: Fusão traria ganhos consideráveis ao país
3 CSN e Usiminas: Mercado chinês tem grande potencial

4 Usiminas: Governo apóia união
5 CSN planeja captar US$ 250 mi em bônus

Economia Brasileira
1 PIB foi de R$ 1,3 trilhão em 2002
2 Participação da renda no PIB é a menor desde 90
3 Taxa de investimento cresceu menos no governo FHC

4 Bird prevê financiamentos de US$ 7,5 bilhões em 4 anos
5 Mantega não crê em crescimento para 2003
6 Congresso pode reduzir meta fiscal para o período entre 2005 e 2007
7 Lessa: Crescimento virá com empresas nacionais robustas
8 Fraga: BNDES deve ofertar menos crédito no médio prazo
9 Agências reguladoras são fundamentais para o sucesso das PPP
10 Mendonça de Barros: desafio será ampliar investimento e manter meta fiscal

11 IGP-DI registra inflação de 0,48% em novembro

12 Captações externas com prazo mais longo

13 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Governo do Equador adia leilão de distribuidoras

Biblioteca Virtual do SEE
1 ABRAGET "A geração térmica e o mercado de gás natural" Brasília, 02 de dezembro de 2003

 

Regulação e Novo Modelo

1 Dilma: Novo modelo será divulgado dia 11

A ministra Dilma confirmou que o novo modelo do setor elétrico será divulgado pelo presidente Lula na próxima quinta, dia 11. Dilma disse que a proposta terá como base dois pilares: tarifas menores e garantia de abastecimento. O modelo propõe a coexistência de dois ambientes de comercialização de energia. Um será extremamente regulado, onde um "pool" comprará energia e a revenderá por um preço único para o mercado das distribuidoras. O outro ambiente será livre, onde produtores independentes de energia e grandes consumidores poderão negociar bilateralmente. (Valor - 10.12.2003)

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2 Novo modelo: Distribuidoras devedoras não terão reajustes nas tarifas de energia

O novo modelo do setor elétrico impedirá as distribuidoras que não recolhem regularmente suas contribuições e encargos legais (seguro-apagão, fundo de universalização de luz elétrica e outros) de aumentar as tarifas de energia. A mesma proibição vale para quem atrasar o pagamento dos fornecedores de energia. As mudanças valerão para todos os contratos feitos ou aprovados pela Aneel a partir de 30 de abril de 2004, mas os contratos em vigor não poderão ser prorrogados e a renovação será de acordo com as novas regras. O prazo para que as empresas se enquadrem é de 12 meses a partir da publicação da MP. (Jornal do Brasil - 10.12.2003)

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3 Oposição reclama fato do modelo sair via MP

Os senadores da oposição, José Jorge (PFL-PE) e Rodolpho Tourinho (PFL-BA) criticaram a possibilidade de o futuro modelo ser encaminhado via MP. Dilma afirmou ter estranhado a postura dos partidos de oposição. Segundo ela, todas as leis do setor elétrico foram editadas por MP no governo FHC. Ela ainda defendeu a forma como o projeto deve tramitar argumentando que "a segurança do sistema exige que tomemos essas medidas o mais rápido possível", mas não confirmou o encaminhamento por MP ou projeto de lei. Uma das alternativas discutidas entre a ministra e os senadores, levantada pelo senador Mercadante, seria a de enviar somente os pontos emergenciais por MP e o restante por projeto de lei. Caso o governo mantenha a decisão de apresentar por MP as novas regras do setor, o ex-ministro José Jorge disse que o seu partido (PFL) pode não fechar mais acordo com o governo na votação das projetos que tramitam na casa. (Valor e Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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4 Senador ameaça pedir ao STF cassação de MP do novo modelo do setor elétrico

O PFL ameaça entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o uso de Medida Provisória (MP) para instituir o novo modelo do setor elétrico, caso seja este o formato de envio ao Congresso Nacional escolhido pelo governo. A informação é do atual presidente da Comissão de Infra-estrutura do Senado Federal, senador José Jorge (PFL/PE), que promete pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cassação da medida provisória. O senador participou ontem de uma reunião com a ministra Dilma. As explicações do governo para o envio do modelo por MP não convenceram o senador. Um dos argumentos utilizados pela ministra Dilma foi que todas as leis para o setor editadas pelo governo passado teriam sido por MP. "Não é bem assim. Estou fazendo um levantamento e, até agora, já encontrei pelo menos dez documentos que foram enviados por Projeto de Lei", disse o senador. A hipótese de se criar uma Comissão Mista em que deputados e senadores possam discutir em conjunto a proposta também não é suficiente na ótica do senador José Jorge. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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5 Medida Provisória da Cofins pode ser votada nesta semana

A Medida Provisória n° 135, que acaba com a cumulatividade da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e aumenta a alíquota de 3% a 7,6%, poderá ser votada na Câmara ainda nesta semana. A pauta de votações da Casa foi redefinida e prevê a apreciação de apenas quatro MPs, entre elas a n° 135. Segundo o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, estas quatro medidas são prioridade da Casa. As outras MPs se referem ao Programa Bolsa-Família, ao Programa Especial de Habitação Popular e a abertura de crédito extraordinário de R$ 80 milhões para o Ministério das Cidades. Estas três pautas passam a trancar as votações a partir desta quarta-feira, 10 de dezembro, para as duas primeiras, e desta quinta, 11 de dezembro, para a última. (Canal Energia - 09.12.2003)

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6 Deputados discutem papel das agências reguladoras

Um grupo de deputados ligados à Frente Parlamentar em Defesa das Agências Reguladoras se reuniu ontem com o ministro Palocci, para pedir que o governo "sintonize" o projeto de lei que regula o papel das agências ao texto definido pelo grupo interministerial que tratou do tema. Os pontos de divergências são basicamente dois: de quem será a responsabilidade de outorga das concessões e qual deve ser o papel das ouvidorias internas. Os parlamentares defendem que as outorgas sejam mantidas nas agências, podendo o ministro da respectiva área modificar o termo e mesmo vetá-lo. (Valor - 10.12.2003)

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7 Nova proposta da Aneel para regulamentação do Fator X tenta reduzir influência do IGP-M nas tarifas

Por determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a Aneel sugeriu a redução do impacto do IGP-M nas tarifas de energia, incluindo o IPCA no cálculo dos custos. Por contrato, a taxa usada nos reajustes tarifários de energia é o IGP-M. A agência pretende calcular pelo IPCA apenas a variação de custo com o pagamento de mão-de-obra. A medida consta da nova proposta de regulamentação do chamado Fator X, instrumento de repasse aos consumidores dos ganhos de produtividade das empresas. A consulta pública foi iniciada no mês passado. O Fator X funciona como um redutor do IGP-M nos reajustes anuais das distribuidoras de eletricidade. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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8 Valorização das elétrica sustenta alta da Bovespa

Não houve resistência para a Bovespa superar os 21 mil pontos. A Bolsa operou em alta durante todo o pregão de ontem, para fechar aos 21.259 pontos, com ganho de 1,78%. Mais uma vez, a valorização das ações de empresas de energia elétrica sustentou a alta da Bovespa. O mercado espera para amanhã a divulgação do novo modelo para o setor. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)


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9 Fiergs: RS precisa de alternativas para aumentar sua produção de energia

O coordenador do Conselho de Infra-Estrutura e vice-presidente da Fiergs, Humberto Busnello, disse ontem que o Rio Grande do Sul precisa de alternativas para aumentar sua produção de energia, com a conclusão de usinas termelétricas, que reaqueceriam a região carbonífera gaúcha, e de hidrelétricas, em busca da auto-suficiência. A entidade também defende a inclusão de projetos do Estado no programa de Parceria Pública Privada (PPP) do governo federal. Segundo Busnello, a atração de investimentos industriais ao Estado está associada à abundância de energia, ao sistema de telecomunicações confiável e vias de escoamento da produção. O dirigente disse ainda que o modelo de agência reguladora praticado no RS é um dos mais avançados, inspirado em outros países. (Correio do Povo - 10.12.2003)

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Empresas

1 Eletrobrás negocia possibilidade de novos negócios no Egito

A Eletrobrás iniciou negociações com a empresa estatal Egyptian Electricity, que controla todo o sistema elétrico no Egito, para explorar oportunidades de negócios no país do Norte da África. Segundo o diretor de projetos especiais da Eletrobrás, José Drumond, o Egito pensa em expandir a capacidade de produção de energia de 16 mil MW para 26 mil MW em oito anos. Por isso, a Eletrobrás precisa ficar de olho nesse mercado. O diretor ressaltou que o Egito precisa de energia para crescer. "Estamos preparados para fazer parcerias em qualquer área", afirmou o técnico. José Drumond disse ainda que, nos próximos meses, representantes da empresa egípcia farão uma visita ao Brasil para conhecer alguns dos grandes empreendimentos da estatal brasileira no setor, tais como Itaipu, no Paraná, e represas do sistema Furnas e Chesf. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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2 Furnas investe R$ 100 mi em LT Ouro Preto 2 - Vitória

Furnas Centrais Elétricas vai investir R$ 100 milhões na construção da linha de transmissão Ouro Preto 2-Vitória, projeto que será lançado oficialmente no mês que vem e que já recebeu licença de instalação do Ibama em novembro. A energização da linha está prevista para janeiro de 2005. Durante as obras serão gerados mil empregos. A empresa informou que o projeto aumentará em 350 MW a capacidade de transmissão para o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com tensão de 345 kV, cerca de 383 km de extensão e 900 torres, a linha interligará a subestação Ouro Preto 2 (Cemig) à subestação de Vitória (Furnas). (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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3 Cerj terá reajuste tarifário de 11,59% em 2004

A Aneel realizou ontem, em Niterói, audiência pública sobre o processo de revisão tarifária periódica da Cerj. Com base nas informações prestadas pela empresa concessionária, a Aneel calculou em 11,59% a correção da tarifa para 2004, a fim de adequar os custos da empresa à prestação eficiente dos serviços de distribuição de energia. O Fator X foi de 1,69 ponto percentual. Os consumidores e a concessionária tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e apresentar sugestões sobre o assunto. Pelos dados apresentados à Aneel, a Cerj, que atende a cerca de 1,96 milhão de unidades consumidoras em 66 municípios fluminenses, projetava uma correção de 36,62% em suas tarifas. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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4 Ações da Light apresentam os maiores ganhos na Bovespa

As ações da Light mais uma vez lideraram os ganhos do dia de ontem. Apenas nos três últimos pregões, os papéis com direito a voto (ON) da Light subiram 78,8%. Ontem, o ganho foi de 24,3%. As ações da Light ganharam maior interesse dos investidores após a informação de que a empresa deve refinanciar dívidas de US$ 500 milhões com um grupo extenso de credores por um prazo superior a três anos. As dez ações mais negociadas ontem fecharam com valorização. O papel preferencial da Petrobras, o segundo mais negociado, subiu 3,78%, impulsionado pela informação de que o banco Merrill Lynch elevou sua projeção de preço-alvo para os da empresa. Isso significa que, na visão da instituição financeira, há espaço para as ações da Petrobras subirem ainda. Com as recentes valorizações, o ganho acumulado pelo IEE é o maior entre todos os índices da Bovespa. Somente nesta semana, o IEE já subiu 10,3%. No ano, a alta é de 108,9%. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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5 CPFL Energia consegue novo financiamento do BNDES para hidrelétricas

O grupo CPFL Energia ganhou um novo impulso para viabilizar o seu ambicioso plano de expansão, que prevê a geração de cerca de 2 mil MW em usinas próprias até o início de 2008. O BNDES aprovou extra-oficialmente no dia 8 de dezembro, um financiamento de R$ 436 milhões para as hidrelétricas da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), no Rio Grande do Sul. A diretoria executiva do banco analisou a liberação do empréstimo em reunião realizada ontem, e deu sinal verde para a operação. A previsão é que até o final deste ano o recurso seja oficializado pelo órgão. (Canal Energia - 09.12.2003)

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6 Alliant volta à Justiça contra a Cataguazes Leopoldina

A norte-americana Alliant deverá volta à Justiça contra a Cataguazes Leopoldina e também recorrer à CVM. Ontem, a Alliant e outros dois sócios estrangeiros da Cataguazes foram voto vencido na assembléia geral extraordinária. Com o controle da empresa, a família Botelho conseguiu aprovar a redução do capital em R$ 74,3 milhões, para compensar prejuízos acumulados. Conseguiu, ainda, alterar o estatuto social da companhia e, com isso, pagar os dividendos de forma cumulativa a partir do ano que vem. Desde meados de novembro, os sócios tentavam impedir a realização da assembléia de ontem. Queriam, antes, fazer uma assembléia de preferencialistas para validar a Lei das S.A., que concede às ações preferenciais o mesmo direito das ordinárias, quando estão com dividendos atrasados há três anos. (Valor - 10.12.2003)

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7 Celesc prepara proposta de circuito alternativo de abastecimento de Florianópolis

A Celesc deve apresentar em breve ao governo de Santa Catarina a conclusão dos estudos técnicos e uma proposta para a construção de um circuito alternativo de abastecimento da Ilha de Santa Catarina, onde fica Florianópolis. Segundo o diretor técnico da empresa, Eduardo Cidônio, o documento deve ser finalizado até o fim desta semana e depois entregue ao governador. A distribuidora avalia três alternativas para o novo circuito, mas, em todas elas, a ligação será feita pela ponte Pedro Ivo. Hoje, o fornecimento à Ilha é feito apenas por dois cabos de alta tensão que passam pela ponte Colombo Salles. Os investimentos no reforço do sistema serão declarados à Aneel e a distribuidora espera que parte dos custos sejam ressarcidos por meio de ajuste nas tarifas na revisão tarifária da empresa, que será feita em 2004. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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8 Empresas têm prejuízo com furto de cabos

O crescimento do furto de cabos elétricos, principalmente nas áreas rurais, preocupa as concessionárias de energia. A Coelba, por exemplo, estima que os furtos em sua área de concessão cresceram 50% em relação ao ano passado. As ações criminosas, feitas geralmente por quadrilhas especializadas, são estimuladas pela facilidade com que cabo de alumínio ou cobre é recolocado no mercado, depois de passar por fundições. "O mercado está favorável porque os receptadores de ferro-velho alimentam a cadeia", diz Joubert Meneguelli, gerente do departamento de exploração de redes da Coelba. Para inibir a ação criminosa, as distribuidoras tomam suas providências. A Coelba fez parceria com as polícias Civil e Militar da Bahia e colabora nas investigações e cercos às quadrilhas. A CPFL investe na conscientização da comunidade quanto ao perigo de se tocar na rede elétrica. A Cemig, que teve 3,34 mil km de cabos furtados em 2002, contratou agentes para trabalharem diretamente na investigação. A Light enfrenta poucos furtos de cabos. Segundo a empresa, a rápida identificação da ruptura da rede e a velocidade de atendimento inibem os furtos. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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9 Light gasta R$ 500 mil por ano na troca de equipamentos danificados por balas

A Light gasta cerca de R$ 500 mil por ano na troca de equipamentos danificados por balas. Segundo José Márcio Ribeiro, assessor da diretoria de distribuição da empresa, grupos criminosos atiram em transformadores para criar um apagão localizado e facilitar o enfrentamento com a polícia. Somente uma das cinco regionais que fazem parte da área de concessão da Light contabilizou, até novembro, 185 casos de queima de transformadores, 50% de todas as ocorrências elétricas. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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10 Schneider Electric traz conta de luz pré-paga ao Brasil

A Schneider Electric - uma multinacional com vendas de 10 bilhões de euros e atuação em mais de 130 países incluindo o Brasil - decidiu trazer a tecnologia da África do Sul para o país. Na prática, o sistema é similar ao da telefonia móvel pré-paga, em que o usuário controla seus gastos comprando a carga que planeja utilizar. "Temos um projeto-piloto que poderá abranger de 200 até 1000 pontos residenciais, vai depender da parceria", diz Sérgio Lima, diretor da empresa. Para alavancar seu projeto - cujos investimentos estão dentro de um plano global para o Brasil, de R$ 100 milhões - a multinacional está em fase avançada de conversas com a Light, Cemig e Coelce. Se o sistema de luz pré-paga decolar no Brasil, a empresa poderá construir uma fábrica no país. (Valor - 10.12.2003)

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Licitação

1 Eletrosul

A Eletrosul abre licitação para o fornecimento de postos de serviços de supervisão de qualidade de projetos, suprimento, obras, comissionamento e execução de atividades relativas a meio ambiente e patrimoniais da recapacitação das linhas de transmissão Salto Osório-Campo Mourão 1 e 2 e também a LT Areia-São Mateus. O prazo termina em 23 de dezembro. (Canal Energia - 09.12.2003)

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2 Furnas

Furnas prorroga o prazo do processo para construção das estações da rede termelétrica, lotes 1 e 2, no sistema de hidrometereologia de Furnas, na bacia do rio Cuiabá, no Mato Grosso. O preço do edital é de R$ 10,00 e o novo prazo encerra em 12 de dezembro. (Canal Energia - 09.12.2003)

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3 Comissão Nacional de Energia Nuclear

A Comissão Nacional de Energia Nuclear licita contratação de seguro de riscos de engenharia para fornecimento, instalação e montagem, testes e comissionamento das máquinas ultracentrífugas das cascatas 2 e 3 do módulo I. O seguro deve conter as seguintes coberturas: básica, riscos do fabricante, responsabilidade civil geral e cruzada e propriedades circunvizinhas. O prazo vai até 6 de janeiro de 2004. (Canal Energia - 09.12.2003)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Subsistema Norte apresenta 21,27% do volume

O subsistema Norte registra 21,27% da capacidade, uma queda de 0,17% em relação ao dia 7 de dezembro. A hidrelétrica de Tucuruí apresenta 24,35% do volume. (Canal Energia - 09.12.2003)

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2 Volume armazenado no Nordeste fica 2,66% acima da curva de aversão ao risco

O nível de armazenamento do subsistema Nordeste chega a 13,69%, volume 2,66% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004. O índice teve um aumento de 0,13% em um dia. A capacidade da usina de Sobradinho está em 11,18%. (Canal Energia - 09.12.2003)

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3 Nível de armazenamento do Sudeste/Centro-Oeste chega a 37,28%

Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste registram 37,28% da capacidade, ficando 7,76% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004. O nível de armazenamento teve um aumento de 0,22%. As hidrelétrica de Miranda e Itumbiara registram 56,64% e 39,96% da capacidade, respectivamente. (Canal Energia - 09.12.2003)

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4 Reservatórios do subsistema Sul registram 40,01% da capacidade

O subsistema Sul apresenta 40,01% do volume, uma redução de 0,12% em comparação com o dia 7 de dezembro. A usina de Salto Santiago registra 32,67% da capacidade. (Canal Energia - 09.12.2003)

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5 Celesc explica novo problema de abastecimento em Florianópolis

O diretor técnico da Celesc, Eduardo Cidônio disse que o problema de abastecimento enfrentado dia 8 de dezembro, por parte de Florianópolis, não teve relação com o religamento dos cabos de alta tensão, danificados por causa da explosão de outubro. A falha no abastecimento ocorreu por conta de um princípio de incêndio, às 10h15, em um cabo de baixa tensão que liga a linha de transmissão à subestação Coqueiros, alimentadora do centro de Florianópolis. Logo após o incidente, o abastecimento passou a ser feito pelas outras duas subestações presentes na Ilha. Como as alterações do circuito de fornecimento são manuais, a Celesc levou entre 30 minutos a uma hora e meia para religar o centro da cidade, que ficou sem luz no período de 11h11 e 12h37. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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6 Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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Gás e Termoelétricas

1 Petrobras fornece 1.350 MW para o Sistema Elétrico Interligado

Com seis usinas termelétricas em operação nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do País, a Petrobras já disponibiliza para o Sistema Elétrico Interligado cerca de 1.350 MW. A informação foi dada ontem pelo gerente-geral de marketing e gás da empresa, José Zonis. A disponibilidade de energia das termelétricas em que a Petrobras tem participação já chegou a 1.460 MW, mas caiu para os atuais 1.350 MW (dos quais 1.000 MW nas regiões Sudeste e Centro-Oeste) em razão de problemas ocorridos em um dos transformadores da usina de Canoas, no Rio Grande do Sul. A térmica teve que sair do sistema, deixando de canalizar para o sistema cerca de 110 MW. Com as usinas que hoje estão em operação, o gás que a Petrobras importa da Bolívia passou dos 13 milhões de m³/dia para cerca de 19 milhões de m³ diários. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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2 Eletronuclear: Construção de Angra 3 depende de financiamento

O presidente da Eletronuclear, Zieli Dutra Thomé Filho, disse no segundo dia do Fórum Continuado de Energia, que a construção da usina nuclear Angra 3 está incluída no PPA do Governo e só depende de financiamentos externos e da participação da iniciativa privada para ganhar fôlego. Os procedimentos de licenciamento nuclear e ambiental estão em andamento e sua operação está prevista para 2010. Os componentes dos circuitos primário e secundário de Angra 3 (avaliados em US$ 750 milhões) encontram-se armazenados e custam à empresa cerca de US$ 20 milhões ao ano. Para a conclusão do projeto são necessários mais US$ 1,8 bilhão, a serem gastos com serviços. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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3 Nova usina nuclear é alternativa para crises futuras de abastecimento, diz Zieli

Zieli enfatizou a importância do aumento da oferta de energia para a população, o que será possível, segundo ele, com a construção da nova usina nuclear. "A preocupação com a disposição de energia elétrica deve vir antes da preocupação com o crescimento do PIB. A energia é parte integrante da cidadania. O fato de o nosso sistema ser predominantemente hidrelétrico pode ser bom, mas também pode ser muito ruim quando acontece uma crise como a que levou ao racionamento em 2001", afirmou Zieli. Ele defendeu a construção da nova usina informando que, durante 2001, Angra 1 e 2 geraram 14,5 milhões de MWh de energia, o que corresponde a 4,3% da produção nacional de eletricidade, tendo contribuído para minimizar, na região Sudeste, os efeitos da crise de abastecimento de energia ocorrida no período. O incremento da energia nuclear no Brasil é mais uma alternativa para enfrentar crises futuras. Ele afirmou que há perspectivas de que em 2006 ou 2007 a falta de chuvas possa vir a prejudicar novamente a população. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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4 Eletronuclear: Usinas nucleares não apresentam riscos

Zieli fez questão de tranqüilizar os que se preocupam com o tratamento dos rejeitos de Angra 1 e 2, e também abordou os cuidados contra a liberação de radioatividade. Segundo informou, o controle diário rigoroso da qualidade do solo, do ar e da água permite assegurar que nunca houve liberação de radiação. Além disso, existem áreas de contenção que seriam utilizadas no caso de emergência. Os rejeitos são armazenados em recipientes, os quais são inseridos em tonéis e isolados em depósitos fechados. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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Grandes Consumidores

1 Possibilidade de fusão entre CSN e Usiminas

Em meio às transformações pelas quais passa a siderurgia no mundo, duas das principais empresas brasileiras do setor, a Usiminas e a CSN, já falam abertamente em fusões. Esse deve ser o tema que vai contaminar o setor no próximo ano, alimentado pela "tendência nacionalista" do governo federal comandado pelo PT, de acordo com o presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares. Ele vê a fusão como uma "necessidade". Foi o primeiro industrial brasileiro do setor a fazer tal defesa. Benjamin Steinbruch, o presidente da CSN, admitiu que o setor tem "interesse" nessa questão. "Estamos discutindo isso. Interesse nós temos. Está no começo, ainda, não é fácil. É bastante difícil e complexa a operação. São grupos societários completamente distintos, mas acho que temos de ter boa vontade. A gente tem que tentar viabilizar uma siderurgia brasileira forte", afirmou. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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2 Usiminas: Fusão traria ganhos consideráveis ao país

O presidente da Usiminas disse que esse processo já está se espalhando rapidamente pelo mundo e que essas transformações criarão "desafios e oportunidades", não podendo o Brasil ficar fora ou atrasado em relação a isso. Soares citou exemplos de consolidações que estão ocorrendo no Japão, na França e no complexo exportador da Rússia e da Ucrânia, que está avançando. "O Brasil tem que reagir a isso. Essa tendência já chegou", disse ele, que aponta três caminhos para as empresas brasileiras: combater essa tendência, não fazer nada -"o que é muito pior"- ou trabalhar para que isso ocorra de forma favorável ao setor brasileiro. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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3 CSN e Usiminas: Mercado chinês tem grande potencial

Acreditando que o fim das sobretaxas ao aço importado pelos EUA resultará em poucos benefícios para a siderurgia brasileira, Usiminas e CSN, os maiores produtores de aços planos, seguem animados com o mercado chinês. "A China hoje é o grande motor. Importa tudo. E 40% do aço exportado é dirigido para a China", disse Benjamin Steinbruch. Rinaldo Soares acrescentou que os chineses, além de bons compradores, são "bons pagadores". Segundo Steinbruch e Soares, o fim das sobretaxas para as siderúrgicas brasileiras terá pouco efeito a curto prazo. As exportações do país ainda são prejudicadas por outras barreiras antidumping dos EUA. Apesar disso, Steinbruch disse que o potencial de mercado do país é "muito importante" e que, por esse motivo, qualquer abertura de mercado exigirá empenho da siderurgia brasileira para vender mais. O mercado americano se compara ao europeu e ao chinês, disse o presidente da CSN, com consumo anual de pouco mais de 200 milhões de toneladas. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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4 Usiminas: Governo apóia união

Rinaldo Soares disse que vê um "sinal político" do governo de Lula para que as empresas siderúrgicas discutam e promovam fusões no setor. Esse sinal, para ele, está no fato de o BNDES ter comprado no mês passado ações da CVRD que estavam nas mãos do fundo dos empregados da companhia, de forma a impedir que elas fossem adquiridas por estrangeiros. Assinalou que o caso das ações da Vale foi uma "ação concreta" dessa tendência nacionalista, ficando evidente que, para o governo, isso é "importante para o desenvolvimento do país". Steinbruch disse que o papel do governo nessa questão das fusões não deve ser o de facilitador financeiro da questão. Ao governo caberia ajudar na reestruturação pelo fato de na siderurgia haver participação de vários outros setores da economia, como o financeiro. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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5 CSN planeja captar US$ 250 mi em bônus

A CSN se prepara para lançar US$ 250 milhões em bônus, sob a liderança do Citibank. Segundo fontes do mercado, os bônus têm prazo de dez anos e devem pagar taxa entre 9% e 9,25% ao ano. (Gazeta Mercantil - 10.12.2003)

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Economia Brasileira

1 PIB foi de R$ 1,3 trilhão em 2002

O PIB do País cresceu 1,9% em 2002, atingindo R$ 1,3 trilhão. O resultado foi divulgado pelo IBGE e atribuído à "política monetária restritiva, assim como à manutenção da austeridade fiscal para cumprir o superávit primário". O levantamento "Sistema de Contas Nacionais", com dados sobre o PIB e as contas do País em 2002, mostra que o setor de maior dinamismo foi o agropecuário, que cresceu 5,5%, enquanto a indústria e os serviços cresceram, respectivamente, 2,6% e 1,6%. Para acessar os dados do IBGE, clique aqui. (Jornal do Commercio - 10.12.2003)

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2 Participação da renda no PIB é a menor desde 90

A participação relativa da renda dos empregados no total do PIB brasileiro registrou em 2002 um recorde negativo, com 36,14%. O percentual foi o menor já apurado pelo IBGE desde que o instituto adotou a atual fórmula de cálculo, em 1990. A perda de participação foi de 9,23 pontos percentuais em relação aos 45,37% de 1990. No mesmo período, a remuneração do capital saltou de uma participação de 32,56% para 41,93% do PIB. A renda dos trabalhadores autônomos perdeu força, caindo de 6,92% do total para 4,58%. "Os anos 90 foram de muita pressão para os trabalhadores. Eles tiveram que lutar mais pela manutenção do emprego do que pelo aumento da renda", disse Gélio Bazoni, gerente de Contas Nacionais Anuais do IBGE. Bazoni destacou a política monetária e a instabilidade cambial como fatores que contribuíram para a queda da remuneração dos empregados em relação ao conjunto do PIB. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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3 Taxa de investimento cresceu menos no governo FHC

Os novos números do PIB de 2002 divulgados ontem mostram que, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a taxa média anual de crescimento dos investimentos foi de apenas 1,31%, quase um ponto percentual menor do que o já baixo crescimento da economia (2,3%). Em 2002, os investimentos caíram 4,2% em relação ao ano anterior e, no período de 1995 a 2002, o crescimento acumulado foi de apenas 11%. De acordo com o IBGE, o fraco desempenho dos investimentos nos últimos oito anos foi, principalmente, uma conseqüência de sucessivos resultados ruins do setor de construção, cujo crescimento acumulado no período foi de apenas 8,7%. Os números do IBGE revelam também que a participação das máquinas e equipamentos nacionais nos investimentos do ano passado cresceu, em relação aos importados, na comparação com o ano anterior. Em 2001, as máquinas nacionais somaram 68,3% do total, contra 31,7% das importadas. No ano passado a produção nacional contribuiu com 72,7%, contra 27,3% das importações. De acordo com o IBGE, o fraco desempenho dos investimentos foi um importante freio ao crescimento do PIB no governo FHC. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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4 Bird prevê financiamentos de US$ 7,5 bilhões em 4 anos

O Bird divulgou sua nova estratégia de assistência ao Brasil, que prevê até US$ 7,5 bilhões em financiamentos ao País nos próximos quatro anos. Em nota oficial, o organismo multilateral afirmou que o "forte apoio da Corporação Financeira Internacional (IFC) ao setor privado acompanhará a assistência do Bird em seu objetivo de melhorar as perspectivas de aumento da competitividade, do crescimento e da igualdade social". O Conselho de Diretores do Bird expressou "seu forte apoio às abordagens inovadoras apresentadas na estratégia visando multiplicar e ampliar o impacto do programa do Bird no Brasil". A estratégia para o período 2004/2007 foi preparada durante o primeiro ano de governo do presidente Lula e se beneficiou de consultas aos Governos federal e estaduais, a representantes de movimentos sociais e ambientais, sindicatos, setor privado, comunidade acadêmica e grupos de jovens e religiosos, bem como de outras agências financeiras internacionais. O Bird afirmou que a nova estratégia para o Brasil apresenta uma abordagem baseada em resultados, fundamentada nos objetivos e prioridades do País, especificados no PPA do Governo. (Jornal do Commercio - 10.12.2003)

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5 Mantega não crê em crescimento para 2003

O ministro Mantega, afirmou que o país poderá ficar sem crescimento econômico neste ano. "Neste ano o crescimento vai ser entre zero e 0,5%, alguma coisa assim", disse após uma audiência na Câmara dos Deputados. Para inverter esse problema, Mantega explicou que o governo terá de tomar novas medidas de estímulo a setores específicos. O ministro falou ainda sobre a necessidade de definir uma política industrial e de aprovar o projeto que cria as PPP. Segundo ele, a economia está dando sinais de recuperação, mas o governo não pode ficar parado. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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6 Congresso pode reduzir meta fiscal para o período entre 2005 e 2007

Em seu parecer sobre as receitas da União até 2007, o senador Roberto Saturnino (PT-RJ) propõe a redução da meta de superávit primário do setor público. Saturnino é o relator do PPA 2004-2007, que está em tramitação no Congresso. O parecer de Saturnino, que será votado na próxima semana, sugere que a meta de superávit primário em 2005 seja de 3,75% do PIB; de 3,5% do PIB em 2006 e de 3,25% em 2007. O governo elaborou o projeto de PPA, que encaminhou ao Congresso, com uma estimativa de superávit primário do setor público de 4,25% até 2007. Saturnino disse que não consultou o governo para fazer a mudança. "Não consultei, mas isso é unanimidade dentro do Congresso. Unanimidade", afirmou o relator. Essa revisão foi feita, segundo Saturnino, depois que o próprio governo autorizou o relator da proposta orçamentária para o próximo ano, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), a elevar a previsão de crescimento de 3,5% para 4%. Com a revisão de dois dos principais parâmetros com que é feito o PPA, Saturnino disse que terá uma receita adicional de R$ 40 bilhões a R$ 42 bilhões para novos investimentos até 2007. (Valor - 10.12.2003)

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7 Lessa: Crescimento virá com empresas nacionais robustas

Carlos Lessa está convencido de que para o país crescer é preciso ter juros baixos e empresas brasileiras robustas. E garante que o banco está pronto para ser um importante instrumento da retomada do crescimento em 2004: vai dar continuidade às obras de infra-estrutura consideradas prioritárias pelo governo. Defende também que o banco tenha papel fundamental no projeto de fortalecimento da empresa nacional - o que não seria uma proposta de socorro às companhias: "Trata-se de robustecimento, para tornar as empresas mais transparentes e saudáveis. Estamos avaliando as condições do empréstimo e podemos anunciar uma nova linha antes do fim do ano ", disse. (Valor - 10.12.2003)

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8 Fraga: BNDES deve ofertar menos crédito no médio prazo

O ex-presidente do BC, Armínio Fraga, defendeu ontem que o BNDES reduza no médio prazo sua oferta de crédito à economia como forma de estimular o mercado de capitais a se firmar como fonte de financiamentos. "Temos uma tradição histórica caríssima de bancos públicos. Nos últimos anos houve melhora nessa situação, promoveu-se uma limpeza nos bancos estaduais, a maioria foi privatizada, os que restaram são fiscalizados pelo BC", argumentou Armínio. "A existência do banco público é um inibidor do setor bancário forte." Segundo o ex-presidente do BC, o BNDES "deve cumprir papel de transição enquanto se constroem mecanismos mais fortes". De acordo com Fraga, o BNDES deveria ter missão complementar como fonte de financiamento, "e não substituto" do mercado de capitais. Mas admitiu que, dada a atual estrutura, o banco é essencial por disponibilizar recursos com prazos e taxas de juros que o mercado não oferece. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)


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9 Agências reguladoras são fundamentais para o sucesso das PPP

O ministro Palocci reconheceu que a PPP só terá êxito se o papel das agências reguladoras estiver bem definido, segundo relato de deputados que estiveram com ele. "O Brasil precisa do investimento direto. A PPP é importante para o governo e só poderá ocorrer com êxito se as agências tiverem o seu papel bem definido, bem determinado", disse Palocci. (Folha de São Paulo - 10.12.2003)

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10 Mendonça de Barros: desafio será ampliar investimento e manter meta fiscal

O governo terá de enfrentar o desafio em 2004 de como ampliar os investimentos em infra-estrutura de modo a eliminar os gargalos para o crescimento econômico sustentado e, ao mesmo tempo, manter o superávit fiscal, essencial para a credibilidade do país. O resultado deverá ser, mais uma vez, o aumento da carga tributária, na opinião do economista José Roberto Mendonça de Barros. A análise de Mendonça de Barros leva em consideração que o governo vem postergando gastos muito mais do que cortando custos, o que provoca um aumento da pressão ao longo do tempo. Considera ainda o efeito da LRF sobre Estados e municípios, que tem levado prefeitos e governadores a buscar mais receitas próprias. O perigo de um novo aumento da carga tributária é seu efeito direto sobre o crescimento econômico. (Valor - 10.12.2003)

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11 IGP-DI registra inflação de 0,48% em novembro

O IGP-DI de novembro registrou inflação de 0,48%, ligeira alta ante a inflação de 0,44% verificada em outubro. O índice, que mostra a variação do preço no atacado, varejo e construção civil, é calculado pela FGV. No ano, o IGP-DI acumula alta de 7,03% e, nos últimos 12 meses, de 9,92%. O IPA, com peso de 60% na taxa total, apontou alta de 0,46%, contra inflação de 0,50% em outubro. O IPC, responsável por 30% do cálculo, saiu de alta de 0,21% em outubro para 0,33% em novembro. (Valor - 10.12.2003)

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12 Captações externas com prazo mais longo

As empresas brasileiras estão cada vez mais alongando o prazo de suas captações externas, aproveitando o otimismo do mercado internacional com o Brasil. Ontem, o Citibank confirmou aos investidores internacionais que está liderando emissão para a CSN de prazo de vencimento em dez anos, sem garantias ou seguros. Na última captação, a CSN havia lançado títulos de cinco anos de vencimento. Especialistas chegaram a comentar que a emissão de US$ 1 bilhão em títulos que a Vale pretende fazer no início do ano que vem pode chegar a ter prazo de vencimento em 30 anos. "As empresas brasileiras estão emitindo por prazos mais saudáveis, graças ao bom humor do mercado com o Brasil e aos baixos juros no mercado americano", diz Fernando Bau, analista da Global Invest. (Valor - 10.12.2003)

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13 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial mantém leve valorização neste final de manhã, mas se mantém abaixo do patamar dos R$ 2,95. Às 11h53m, a moeda americana era negociada por R$ 2,943 na compra e R$ 2,945 na venda, com alta de 0,34%. Ontem o fluxo positivo determinou a tendência do dólar, que fechou em baixa de 0,23%, cotado a R$ 2,933 na compra e R$ 2,935 na venda. (O Globo On Line - 10.12.2003)

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Internacional

1 Governo do Equador adia leilão de distribuidoras

O Fundo de Solidariedade, holding de empresas estatais do governo do Equador, adiou para 28 de janeiro o prazo de recebimento de propostas por um contrato de gestão de 13 distribuidoras estatais. O contrato terá duração de três anos. O prazo de apresentação de proposta e outorga anterior era 29 de dezembro. A razão do adiamento foi o fato de as empresas terem pedido mais tempo para analisar a documentação por causa de considerações sazonais, disse Ramiro Carrillo, do Fundo de Solidariedade. Agora, o contrato será firmado em 27 de fevereiro, com entrada em vigor em 1º de março de 2004. Foram vendidos seis editais: à Norberto Odebrecht (Brasil), à GPU-Emdersa (Argentina), à Soluziona (Espanha), à ESB International (Irlanda), à Conafe (Chile) e a um consorcio liderado pela empresa americana Reliance. As distribuidoras incluídas na licitação são: Bolivar, Cotopaxi, El Oro, Emelgur, Emelnorte, Esmeraldas, Los Rios, Manabi, Milagro, Santo Domingo, Santa Elena, Regional del Sur e Sucumbios. O objetivo é aumentar a eficiência das distribuidoras e reduzir os prejuízos, gerir as dívidas e melhorar os processos de cobrança. (Business News Americas - 09.12.2003)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 ABRAGET "A geração térmica e o mercado de gás natural" Brasília, 02 de dezembro de 2003

Disponível em: http://www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras/biblioteca/reestruturacao.htm

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
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