l IFE:
nº 1.231 - 06 de novembro de 2003 Índice Reestruturação
e Regulação Empresas Oferta
e Demanda de Energia Elétrica Gás
e Termelétricas Economia
Brasileira Internacional
Reestruturação e Regulação 1 PPPs podem ser solução para movimentar negócios de fabricantes A formação
de parcerias de empresas públicas e privadas pode ser um bom caminho para
a retomada dos investimentos no SEE. Para as indústrias, esse retorno
significa novas encomendas de equipamentos e soluções para a área. Por
enquanto, essa parceria só tem se confirmado na área de transmissão, onde
os níveis de encomendas foram pouco afetados pela crise do setor. Prova
disso é a Siemens que, no último leilão promovido pela Aneel, confirmou
presença em três dos sete lotes licitados. Em todos, a empresa participa
de parceria por meio de fornecimento de equipamentos e soluções para a
construção e implantação das linhas de transmissão. A empresa vai fornecer
produtos para três projetos de transmissão: LT Teresina/Sobral C2/Fortaleza
(PI/CE), LT Salto Santiago/Ivaiporã/Cascavel Oeste (PR) e LT Campos Novos/Machadinho
(SC). A empresa tem interesse em participar da parceria público-privada,
mas não como investidor. Essa parceria acontecerá de maneira diferente
da proposta, com recursos estatais e privados. (Canal Energia - 05.11.2003) 2 Governo do MS inicia segunda etapa do Luz no Campo O governo
do Mato Grosso do Sul inicia dia 6 de novembro, o cadastramento das propriedades
rurais nos municípios de Corumbá e Ladário. O cadastro faz parte da segunda
etapa do programa Luz no Campo, que também beneficiará as cidades de Miranda,
Aquidauana e Anatácio. Nesta etapa, o projeto deve atender 2.018 propriedades
rurais convencionais, com investimentos de R$ 20 milhões. Desse total,
25% serão provenientes de recursos do governo estadual, 15% da Enersul
e 50% do proprietário rural. O cadastro vai até o dia 6 de dezembro. (Canal
Energia - 05.11.2003) A Eletrobrás inaugurou dia 5 de novembro o projeto-piloto do programa Luz no Campo Projetos Sustentáveis (LCPS), no município de São Fidélis, no Rio de Janeiro. O centro comunitário de produção da comunidade de Boa Esperança permitirá o resfriamento do leite produzido na região, trazendo ganhos na comercialização do produto. (Canal Energia - 05.11.2003) Os investimentos no setor de infra-estrutura, puxados principalmente pela área de energia elétrica, subiram 37,7% no país de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2002. (Canal Energia - 05.11.2003)
Empresas 1 Cataguazes-Leopoldina registra prejuízo de R$ 33 mi entre janeiro e setembro O prejuízo
líquido do Sistema Cataguazes-Leopoldina em nove meses de 2003 teve uma
redução de 37% em comparação com o igual período do ano passado. De janeiro
a setembro deste ano, o prejuízo foi de R$ 33 milhões, enquanto em 2002
o resultado fechou negativo em R$ 52,6 milhões. O resultado operacional
consolidado foi penalizado pelas despesas financeiras provenientes do
endividamento. As despesas financeiras em nove meses foram de R$ 138,7
milhões, contra R$ 165,7 milhões no mesmo período do ano passado. Já a
receita operacional bruta do grupo no período atingiu R$ 925,3 milhões,
valor 21,7% superior à receita de igual período do ano passado. Esse desempenho
refere-se aos aumentos das tarifas de energia, principalmente da Celb,
Energipe, Cenf e Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina. O grupo
conseguiu ainda reduzir em 4,5% as despesas controláveis em nove meses
do ano. De janeiro a setembro deste ano, as despesas controláveis ficaram
em R$ 117 milhões, contra os R$ 122,5 milhões em igual período do ano
passado. Já a geração operacional de caixa da Cataguazes-Leopoldina nos
nove meses do ano foi 16,7% maior em comparação com o mesmo período de
2002. Em nove meses deste ano, a geração operacional foi de R$ 196,2 milhões,
contra os R$ 168,2 milhões em igual período do ano passado. (Canal Energia
- 05.11.2003) 2 Cataguazes-Leopoldina investiu R$ 153,8 mi até setembro de 2003 Em termos de investimentos, o grupo Cataguazes-Leopoldina desembolsou R$ 153,8 milhões, montante 27,8% superior ao empregado em igual período do ano passado (R$ 120,3 milhões). Os recursos priorizaram a área de geração de energia por meio da controlada Cat-Leo Energia. De janeiro a setembro, os investimentos chegaram a R$ 94,5 milhões contra os R$ 59,6 milhões em 2002. (Canal Energia - 05.11.2003) 3 Venda de energia do grupo Cataguazes-Leopoldina chega a 4.359 GWh até setembro O mercado
de energia do grupo Cataguazes-Leopoldina, em nove meses do ano, cresceu
8,6% em comparação com igual período de 2002. Nesse período, as vendas
consolidadas chegaram a 4.359 GWh. A classe residencial foi a principal
responsável por esse desempenho. De janeiro a setembro, o consumo nessa
área foi de 1.270 GWh, contra os 1.161 GWh em igual período de 2002. Já
a classe comercial teve um aumento de 8,9% no consumo, passando de 585
GWh, em 2002, para 634 GWh. O consumo na área industrial cresceu 5,9%,
com demanda de 1.574 GWh em nove meses. (Canal Energia - 05.11.2003) 4
Eletropaulo quer melhorar índices DEC e FEC 5 Chesf e Alusa pretendem investir US$ 82 mi na África A Chesf
assinou memorando com a Alusa para investimentos de US$ 82 milhões em
Moçambique e Angola, na África. Segundo o presidente da Chesf, Dilton
da Conti, esse consórcio é a primeira tentativa de internacionalização
da Chesf. "As empresas identificaram que há grandes oportunidades de negócios
na África, especialmente nesses dois países que estão sendo reconstruídos",
afirmou. A medida também faria parte da política externa do presidente
Lula, que deseja incentivar os investimentos brasileiros no continente
africano. Apesar da assinatura do memorando, ainda não há definição de
quando se daria esse investimento nem a forma de retorno financeiro. (Jornal
do Commercio - PE - 06.11.2003) 6 Chesf estuda construção de novas hidrelétricas no Nordeste O presidente
da Chesf, Dilton da Conti, revelou que a estatal está realizando, em parceria
com empresas privadas, estudos de viabilidade para a construção de novas
hidrelétricas no Nordeste. Segundo estimativas, as localidades de Pedra
Branca e Riacho Seco, que ficam entre Sobradinho e Itaparica, podem produzir
750 MW. Já Pão de Açúcar, no baixo São Francisco, tem potencial para 250
MW. No Rio Parnaíba, projeta-se a capacidade de geração de 500 MW constante.
Os estudos estão sendo feitos para posterior licitação por parte do Governo.
A empresa que adquirir a concessão fará o ressarcimento para a Chesf e
as demais empresas responsáveis pelo inventário e estudo de viabilidade
econômica. (Jornal do Commercio - PE - 06.11.2003) 7 Cerj terá novo sistema para reduzir roubo de energia A chilena
Enersis está em processo de instalar um novo sistema para reduzir roubo
de energia em suas distribuidoras brasileiras, particularmente a Cerj,
disse o diretor financeiro da Enersis, Alfredo Ergas. As perdas de energia
na Cerj, de janeiro a setembro deste ano, aumentaram 12,6%, para 2.239
GWh, o mais alto nível registrado entre todas as distribuidoras da Enersis.
Mas "nos últimos três meses, a perda marginal melhorou, porque estamos
em processo de aplicar este projeto no setor de distribuição do Brasil",
disse Ergas, acrescentando: "Esperamos nos próximos dois meses ter melhores
notícias da Cerj com relação a isto". (Business News Americas - 05.11.2003)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica 1 Aneel nega pedido do ONS para importar energia da Argentina A Aneel
negou o pedido de importação de 1000 MW de energia da Argentina feito
pelo ONS. A agência julgou que o impacto tarifário da medida seria alto
demais. A energia argentina seria comprada por Furnas e Tractebel, mediante
um contrato antigo fechado com o grupo Cien. A Copel também tem contrato
de importação da argentina com o Cien, mas o acordo foi revisto neste
ano. Segundo a agência, a importação poderá vir a ser autorizada caso
os reservatórios do Sudeste venham a baixar até dezembro, por conta de
uma estiagem. Por enquanto, o Sudeste e o Centro-Oeste estão exportando
para o Sul cerca de 17% do consumo da região, que vive uma situação crítica.
A média histórica dos reservatórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul nesta época do ano é de índices de armazenamento acima de 90%,
mas, neste ano, com a escassez de chuvas, os índices estão pouco acima
de 30%. (Valor - 06.11.2003) 2 Não há risco de déficit no Sul, diz Aneel Segundo
a Aneel, ainda não há risco de déficit na região e houve uma ligeira melhora
do nível de água nos últimos dias. Há uma discussão na agência sobre qual
o índice de "aversão ao risco" ideal. Hoje, no Sul, ele é de 10%, mas
a proposta que está em audiência pública no site da agência propõe que
essa folga suba para 15%. No Sudeste quando o índice de armazenamento
chega a 21% já é previsto pelo ONS que se tome medidas emergenciais. O
mesmo relatório posto em audiência pública pela Aneel não considera que
o cenário hidrológico desfavorável venha a apresentar problemas de atendimento
energético mas, por precaução, recomenda uma complementação térmica de
1000 MWh médios já em outubro para garantir a confiabilidade do sistema.
Segundo a assessoria de imprensa da Aneel, o despacho térmico complementar
não foi proibido pela agência, contanto que ele não venha a representar
impacto tarifário. (Valor - 06.11.2003) 3 RGE concorda com decisão da Aneel Para o presidente
da distribuidora RGE, Sidney Simonaggio, a decisão da Aneel não representa
risco para os reservatórios do Sul porque os níveis locais de armazenagem
de água vêm subindo nos últimos dias. A agência também foi coerente com
o pedido do ONS, que em nota técnica havia solicitado a ampliação da "curva
de aversão ao risco" de 10% para 15% na região, entende o executivo. Segundo
Simonaggio, o ponto mais importante para o abastecimento na região Sul
é a bacia do Iguaçu, no Paraná, que garante os níveis de tensão necessários
no sistema local para permitir a importação de energia do Sudeste. Para
isto, as usinas instaladas no rio precisam de pelo menos 15% de armazenamento
de água e, conforme o ONS, os patamares mais baixos registrados na segunda-feira
eram de 18% na hidrelétrica Salto Santiago e de 20,3% em Foz do Areia.
(Valor - 06.11.2003) 4
Presidente da Copel descarta risco de racionamento de energia no Paraná 5 Consumo no Sul chega a 7.432 MW médios O consumo
no Nordeste registra queda de 5,94% nos últimos sete dias. Na última terça-feira,
dia 4 de novembro, a região consumiu 6.298 MW médios, contra previsão
de 6.469 MW médios do ONS. Em relação à curva de aversão ao risco, de
6.341 MW médios, o subsistema tem baixa de 4,04% no mesmo período. O consumo
no Sul chegou a 7.432 MW médios, contra previsão de 7.039 MW médios do
ONS. Em relação ao programa mensal de operação, a região está com queda
de 6,11% nos últimos sete dias. O Sudeste/Centro-Oeste consumiu 26.215
MW médios, contra previsão de 26.800 MW médios do operador do sistema.
Em relação à curva de aversão ao risco, de 27.035 MW médios, o submercado
registra queda de 8,39% nos últimos sete dias. No mesmo período, o subsistema
acumula baixa de 7,58% no consumo. O submercado Norte registrou consumo
de 2.817 MW médios, contra previsão de 2.906 MW médios do ONS. Em relação
ao programa mensal de operação, a região tem queda de 5,85% nos últimos
sete dias. (Canal Energia - 05.11.2003) 6 Subsistema Norte está com 29,02% da capacidade Os reservatórios do Norte estão com 29,02% da capacidade, uma queda de 0,33% em relação ao dia 3 de novembro. A hidrelétrica de Tucuruí apresenta 33,8% do volume. (Canal Energia - 05.11.2003) 7 Submercado Nordeste está 7,15% acima da curva de aversão ao risco O volume
armazenado no subsistema Nordeste está 7,15% acima da curva de aversão
ao risco 2002/2003. A capacidade está em 18,02%. O índice teve uma redução
de 0,21% em comparação com o dia anterior. A hidrelétrica de Sobradinho
apresenta 14,11% do volume. (Canal Energia - 05.11.2003) 8 Capacidade de armazenamento do SE/CO chega a 40,2% A capacidade
de armazenamento do submercado Sudeste/Centro-Oeste chega a 40,2%, valor
18,6% acima da curva de aversão ao risco. O nível teve uma redução de
0,23% em um dia. As usinas de Furnas e Miranda registram índice de 58,5%
e 56,62%, respectivamente. (Canal Energia - 05.11.2003) 9 Região Sul registra acréscimo de 0,05% em relação ao dia anterior O subsistema Sul registra 34,45% da capacidade, um acréscimo de 0,05% em comparação com o dia anterior. O nível da hidrelétrica de Machadinho está em 48,02%. (Canal Energia - 05.11.2003)
Gás e Termoelétricas 1 Eletrobrás estuda levar gás natural para térmicas no Amazonas A Eletrobrás estuda levar o gás natural de Urucu, na região amazônica, para as termelétricas da região de Manaus, como forma de substituir a térmica Amazonas, uma das unidades da El Paso em Manaus. A informação foi dada pelo presidente da Eletrobras. Segundo Pinguelli, a usina é velha e ultrapassada e não vem preenchendo os requisitos necessários para o fornecimento de energia elétrica à Manaus Energia. Pinguelli reuniu-se com a ministra Dilma, e o diretor de Gás da Petrobras, Ildo Sauer para tratar do assunto. A idéia, segundo o presidente da Eletrobrás, é que a Petrobras disponibilize turbinas de bi-combustíveis da empresa para colocar imediatamente energia em Manaus. "Ainda assim, a energia sairia mais barata do que os atuais R$ 400 por MWh, preço final do produto fornecido pela El Paso da Amazônia, depois de computados os gastos com impostos e combustíveis", afirmou. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) 2 Contrato com a El Paso só depende de aprovação do Conselho de Administração Sobre as
negociações com a El Paso com vistas à renovação do contrato de fornecimento
da energia à Manaus Energia, Pinguelli garantiu que, para a Eletrobrás,
o contrato já está acertado, faltando apenas a ratificação do conselho
da empresa, o que deverá ser feito no próximo dia 12. "O problema é que
a El Paso do Brasil firmou um contrato conosco em condições bem mais vantajosas
e agora, provavelmente desautorizada pela holding, em Houston, quer dar
para trás", disse. O executivo esclareceu que a usina da El Paso que deverá
ser descartada pela Eletrobrás é apenas a Amazonas, uma vez que a usina
Rio Negro encontra-se com contrato em plena vigência e em condições bem
melhores do que a Amazonas. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) 3 Dilma quer aumentar participação do biodiesel na matriz energética A ministra
Dilma voltou a defender o crescimento da utilização do biodiesel na matriz
energética brasileira, em encontro ontem com deputados federais. O principal
estudo debatido durante a videoconferência "O Biodiesel e a Inclusão Social"
foi o da geração de combustível a partir da mamona. Há um projeto para
se incentivar o cultivo da mamona para produção do biodiesel no semi-árido
brasileiro. Mais do que a questão energética, este é um projeto que pode
aperfeiçoar até mesmo a reforma agrária no Brasil, uma vez que contém
soluções em vários âmbitos: energético, agrícola, ambiental e social.
"A idéia é assentar e dar sustentabilidade aos assentados", explicou Dilma.
A ministra calcula que sejam necessários R$ 62 milhões para que o projeto
de substituição de energia não-renovável por biodiesel possa ser completado.
A proposta do governo é que a partir de 2005 o biodiesel produzido no
País substitua em 2% o diesel mineral consumido. Este percentual iria
aumentando até chegar a 5% em 2010. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) 4 Bahia incentiva pesquisa do biodiesel O biodiesel
como combustível automotivo deve se tornar realidade na Bahia a partir
de pesquisa da Rede Baiana de Biodiesel - integrada por institutos de
pesquisa e governo, sob coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
De baixo teor poluente e renovável, o biodiesel baiano é extraído da mamona,
do babaçu e do dendê. O combustível foi testado em laboratório e a pesquisa
permitirá que até 2005 seja produzido em escala industrial. (Gazeta Mercantil
- 06.11.2003) 5 Projeto cearense de produção de biodiesel é apresentado a ministra do MME O projeto cearense de produção de biodiesel a partir de mamona foi apresentado ontem aos deputados federais e à ministra Dilma Rousseff, pela Comissão de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara, em Brasília. A unidade móvel da empresa incubada da Universidade Federal do Ceará (UFC), Tecnologias Bioenergéticas Ltda (Tecbio), produziu diesel vegetal (biodiesel) para uso em um trator, dois ônibus, um carro e um gerador de energia elétrica. (O Povo - 06.11.2003) A usina nuclear Angra 1 voltou a funcionar parcialmente ontem depois de 90 dias paralisada. Segundo informações da Eletronuclear, a usina entrou em operação no final da tarde de ontem com 20% de sua potência, o que equivale à geração de 630 MW. Segundo a empresa, este procedimento deve permanecer até hoje, quando a potência da usina deve subir de forma gradativa. A usina esteve desligada durante esses três meses para reabastecimento do combustível nuclear e para avaliação do gerador de vapor. Segundo a Eletronuclear, o programa de paralisações foi alterado para que a próxima parada seja feita em oito meses e que pequenas paradas intermediárias possam ser programadas entre as interrupções anuais para troca de combustíveis. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) O presidente da Sulgás, Hugo Mardini, informou que foi aprovada ontem a criação da Frente Parlamentar Gás para o Brasil, composta por mais de 80 deputados, a maioria dos estados do Sul e Mato Grosso do Sul. (Correio do Povo - 06.11.2003)
Economia Brasileira 1 Brasil fecha acordo de US$ 6 bi O ministro Palocci anunciou os detalhes do novo entendimento com o Fundo ao lado da vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger. Palocci disse que o país terá acesso a uma linha de crédito de US$ 14 bilhões, dos quais US$ 6 bilhões em dinheiro novo e US$ 8 bilhões remanescentes do acordo atual. A Fazenda diz que o acordo é "preventivo": não há intenção, a princípio, de sacar os recursos. Haverá também mais prazo para o pagamento das dívidas com o Fundo e a possibilidade de destinar ao setor de saneamento básico R$ 2,9 bilhões em 2004. No acordo anunciado por Palocci, porém, o ponto central continua sendo um superávit médio de 4,25% do PIB em 2003 e 2004 - com a inovação que permite gastar em 2004 o dinheiro cortado além do necessário neste ano. (Folha de São Paulo - 06.11.2003) 2 Serra: governo deveria ter desvalorizado o câmbio O ex-ministro José Serra, afirmou que o país atravessa "um novo ciclo de sobrevalorização cambial", qualificado por ele como "equivocado". Ele sustentou que o governo deveria ter aproveitado o desaquecimento da economia para desvalorizar o real, favorecendo ainda mais as exportadoras. "A meu ver se deixou de lado uma oportunidade de ter um câmbio mais favorável. A situação de recessão, com a economia bem desaquecida, sem correção monetária, com boa parte dos choques de preços amortecidos, era uma boa oportunidade para manter o câmbio mais desvalorizado", argumentou. "A médio e longo prazo, o Brasil tem que ter uma taxa de câmbio mais competitiva." Ao mencionar a questão do câmbio, limitou-se a dizer que o Brasil precisa gerar superávits comerciais crescentes porque "enfrenta hoje um desequilíbrio maior nas suas contas" e por ter uma economia mais aberta. Segundo Serra, comparada com uma cesta de moedas dos principais parceiros comerciais brasileiros, a cotação do real retornou ao nível anterior ao do Plano Real. (Valor - 06.11.2003) 3 Seminário no Rio debate crescimento Pressupostos para a volta dos investimentos, taxas de juros e spreads bancários dependem de mais competição e menos depósitos compulsórios. O ex-presidente do BC, Gustavo Franco, desafia o crescimento sustentável. "Vai ter crescimento se o empresário se sentir à vontade de tomar crédito a prazo de 10, 15 anos", disse. Franco avalia que há espaço para redução da taxa básica de juros para além do que indicam as previsões do mercado, de encerrar o ano aos 17%. "Estamos ainda sob impacto de um conservadorismo da época do plano de estabilização" disse ele. A defesa da queda dos juros foi sustentada curiosamente a partir da comparação do governo atual com o seu mandato, quando a Selic foi cravada em 19%, percentual que Franco classifica como cabalístico. O aumento das importações e da produção de bens de capital, contudo, levam economistas a acreditar no crescimento da economia para além de 2004. O discurso de Hamilton Kai, do Ibmec, começa prudente: "Vamos crescer no próximo ano com base na capacidade ociosa". Mas, termina otimista, chamando atenção para a reviravolta da indústria na aquisição de bens de capital de setembro em diante. Franco lembra que a Formação Bruta de Capital Fixo representa "vergonhosos" 15% do PIB, enquanto a média das economias emergentes aponta para 35%. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) 4
IBGE mostra expansão da indústria A inflação
perde força em São Paulo, segundo a Fipe. A evolução média dos preços
foi de 0,63% no mês passado, abaixo do 0,84% de setembro. Para este mês,
é prevista nova redução da taxa, que deve ficar em 0,4%, inferior ao 0,5%
estimado anteriormente pela própria Fipe. Até outubro, a inflação é de
7,44%. "Estamos entrando em um período de acertos. ", diz Heron do Carmo,
coordenador do índice da Fipe. "As maiores pressões já passaram, e as
taxas deverão ficar bem comportadas agora." Em outubro, as pressões inflacionárias
vieram dos preços administrados. Os serviços de água e esgoto, de táxi
e de telefonia celular registraram inflação de 0,33%, pouco mais da metade
da taxa. (Folha de São Paulo - 06.11.2003) O dólar
comercial opera em leve alta neste final de manhã, enquanto o mercado
assimila as últimas notícias dos cenários interno e externo. Às 12h01m,
a moeda era negociada por R$ 2,869 na compra e R$ 2,871 na venda, com
valorização de 0,27%. Ontem, o dólar ignorou as notícias sobre o esperado
acordo com o FMI e encerrou em leve alta de 0,06%, a R$ 2,862 para a compra
e a R$ 2,864 para a venda. (O Globo On Line e Valor Online - 06.11.2003)
Internacional 1 Enersis quer melhoria dos ativos de distribuição a partir de 2004 A holding
chilena de energia Enersis planeja focar na melhoria de seus ativos de
distribuição a partir de 2004, mas está "aberta" a novas oportunidades
de geração na região, disse o diretor financeiro da empresa, Alfredo Ergas.
A Enersis dedicou 2003 à redução da dívida e planeja, assim que concluir
seu programa de refinanciamento, até o final do ano, dar um passo atrás
e consolidar sua posição na região, particularmente em termos de distribuição,
disse Ergas. A empresa pretende concluir os projetos hidrelétricos Ralco
e Forteleza, no Chile e no Brasil, respectivamente, em meados de 2004,
e depois investir cerca de US$ 300 milhões por ano para acompanhar o crescimento
da demanda orgânica em suas subsidiárias de distribuição, disse Ergas.
(Business News Americas - 04.11.2003) A distribuidora
norte-americana de energia AES informou ter interesse em comprar a maior
usina de energia do estado de Victoria, na Austrália. A notícia representa
uma mudança de posição da companhia, que tinha decidido deixar o país
no ano passado. A empresa ofereceu US$ 2,2 bilhões pela usina de Loy Yang
A, responsável por um terço da energia do estado de Victoria e por 5%
da energia total da Austrália. Um porta-voz da AES informou que a empresa
apenas expressou seu interesse na aquisição, mas uma oferta oficial da
companhia ainda não foi apresentada. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003) 3 Falta de propostas anula nova licitação da Pemex A licitação para o quarto projeto de produção de gás natural no México foi anulada por falta de propostas, informou a empresa petrolífera estatal Pemex. Ontem, venceu o prazo para apresentar as ofertas técnicas e econômicas para a exploração do bloco Corindón-Pandura pelo sistema de Contratos de Serviços Múltiplos, mas "as empresas que adquiriram as bases decidiram não apresentar nenhuma proposta", informou a companhia em um comunicado. Contudo, a Pemex deixou claro que, pelo previsto na lei de Obras Públicas e Serviços Relacionados, poderá ser emitida uma segunda convocação. (Gazeta Mercantil - 06.11.2003)
Equipe
de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás Visite
o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas
do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras |
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