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IFE: nº 1.248 - 03 de dezembro de 2003
www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Novo Modelo
1
Eletrobrás e agentes querem chamada pública até final do ano
2 APMPE lamenta demora para início do Proinfa
3 Faltas de chuvas pode aumentar preço de energia no Nordeste
4 Comissão do Senado vota mudanças na política de recursos hídricos
5 Curtas

Empresas
1 Pinguelli: Eletrobrás estuda venda de energia para a Argentina
2 Pinguelli: Eletrobrás pode fechar empréstimo de R$ 800 mi em dezembro
3 Acordo entre BNDES e AES torna-se mais complicado
4 Lessa admite acionar AES na justiça
5 AES Tietê pode ser outro problema no acordo
6 Cemig pode não pagar dividendos a Southern Eletric Brasil em 2003
7 CEEE investirá R$ 4 mi em subestação
8 Light promove evento para grandes consumidores de energia elétrica

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Tolmasquim: ONS ainda está avaliando utilização de térmicas emergenciais no Nordeste
2 CBEE: Térmicas não deverão ser acionadas esta semana
3 Subsistema Norte registra 22,92% da capacidade
4 Capacidade de armazenamento da região Nordeste está em 13,55%
5 Reservatórios registram 36,16% da capacidade no Sudeste/Centro-Oeste
6 Volume armazenado no Sul está em 41,04%
7 Boletim Diário da Operação do ONS

Gás e Termelétricas
1 Estudo aponta necessidade de expansão da geração térmica no Brasil
2 Estudo sobre térmicas: Expansão das térmcias não terá impacto sobre tarifas
3 Pinguelli defende biodiesel feito a partir de mamona
4 CBEE negocia óleo combustível mais barato com a Petrobras
5 BNDES financia construção de plataformas da Petrobras

Grandes Consumidores
1 Gerdau compra planta de ferro-gusa no Maranhão
2 Usiminas reativa alto-forno 2 da unidade de Ipatinga
3 Siderúrgica do Ceará receberá financiamento de US$ 300 mi do BNDES

4 Acordos para fornecimento de gás e energia para a USC ainda precisam ser acertados, diz secretário

Economia Brasileira
1 Pressão das tarifas públicas pode impedir queda dos juros
2 Meirelles: Queda do juros dependerá da diminuição do risco-país
3 Lessa: Crescimento virá com queda dos juros

4 Lessa: Taxa de investimento deve aumentar para 20% do PIB para alavancar crescimento
5 Fiesp elogia posicionamento do BNDES
6 Estudo revela que Brasil crescerá menos que a média mundial em 2004
7 BNDES deve aumentar seus desembolsos em 2004
8 BNDES financiará hidrelétricas no Equador e na Venezuela
9 Governo quer relação dívida/PIB em 40%
10 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Enersis investirá US$ 600 mi
2 CFE vai lançar licitação compra de GNL
3 Parques Ecológicos define data para construção de parque eólico no México

 

Regulação e Novo Modelo

1 Eletrobrás e agentes querem chamada pública até final do ano

A Eletrobrás e os agentes interessados no Proinfa pediram ao MME para iniciar a chamada pública de projetos ainda neste ano. O presidente da estatal, Luiz Pinguelli Rosa, acredita ser possível cumprir essa meta apesar da sobrecarga de trabalho enfrentada pelo MME. Mas Pinguelli não está tão otimista quanto à realização. "O assunto é da esfera do ministério e, apesar dos pedidos dos empresários ligados ao segmento para que o governo dê continuidade ao programa, vocês sabem que a agenda de fim de ano é congestionada, há um esforço enorme para viabilizar o modelo novo e existe, portanto, uma sobrecarga do ministério", disse. (Gazeta Mercantil e Canal Energia - 03.12.2003)

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2 APMPE lamenta demora para início do Proinfa

O presidente da APMPE (Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia), Ricardo Pigatto, lamentou o atraso para início da chamada pública do Programa de Incentivo a Fontes Alternativas. O MME informou que o processo pode começar nesse mês, mas não definiu uma data. Segundo a lei 10.438, a chamada pública somente pode acontecer 30 dias após o decreto que vai estabelecer os Valores Econômicos das fontes. (Canal Energia - 03.12.2003)

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3 Faltas de chuvas pode aumentar preço de energia no Nordeste

A conta de energia elétrica pode ficar ainda mais cara no início de 2004 no Nordeste. Tudo depende da falta de chuvas que afeta a região. Com o baixo nível nos reservatórios, as distribuidoras de energia elétrica podem comprar, a partir da próxima semana, a produção das termelétricas, que cobram, em média, R$ 350,00 por MWh. Esse valor é, pelo menos, R$ 325,00 a mais que a energia produzida em hidrelétrica. Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Energia Emergencial (ABPEE), Marco Antônio Veloso, a expectativa é que o ONS encomende às termelétricas a produção de energia ainda este ano. Para Marco Antônio, só o retorno das chuvas evitaria a utilização das termelétricas. (O Povo - 03.12.2003)

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4 Comissão do Senado vota mudanças na política de recursos hídricos

A Comissão de Infra-Estrutura do Senado Federal debateu nesta terça-feira, dia 2 de dezembro, duas mudanças na regulamentação da política de recursos hídricos. O projeto de lei nº 240/2002 da Comissão Especial do rio São Francisco destina os recursos financeiros arrecadados com a cobrança pelo uso dos recursos hídricos para a bacia que gerou a receita. De acordo com a proposta apresentada, os valores deveriam ser utilizados no financiamento de estudos, programas, projetos e obras no Plano de Recursos Hídricos das Bacias. Já a proposta do senador Paulo Octávio (PFL-DF) amplia as condições de criação dos Comitês de Bacia Hidrográfica nos rios federais. (Canal Energia - 02.12.2003)

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5 Curtas

Sobre o novo modelo do setor elétrico, o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, se recusou a fazer comentários, alegando que o documento é do MME. "Não me compete dar opinião sobre o novo modelo do setor elétrico", afirmou. (Canal Energia - 02.12.2003)

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Empresas

1 Pinguelli: Eletrobrás estuda venda de energia para a Argentina

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, disse que a empresa estuda a possibilidade de exportar energia para a Argentina. "Fomos procurados por empresários argentinos interessados em vender equipamentos para o Brasil e, em contrapartida, pedimos a abertura do país vizinho para a venda de serviços de tecnologia e também para exportamos energia", disse. "A expectativa é que, a partir de 2004, haja um aumento da demanda por energia na Argentina, em virtude do crescimento econômico, e que o Brasil fique com parte deste mercado", disse. Segundo Pinguelli, a energia a ser exportada viria de Furnas, que está ligada ao sistema sul. A Eletrobrás solicitou ao Itamaraty que incluísse na pauta geral de negociações com o governo Argentino a questão da energia. (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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2 Pinguelli: Eletrobrás pode fechar empréstimo de R$ 800 mi em dezembro

Luiz Pinguelli informou que a Eletrobrás pode fechar, ainda este mês, um empréstimo de R$ 800 milhões, a maior parte com o BNDES. Segundo Pinguelli, parte dos recursos será usada na construção das linhas de transmissão que compõem os quatro lotes vencidos pela Eletrobrás, em parceria com investidores privados, no leilão de setembro. O restante será destinado à construção da usina de Peixe Angical (TO), em parceria com o grupo português EDP, e na ampliação da hidrelétrica de Tucuruí. Além disso, a Eletrobrás continua estudando alternativas de captação de recursos, que pode ser feita via pulverização das ações em bolsa ou mesmo recorrendo ao mercado externo. "Não temos um valor a ser captado, mas para uma empresa do porte da Eletrobrás, este montante poderia chegar a US$ 500 milhões", disse. (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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3 Acordo entre BNDES e AES torna-se mais complicado

Uma auditoria feita na Eletropaulo e em outras empresas controladas pela AES apontou problemas que complicam ainda mais o acordo entre o BNDES e o grupo energético americano. O BNDES descobriu que a AES Uruguaiana, uma termelétrica que compõe a nova holding (a Novacom) criada para dar solução à dívida de US$ 1,2 bilhão da AES com o banco, está com o patrimônio líquido negativo em US$ 200 milhões. Diante disso, o BNDES quer tirar a Uruguaiana da Novacom ou simplesmente cancelar o acordo. A auditoria foi feita a pedido do BNDES e concluída na semana passada. Compromisso assinado em setembro pelo banco e pela empresa previu o próximo dia 15 como prazo limite para a assinatura final do acordo. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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4 Lessa admite acionar AES na justiça

Carlos Lessa admitiu que está pronto para acionar a AES na Justiça caso a empresa não honre o acordo feito com o banco. "Nós cumprimos inteiramente a nossa parte. Eles não cumpriram as cláusulas acordadas", disse. "Se eles não cumprirem as cláusulas, vamos para a Justiça", afirmou Lessa. Ele disse ainda que o prazo para que o memorando de entendimento entre a AES e o BNDES seja assinado não será prorrogado. Como a Uruguaiana tem patrimônio líquido negativo de US$ 200 milhões, o BNDES acha que será preciso reavaliar o valor dos ativos da Novacom. O patrimônio líquido negativo da Uruguaiana é mais um obstáculo na tumultuada negociação entre a AES e o BNDES. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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5 AES Tietê pode ser outro problema no acordo

Além do passivo da Uruguaiana, o BNDES enfrenta outro grande problema. Trata-se da inclusão da AES Tietê na Novacom. A AES se comprometeu, no memorando de entendimento, a entregar as ações da Tietê livres e desembaraçadas de qualquer ônus. O problema é que a Tietê já foi dada como garantia de um empréstimo de US$ 300 milhões, contraído pela AES fora do país. Para liberar as ações da Tietê desse empréstimo, a empresa precisaria da aprovação dos credores externos. A AES tentou e não conseguiu que os credores abrissem mão da geradora. Como o BNDES não abre mão da Tietê, criou-se também um impasse. Para não ter que entregar a Tietê à Novacom, a AES fez uma contraproposta ao BNDES nas últimas duas semanas. Lessa confirmou a oferta dessa contraproposta, mas disse tê-la rejeitado. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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6 Cemig pode não pagar dividendos a Southern Eletric Brasil em 2003

O Ministério Público Federal propôs uma ação civil pública com liminar para impedir que a Southern Eletric Brasil receba dividendos da Cemig. A intenção é bloquear cerca de R$ 31,711 milhões que seriam pagos em 31 de dezembro e quitar parte de uma dívida de US$ 86,650 milhões da empresa norte-americana com o BNDES. A dívida foi feita à época da compra das ações da Cemig que tornaram a Southern, fundos do Opportunity e a AES sócios da concessionária mineira de energia. Na ação impetrada, o promotor Tarcísio Henriques Filho pede a tutela antecipada do valor "para evitar que a 1ª ré, Southern Eletric Brasil Participações, receba os dividendos previstos para serem pagos até o final deste ano de 2003, que certamente não serão aplicados no pagamento da dívida com o BNDES e muito menos para investimentos no país". Ele argumenta ainda que o prejuízo do BNDES configura-se em dano ao patrimônio público e social, porque o banco tem capital 100% público. Em 1997 a Southern recebeu R$ 600 milhões do BNDES e não quitou a dívida. Esse dinheiro foi usado para comprar 33% das ações ordinárias da Cemig, que custaram R$ 1,3 bilhão. (O Tempo - 03.12.2003)

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7 CEEE investirá R$ 4 mi em subestação

A CEEE investirá R$ 4 milhões na implantação da subestação Pelotas-4, no Rio Grande do Sul. O edital de licitação deve ser publicado nos próximos dias e a previsão da empresa é que as obras comecem em fevereiro de 2004. A expectativa da empresa é de que as obras estejam concluídas em dezembro de 2004. Segundo o presidente da empresa, Antônio Carlos Brites Jacques, o terreno que receberá o empreendimento já está definido assim como o licenciamento da Fepam para o início das obras. A SE será construída no município de Canguçu (RS) e, de acordo com Jacques, é importante para a regularização do fornecimento de energia na região. O anúncio da implantação da subestação foi feito dia 28 de novembro, na Câmara de Vereadores de Canguçu. (Canal Energia - 03.12.2003)

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8 Light promove evento para grandes consumidores de energia elétrica

A Light promove nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro, um encontro de negócios com os grandes consumidores de energia elétrica. O objetivo do evento é discutir as soluções para otimizar o uso do insumo e apresentar aos clientes as tecnologias de eletroaplicação. A distribuidora pretende reunir os clientes e a diretoria da empresa trimestralmente. Para focar as discussões, o encontro é organizado de forma segmentada. Nesta quarta-feira, estarão presentes representantes de shoppings centers, supermercados, grandes magazines e hotéis. Além disso, a Light apresentará cases de eficiência em iluminação e climatização de ambientes já realizados nesse segmento de consumidor. (Canal Energia - 02.12.2003)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Tolmasquim: ONS ainda está avaliando utilização de térmicas emergenciais no Nordeste

O ONS ainda está avaliando se irá acionar as usinas térmicas emergenciais da região para dar suporte ao fornecimento de energia. A informação é do secretário Maurício Tolmasquim. ''As térmicas do PPT deverão ser ativadas'', disse o secretário. ''Mas o despacho das térmicas emergenciais ainda está sendo analisado''. O secretário ressaltou que não há risco de racionamento na região. ''As medidas estão sendo tomadas justamente para evitar um quadro mais grave'', afirmou. Na sexta-feira, o diretor-presidente do ONS, Mário Santos, havia informado que o órgão iria iniciar o despacho de energia térmica, sendo 400 MW de térmicas do PPT e 100 a 150 MW de usinas emergenciais. (O Povo - 03.12.2003)

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2 CBEE: Térmicas não deverão ser acionadas esta semana

As térmicas emergenciais não deverão ser acionadas esta semana no Nordeste. A garantia foi dada ontem pelo presidente da CBEE, Ivaldo Frota, responsável pela contratação das emergenciais. Segundo ele, já existe a decisão do ONS de não usar as térmicas até o fim da semana e a situação será reavaliada no dia 08 de dezembro. (Jornal do Commercio - PE - 03.12.2003)

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3 Subsistema Norte registra 22,92% da capacidade

A capacidade de armazenamento do subsistema Norte chega a 22,92%, uma queda de 0,22% em comparação com o dia 30 de novembro. A hidrelétrica de Tucuruí registra 26,42% do volume. (Canal Energia - 02.12.2003)

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4 Capacidade de armazenamento da região Nordeste está em 13,55%

Os reservatórios registram 13,55% da capacidade no subsistema Nordeste, ficando 3,42% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004. O nível de armazenamento teve uma queda de 0,12%. A capacidade da usina de Sobradinho está em 11,54%. (Canal Energia - 02.12.2003)

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5 Reservatórios registram 36,16% da capacidade no Sudeste/Centro-Oeste

O volume armazenado no submercado fica 17,1% acima da curva de aversão ao risco 2003/2004 no Sudeste/Centro-Oeste. A capacidade dos reservatórios está em 36,16%. O índice teve uma queda de 0,02%. As usinas de Furnas e Miranda registram 54,76% e 77,28% do volume, respectivamente. (Canal Energia - 02.12.2003)

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6 Volume armazenado no Sul está em 41,04%

O subsistema Sul registra 41,04% da capacidade, uma redução de 0,21% em um dia. A hidrelétrica de Salto Santiago apresenta 31,31% do volume. (Canal Energia - 02.12.2003)

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7 Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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Gás e Termoelétricas

1 Estudo aponta necessidade de expansão da geração térmica no Brasil

A participação das usinas térmicas no setor elétrico brasileiro precisaria crescer dos atuais 14% para 23%, conforme um estudo da consultoria Tendências a respeito do parque energético do País. O estudo foi encomendado pela Abraget. De acordo com as estimativas dos economistas Edward Amadeo e Ernesto Guedes, autores do trabalho, a expansão da geração térmica é necessária para atender à demanda prevista de 550 TW/h por ano. Tomando como exemplo o crescimento médio da economia brasileira nos últimos oito ano (2,5%), esse patamar será atingido na próxima década. Mas, se a expansão do PIB ficar em 4%, conforme projeções do governo, a necessidade de geração de 550 TW/h ocorrerá em 2008. Para que a participação da geração térmica no sistema interligado atinja os 23% estimados, serão necessários investimentos de US$ 6 bilhões. Atualmente, a demanda por energia é de 330 TW/h e a geração hidrelétrica responde por 86% da geração. Amadeo e Guedes observam, no entanto, que se o preço do gás natural cair cerca de 10% nos próximos cinco anos, a participação das térmicas pode subir para 31,7%. Além da redução do preço do gás, o impacto do custo da transmissão de energia das hidrelétricas que deverão ser construídas na região amazônica eleva a necessidade de geração térmica para 33%. (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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2 Estudo sobre térmicas: Expansão das térmcias não terá impacto sobre tarifas

Os economistas simularam como deve ser o sistema elétrico brasileiro para que se possa atender à demanda e ao mesmo tempo diminuir o risco de racionamento provocado por variações hidrológicas. Na configuração atual, o critério de planejamento é admitir 5% de probabilidade de déficit. Para Amadeo, essa taxa é muito alta, e numa configuração ideal, o risco de déficit cairia para 0,27%, em função do aumento da participação das térmicas. Segundo Amadeo, a expansão das térmicas não terá impacto sobre as tarifas, já que a expectativa é de alta dos preços da energia hidrelétrica, uma vez que as novas usinas deverão ser construídas na região amazônica, o que pressionará o custo de transmissão. Simultaneamente, o preço do gás deve cair, em função das recentes descobertas de jazidas pela Petrobras no litoral paulista. Para determinar as proporções de energia que deveriam ser de origem hidrelétrica e termelétrica, os economistas da Tendências compararam os custos de geração e os ganhos que poderão ser obtidos com a diminuição do risco do sistema. Pelo estudo, o custo atual do déficit de energia (calculado a partir do risco de déficit de 5%) é de R$ 2,670 por MW/hora. Ou seja, é quanto custa para o País deixar de gerar um MW/hora por ano. Durante o racionamento de 2001, um dos motivos da crise energética foi a adoção de um valor baixo do custo do déficit utilizado para otimizar o sistema, de R$ 640 por MW/h. "Por isso, as termelétricas não foram plenamente empregadas durante o período que precedeu a crise", disse Amadeo. (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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3 Pinguelli defende biodiesel feito a partir de mamona

Pinguelli defendeu ontem a substituição do diesel proveniente de petróleo, usado na região Norte para gerar energia, por biodiesel feito a partir de mamona. "O diesel de origem fóssil sai caríssimo para a sociedade porque é extraído do mar, refinado e depois transportado por uma longa distância para chegar em um gerador a diesel no meio da Amazônia", disse. "Além da vantagem ambiental e social, se conseguirmos produzir o biodiesel local certamente o País vai economizar muito". Para estimular a produção do diesel a partir da mamona, o presidente da Eletrobrás defende que o subsídio dado hoje ao diesel fóssil, através da CCC, também seja dado ao biodiesel. "Não posso afirmar se isto está no novo modelo do setor , porque é o modelo do Tolmasquim, mas é pedido da Eletrobrás para que esteja." (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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4 CBEE negocia óleo combustível mais barato com a Petrobras

A CBEE negocia com a Petrobras condições de compra mais barata do óleo combustível, que alimenta boa parte das térmicas emergenciais. Ivaldo Frota explicou que a intenção é reduzir o quanto for possível o impacto do acionamento das emergenciais no bolso do consumidor. Isso porque a lei que criou o programa brasileiro de energia emergencial prevê o rateio dos custos, tanto o de aluguel das usinas quanto daquele gerado pela sua utilização. No entanto, este rateio é feito por todos os consumidores de energia do País, independentemente de serem beneficiados ou não pelo acionamento das usinas. Isso significa que o Nordeste, onde está localizada 80% da energia emergencial instalada, só ficará responsável por 16% do seu custo - correspondente à participação da Região no consumo nacional de energia. (Jornal do Commercio - PE - 03.12.2003)

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5 BNDES financia construção de plataformas da Petrobras

O BNDES vai financiar US$ 1,1 bilhão para a construção das plataformas P-54 e P-51 da Petrobras, a serem instaladas na Bacia de Campos, no Rio. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Carlos Lessa, e por representantes da instituição. "Este é um programa típico de substituição de importações, sobretudo para um país que tem a vulnerabilidade externa que o Brasil tem. Isso é muito importante", disse o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante. O custo total da plataforma P-54 será de US$ 750 milhões, informou Mercadante. A unidade irá produzir 180 mil barris diários de petróleo, com previsão de entrar em operação em 2006. O BNDES vai ainda liberar US$ 600 milhões para a construção da P-51, também na bacia de Campos. (Zero Hora - 03.12.2003)

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Grandes Consumidores

1 Gerdau compra planta de ferro-gusa no Maranhão

O grupo Gerdau adquiriu ontem a Maranhão Gusa SA (Margusa), planta de ferro-gusa localizada no Maranhão. O negócio envolve US$ 18 milhões, dos quais US$ 2,5 milhões em dívidas que serão assumidas pelo grupo gaúcho. A Margusa entra estrategicamente nos planos da Gerdau de reduzir a dependência de terceiros no fornecimento de sua principal matéria-prima. O ferro-gusa produzido na cidade de Bacabeira, no Maranhão, alimentará as três usinas do grupo na região Nordeste: Gerdau Cearense (CE), Gerdau Açonorte (PE) e Gerdau Usiba (BA). Com capacidade instalada para produzir 200 mil toneladas por ano a partir de janeiro, quando começa a funcionar o segundo alto-forno, a Margusa também favorecerá as exportações da Gerdau. Atualmente, sua capacidade instalada é de 85 mil toneladas por ano. O negócio elevará em quase 100% a atual capacidade de produção de ferro-gusa do grupo brasileiro. (Zero Hora - 03.12.2003)

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2 Usiminas reativa alto-forno 2 da unidade de Ipatinga

A Usiminas reativou ontem o alto-forno 2 da unidade industrial de Ipatinga, após oitenta dias parado para reformas. A operação envolveu investimentos de aproximadamente US$ 40 milhões e também rendeu uma possibilidade de negócios para a siderúrgica. Segundo Rinaldo Campos Soares, presidente da empresa, a Usiminas está apta e com equipe preparada para contribuir com a reforma de fornos de outras empresas. "Nossa equipe estará presente, vendendo o seu conhecimento", disse. O objetivo da reforma foi substituir equipamentos mecânicos e refratários em fase final de vida útil e atualização tecnológica de equipamentos elétricos e de automação. A capacidade produtiva do alto forno 2 é de 700 mil toneladas por ano. Com sua reativação, a capacidade da empresa, de 4,7 milhões de toneladas anuais volta ao normal, informou o executivo. "Essa reforma simboliza praticamente o término dos grandes investimentos que realizamos nos últimos dez anos, que foram da ordem de US$ 2 bilhões, modernizando, otimizando e preparando a empresa para ofertar mais aços e mais produtos para os mercados externos e interno", disse ontem o presidente da Usiminas. (Gazeta Mercantil - 03.12.2003)

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3 Siderúrgica do Ceará receberá financiamento de US$ 300 mi do BNDES

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, disse ontem que a engenharia financeira para o projeto da Usina Siderúrgica do Ceará está fechada. Do total de US$ 560 milhões previstos para a obra, US$ 300 milhões virão de um financiamento do BNDES. As condições deste empréstimo ainda não foram divulgadas. O restante do dinheiro será aportado pelas empresas Dong Kook, da Coréia do Sul, Danielli, da Itália, e pela brasileira Vale do Rio Doce. O Estado deverá entrar com uma parcela menor, cerca de US$ 50 milhões. (Diário do Nordeste - 03.12.2003)

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4 Acordos para fornecimento de gás e energia para a USC ainda precisam ser acertados, diz secretário

Segundo Régis Dias, dois pontos devem ser acertados ainda este mês para que o contrato seja finalmente assinado. O acordo para o fornecimento de gás natural pela Petrobras está em análise jurídica e valeria a partir de julho de 2006, por um período de 21 anos a contar dessa data. A aprovação por parte da diretoria da estatal pode ocorrer ainda este semana. O consumo da USC seria de 1,8 milhão de metros cúbicos/dia. Outro ponto ainda em aberto é o fornecimento de energia, que seria feito pela Chesf. O governo federal precisa regulamentar através de Medida Provisória como funcionarão os contratos de longo prazo para o suprimento de energia elétrica em volumes acima de 100 MW/dia, como é o caso da siderúrgica. Na prática, esse contrato é delicado porque os investidores querem que o reajuste do preço da energia fornecida seja feito com indexadores bastante definidos, como explica Dias. "Um investimento desse porte precisa de um contrato longo, de 20 anos, onde o risco deve ser mínimo", avalia. (Diário do Nordeste - 03.12.2003)

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Economia Brasileira

1 Pressão das tarifas públicas pode impedir queda dos juros

Os reajustes das tarifas públicas devem responder por 2,5 pontos percentuais da meta de inflação do próximo ano, fixada em 5,5% pelo governo. Isso significa que sobrariam 3,0 pontos para a variação dos preços livres, fato que diminuiria o espaço para a queda de juros pelo BC. Na avaliação do Banco Modal, a combinação do regime de metas de inflação com um sistema que garante a indexação das tarifas públicas por índices corrigidos pela variação do dólar é um dos fatores que obrigam o Brasil a ter uma taxa de juro real mais alta que a média mundial. Isso porque a correção dos chamados preços administrados compromete uma parte considerável da meta de inflação, exigindo maior rigor do BC no controle dos demais preços. De acordo com o sistema de metas de inflação, o BC regula a taxa de juros com o objetivo de atingir a meta fixada para o ano. Quanto mais distantes os preços estiverem dela, maiores tendem a ser os juros. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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2 Meirelles: Queda do juros dependerá da diminuição do risco-país

O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que a redução dos juros no Brasil depende da continuidade da queda do risco-país. Anteontem, o risco-país atingiu o nível mais baixo desde 1998. "Para reduzir a taxa de juros de forma consistente, é preciso, entre outras medidas, que o risco-país continue caindo", afirmou Meirelles. O PMDB promoveu um evento e se propôs a discutir medidas que pudessem estimular o crescimento econômico. O nível da taxa de juros foi um dos principais temas abordados, e a posição de Meirelles contrastou com a do presidente do BNDES, Carlos Lessa, também presente ao seminário. Segundo Lessa, taxas de juros muito elevadas fazem com que os empresários sejam estimulados a aplicar seus recursos no mercado financeiro, em vez de direcioná-los à expansão da produção. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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3 Lessa: Crescimento virá com queda dos juros

As taxas de juros reais precisam cair para um dígito a, no máximo, 8% acima da inflação, para garantir o crescimento da economia e a retomada dos investimentos, disse o presidente do BNDES, Carlos Lessa. A queda dos juros é "fundamental" mas não é suficiente, comentou o economista, que defendeu mudanças na lei de concessões e os projetos de infra-estrutura do governo como instrumento para estimular os investimentos privados. Para Lessa, a economia do país precisa crescer à taxa de 5% ao ano, para absorver os jovens desempregados e estimular os investidores a usarem em atividades produtivas o dinheiro que hoje preferem manter aplicados em títulos do Tesouro. Com crescimento baixo e juros altos, a política econômica se assemelha a um cachorro correndo atrás do próprio rabo, uma "armadilha perversa criada por essa equação financeira e fiscal" que impede a redução da dívida pública, comparou Lessa. A política econômica é eficaz para conter pressões de preços, mas não é suficiente para reanimar a economia, ensinou Lessa. (Valor - 03.12.2003)

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4 Lessa: Taxa de investimento deve aumentar para 20% do PIB para alavancar crescimento

Para o presidente do BNDES, o crescimento só será retomado se os empresários e o governo coordenarem ações para aumentar a taxa de investimentos na economia, dos atuais 15% do Produto Interno bruto para cerca de 20%. Para isso, o governo deve indicar aos empresários a direção a ser tomada, com os projetos de investimento em infra-estrutura. Com 5% de crescimento ao ano, o país corre risco de escassez de abastecimento de energia elétrica, o que indica a necessidade de continuar os investimentos programados, nos 312 projetos apoiados pelo banco, e o lançamento de novos, avisou Lessa. "O país precisa crescer pelo menos 5% ao ano para darmos às novas gerações a segurança de que terão um futuro", comentou. "A arrancada passa por um rigoroso programa de investimentos", disse o presidente do BNDES. Ele pediu aos deputados que criem e aprovem um projeto de lei para permitir que as concessões públicas possam ser apresentadas como garantias em empréstimos bancários. Os programas de infra-estrutura, com as concessões, deverão "balizar" os investimentos privados, comentou o economista. (Valor - 03.12.2003)

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5 Fiesp elogia posicionamento do BNDES

O diretor de Competitividade Industrial da Fiesp, Mário Bernardini, disse que a entidade aprova a linha de atuação do BNDES, voltada para o fomento, independentemente de quem esteja no comando da instituição. A declaração do diretor da Fiesp ajuda a fortalecer a posição de Carlos Lessa na presidência do BNDES. Setores do empresariado, da mídia e do próprio banco movem campanha contra a nova postura da instituição, nacionalista e desenvolvimentista. "Agradam à indústria a direção e o rumo aplicados ao BNDES de ser um banco de fomento e de investimentos. Isso é essencial para o País voltar a investir, esteja quem estiver no comando do banco", disse o empresário. (Jornal do Commercio - 03.12.2003)

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6 Estudo revela que Brasil crescerá menos que a média mundial em 2004

O crescimento da economia brasileira será maior em 2004, mas essa expansão ficará aquém da registrada no resto do mundo e até mesmo na América Latina. A previsão é da Economist Intelligence Unit (EIU), centro inglês de análises econômicas. A previsão é que o país cresça 0,6% neste ano e 2,4% em 2004, quando a economia mundial terá um crescimento de 4,1%, e a América Latina, de 3,1%. "Embora a economia brasileira tenha estagnado no primeiro semestre de 2003, tem havido sinais de recuperação com base na queda da taxa de juros e no fortalecimento da demanda global", diz o relatório. O centro, no entanto, ainda faz um alerta e diz que as condições da economia mundial e a taxa de juros interna podem comprometer o crescimento do país. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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7 BNDES deve aumentar seus desembolsos em 2004

O Ministério do Desenvolvimento divulgou nota oficial informando que o governo havia definido um conjunto de medidas para que, no próximo ano, o BNDES aumente seu programa de desembolsos dos atuais R$ 34,7 bilhões para R$ 47,3 bilhões. De acordo com o texto, "as medidas permitirão que o BNDES mobilize aproximadamente R$ 7 bilhões de capital para alavancar suas atividades em 2004". A modificação que será feita permitirá que o Banco Central deixe de fazer essa diferenciação de acordo com a moeda de cada operação. Entre os bancos, o BNDES é o mais afetado por essa exigência, pois costuma fazer captações em vários países para repassar os recursos no Brasil. Essa mudança diminuiria a necessidade de garantias do BNDES e aumentaria sua capacidade de empréstimo. (Folha de São Paulo - 03.12.2003)

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8 BNDES financiará hidrelétricas no Equador e na Venezuela

Duas hidrelétricas no Equador e uma grande hidrelétrica na Venezuela serão as primeiras obras de integração da infra-estrutura na América do Sul a serem financiadas pelo BNDES, segundo anunciou o presidente do banco, Carlos Lessa, em uma entrevista convocada no gabinete do líder do governo no senado, Aloysio Mercadante, a pedido do presidente Lula. "Ao fazer isso, permitimos que a engenharia brasileira se associe à engenharia de países irmãos em projetos binacionais, avançando na integração regional", comentou Lessa, em um seminário sobre crescimento econômico com deputados do PMDB que antecedeu o encontro com Mercadante, e no qual o presidente do BNDES não resistiu a dar a notícia. "A geopolítica do continente é estratégica para o desenvolvimento do país", teorizou, lembrando que a integração sul-americana é, para o governo, mais que um projeto econômico. "Mas, puramente como projeto econômico, ela significa criar para as empresas brasileiras um mercado que será o dobro do atual", argumentou. (Valor - 03.12.2003)


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9 Governo quer relação dívida/PIB em 40%

O Governo pretende reduzir a relação da dívida pública com o PIB para cerca de 40% nos próximos anos, disse ontem o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Candiota. Segundo o diretor, o cumprimento da meta de superávit fiscal - que hoje é 4,25% do PIB - é fundamental para se chegar a essa relação e "reverter a tendência de crescimento da dívida líquida" do Governo. O diretor do BC lembrou que, em 2002, a relação dívida/PIB chegou a superar os 60% e que neste ano, em outubro, a taxa já havia recuado para 57,2% do PIB. (Jornal do Commercio - 03.12.2003)

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10 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial inverteu a tendência de alta e registra leve desvalorização neste final de manhã, refletindo o fluxo cambial positivo e a expectativa de ingresso de recursos externos nos próximos dias. Às 11h51m, a moeda americana era negociada por R$ 2,927 na compra e R$ 2,930 na venda, com recuo de 0,10%. Ontem, o dólar comercial terminou com alta de 0,23%, a R$ 2,9300 na compra e a R$ 2,9330 na venda. (O Globo On Line e Valor Online - 03.12.2003)

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Internacional

1 Enersis investirá US$ 600 mi

A Enersis anunciou ontem que investirá cerca de US$ 600 milhões no ano que vem. Parte dos recursos será destinada à conclusão de duas centrais elétricas em construção no Brasil e no Chile, e o resto para a operação da holding. Em 2003, a Enersis investiu US$ 525 milhões. A Enersis, braço de investimentos da espanhola Endesa na América Latina, atravessou sérios problemas financeiros até o ano passado, devido à sua dívida e à queda das receitas na Argentina e no Brasil. O grupo controla no Brasil as distribuidoras Cerj e Coelce e a termoelétrica de Fortaleza. No Chile, os espanhóis controlam a hidrelétrica de Ralco. (Valor - 03.12.2003)

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2 CFE vai lançar licitação compra de GNL

A companhia energética estatal CFE, do México, quer lançar no primeiro trimestre de 2004 uma licitação para compra de 200 milhões de pés cúbicos por dia (mpc/d) de gás natural liquefeito (GNL) no estado de Baja California Norte para apoio a seus projetos de geração de energia, informou o vice-diretor de projetos financiados da CFE, Alberto Ramos. As petroleiras americanas Marathon e ChevronTexaco planejam construir unidades de GNL na região de Tijuana, e a empresa energética americana Sempra e a multinacional Shell estão preparando projetos em Costa Azul, perto de Ensenada. Enquanto isso, a CFE estuda alternativas para atender sua demanda de GNL, que gira em torno de 200-500mpc/d, mais ao sul, no litoral Pacífico, disse Ramos. A CFE pode abrir licitação para a construção e operação de uma nova unidade para abastecer sua demanda ou oferecer um contrato de compra e venda de GNL para um terminal de recebimento que seria construído no porto Lazaro Cardenas, no estado de Michoacan. A espanhola Repsol YPF e a Tractebel estão disputando o contrato de US$ 500 milhões em Lazaro Cardenas. (Business News Americas - 01.12.2003)

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3 Parques Ecológicos define data para construção de parque eólico no México

A Parques Ecológicos, do México, adiou para o final de 2004 o início de construção de seu projeto eólico de 103 MW no estado de Oaxaca, e trabalha para fechar o financiamento. O custo estimado do projeto é de US$ 100 milhões. "Projetos pioneiros são sempre mais complicados no começo, e o setor de energia eólica não está totalmente desenvolvido no México", disse o executivo do projeto Emilio Marconel, quando consultado sobre a razão do adiamento. O início da construção estava programado originalmente para o começo deste ano. Representantes do projeto estão trabalhando junto ao banco espanhol Expansion Exterior para garantir financiamento privado e estão confiantes que irão fechar as negociações no próximo ano. A construção, que deve durar 18 meses, terá início assim que os recursos forem assegurados, disse Marconel. A Parques Ecologicos dividiu o projeto em três fases, começando com 20 MW, ampliando para 50 MW para terminar com capacidade total de 103 MW, embora não planeje parar os trabalhos entre as fases. O plano foi aprovado pela agência reguladora de energia CRE, e a Parques Ecológicos está negociando um contrato de compra e venda de energia com uma empresa de grande porte mexicana, disse Marconel. (Business News Americas - 02.12.2003)

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